14jun

Estudo do dia 31 de Julho de 2014.
Tema – A Morte.

Estamos mais uma vez reunidos para um encontro com nossos companheiros desencarnados para mais um aprendizado. Vamos elevar nossos sentimentos em Gratidão por mais esta oportunidade. Gratidão a esses companheiros que nos dedicam esse tempo nos trazendo informações que nos levam a refletir e compreender um pouco mais sobre a encarnação e as nossas dificuldades.

Vamos aguardar o comunicador do grupo que nos trará os ensinamentos de hoje. Não sei qual o tema que vai ser abordado hoje, ficou de ser escolhido pelo grupo desencarnado. (Silêncio)

Boa noite. Hoje nós não vamos ter nenhuma identificação porque hoje nós vamos fazer um bate papo com o grupo. Alguns do grupo, não todos é claro, pois o grupo não é tão pequeno assim, mas todos que quiserem se manifestar, vão se manifestar. Não vamos ter só um interlocutor lembrando que todos nós estaremos expressando um pouco do que foi discutido de forma coletiva. Então hoje não nos nomearemos e vamos usar mais a pessoa, nós.

Eu – Vai ser uma comunicação grupal?

Isso! Porque nós já discutimos esse tema entre nós e parece premente, nos pareceu pelo menos, que nós voltássemos a um tema que foi um pouco estudado inclusive no livro que você leu, e que foi muito enfocado, mas em que as pessoas, os encarnados e os desencarnados ( e eu vou explicar o porquê eu disse dos desencarnados daqui a pouco), mas principalmente os que estão encarnados não têm olhado para isso com tanta profundidade, principalmente nas sociedades ditas ocidentais. Hoje nós vamos enfocar um pouquinho o processo de DESENCARNAÇÃO.

Eu – Ótimo!

– Aqui entre nós alguns preferem chamar esse processo de passagem – o ato de fazer essa passagem do plano material – para o plano espiritual. E nós temos discutido muito isso.

Eu – O porquê vocês discutem isso? Nos desencarnados isso traz também conflitos, medos, insegurança e tanto sofrimento?

– Não tanto insegurança e medo – mas traz principalmente marcas. Por isso eu disse que enfocaria depois sobre os desencarnados. Nos encarnados esse processo de passagem causa ansiedade, medo – e muitos passam todo período de encarnação evitando qualquer contato com esse momento de passagem. Para os desencarnados é um pouco diferente. Seria quase que o outro lado do espelho. Há muitos desencarnados – principalmente aqueles que se encontra com seus pensamentos cristalizados, no que muito de vocês chamariam de umbral, por exemplo, e ai ainda se ressente desse momento – se ressentem com a forma de como fizeram a passagem e tenta sempre – essa é uma das coisas que congela e cristaliza – as magoas – tentam sempre acusar a outro por seus insucessos.

Eu – Isso é sério! A falta de responsabilidade pelos próprios atos. Né?

– Sim. E uma das primeiras coisas que nós queremos colocar é que a forma como ocorre o desencarne não é tão importante como se imagina. Mas o preparo para esse momento o é. É claro que existe no cérebro material, e nós já citamos a parte Reptiliana do cérebro. Reptiliana na parte INSTINTIVA – e essa parte instintiva – ela vai buscar principalmente um instinto de sobrevivência, isso faz parte da condição da encarnação. É quase como se fosse um acessório do veiculo que você comprou, e é um dos acessórios mais importantes, porque inclusive refreia algumas tentativas de por fim a essa existência terrena. E refreia bastante! Por causa do instinto de conservação – o instinto de sobrevivência – que é superior a outros efeitos instintivos – inclusive superiores ao instinto de reprodução – o instinto sexual. Mas para os encarnados costuma ser um grande motivo de ansiedade pensar em como ocorre à passagem.

Eu – Angustia sofrimento, desespero.

