14jun
Estudo do dia 17/04/2014
Tema de hoje – A Gratidão.
 
Aqui procura um pouco mais de conhecimento, e também um pouco da vibração Amorosa que recebemos desses companheiros que com suas palavras nos ensinam a aprender com as nossas dificuldades e conflitos. Com Gratidão, Vilma.
No Evangelho – A ingratidão dos filhos e os laços de família. Santo Agostinho.
Esta semana não tenho um tema. Minha intuição foi que já tinham algum assunto para nos trazer que seria muito importante para nós. Estamos aguardando o contato dos nossos irmãos e companheiros de estudos. Vamos nos preparando para mais esse encontro elevando nossos sentimentos em Gratidão por mais essa oportunidade. Encontro este onde encarnados e desencarnados se reúnem num mesmo objetivo – o aprendizado e a Amor fraterno. Vamos aguardar o representante ou a representante do grupo espiritual que vai abordar hoje o tema a ser estudado, e mais uma vez este encontro vai nos trazer muito Amor e vai enriquecer nossos conhecimentos.
Boa noite! Eu venho como representante do grupo. Meu nome é Adélia.
Eu – Boa noite! Seja bem vinda Adélia.
 
Você já esteve conosco algumas vezes e é sempre muito bom falar com você. Gratidão pela sua presença, e pela presença de todos. Os que nos auxiliam. Os que sustentam a vibração enquanto conversamos, e aos que como nós estamos aqui aprendendo. Sejam todos bem vindos!
 