– Exatamente! Mas o que deveria causar mais mobilização, não deveria ser o como ocorre à passagem, mas sim o como estarei nesse momento, o como foi o preparo para esse momento. A maioria dos encarnados simplesmente abomina pensar sobre a passagem. E o mais importante que nós aqui discutimos bastante, é que o êxito nesse momento da passagem, não é resultado de como ele ocorre – mas é resultado de como se optou por vivenciar a encarnação. Só pode, existe um proverbio, e se assusta usar a palavra morrer – mas é bom usa – lá também para que todos entendam. Só pode morrer bem quem viveu bem!

Eu – Inclusive, com minha experiência terapêutica acho que tem medo da Morte é quem tem medo da Vida. Esses seres passam a encarnação toda arruando muitas dificuldades.

– Exatamente! Não é o como ocorre à passagem – mas como eu me preparei para isso. Pode ser que eu tenha passado a vida sem pensar na passagem – porém eu tenha exercido durante esse período de encarnação atos amorosos. Eu tenha tido respeito nos relacionamentos – e respeito, não é o respeito social do que é chamado de o homem de bem para a sociedade – mas é o respeito espiritual. Muito diferente em alguns pontos do que vocês estão acostumados a pensar pelas leis ainda bastante antiquadas.

Eu – Qual a diferença do respeito espiritual? Porque o Respeito está ligado a Moral. É isso?

– Mais ligado à Ética – apesar da ética e a moral se confundirem. Mas é muito mais ligada à ética – a forma como se relaciona – do que com a moral. E muito mais ligada à ética e com a moral do que com as leis terrenas. Ainda existem leis terrenas que são muito mais entraves apesar de ainda serem importantes para impedirem aberrações – mas que são entraves para relacionamentos mais verdadeiros.

Eu – Você poderia citar um exemplo?

– Relacionamentos pais e filhos, por exemplo, as leis ainda colocam pais muitas vezes, ok eles são responsáveis, mas muitas vezes colocam pais quase como culpados, isso acontece quase sempre não só com as leis, mas também com algumas terapias. Quando na realidade o que se deveria estimular é que a partir do momento que entendemos os princípios de reencarnação – e que ambos são espíritos vivendo uma trajetória na encarnação – e que ambos deveriam ser vistos como iguais – com responsabilidades. É claro que uma mãe de um recém-nascido precisa ter responsabilidade do cuidar dessa criança, e a essa criança não vai ser exigido responsabilidade. Porem no decorrer do crescimento desse ser que reencarnam num corpo infantil ambos deveria atingir um momento em que se tornam iguais – mas as leis terrenas não veem assim, e acabam inclusive causando entraves. Existe uma brincadeira que eu já ouvi inclusive entre encarnados, que em alguns momentos quando alguém faz a passagem alguns familiares estão mais interessados em esquartejar a herança do que em prantear o seu ente querido. Então esse é o resultado da lei? Onde é que está escrito tanta sede de propriedade – se tudo deveria ser coletivo. E eu também não estou aqui falando que a coletividade deveria ser igual no sentido total, porque fomos criados diferentes exatamente para termos aprendizados diferentes. Se hoje nós colocássemos todos como iguais – amanhã já haveria diferenças. Porque cada um utilizaria dos recursos de uma forma bastante diferente – isso é importante que se coloque. Mas iguais no sentido de se reconhecerem como seres em trajetória de encarnação – por isso é que eu digo que algumas leis terrenas acabam inclusive atrapalhando. Quantas mães não tem dificuldade no momento da passagem porque querem continuar amando seus filhos – e ai eu trocaria a palavra de amando por controlando.

Eu – Não quero desviar o assunto, mas, um adolescente – ele não necessita que os pais estejam presentes na vida dele olhando suas escolhas. Isso não é bom, isso é bom… porque tem muitas vertentes que levam os adolescentes a..

– Não só o adolescente, mas, a criança… Mas veja se o seu período de encarnação terminou..

Eu – Ah sim! Você está dizendo no desencarne!

– Sim. Quantas mães não acabam se apegando e tornam- se seres erráticos.

Eu – E ai esse espirito acaba ficando próximo a esse amado e não vai seguir o seu caminho? E acaba um prejudicando a ambos?