Obs.; Durante todo texto vou me referir a essa presença com a inicial do seu nome, A.
A – Eu agradeço em nome de todo grupo, lembrando que eu sou só uma porta voz do grupo, não sou um espirito mais evoluído. Sou só uma porta voz de um grupo que decidiu discutir sobre um assunto para trazer para vocês.
A – O assunto nós debatemos bastante, principalmente olhando para os nossos irmãos encarnados é um assunto que saiu agora no inicio. A Gratidão! Nós temos focado bastante e temos visto o quanto é importante à sensação de ser Grato. De identificar o beneficio recebido e de então exercer a gratidão. O que nós temos visto é um sofrimento muito grande por espíritos encarnados, ou os nossos que ficam se sobrecarregando vendo principalmente as suas deficiências e as suas dificuldades e sobrecarregam as suas orações com pedidos. Pedidos intermináveis. Difíceis. Isso leva a uma grande frustração e a uma sensação às vezes de abandono que não deveria ocorrer porque na realidade não há abandono nenhum – só há a necessidade de suprir todos os desejos infantis de um espírito ainda em vias de evolução. E o grande medicamento para esse sofrimento – o sofrimento do egoísmo – o sofrimento da necessidade – da sensação constante da necessidade – da falta de prosperidade – da sensação de não ter os seus pedidos atendidos, é a percepção do quanto temos. Cada um de nós. Quer seja no período de encarnação, ou no período do plano espiritual. O quanto recebemos no dia a dia, e isso acaba se tornando tão banal para alguns que não percebem o quanto somos beneficiados. Somos beneficiados por fenômenos naturais que nos dão vida, que nos mantém vivos quer na vida espiritual, quer na vida encarnada quer na vida material. Somos beneficiados muitas vezes por espíritos irmãos nossos que surgem às vezes de maneira inexplicáveis em nossas vidas para nos auxiliar – para suprir nossas necessidades. Muitas vezes para suprir nossas necessidades de afeto, mas muitas vezes para suprir necessidades de aprendizagem e de crescimento. Quantos mestres já nos foram enviados, e mesmo após aprendermos com eles muitas vezes esquecemo-nos do reconhecimento e da Gratidão para nos desviarmos para olhar para uma falta ou para uma necessidade não suprida – ou para um desejo não realizado. Será que precisamos continuar vivendo valorizando a nossa pouca prosperidade, valorizando nossos desejos, valorizando nossas dificuldades, que na maioria das vezes não existem. Elas são dificuldades percebidas por nós. Mas não são reais. E a Gratidão é o grande balsamo a grande saída para muitos estados de tristeza, ou como chamada entre os encarnados – estados depressivos – estados ansiosos. Porque quando eu sou grato, quando reconheço o quanto tenho recebido – eu não posso ficar deprimido ou angustiado se eu recebo bastante. Isso me mostra a condição de um futuro brilhante sem a necessidade da pré-ocupação da dificuldade. Então a Gratidão deveria ser ensinada desde muito criança quando encarnadas, como aos espíritos desencarnados que muitas vezes esquecem-se do tanto que receberam. Vocês quando na realização dos atendimentos apometricos muitas vezes só conseguem quebrar um estado de dificuldade de entendimento trazendo um Amor do passado. Um amor de mãe – uma figura que representava o Amor. Por quê? Porque isso é despertar no outro o sentimento de Gratidão, despertar o sentimento de pertencimento, de merecimento.
Eu – A Gratidão então esta ligada ao Amor? Se não estou me sentindo Grato não estou no Amor?
A – Sim. A Gratidão é um derivado do Amor. Porque se você recebe Amor e não o percebe – você não é grato – mas a partir do momento em que você percebe… E no dia a dia é importante que percebamos quer no estado de encarnação, quer no estado de espírito errático, (muitas vezes alguns encarnados confundem errático com errado, e é bom deixar claro que errático está na erraticidade, não encarnado, senão acaba tendo uma interpretação até engraçada) o estado de reconhecimento do Amor sem dúvida – gera Gratidão. Não há quem ao sentir-se amado não deseje amar – não deseje Agradecer. Portanto a Gratidão é um derivado do Amor – mas é um derivado da percepção do Amor. Quantos não estão tão ocupados olhando para as suas mazelas, olhando para as suas fragilidades, para os seus medos, para as suas pseudo dificuldades e não conseguem reconhecer o Amor intenso que recebem ininterruptamente. Lembra-se do conceito de pecado? Pecado é não reconhecer a Centelha Divina que existe no outro e em você mesmo. Pois é! Quando eu reconheço que existe uma Centelha Divina no outro e que existe uma Centelha Divina em mim – eu passo a reconhecer o quanto Amor é destinado a mim e a todos os filhos do Pai – e ai não da para não ser Grato.
Eu – Mas o sentimento de Gratidão não está apenas no você receber, acho que o sentimento de Gratidão ele se faz presente em situações aleatórias. Eu acho que é ESTAR em Gratidão. Seria isso? Porque não é só agradecer o que te acontece. É SENTIR-SE Grato.
A – Sim! Não é só agradecer o que te acontece. Mas a Gratidão pelo Amor que te cerca. O que você chamou de estado de Gratidão é a percepção do Amor que nós recebemos. O Amor Incondicional. Todos nós o recebemos.
Eu – E esse estado está em cada um por ter a chuva – o sol – a natureza…
A – A forma como esse Amor se manifesta é praticamente onipresente. Nós é que não reconhecemos o Amor que existe no nascer do Sol – o Amor que existe no despertar de um sono. O Amor que existe nos encontros, nos desencontros nas possibilidades. O Amor que existe em todas as oportunidades! E muitas vezes nós dizemos – puxa tive sorte! E não reconheço o Amor. Porque quando eu reconheço – eu sou Grato.
Eu – Um fato que acontece na nossa vida e que muitas vezes vemos como negativo ou ruim – isso pode estar acontecendo para nos libertar de muitas prisões – este acontecimento pode ter Amor!
A – No mínimo para nos libertar da ignorância. Então muitas vezes as coisas que te incomodam deveriam ser também situações de Gratidão. Há! Mas me trouxe sofrimento! O sofrimento é uma opção. O que nos traz é oportunidade. Nós é que acabamos usando termos que mais fecham as portas do que auxiliam. Quando eu olho para alguma coisa e digo – isso me faz sofrer. Quando olho para alguma coisa e digo – isso é um problema – eu estou fechando portas. Mas se algo me incomodou e eu digo – opa eu tenho oportunidade de modificar isso. Ou digo – não tenho oportunidade de modificar – é um fato. Já aconteceu. Ai eu tenho a oportunidade de modificar como eu vejo esse fato por mais que ele já esteja sacramentado. Mas eu sempre tenho a oportunidade. Se isso me incomodou eu tenho a oportunidade de mudar no mínimo a minha visão sobre o que ocorreu quando não é possível mudar o fato.
Eu – Um exemplo! Uma criança – ela tem uma dificuldade com os pais. Um dos pais é alcóolatra – depressivo – ou suicida… Essa criança cresce com essa condição de sentimento, ao mesmo tempo se sentindo culpado o que é comum um filho se sentir culpado com a infelicidade dos pais. Como fica isso? Sentir o Amor numa situação dessas?
A – Basta resinificar o que acontece. Nada é por acaso. Os problemas. Se eu parar de chama-los de problemas e começar a chama-los de oportunidades. Se eu parar de olhar e disser – isso é um sofrimento – isso é algo que me incomoda – talvez eu não possa mudar o fato, como eu disse. O seu pai se suicidou. Eu não posso mudar esse fato. É um fato sacramentado. Mas eu posso mudar a forma como eu encaro esse fato. Se eu me vitimizar e disser – ó pobre de mim sou filho de um suicida a vida não vale a pena. Agora se eu olhar e pensar – poxa eu não concordo com o suicídio olhem que sofrimento que trouxe a todos que o cercavam. Eu nunca vou me suicidar. Eu vou enfrentar a vida com coragem. Mudou totalmente! A escolha é minha! Todos nós já passamos por encarnações nas quais tivemos dificuldades diferentes. E cabe a nós não fixarmos nestas situações chamadas de dificuldades, de problemas, lutas. Cabe a nós olharmos para essas situações e aprendermos com elas. Cabe a nós pararmos de tentar classificar cada situação como boa ou ruim. Não existe essa dualidade, esse maniqueísmo. As coisas não são só boas ou só ruins. Muitas delas são só coisas. Nós é que classificamos. Há quem receba um presente e acha isso ruim. Portanto! Não é a coisa que ocorre o importante, mas a forma como se encara a coisa.
Eu – E essa pessoa pode após um entendimento passar a ver isso até com Gratidão pelo aprendizado que ela teve, e como bagagem que ela pode levar para outras pessoas através desse sofrimento e da dor?
A – Mas pense mais não no sofrimento. Mas na superação do sofrimento. Porque quem continua sofrendo ainda não percebeu que se eu sofro por um fato, principalmente no período de encarnação em que existe o limite do tempo – se eu sofro por um fato que ocorreu, e se, ele já ocorreu – que eu sofra naquele momento, mas a partir do momento em que o tempo mudou – o limite do sofrimento acabou. A escolha para continuar sofrendo é minha.
Eu – Ai você está falando de situações consideradas mais sérias. Mas tem pessoas que se prendem a vida inteira em sofrimentos por fatos tão banais. Isso é egoísmo?
A – Sim. E vitmismo. E toda pessoa que se vitimiza é egoísta. Até porque – o que é um vitimismo? É achar que – ó pobre de mim que isso só acontece comigo. Isso é de um orgulho absurdo! Porque da à impressão que o mundo roda e gira porque eu vivo.
Eu – Então o aprendizado é o de encarar esses fatos de uma maneira amorosa?
A – Não só amorosa. Mas também respeitosa. Porque também eu ficar desesperado pelo que aconteceu ao outro – é não respeitar o seu destino. Destino não no sentido de sina. Mas respeitar o que aconteceu. Se aconteceu com ele. Eu preciso respeitar.
Eu – Mesmo que esse ele seja um pai – um filho – uma mãe…?
A – Principalmente se esse ele for um pai, um filho, um irmão. Porque essas pessoas não foram colocadas ao seu lado para que você os blinde. Mas sim para que você conviva com eles. Então o que acontecer a eles faz parte do destino deles. Óbvio que isso não significa que você deva abandonar a todos ao deus dará. Isso significa que há algumas coisas que fogem do seu controle. Desça do seu pedestal! Você não é o controlador do mundo. Você não é o ser especial pelo qual o Sol nasce todos os dias. Quando nós percebemos que somos todos um, e que estamos todos ligados e que ninguém se vai, da mesma forma que ninguém chega. E que nós só estamos nos apresentando em momentos diferentes. Ai nós passamos a respeitar o que acontece – e deixar o que aconteceu no dia em que aconteceu. Porque reativar um sofrimento que já passou e continuar olhando para esse sofrimento? Isso se chama APEGO.
A – É difícil para o ser humano lidar com isso, porque inclusive a psicologia trabalha em cima disso. Do passado. Os consultórios psicológicos estão lotados de pessoas que ficam anos e anos falando sobre passado. Não seria mais fácil acrescentar um trabalho como esse? De reconhecimento do presente e Gratidão pelo passado?
A – Sim. Seria bem mais fácil. Mas ainda é mais fácil consultar um psicólogo do que mudar nossas dificuldades. O psicólogo, o sacerdote…
Eu – Que prometa resolver o meu problema sem que eu faça o menor esforço? Um bom psicólogo ou terapeuta não faz isso.
A – Um bom sacerdote também não. Mas a maioria das pessoas que vai a procura de um sacerdote, de um psicólogo ou terapeuta tem a expectativa de jogar aquele peso nos ombros do outro. Não que os psicólogos terapeutas ou os sacerdotes façam isso de regra. Os que não estão bem preparados acabam inclusive se sobrecarregando porque tentam carregar os pesos alheios.
Eu – Então quer dizer que a Gratidão é sempre um sentimento que alivia os sofrimentos e as dificuldades?
A – A Gratidão é um antidoto para o sofrimento. A cada vez que você se sentir incomodada. A cada vez que você se sentir sofrendo. A cada vez que você se sentir longe do seu caminho – numa encruzilhada. Seja Grato! Porque muitas das coisas que você chama de dificuldades. São oportunidades! O que é uma encruzilhada se não um momento de possibilidade no mínimo entre dois caminhos. E isso é uma dadiva. Porque alguém que não tem nunca essa possibilidade não sabe o que é o fruto de uma escolha.
Eu – Que lindo!… Alguém quer fazer perguntas?
Uma pessoa do grupo pergunta – Uma doação já é uma Gratidão?
A – Uma doação em que sentido?
Pessoa – A você se doar – sei lá – fazer as coisas amorosamente sem a intenção de receber algo em troca. Se doar já é uma Gratidão né?
A – Na maioria das vezes não. São sentimentos que estão próximos. Mas que não é a mesma coisa. Na maioria das vezes isso é uma questão de caráter. Uma questão de percepção do seu espaço no mundo encarnado ou desencarnado. Não é uma forma de Gratidão – mas sim – uma forma de agir de acordo com o seu caráter – de acordo com as suas necessidades. Não uma gratidão. O agradecer muitas vezes esta na contemplação. O agradecer é um ato humilde em que eu reconheço no outro, ou mesmo em Deus. A Grandiosidade. Reconheço o auxilio. Reconheço o Amor. Reconheço basicamente a centelha de Deus – ou mesmo reconheço a energia Divina. Agora agir de uma forma correta, agir de uma forma a si doar. Não necessariamente é uma gratidão – também é um reconhecimento. Mas é seguir os ditames do seu próprio caráter.
Eu – A doação já não esta gravada na nossa Centelha Divina? Porque se somos seres dentro de uma igualdade então já não trazemos o ato da doação?
A – Cooperação. Cooperar com o outro. Vamos tirar um pouco esse sentido de doação, porque o termo doação parece um pouco não equilibrado. Mas cooperar. O sentimento de cooperar – de estar junto – é um sentimento que engrandece todo ser humano. O problema é que não é ensinado principalmente na jornada da encarnação. A maioria das nossas crianças tem sido educada para competir – para destroçar – para superar – e não para cooperar. E se você deixar as crianças sozinhas você vai ver que elas vão buscar a cooperação.
Eu – A cooperação é natural?
A – Sim. A cooperação é natural. Tudo que foge da cooperação é aprendido, ou, é mal ensinado.
Eu – Mas também se eu me proponho a doar pensando em colocar mais um tijolinho no céu. Também não vai adiantar?
A – Ai não é doação e não é cooperação. Ai é tentativa de compra de bônus.
Eu – Também precisamos ver se estão vendendo bônus. (Risos) E o pior é que nem se pergunta se estão vendendo e tenta comprar!
A – Ai, o que se vê no plano encarnado é muita gente criticando os lideres da igreja medieval que vendiam as indulgencias e continuam fazendo a mesma coisa agora. Fazendo a chamada caridade para a compra de bônus que é exatamente como vender indulgencias. Aos que vendiam indulgencias nós criticamos. Aos que compram bônus agora.. nós elogiamos! Engraçado né?
Eu – Acho que quando somos fraternos nós temos gratidão. Um estado não leva ao outro?
A – A Fraternidade é um estado que se aproxima também do Amor. E toda vez que nós nos aproximamos ou sentimos através do Amor, de Deus principalmente. O que sentimos quando vemos a natureza, por exemplo. Quando paramos um momento para observa-la. É impossível não exercitar a Gratidão! E ai você vai ver o quanto nós somos privilegiados o tempo todo. Reconhecer o Amor do Pai no nosso dia a dia suscita a Gratidão o tempo todo. Mas a maioria não tem tempo para isso.
Eu – Será falta de tempo, ou será falta de aprender a fazer isso. Muito vem do aprendizado as pessoas não tem esse habito. Os pais não ensinam os filhos a agradecer.