– Exatamente. Veja como eu falei algumas dessas características das leis terrenas acabaram criando mais apegos do que Amor. Então é importante que nós tenhamos esse cuidado, que percebamos que somos todos iguais e que se algo aconteceu que mudou a minha trajetória, me tirou do período de encarnação para fazer a passagem eu devo vivenciar essa passagem – e devo continuar.

Eu – Oque você esta querendo dizer é que devemos aceitar a morte como um processo natural e vivencia-la como vivenciamos outros movimentos na nossa vida.

– Exatamente. E que o que acontece é que a maioria de nós, encarnados ou desencarnados prefere coisas que se possa festejar.

Eu – E porque não se passa a festejar a morte?

– Porque não é necessário. O vivenciar não significa festejar, e sim, vivenciar cada uma das etapas respeitosamente – e não que tudo se torne festa porque tanto nos encarnados como nos desencarnados, quem só quer viver em festa não esta levando essa vida a sério, nem a vida material nem a vida espiritual. Também, e aqui é importante ressaltar que não é sendo um espirito soturno que se torna um espirito mais sério. Você se torna um chato.

Eu – E também não é chorando muito tempo pelo que morreu que se vai mostrar o sentimento por aquele que se foi né?

– Isso é muito mais apego do que Amor. O Amor liberta – o apego prende. Então mais uma vez – o grande determinante da forma como se vive a passagem – é a forma como se viveu a encarnação. Se você foi apegado, se você está apegado obviamente nesse momento tudo isso vai aflorar. E não é porque ocorre a passagem que alguém se transmuta no plano espiritual e se torna um anjinho – isso também é uma crença que acaba causando muitos problemas tanto para encarnados – como pra desencarnados. Você já viu nas reuniões de apometria desencarnados que se achavam tão bons que acabaram angariando compromissos muito sérios tentando – e na tentativa de ajudar alguém – só que sem estarem preparados para tanto. Seria quase como um analfabeto tentando ensinar as letras para outro analfabeto.

Eu – É até para ajudar você tem que estar preparado, né? Não se da aquilo que não se tem. Creio eu!

– Exatamente. Então não é necessário que se olhe morbidamente para a passagem e que se comesse a cultuar a passagem, não é isso. Mas é importante perceber que é só mais uma etapa – só mais um momento. Quantos momentos na vida, quer seja encarnado quer seja desencarnado é feita das somatórias desses momentos, e falo sobre os momentos, inclusive porque aqui também temos alguns irmãos desencarnados que continuam vivendo com muita magoa por causa deste momento do desencarne. Só que esse momento já foi, e quando eu fico cristalizado num momento que já aconteceu eu deixo de viver os momentos que vem como presentes – no presente!

Eu – Qual a diferença de uma morte na aceitação dela pelo desencarnado? De um câncer, por exemplo, que a pessoa passa muito tempo se preparando para essa morte, do que a morte por um infarto?

– Pense na sua experiência com as personalidades que se manifestam nas reuniões?

Eu – Aquelas que vão de repente né?

– Pois é! Inclusive aqui nós temos um dos nossos mentores que disse que é para você dar uma risadinha… Porque cada caso é um caso. (risos). O que é importante mais uma vez, é que não é a forma como acontece – é como se está preparado. Então muitos dos que passaram por desencarnes súbitos o fizeram de uma forma tranquila. E muitos dos que passaram por desencarnes súbito o fizeram com susto e foram para outro plano – inclusive alguns com manifestações de agressividade e revolta. Só que isso também acontece nos desencarne mais paulatino como você citou. Cada caso é um caso!

Eu – É realmente! Tem pessoas que aceitam a doença – outras não. Revolta-se contra ela.

– Quantas você conheceu que manifestaram inclusive agressividade por causa de uma doença crônica e não perceberam a oportunidade que tiveram. E mesma coisa acontece com o desencarne agudo. Então o fato de ser agudo ou crônico não é o maior determinante – o maior determinante é como está aquele espirito no sentido de preparo com a vida para vivenciar com amor. Exatamente como vocês veem em relação de como vivenciaram aos momentos vividos durante a encarnação. Se vocês prestarem atenção, nós aqui vemos também entre os desencarnados – mas muitas vezes assistimos o que ocorre com os encarnados, a mesma ocorrência em duas vidas diferentes pode ser encarada como motivo de comemoração ou motivo de desespero. Então o importante não é a ocorrência – o importante é como cada um encara isso.