A – Os pais não ensinam os filhos a agradecerem e impedem os filhos de cooperarem. Isso porque ensinam que todas as pessoas devem correr muito. É muito engraçado isso. Porque vocês se acham muito modernos porque vivem depois do ano dois mil. Porque acham que o mundo está acelerado. Não é verdade?
Eu – É! E eu mexo até com computador. Você já pensou? Para quem conheceu luz elétrica com doze anos!(risos).
A – Existem textos atribuídos a Aristóteles – de 500AC que ele diz que os jovens daquele momento viviam de uma forma conturbada demais. Sem tempo, sempre apressados. Sem perceberem o que é importante. Isso pode ser uma grande ilusão. Porque você corre de que? Você corre para onde? Você corre para que? Quais são as respostas para essas três perguntas. Se você se aprofundar um pouco você vai descobrir que você não corre de nada, não corre para nada, e não corre por nada. Você corre porque você acha que esse é o estado normal de um ser humano honrado. E isso é uma ilusão.
Eu – Mas não é ilusão a pessoa que trabalha estar numa empresa por muito tempo. Entrar determinada hora sai tal hora. É Um ritmo louco. Acaba se tornando automática, ela nem percebe.
A – Ela precisa correr por causa disso?
Eu – Sim. Porque o horário nos leva a correr.
A – Se você tem horário para cumprir porque então fazer tudo no ultimo momento.
Eu – Há! Então o que você está querendo dizer é levantem-se às cinco da manhã vá fazendo tudo devagar.
A – Se correr te incomoda então porque não mudar isso. Mudar é uma opção. É exatamente como a Gratidão. É exatamente como sofrer.
Eu – A gente aprendeu que você tem que dormir da meia noite até as sete, ai das oito até… tudo vem do costume – do aprendizado. Somos condicionados
A – Sim. Mas é importante sair do condicionamento. Sair do condicionamento não significa quebrar toda a estrutura que já existe. Significa perceber que você pode transcender essa estrutura. Que você não é escravo do relógio – que você não é escravo do seu trabalho. Que você é um ser retentor de uma Centelha Divina que também deve trabalhar e que também tem deveres e alguns direitos. Mas perceber também que você pode transcender. Isso não é a sua vida. Muitas vezes você deixa de viver o que é importante para cumprir a hora e você não se dá o direito de acordar um pouco mais cedo. De dormir mais cedo. E você não percebe ainda que talvez você não precise daquelas oito horas de sono. Ai você pode fazer muitas coisas.
Eu – Você falando assim daqui a pouco vou emendar o dia e a noite.
A – E ai pergunto mais uma vez. Correndo por quê? E ai quando você for responder profundamente você descobre que está correndo porque você sobrecarregou.
Eu – É, nesse momento eu estou sobrecarregada mesmo e eu vou ter que aprender a encaixar tudo isso de uma maneira que não prejudique a minha vida.
A – E ai você vai ter que aprender a lidar com uma palavrinha chamada não.
Eu – Não! Sim.
A – Olha que interessante foi a sua resposta… É importante que reconheçamos os nossos limites. Reconhecer limites é importante – o tempo tem um limite. Se você tem um limite de trabalho porque se sobrecarregar? Porque ir buscar mais. De quem você esta fugindo? Provavelmente você foge de você mesmo. Se encare com carinho. Acolha a Centelha Divina que existe em você. Talvez isso te traga a serenidade que você pretende para passar por esses percalços dos horários de trabalho, dos horários de atividades sem precisar se entregar só a isso. Sem precisar deixar de viver. Porque a vida lhe foi um presente – e a um presente não se pode renegar da forma que muitos estão renegando. Portanto o exercício da gratidão é que você se conscientize do tanto de bem que temos recebido, e esse é o grande antidoto do que vocês chamam de problemas e que nós aqui chamamos de desequilíbrios. O exercício da gratidão todo tempo – todo tempo – sem pieguices – sem engrandecer coisas ridículas. Mas agradecendo o que é importante. Agradecendo inclusive o que essas coisas ridículas nos trazem de aprendizado. Só não devem agradecer o algoz de uma violência, mas, você deve agradecer o fato de ter passado por uma situação de violência – ter sobrevivido a ela – e de ter capacidade de olhar e reiniciar – porque o Pai te deu essa capacidade, nos deu a todos essa capacidade de recomeçar. Sempre!
Eu – Você acha que cada vez que acontece uma situação dessas é um recomeço?
A – Nós estamos recomeçando o tempo todo e não percebemos. A cada dia. A cada despertar quase como um renascimento do espirito no corpo carnal novamente.
Eu – É por isso que nós mudamos tanto, né? Hora gosto do azul, depois gosto do vermelho…
A – Sim. E a cada mudança estou renascendo tal qual uma Fênix.
Eu – Falando em renascimento. Nós estamos na véspera da Pascoa que movimenta ai uma boa parte da humanidade fazendo um ritual católico. Como é isso. Para mim isso é confuso. Se renascemos a cada acontecimento. O porquê desses rituais?
A – A maioria dos rituais tem fundamentos muito antigos espirituais que já foram esquecidos e que não são muito divulgados. A maioria dos rituais tem efeitos metafóricos e tem a sua importância. Infelizmente como a divulgação dos seus fundamentos não ocorrem mais, muitos deles se perderam. O que você chamou de ritual agora na realidade é uma troca de doces e guloseimas onde se esquece de revisa a possibilidade de renascimento. Esse momento é um momento em que eu percebo que eu posso renascer o tempo todo. Mesmo que eu desencarne. Mesmo que ocorra uma morte das mais dolorosas. Todo mundo se lembra da cruz. Da dor da cruz. Mas ser crucificado naquela época era um sinal de vergonha. Crucificação era o castigo para aqueles que eram tidos como paria sociais. Ser crucificado naquela época era como ser preso hoje. Portanto o que se viu não era só a dor da morte, mas, era a vergonha social. Muitos vão chamar de ressurreição – de reencarnação, de reaparecimento da energia do Cristo. O é importante é que naquele momento mostrou que não importa o que aconteceu, se foi algo que te foi infame. Não importa que você fosse humilhada. Não importa que você cometesse erros absurdos. Não importa se você se dedicou ao crime. Não importa! Você sempre tem a oportunidade de renascer. De recomeçar. Portanto essa metáfora deve ser entendida com mais profundidade. Os chocolates não são importantes.
Eu – Mas para que haja esse renascimento a pessoa tem que se permitir, porque senão essa metáfora fica na festa, na comida.
A – A comida e a festa é apenas uma fuga para não se reconhecer. Não reconhecer as mudanças.
Eu – Quando eu decido mudar, eu estou me amando, me olhando amorosamente e me dando essa chance?
A – Nem sempre. Mas toda mudança traz uma nova oportunidade de aprendizado porque se você ficar parado ou sentado você não vai ver a mudança e aprender. E somos nós que ficamos classificando de bom ou ruim. A mudança é simplesmente parar de andar para o nordeste e passar a andar para o noroeste, por exemplo. Eu vou mudar de caminho ai vou conhecer outras áreas. É só isso! Não é erro ou acerto. Não é bom ou mal. É só oportunidade de conhecer outras coisas – outras paisagens – outros lugares – outras pessoas. Nós vamos estar o tempo todo fazendo isso. Se não for nessa vida vai ser na próxima – ou na outra.
Eu – Mas uma mudança exige responsabilidade. Se você não tomar o caminho para o noroeste e não gostar do caminho para o noroeste vai ter que assumir mesmo assim.
A – Sim. E responsabilidade é a habilidade de responder – não é culpa. A maioria das pessoas lida com culpa. Há eu mudei e agora me sinto culpado. Nós estamos constantemente mudando. Tanto na encarnação como no período desencarnado. No período encarnado muito mais porque as interações são muito maiores. Há muitos espíritos desencarnados que praticamente se isolam, e por estarem no estado de espíritos na erraticidade não tem a inter-relação que ocorre tão espontaneamente durante o período de encarnação e isso acontece porque vocês tem interdependência, coisa que não ocorre entre os desencarnados. A Gratidão deve ser um exercício e é importante que se comece a exercitar a Gratidão porque nós temos sempre exercitado o reconhecimento de problemas, e o que é mais sério, possíveis problemas, e nos assoberbamos de trabalho por hipóteses que nunca vão ser confirmadas.
Eu – Mas eu penso que o ser humano tem muito mais facilidade de reconhecer problemas do que uma Gratidão.
A – Sim. Mas isso por causa do lado animal do cérebro humano, o lado Reptiliano quer evita sofrimento e evitar riscos, mas nós não podemos viver só por isso. É importante transcender. Ou se você só usar o seu cérebro reptiliano de uma forma não pejorativa, talvez você se torne apenas um réptil!
Eu – É muito forte isso.
A – Que não tenha conotação pejorativa.
Eu – Sim eu sei que não tem, mas mesmo sem ser pejorativo é muito forte. Por exemplo! Sei que vai dizer que cada caso é um caso, mas está na mídia um pai que matou o filho por causa de herança. Esse pai ele está nesse lado reptiliano?
A – O que você acha? Será que ele agiu com caridade. Com reconhecimento de Amor. Com Gratidão? Ou ele agiu para acumular mais comida porque ele tem medo de passar fome? Ele agiu como um Jacaré ou um Crocodilo que quer comer bastante porque tem medo de passar necessidade? Ou ele agiu como um ser que reconhece a Centelha Divina em todos os outros seres? Ele reagiu por medo da falta. Da escassez.
Eu – Será que foi por medo?
A – Sim. Sempre. O medo da escassez. Não o medo que você pensou agora. Mas o medo da escassez. Então ele não era uma pessoa que viu a prosperidade e o Amor. Ele via sempre a dificuldade e a escassez. Então ele tinha que passar por isso mesmo que fosse através da violência. Tal qual o crocodilo.
Eu – Eu pergunto? Essa pessoa vive neste estado ou ele no momento manifestou esse lado reptiliano do cérebro dela.
A – Todos têm a capacidade de se manifestar em diversos estados. Não é porque aquilo foi feito naquele momento que esse ser não tem a centelha Divina e é o tempo todo um réptil. Essa é uma grande dificuldade porque nós achamos que se ele fez algo tão tenebroso pela nossa visão ele tem que ser tenebroso o tempo todo. Talvez ele tenha tido um ato de extrema caridade quase simultaneamente.
Eu – Então o que nos mantém afastados desse lado nosso é o entendimento do Amor e o Orai e vigiai o tempo todo?
A – Transcender não significa abandonar. Então mesmo nos que transcenderam. Mesmo Jesus quando encarnado ainda tinha umas reações reptiliana, mas controlada.
Eu – Isso pode acontecer numa crise de ciúme, de medo… Muitas coisas podem nos levar a um ato totalmente réptil?
A – Sim. Como eu disse o medo da escassez que gera o sentimento de incapacidade. Não se sente capacitado. Na realidade é realmente um sentimento de baixíssima autoestima. Não se sente adequado. Cabe a quem transcendeu controlar essa vibração. Mas só se controla o que se reconhece, e a maioria dos encarnados negam esses sentimentos.
Eu – É! Negamos porque todos esses sentimentos são o famoso pecado. A raiva é pecado. O ódio é pecado. O ciúme.. Não é assim? Então eu os nego.
A – Então como tudo isso é pecado eu não devo olhar para eles, e como eu não olho eu acabo tendo surtos. Há um arrependimento absurdo depois disso. Agora se esse arrependimento levar a culpa e a paralisia – ai vai levar um grande tempo para a recuperação. E como o tempo é relativo… O que é uma encarnação ou dez encarnações perante a eternidade. Isso não quer dizer que nós devamos desperdiçar encarnações. Mas dez encarnações, que elas somem oitocentos anos, se você pegar um matemático e pedir para ele pegar oitocentos divididos pelo infinito – da zero. Portanto ok. Não devemos desperdiçar, mas também não devemos julgar quem desperdiçou.
Eu – Realmente depois de todos esses aprendizados a gente fica com muito cuidado quando escuta esses casos. Somos treinados a condenar essas pessoas.
A – Até porque os atores que são envolvidos nesse processo não estão aqui estreando. Já vem de outros momentos.
Eu – Estão dentro do processo?
A – Sim. São resgates dolorosos. Mais uma vez. Para que possamos transcender o nosso lado reptiliano – Gratidão – Gratidão – Gratidão. Nós todos aqui do grupo de estudos somos Gratos a vocês por permitirem esse contato. Somos Gratos aos mentores que tem dirigido esses estudos. Somos Gratos aos irmãos do plano espiritual que conseguiram esse contato. Somos gratos aos companheiros que com suas vibrações sustentam essa conexão, esse intercambio. E somos Gratos ao Pai pelas tantas oportunidades que temos recebido. Boa noite.
Eu – Boa noite. Nossa Gratidão também. Sejam sempre bem vindos e essas palavras enriquecem muito nossa caminhada aqui. Gratidão.
Neste momento se manifesta Pai Benjamin, mentor da Fraternidade – Vocês deviam rir mais né?
Eu – Rir com tudo isso?
B – Tem que rir mais. Rir é uma forma de agradecer – a risada foi um presente que Deus deu para a gente.
Eu – Mas cada vez que se ouve tudo isso Benjamin nos parece uma coisa tão simples. Mas ao mesmo tempo parece tão distante ainda.
B – Não estão tão distante. É simples! Da uma risada. Da um abraço e ai você vai ver que não está tão longe. Tem que rir mais. Não ficar se preocupando com besteira.
Eu – É mesmo! Se a gente for ver é tanta besteira.
B – Só o tempo que vocês perdem tentando acumular coisas tendo medo de perder depois. Não dá para entender essas coisas. Quem vive assim não ri porque fica preocupado. Fica parecendo à mãe Crocodilo no ninho cuidando das coisas. Como disse a Adélia parece réptil. Já está na hora de desfrutar. De sorrir. De não precisar acumular tanto. Masss! Se o outro tem eu quero ter mais que ele. Será que o outro é feliz?
Eu – Mas a gente nunca vai perguntar se ele é feliz. Mas também se perguntar ele vai dizer que sim, mesmo que não. As pessoas vivem fazendo de conta.
B – Claro tem que aparentar estar bem como vou deixar transparecer fraqueza. Riam mais. Acumulem menos. Até porque aqui deste lado que a gente está não se usa bolsa. Não tem gente aqui com carteira. Ninguém traz mala para cá.
Eu – Você esta brincando! Se eu não levar minha bolsinha o que faço com a tudo que tenho?
B – Você brinca. Mas muitas das pessoas que vem para cá tem a experiência de ficarem vendo aqueles que achavam que eram seus entes queridos destroçando as suas bolsinhas e brigando entre si por terem suportado a sua presença sem Amor.
Eu – Eu imagino como isso deve ser doloroso.
B – Portanto é importante olhar para a bolsinha e talvez usa – lá para ser feliz. Para fazer alguém feliz. Porque não? Não de uma maneira fútil. Não de uma maneira frívola. Não sair por ai distribuindo notas de dinheiro porque muitos acham que isso é caridade. Tem uma brincadeira que diz: Porque que você esta trabalhando? Estou trabalhando para poder descansar. E porque que você não descansa? Trabalho para um dia descansar. Descanse agora. Então é muito importante olhar para isso com carinho – e na duvida sorria – na dúvida ria muito. Ria até nas suas dificuldades! Porque elas ficam menores. Dificuldades não suportam sorriso. A risada faz os problemas ficarem pequenininhos.
Benjamin nos convidando para silenciar – Agora fiquem em silencio que vou fazer um equilíbrio energético em cada um. Imaginem uma cachoeira com agua de uma temperatura agradável, perfumada, limpando todo seu corpo físico. Mas não lavando só o superficial. Limpando lá de dentro as más aguas (magoas). As aguas más que foram sendo guardadas no mais profundo de seu ser. Limpando do seu períspirito. Que essa agua limpinha, perfumada vá preenchendo cada célula de você. Uma agua que foi abençoada. Essa agua vai levando outra energia para cada célula. A memória da felicidade. A memória de saúde. A memória da Gratidão. Que cada célula agradeça estar nesse corpo. Boa noite. Que assim seja.
09jun

A Vingança

Vamos aguardar comunicação do mentor da Fraternidade Cristais de Luz ou de algum mentor do grupo que nos auxilia com seus ensinamentos, em nossos encontros de aprendizado e de comunhão com nossos irmãos que vivem em outras dimensões.

Sensitivo – A vingança é um dos mais torpes sentimentos do ser humano. Ele fica na calada da noite maquinando como ele pode prejudicar o seu irmão. A pessoa que utiliza a vingança não tem nenhum sentimento cristão de caridade, fraternidade e amizade. Ela não ama o seu próximo e nem ama a si mesma, porque esse é um sentimento dos mais torpes que a pessoa pode ter.

Eu – Obrigada pela participação, quer deixar teu nome?

Roberto!

Eu – Gratidão pela tua presença, Roberto. Seja sempre bem vindo. É voce que vai nos trazer os ensinamentos hoje?

Roberto – Não, estou aqui para participar do encontro.

Sensitivo – Temos uma entidade feminina se apresentando. Seu nome é Lélia. Ela vai nos falar um pouco sobre a vingança e ela inicialmente nos fala que nós acabamos fazendo muitas vinganças disfarçadas. A vingança de alguém que levou a bofetada e que retribuiu é obvia e é mais simples de se entender. Mas existem as pequenas vinganças, muitas vezes incontroláveis, e às vezes inclusive, não geradas por uma bofetada, mas geradas pela nossa própria inveja, ressentimento ou magoa. A vingança é o contrario do perdão e a primeira coisa que se pode dizer é que quando nós estudamos o perdão, nós descobrimos que ele é um grande libertador. Ele nos liberta do fato e nos liberta do agente. E se a vingança é o contrario, ela nos liga cada vez mais, nos ata ao agente e ao fato. O vingativo continua vivenciando aquela situação que o magoou, eternamente, e continua ligado a aquele que nem sempre é o responsável, mas que ele acha que o magoou. Então a vingança é um liame que acorrenta as pessoas, não tem nada de libertação aí.