Eu – Então nós precisamos aprender a morrer. Vai ter que alguém começar a movimentar isso, falar sobre… porque o ser humano esta cada vez mais se negando a morrer.

– Sim. E sofre muito com isso.

Eu – É cirurgia plástica, medicamento para a longevidade a desvalorização do velho… não aceita a velhice e o morrer.

– Veja. Algumas dessas coisas são sustentáculos do instinto de sobrevivência e devem continuar sendo utilizados. Então os medicamentos são meios também de continuar sobrevivendo e são importantes, mas não se apegar só a isso, e não se desesperar. Esse é o maior ponto – vivenciar esse momento sem desespero – o que faz o maior desespero é a mania de controlar tudo.

Eu – Então é a questão do apego? Então este trabalho que estamos fazendo com o grupo (estou trabalhando o grupo com o texto da parábola, Atacando o Problema) tem um bom efeito porque o vaso da história é exatamente o apego.

– Toda informação que suscite o raciocínio ou uma inquietação em relação ao apego – ao orgulho – ao egoísmo – vai propiciar o maior conhecimento e uma maior facilidade de passar por esses momentos cruciais da existência, quer seja encarnado, quer seja desencarnado. É preciso que haja uma modificação dessa visão. Nem o festejar a morte como se fosse uma festa – nem o teme-la – porque na realidade ela faz parte do nosso dia a dia.

Eu – É colocar a morte como um acontecimento natural, como ir ao supermercado, viajar…

– Como ela é. Mais ao menos o seguinte, você come, você elimina dejetos, você nasce cresce e morre.

Eu – E às vezes nem cresce para morrer né? Morre antes.

– E o mais triste é o que morre em vida. É o que pelo medo da morte não vive. É aquele que não vivencia as oportunidades que recebe. Porque todos nós encarnados e desencarnados estamos o tempo todo recebendo muitas oportunidades. Ok! Não vamos conseguir viver todas elas. Abraçar a todas. Porem, também não viver nem uma delas porque vive com medo. É o que morre em vida.

Eu – É bem assim: está morto e não percebeu né?

– Exatamente! Você escolheu morrer. O que é muito mais grave. É uma escolha. Então nós temos que cada vez mais conversar sobre isso para que não haja tantos desencarnados desequilibrados também. Que se fixem pela ansiedade que tinham quando encarnados que se fixem tanto nesse momento de desencarne. No trabalho Apometrico você já percebeu que existem personalidades que encaram de formas muito diferentes esse momento de desencarne. Para alguns é muito tranquilo. Mesmo com desencarnes mesmo ditos violentos. Você já recebeu personalidades que se comunicaram e que sofreram mortes violentas e que estavam equilibrados e tranquilos. E você já teve personalidades que se manifestaram que muitas vezes sofreram mortes assistidas e bastante tranquilas e que estavam extremamente revoltadas. Então veja – o mais importante não é como ocorre – o mais importante é como eu me preparo – e como eu encaro. Como cada um de nós encara.

Pessoa do grupo – Como aceita?

– Mas tem que ser uma aceitação ativa – não aquela aceitação da passividade. É uma aceitação ativa da participação também – de alguém que vivencia e se permite – e que tem uma a fé do que vai ser o futuro. Porque a partir do momento que eu reconheço que há um equilíbrio em tudo que me cerca – e se nós nos permitir perceber há um enorme equilíbrio – tudo está certo!

Eu – E esse entendimento facilita a superar as dificuldades que ficaram na encarnação quando estou no plano desencarnado?

– Com certeza! Com certeza. Porque você também já recebeu muitas personalidades que estão cristalizadas no momento passado que não vivenciam mais nada e não se permitem um outro contato. Que não se permitem aprendizado. Não se permitem inclusive a viver a verdade desencarnada – que é o que vocês chamam muitas vezes de fantasma ou até usam às vezes termos mais jocosos como encosto.