Eu – Seja bem vinda, Lélia! (abaixo identificada como L). Estamos vibrando em Amor para recebermos seus ensinamentos. Esse tema me chama a atenção justamente porque você menciona dois tipos de vingança e tem um tipo que não é tão claro. Você poderia dar um exemplo?

L – Uma fechada no trânsito, nada mais é do que uma vingança contra alguém que você acha que abusou, ou que não te respeitou. Você, que é uma pessoa tão importante!

Eu – E qual é a consequência de um ato desses?

L- Sempre há uma ligação. Sempre se liga a pessoa ao fato e mesmo a outra pessoa. Muitas vezes isso que parece tão simples e tão corriqueiro pode fazer ligações tão graves e que alguns chamariam até de criar Karma.

Eu – Seria criar uma ligação com aquela pessoa para a próxima encarnação?

L- Ou mesmo para essa. Seria criar uma ligação que vai continuar e que vai ter que ser purificada.

Eu – Pode ser reflexo de outra vida também?

L – Sim. As vinganças piores são as que são frutos da inveja. Eu quero me vingar de fulana porque ela é muito bonita. E isso é uma doença do espírito. Vocês encarnados chamariam isso de doença mental. Mas é uma doença muito mais do espírito, em que o agente a quem destina a vingança muitas vezes nem sabe que isso esta acontecendo e não tem responsabilidade nenhuma sobre o fato. A inveja nada mais é do que um tipo de vingança, gerando alguma atitude, mesmo que seja um “ar de desdém”ou uma atitude de boicote… Eu vou prejudicar beltrana porque ela é bonita demais, porque ela tem o que eu não tenho. Muitas vezes a vingança também se expressa em maledicência.”O fulano tem dinheiro demais, com certeza ele roubou, isso é fruto de roubo, como pode ter tanto dinheiro assim? Não pode ser…” Essa maledicência nada mais é que fruto da inveja, mas quando ela se torna uma atitude ela passa a ser uma vingança.

Eu – E se isso ficar só na mente, isto é, só no plano mental, é considerado uma vingança?

L – Já gera uma energia. O pensamento é uma energia. Eu posso criar formas pensamento e essas formas pensamento vão me envenenando. Achando que todos que tem sucesso são ladrões, são maus, elas podem continuar me envenenando tanto que posso chegar num momento em que elas não me permitem ter sucesso. Quer veneno maior que esse?

Eu – É um veneno que se reverte contra mim?

L – Todo veneno se reverte contra mim mesma. Toda vingança me ata e faz com que eu sofra. Se o perdão liberta, a vingança prende. Porque afinal, após o perdão eu me desligo e posso olhar para frente, posso criar gratidão e posso perceber o quanto eu recebo de bom. Enquanto eu me ocupo da vingança, eu fecho as portas para receber qualquer coisa boa. Eu impeço que isso chegue, porque eu quero continuar me alimentando daquela energia maligna. E como disse o Roberto, a fealdade disso é inimaginável.

Eu – Às vezes nós contactamos personalidades de 800 anos, que ainda estão tentando se vingar de uma situação daquela encarnação. Nós captamos agora, nesta encarnação, se a pessoa teve outras encarnações antes desta e também vibrou nessa vingança?

L – Provavelmente, mas essa vibração pode não ter tido efeitos muito diferentes em cada encarnação. A cada encarnação muitas das energias e muitos dos conhecimentos adquiridos são adormecidos para que outros sejam trabalhados. Se um espírito encarnante tivesse que trabalhar todas as frentes numa encarnação, esta seria pesada demais. Muitas das coisas são adormecidas, e provavelmente em encarnações sucessivas esse fato que gerou esse sentimento de vingança pode ter sido adormecido. Então não terá agido em todas as encarnações, mas pode ter influenciado varias delas.

Pergunta de um membro do grupo – Esses ódios de família e desavenças que a gente sabe que existem e acontecem sempre, provem de outras encarnações? A pessoa vem com o propósito de vingança?

L – É muito importante lembrar que muitas vezes vem com o propósito e não precisa ser exatamente aquele outro espírito que foi o agente do fato que gerou a vingança.

Eu – Mas pode se reportar a outro?

L – Pode. Muitas vezes a vingança é tão ADOECEDORA que é como vocês veem nos filmes de psicopatas. Muitas vezes quem gera o fato é uma mulher loira e assim, continua odiando mulheres loiras.

Eu – Qualquer loira vai ser foco de ataque.

L – Muitas vezes a pessoa no núcleo familiar que eu acabo odiando não é a pessoa que causou ou que criou aquele fato. Mas se aproxima muito e traz alguma característica que reflete aquilo, que me desperta aquilo. Então nem sempre ele é o agente. O processo não é tão simples como a gente pensa.

Eu – Então eu posso me tornar uma presa de uma vingança de um fato que não foi comigo?

L – Sim, é muito comum.

Eu – Isso vai me afetar como se eu fosse aquela pessoa?

L – Muitas vezes sim.

Eu – Mas eu preciso estar numa ressonância que atraia isso, não?

L – Claro!

Eu – Eu tenho que ser vingativa para estar nessa vibração?

L – Não necessariamente. Mas isso pode ser necessário para o seu aprendizado. Pode ser seu teste final. Pode ser que você tenha chegado num ponto tão evoluído da sua carreira que naquele momento você precise passar por esse teste. E quando alguém vem injustamente se vingando de algo que você nem fez, aí sim é sua grande prova, para não ser reativa.

Eu – Nossa! Isso é muito difícil!

L – Mas nunca existem vilões, nem vítimas.

Eu – Essa de que não existem vítimas nem vilões, não nos livra de nada.

L – Não! Mas não se esqueça: você tem que estar ressonando com aquilo Talvez ressone com o fato, ou talvez inclusive tendo uma ressonância que te liga ao fato. O que muita gente não percebe é que algumas dores se aproximam, não para que soframos, mas, porque o pai eterno nos viu capazes de sanar aquelas dores. E quando a dor se aproxima, muitas vezes, é porque Deus te confiou ou confiou tanto em você, que achou que você seria capaz. É como aquele professor que acha que você é tão capaz que ele te da a prova mais difícil. Você é tão bom, que ele quer…

Eu – Que você desenvolva mais ainda?

L – Exatamente!

Eu – Então nós precisamos sempre ficar atentos às reações que temos perante as situações que nos são apresentadas!

L – Exatamente essas situações mereceriam um agradecimento ao Pai. Ele nos viu como capazes e nós vamos então fazer o possível para mostrar a nossa capacidade.

Eu – É nessa hora que ajuda respirar fundo, né?

L – Respirar, orar e VER a situação. Não ficar olhando para um ponto fixo.

Eu – Ajuda-me a entender. Seria assim: você recebe um ataque e não se prende ao ataque e sim, abre a sua mente para entender o processo como um todo, sem focar o ataque que você esta recebendo?

L – Não só isso. Muitas vezes o ataque é um pedido de socorro. Muitas vezes quando você é atacado, você pode resolver o problema daquele animal ou pelo menos diminuir a sua dor, mas você não percebe. Deus esta te dando a oportunidade de reduzir a dor de um animal ou de ressarcir alguma coisa, ou mesmo para te mostrar que você é capaz e mostrar que existe outra atitude. O importante é a tua atitude, não a do outro. A atitude do outro não deve ser o guia para tuas atitudes.

Eu – Nesse caso a pessoa impulsiva tem que tomar mais cuidados, porque ela vai ter uma reação instantânea.

L – É. Esses impulsos nunca são benéficos.

Membro do grupo – Nós devemos andar desarmados, mas normalmente andamos com pedras nas mãos. Sempre partimos para o ataque.

L – E o pior é que às vezes uma dessas pedras é um diamante muito bonito. Mas mesmo um diamante muito bonito atirado na cabeça de alguém pode fazer um ferimento muito grave. Mesmo que essa pedra seja só para humilhar o meu irmão. É como se eu atirasse um diamante muito bonito e o ferisse com ele. Uma pedra que deveria enfeitar torna-se uma arma. Então é muito importante que a atitude de cada um seja livre das reações dos outros. Que cada um possa agir por si mesmo, não interessa o que o outro diz. Ah, eu só vou ser bom se eu receber gratidão por isso. Isso não é bondade. Eu só vou sorrir para quem sorrir para mim. Isso não é sorriso, isso é falsidade. Agora se eu decidir sorrir, que eu sorria mesmo que as pessoas me olhem feio. Se eu decidir ser feliz, que eu seja feliz mesmo que as pessoas tentem me boicotar. Se eu decidir ser honesto, que eu seja honesto sempre, mesmo que algumas pessoas às vezes me ridicularizem. Mas eu faço o que eu decidir, e aí a ação do outro não precisa mais nortear as minhas atitudes.

Eu – Para se adotar atitudes assim, em primeiro lugar você tem que ter uma autoestima muito bem trabalhada e autoconfiança também, né?

L – Por isso a primeira coisa é o desenvolvimento do ego. Mas o desenvolvimento do ego saudável. Essa história de que eu tenho que matar o meu ego é uma besteira muito grande. Eu preciso sim desenvolver o meu ego de uma forma saudável, sabendo que eu sou capaz, que eu sou merecedor, que eu sou portador de uma centelha de Deus e sou filho Dele. A partir daí, sim eu consigo superar e transcender o ego. E transcender não significa matar. Transcender significa incorporar e ir além. Então eu preciso fortalecer o ego primeiro, para assim, transcende-lo. E é isso que muitas pessoas não entendem e alguns fragilizam o ego. Confundem humildade com humilhação. E aí começam as pequenas vinganças, as pequenas crueldades que são muito piores que as grandes crueldades. Porque eu acabo nem percebendo que elas são vinganças e eu acabo sendo muuuuiiiito pouco crítico em relação as minhas atitudes. Eu começo a achar que porque alguém me fere eu posso ferir. Eu começo a achar que eu devo então começar a fazer artimanhas. Vocês chamam às vezes de puxar o tapete. Eu começo a achar que eu posso usar difamação, calunia, que “como é que alguém ousa?”. Olha o que esta acontecendo com os políticos de vocês…ok! Alguns têm atitudes bastante deploráveis, mas que energia eles recebem?

Eu – Só paulada, né?

L – Que energia? São todos chamados de tudo que se possa imaginar.

Eu – Mas eles não teriam que ter uma reação, ter uma atitude positiva também? A questão dos políticos me pega porque não se vê um político fazendo benefícios, a não ser que ele tenha um ganho por traz desse benefício. E isso gera muita raiva, muita decepção.

L – E aí isso que você acabou de falar parece que me permite usar o “olho por olho, dente por dente”.

Eu – É. Mais ainda, somos uma maioria nessa época do olho por olho, dente por dente.

L – Por isso que é preciso transcender isso.

Eu – Você acha que a atitude da maioria dos humanos ainda é igual à dessa Era Ariana onde a Lei do olho por olho, dente por dente é que comandava?

L – Mas ela precisa ser modificada. Porque olho por olho, dente por dente só faz banguelas, cegos. Então é importante que nós comecemos a não ser tão reativos. É importante que nós comecemos a criar nossa própria ética e viver segundo ela. E não me interessa o que o outro faça. Se eu decidir que vou amar a todos, eu vou amar todos.

Eu – Mas não existe também nessas pessoas que se fazem de muito boazinhas, muito nhã, nhã, nhã, uma hipocrisia com uma vingança camuflada?

L – Você percebeu? Você as chamou de hipócritas. Então, as que são hipócritas, são hipócritas, né? Mas existem algumas pessoas que tem bondade genuína e que não são os bonzinhos. Porque os bonzinhos geralmente querem aparentar ser bonzinhos e são controladores. As pessoas realmente bondosas, com bondade genuína, pouco aparecem, porque não interessa para elas aparecerem. Elas não saem por aí dizendo: olha, eu sou bondoso. Elas simplesmente são bondosas e não querem aparecer. Por isso elas são tão pouco visíveis, pois não dão ibope, mas elas são muitas, e cada vez esta aumentando mais. Esses são os verdadeiros bondosos. Os que você chamou de bonzinhos são os pseudobondosos, mas existem muitas pessoas que são bondosas e que vivem dentro de uma ética. Esses não são controladores, não são hipócritas.

Eu – Tem alguns que se fazem de bons para prender as pessoas do seu lado, para usar essas pessoas.

L – Mas é fácil de perceber, porque aquele que se faz de bonzinho e é hipócrita faz alarde. É só observar esse bonzinho, que voce verá que ele lembra muito uma galinha que quando bota o ovo sai por aí cacarejando. Agora o bondoso de verdade nunca cacareja, nunca faz qualquer publicidade disso. Esses são os grandes problemas que vocês veem nos políticos. Eles são bonzinhos e não são bondosos. Mas nem por isso eles merecem o nosso ódio, ou a nossa pior energia, porque senão eles nunca vão mudar também. E nós só vamos tirar pessoas, mas deixando esse lugar sempre aberto para o mesmo tipo de gente. Este mesmo tipo de gente vai ser atraído. Nós vamos continuar trazendo sempre líderes bonzinhos, hipócritas, galinhas cacarejantes.

Pergunta de um membro do grupo – Você está falando de bonzinhos. Hoje estávamos falando sobre isso. Tem muita gente que fala assim: eu sou muito boa, mas se pisar no meu calo… Então não é boa coisa nenhuma, então ninguém é bondoso, só é um pseudo.

L – Então essa que você citou é uma galinha cacarejando que provavelmente esta choca, né? E vai te bicar.

Eu – E se pisar no pé… A pessoa é bondosa enquanto não pisarem no seu pé… O pisar no pé é uma contrariedade qualquer, ou sei lá…

L – A pessoa bondosa diria: por favor, da licença, você esta pisando no meu pé. E tiraria o pé. Uma pessoa hipócrita faria o maior escândalo, e diria: eu sou tão bom e você pisa no meu pé. Olha você esta me machucando, olha o que você fez. Essa é a diferença. O alarde, a necessidade de plateia.

Eu – Por todos os estudos que tivemos, chega-se à conclusão de que cada vez mais temos que estar no nosso eixo. Se estamos em equilíbrio, conseguimos sacar e reagir de uma maneira ponderada, ou nem reagir.

L – Ou você vai reagir segundo o que você acha certo. Como disse Jesus: Amai ao próximo como a ti mesmo. Se eu amo a mim, que mal vou fazer ao próximo? Então eu preciso estar bem, centrada, cônscia com as minhas limitações, porque todos nos as temos, encarnados e desencarnados.

Eu – Eu estava lendo um trecho do livro “As cartas de Cristo”. Na sexta carta, Ele diz que o que nos movimenta é o que atraímos e o que repelimos. Eu quero isso pra mim, eu não quero isso para mim. Atraímos e repelimos, realmente vivemos nesse balanço, não?

L – E quem é vingativa esta dizendo: eu quero para mim isso, ou seja, eu quero para mim, conflito, dor, injustiça.

Eu – Sim, Ele fala que a partir do momento que nós lutamos pela matéria, para acumular matéria ou amizades não acrescentamos nada. Estamos acumulando situações de atração. Nós queremos e quando não da certo, repulsamos, é isso?

L – Muitas vezes nós repelimos coisas que também seriam boas para nós.

Eu – É isso que ele quer dizer: que acabamos jogando aquilo que nos leva a aprender. Que quando Ele descobriu isso, deu-se uma grande parte na sua evolução. Foi quando Ele percebeu que o movimento humano é assim.

L – Buda, 5000 anos antes já tinha dito sobre os três grandes venenos que são o apego, o ódio e a indiferença. Esses são os grandes venenos. Se eu me apegar demais, vou fazer mal a mim e as pessoas. Se eu odiar demais ou se eu tiver o que você chamou de repulsa, também. Então o que eu preciso fazer é aceitar. Aceitar não no sentido de eu colocar embaixo do meu braço e sair por aí com isso. Mas é saber o que acontece. Não preciso ter ódio e ao mesmo tempo, não posso ser indiferente. Então eu preciso estar num estado de aceitação, mas uma aceitação ativa, em que eu sei que aquilo é o melhor que pode ocorrer naquele momento. Mas que eu também quero mudar, que se eu não gostei, eu quero mudar. Mas eu aceito aquilo naquele momento. Eu não preciso me apegar. Nem ao sofrimento. Porque é tão triste. As pessoas estão acostumadas a pensar em apego a coisas materiais, mas a maioria das pessoas está apegada ao sofrimento, a vitimização. Olha como eu gosto de sofrer, porque assim eu chamo a atenção de todo mundo. O importante é estar presente no momento, estar presente no aqui e agora. Aqui é o agora. Esse é o único momento real, a única coisa que existe. Não interessa o que passou, não interessa o que vai vir. Mas neste momento é preciso ver o que é preciso aprender, como é preciso agir. E aí eu não preciso ter apego, não preciso ter aversão e não preciso ter indiferença, porque eu estou presente, sentindo tudo. Mas eu não preciso me envolver, não preciso reagir ao que o outro faz.

Eu – Principalmente porque uma coisa que é muito importante agora na sua vida, daqui a 5, 10 anos não vai ser mais. Então temos que viver no momento aquela situação, seria isso? Não se apegar a ela achando que vai fazer parte da vida toda. Isso se reporta a relacionamento também?

L – Sim. Não significa que nós vamos ficar o tempo todo trocando de parceiros. Isso significa que o tempo todo nós estamos evoluindo e nos modificando. Que como parceiros, nós também precisamos ver quais são as modificações do outro. E se nós queremos continuar essa relação, nós precisamos nos adaptar e mostrar para o parceiro essas nossas adaptações. Agora, nós não controlamos o outro, só controlamos o que nós próprios fazemos. Então nós podemos nos adaptar ao outro e continuar e se isso for satisfatório, ok.

Eu – Mas e se o outro não se adapta a nada da sua mudança?

L – Você pode aceitar ou não.

Eu – Aí vai contra aquilo tudo que a nossa cultura e religião enfiaram em nossas cabeças. Refiro-me a “Até que a morte os separe”. Ninguém entende que a morte muitas vezes é dos momentos, dos ciclos, não a morte das pessoas.

L – Sim. A morte do relacionamento. Mas é importante lembrar que não se pode ser fútil. Ah, você engordou meio quilo, acabou nosso relacionamento. Isso é futilidade. Óh, você era um sucesso na novela da Globo e agora você esta na Record, acabou nosso relacionamento. Existem também muitas futilidades. Um relacionamento deve ser mais profundo. Eu devo me permitir ter um relacionamento. O problema é que muitas vezes os caminhos que são seguidos pelas duas pessoas acabam se tornando distantes um do outro. E esses caminhos tão distantes acabam afastando as pessoas também. Porque relacionamento é um construir diário. É preciso ver para onde o outro esta indo e ver se eu quero ir para lá também. Não adianta um querer pegar a Raposo Tavares para a direita e o outro para a esquerda. Os dois não vão chegar ao mesmo lugar, um vai para São Paulo e o outro vai para Sorocaba.

Eu – O que une essas duas pessoas quando chega a um ponto desses é simplesmente o apego.

L – Muitas vezes apego, muitas vezes convivência social. E aí eu te pergunto: é lícito, é ético conviver com alguém por essas causas? Se você ler o Livro dos Espíritos ou o Evangelho Segundo o Espiritismo, verá que há mais de 160 anos já falavam sobre o fim do relacionamento. No período em que isso era crime, Maomé deu a opção do divórcio.

Eu – Nossa! Então isso é antigo!

L – Muito antigo. Jesus falou isso muito claramente. A samaritana que Ele encontrou no poço, que Lhe serviu agua, claramente no Evangelho se diz que ela estava no quinto relacionamento e ela se achava impura por causa disso. Ele tomou a agua de suas mãos, se sentiu honrado e disse vai em paz.

Eu – O pior é que se separa de uma pessoa, mas não se separa definitivamente, só se distancia. E ficam ali brigas, ofensas.

L- -E aí vêm vingança. Porque o outro não satisfez as minhas expectativas ele passa a ser mau. Isso não é verdade, simplesmente o outro não satisfez as minhas expectativas.

Eu – Esqueço-me de que o outro não é a minha expectativa, né? E existem muitas vinganças em fim de relacionamentos.

L – Exatamente! E tenho que assumir isso. E quando o relacionamento se baseia na vingança? Ah, eu não me separo deste desgraçado porque eu quero fazer da vida dele um inferno! Isso é uma relação saudável? Então é importante que nós olhemos no nosso dia a dia as nossas pequenas vinganças. Muitas vezes ela vem na forma de uma crítica, outras vezes em forma de humilhação. O importante é que nós avaliemos se nós estamos agindo conforme a ética na qual nós acreditamos. Porque se eu acreditar numa ética, eu devo agir conforme esta ética. E se eu não ajo de acordo, não adianta. Se eu for um grande pregador, falar sobre Amor e quando eu sair com meu carro, eu sair fechando todo mundo, o que estou fazendo?

Eu- É. Porque tem muitas pessoas que agem com ética criada por elas mesmas.

L – Você pode até viver por sua ética, mas toda ação tem uma reação. Se a sua ética não for baseada nas leis naturais, e as leis naturais são óbvias: são a lei do Amor, da Caridade, claramente terá reações. As suas ações no futuro vão te causar problemas, porque não adianta você plantar coco e querer colher laranja.

Eu – Alguém quer fazer alguma pergunta?

Pergunta de um membro do grupo: A vingança bloqueia a evolução do ser e agrava o equilíbrio do mesmo?

L- – Nada consegue bloquear a evolução. A vingança simplesmente cria mais correntes que prendem esse indivíduo, mas mesmo que prenda, a evolução continua. Porque se houve essa prisão é porque ela foi importante. Nenhuma folha cai de uma árvore sem que isso seja importante nos planos do pai. É importante que a gente se lembre disso.

Eu – Na vingança, o indivíduo continuará preso de certa forma a aquele que foi vingado?

L – Sempre, sempre!

Eu – A evolução dessa pessoa em outras áreas continua? Só fica presa nessa situação?

L – Sempre vai haver evolução. É que a evolução é milimétrica. Ela não é quilométrica. Uma pessoa dificilmente se ilumina em dois segundos. Eu consigo evoluir num ponto, noutro. A vingança pode bloquear um ponto, outro, mas não vai bloquear a evolução do indivíduo como um todo.

Eu – Mas, e aquele sentimento dentro da pessoa? pois quando a gente pensa numa vingança é muito forte.

L – Muitas vezes não! Por isso que eu quis salientar que existem muitas pequenas vinganças. Coisas ridículas, infantis às vezes e que não deixam de ser vingança.

Eu – É. Não é como a de um psicopata que ela é ferrada, né? Mas eu acho que a gente tem que tomar cuidado com essas pequenas vinganças, porque as grandes vinganças são bem perceptíveis, bem visíveis.

L – Sim, faz parte do vigiai que Cristo dizia, então ore mais e vigie mais.

Eu – Quando estamos num ato grande de vingança, nos até sentimos mal, mas quando é uma pequena vingança, passa.

L – E aproveitando essa de citar orai e vigiai, esclareço que a maioria das pessoas acha que Cristo dizia vigiai o outro. Entendem que eu tenho que vigiar para o outro não me fazer mal. Vigiar porque os espíritos me querem obsidiar. Vigiar porque os seres humanos são ruins e vão me fazer mal. Não, este entendimento é um grande engano. Eu devo orar e vigiar as minhas atitudes, minhas reações, minha forma de interpretar a ética. Devo sempre vigiar o que eu faço, pois o que o outro faz é problema dele. O importante é que as pequenas vinganças e as pequenas atitudes também sejam modificadas. Muitas vezes eu acho que sou totalmente bonzinho, ético, mas eu me torno um terrível motorista, passo trote, falo mal das pessoas que eu não conheço…

Eu – Quando eu tento modificar uma pessoa, estou na vingança?

L – Nem sempre. Se você vê que alguém vai cair no precipício e você tenta alertar, modificar a situação, você não esta na vingança.

Eu – A vingança esta presente sempre que eu revido uma situação com a mesma vibração?

L – Sim. E é bom lembrar que quando, por exemplo, eu leio a Vingança e o Duelo no Evangelho Segundo o Espiritismo, fica muito claro que o duelo é algo óbvio, um duelo de espadas, de armas, mas quantos pequenos duelos nós temos no dia a dia? Quando eu leio sobre a vingança, fica muito óbvia uma grande vingança de alguém que feriu minha honra, que matou alguém, etc. Mas e as pequenas vinganças?

Eu – Há pouco tempo tivemos um fato muito doloroso que movimentou o mundo inteiro. O incêndio na boate em que morreram muitos jovens. Hoje os pais e os familiares dessas pessoas e inclusive temos visto isso na maioria dos casos de violência, morte, as famílias pedirem justiça. Dentro dessa justiça que essas famílias procuram tem a vingança?

L – Se você estudar o código de justiça dos homens, mesmo nos países mais desenvolvidos, ele só se baseia em vingança.

Eu – Então isso é um ato vingativo. Eu quero que os donos da boate morram na prisão.

L – Sim, isso é vingança.

Eu – Não é justiça? A justiça cabe ao Pai fazer?

L – Sim. Sem dúvida isso é pura vingança. As prisões são um meio de vingança. Alguém que sai da prisão sai melhor?

Eu – Não. Isso é inclusive um questionamento.

L – Qual foi a vantagem então? As prisões são um meio de vingança social. Uma sociedade que é baseada na vingança, vai sempre criar bandidos. Na realidade a pessoa que comete crimes deveria ter condições propicias de se aproximar dos conceitos de Amor, Caridade e Justiça Divina.

Eu – O pior assassino tem condições de despertar a amorosidade e a fraternidade?

L – Minha cara, se eu não acreditar nisso eu passo a acreditar no inferno.

Eu – Fiz essa pergunta porque vivenciei isso quando trabalhei no presidio. Isso foi muito rico para mim. Deu para ter a certeza de que todos têm a centelha do Amor dentro de si.

L – É. Todos tem a centelha de Deus. Muitas vezes ela só precisa ser exteriorizada. Então todos têm chances. Não existe um ser humano que seja totalmente ruim. Mesmo nestes momentos que muito se fala de uma limpeza planetária, isso não quer dizer que os ruins vão ser condenados ao fogo eterno. Isso quer dizer que algumas energias que vibram no planeta vão ser modificadas. E isso vai atrair pessoas da mesma sintonia, mesmos padrões vibratórios. Só isso. Não é castigo. Nós estamos muito acostumados a pensar em castigo e a maioria dos castigos é vingança. É só lembrar que nós devemos cada vez mais nos aproximar das leis naturais, da lei do Amor Universal, da lei da Caridade e da lei da Centelha Divina presente em todos os seres encarnados e nos seres desencarnados.

Eu- Deixa-me completar: quando eu não revido a um ato contrario a mim, que me ofenda, estou na aceitação ou estou na indiferença, sem que isso tenha sido elaborado internamente, devo aceitar?

L – Nem preciso aceitar. Eu simplesmente posso não aceitar aquilo como uma ofensa. Lembra-se da historia que você leu sobre os presentes? Pois é. É só não aceitar aquele presente. Por que alguém grita comigo? Porque quer me humilhar. Se eu não me deixo humilhar, qual é o problema! Se eu não saio do sério, que é o objetivo de quem grita comigo, qual o problema? É a manutenção do que eu acho importante, é o equilíbrio da minha energia. Não me interessa o desequilíbrio do outro, interessa o meu equilíbrio Se eu estiver bem equilibrado, por que o outro vai me desequilibrar? É só perceber que a vida continua e o que ele pode fazer? Tirar a vida do meu corpo físico? Ok, a vida continua.

Eu – Nossa, chegar a esse ponto?

L – Sim, Jesus chegou. E muitos outros já chegaram a esse ponto.

Eu – Será que a humanidade chega nisso nesta era?

L – Será que a humanidade precisa chegar nisso como um todo nesta era?

Eu – Sei lá. A ponto de aceitar que o outro te tire a vida…

L – E a vida continua.

Eu – Sei lá, se a gente entende essas coisas. Será que entende mesmo?

L – Já existem muitos que entendem isso. Faz parte de um caminho. Isso também não diminui ninguém. Só faz desses espíritos, espíritos pertencentes à humanidade. Então é importante lembrar no dia a dia que não existe mais tempo para pessoas morninhas. Decida e seja quente, ou seja frio de uma vez. Mas não ha mais lugar para os morninhos. E é importante que cada um viva pelo que acha certo. Porque já que a gente vai colher frutos, que sejam frutos que eu plantei e que não sejam parasitas que cresceram porque eu fui pouco ligado ao meu trabalho, pouco cuidadoso.

Eu – Então nós vamos encerrar o nosso encontro, gratidão profunda.

L – Nosso grupo também se despede, mais uma vez agradecendo a oportunidade de estarmos aqui. Isso é muito importante para o nosso aprendizado aqui no plano desencarnado também. Mais importante do que vocês possam imaginar, porque esse nosso contato cada vez mais abre a possibilidade de nós estarmos vibrando em uníssono, possibilitando que nós estejamos atuando junto aos encarnados e vice versa, recebendo e doando um pouco de energia. Isso para nós é bastante importante.

Eu – Para nós aqui também é muito importante, pode ter certeza. O Roberto faz parte desse grupo?

L – Sim, somos vários, cada um especializado em alguma coisa. Cada um com mais experiência em uma determinada área. Por isso nós estamos sempre em aprendizado.

Eu – Você sabe que eu me assustei no domingo, quando me lembrei que não tínhamos dado o tema para os estudos de hoje. Foi quando mentalmente fiz contato com vocês passando o tema Vingança. Que bom isso, né? Que benção poder se comunicar assim, fico muito feliz e agradecida. Se vocês se sentem felizes com nossas comunicações, imagine eu. Quero deixar aqui, que não só eu, mas todo nosso grupo sente muita gratidão por esses momentos. Gratidão a todos e até a próxima.

Pai Benjamin esta acrescentando uma frase- Que a vingança é tão pesada que prende o pé de quem faz, a pessoa fica presa no acontecimento e haja vontade de sofrer! Mas tem gente que gosta.

Eu – É! Uma grande parte da humanidade é alimentada pelo sofrimento. Eu acho que é um combustível. Se esta a todo o momento buscando situações mais difíceis para viver, sempre querendo mais e mais, nunca esta feliz com o que tem e nada satisfaz, isso é gostar de sofrer, não é?!

Pai Benjamin – É. Isso fornece muito alimento para seres que vocês nem imaginam que estão se aproveitando disso.

Eu – São seres que estão ligados à posse e apegos?

Pai Benjamin – Está ligado a muitas coisas, como violência, vingança, posse. Tudo isso.

Eu- -Pai Benjamim, deixa eu te perguntar uma coisa: não me inteirei desse assunto, mas esta sendo a notícia do momento. O garoto que acabou com a família e que se suicidou. Isso a gente pode ligar a que? Esse garoto é um psicopata?

Pai Benjamin – Cada historia é uma história e muito cuidado com a história que a mídia de vocês coloca. Porque existe muito blá, blá, blá que não é verdadeiro. Existem ai muitas coisas que ainda vão ser desvendadas.

Eu- E às vezes nem são desvendadas, né?

Pai Benjamin – Às vezes não são porque nem precisam ser. Porque os envolvidos são os que precisam saber o que esta acontecendo. Agora o importante, aproveitando isso que você falou, é a ligação que a gente acaba tendo com algumas notícias. Como a mídia acaba nos fazendo vibrar junto com essas coisas! Como nós acabamos vibrando e baixando nossa qualidade de vibração por causa disso!

Eu – A gente acaba se acorrentando nisso, né?

Pai Benjamin – Exatamente. Enquanto isso, as notícias boas são muito pouco veiculadas. Isso nos prende cada vez mais e isso mostra que esses seres que eu citei antes controlam muito mais do que vocês pensam.

Eu – Esse garoto pode estar dominado por um ser?

Pai Benjamin – Pode até ser um ser, por que não? Você acha que não tem Dragões encarnados?

Eu – Tem, né?

Pai Benjamin – Muitos!

Eu – Para essa família passar por isso… Voltamos na lei de Ação e Reação? Essa família tem alguma coisa a ver com essa entidade?

Pai Benjamin – Cuidado com o julgamento. Porque nem sempre tem alguma coisa a ver. Podem estar passando por essa provação para mostrar que podem se livrar disso. Então cuidado, porque muitas vezes a gente acaba fazendo como se estivemos assistindo a pequenas novelas.

Eu – Também pode ser um alerta na humanidade, na sociedade.

Pai Benjamin – Existem muitos espíritos encarnadas agora, que no período entre vidas quando fizeram o seu contrato encarnatório, se propuseram a passar por coisas que parecessem horríveis pra fazer com que a humanidade evolua como um todo.

Eu – Como você falou daqueles Dentistas que foram queimados, né?

Pai Benjamin – Sim. Então cuidado com o julgamento e principalmente, não se ligue a esses fatos, não vibre com eles.

Eu – E também não procurar entender, você não acha?

Pai Benjamin – Sim, porque o entendimento só vai ser importante para eles. Porque todos nós, encarnados e desencarnados já passamos por muita coisa… A gente julga algumas coisas. Engraçado, né? Eu fui para a guerra, lembra que eu contei a minha história? Eu matei na guerra, sabia?

Eu – Eu sei, você falou, danadinho você.

Pai Benjamin – E nem parecia que era. Porque tudo era dentro da lei. A lei me obrigava a matar. Veja voce como é relativo. Aí você diz que esse garoto, eu não sei se ele matou mesmo… Você diz que algumas pessoas foram mortas. Quantas foram mortas por mim na guerra?

Eu – Quantas são mortas até hoje, dentro da lei, né?

Pai Benjamin – Exatamente, também lá atrás eram pessoas. Essas dessa família eram mais pessoas que os que estavam na guerra? Ou o que é pior! Quando os que cometeram crime são mortos na cadeira elétrica, a gente aplaude. Eles são menos pessoas que os outros? A morte desses nós aplaudimos! Então nós estamos como os Romanos aplaudindo o circo, só porque os cristãos eram comidos. E eles achavam que os cristãos eram perigosos. Nós achamos que os bandidos são perigosos e nós também queremos que eles sejam mortos. Existe alguma diferença? Pois é! Então é importante que nós tentemos o tempo todo elevar o nosso padrão vibratório. Buscar a oração e vigiar a nossa atitude, não o outro. Nós estamos sempre na defensiva, defendendo-nos do outro e como disse o Roberto, estamos nos defendendo com pedras nas mãos. Isso é ataque.

Eu – Isso não é uma defesa. É um ataque, né?

Pai Benjamin – Então nós precisamos aprender a vigiar as nossas atitudes.

Eu – Porque o ataque vai gerar outro ataque.

Pai Benjamin – Sim. E um monte de cego banguelo!

Eu – Pai Benjamin, mais uma vez nosso estudo foi fundo e me deixou angustiada.

Pai Benjamin – Que bom! Eu quero mais uma vez fazer uma limpeza. Fiquem bem tranquilos em oração e vamos fazer uma limpeza com agua, que é uma limpeza de sentimentos e sensações de emoções. Agora, não adianta eu limpar e você fazer chamada das mesmas coisas de novo.

Eu – Deus nos livre. Eu não vou e todos nós vamos fechando as portas.

Permanecemos em silencio alguns minutos e toda a ansiedade gerada pelo assunto abordado se foi.