Eu – E isso existe em encarnados também. Tem pessoas que estão vivendo situações que aconteceram a mais de vinte anos como se fosse o agora e não conseguem ir em frente. Essa pessoa é como uma personalidade do passado né? Esta presa naquele momento – e quando desencarnar vai continuar vivendo aquele fato. Não?

– Sim. E que não percebe todo o resto. Não percebe o presente. E que deixa de aproveitar oportunidades para continuar alimentando aquilo que lhe traz tristeza e magoa.

Eu – Como fica quando vocês recebem um desencarnado que ele não acredita em vida após a morte? Existem pessoas que são convictas que essa vida é única.

– Existem as duas vertentes. Você diz como nós recebemos. E a maioria desses nós não recebemos. Porque eles estão tão cristalizados nisso e se eles são realmente crentes de que não existe vida após a morte – eles não vão viver após a morte – por muito tempo – inclusive alguns, de certa forma até engraçada – se é que pode se dizer assim – o farão por teimosia. Passei a vida toda dizendo que não existe vida após a morte, como que eu vou viver agora – vou ficar aqui quietinho – e ficam por muito tempo. Não estou dizendo que todos agem assim.

Eu – Esses seres eles são capazes de se isolar e ficarem sustentando suas convicções?

– São. Isso é uma das características da vida após a morte – a possibilidade de isolamento. O que não ocorre na vida durante a encarnação. Os encarnados não tem como não se relacionar. Então o que acontece é que muitos desses que teimam, mas a partir do momento em que fazem a passagem – e estão do outro lado percebem o seu erro, assumem e continuam – esses nós recebemos sim. Muitos exatamente por não crerem que possa acontecer alguma coisa depois da morte e se cristalizam nas suas mágoas e nos seus sofrimentos. Muitos querem cobrar do Criador àquela promessa que alguém o fez acreditar – a ressuscitação da carne – como eles acreditam na ressuscitação da carne eles vão ficar próximo do que?

Eu – Do corpo?

– Exato!

Eu – E esses espíritos permanecem ai – ou tem a tentativa de ajuda para que chegue a uma consciência maior?

– Veja! O Amor do Pai é infinito. Sempre estão recebendo ajuda o tempo todo. Porem é uma ajuda que respeita o livre arbítrio. Então está o tempo todo sendo amparados – alguns inclusive não capacitados para perceberem esse amparo. Mas eles estão sempre sendo ajudados – mas nunca interferindo no seu livre arbítrio, se eles optarem por estar cristalizado quase como um ovoide – que você já viu também na Apometria – vai se respeitar o livre arbítrio até que isso incomode tanto (porque incomoda) que se abra essa casca do ovo.

Eu – Nossa como é difícil isso né?

– Mas é necessário!

Eu – Sim. Se estiver nessa situação é porque é necessário.

– Porque se eu criei uma casca eu vou ter que ter um motivo para quebra-la. Ninguém vai quebrar a casca do meu ovo por fora. Eu tenho que quebra-la por dentro.

Eu – Uma duvida. Existe diferença entre a cremação de um corpo e o enterrar esse corpo? Tem aquela vertente que diz que o espirito fica próximo ao corpo por um período e quando da cremação o espirito sofre e se desespera. Da para falar um pouco sobre isso?

– É bastante importante que você se lembre sobre o que nós acabamos de enfoca. Depende muito da crença. Um individuo, que se prepara para a vida após a morte – o que acontecer com o corpo dele não faz diferença nenhuma. Porém para alguém, por exemplo, que crê na ressuscitação da carne – ou que não crê em nada disso – não acredita que haja algo além dessa vida a não ser aquele corpo, e isso é o que importa. Ai sim é que ocorrem diferenças. Não é o fato de se destruir aquele corpo através do fogo. Muitas vezes, e mais uma vez aqui me cutucam dizendo que cada caso é um caso. Muitas vezes o fato de destruir com rapidez um corpo faz com que haja um impulso para a percepção de que o corpo não era tão importante como se imaginava. Ou faz o contrario – faz o desespero e até o enlouquecimento espiritual. E a mesma coisa para um corpo que passa por um período de destruição. Você já imaginou como é o desagrado de acompanhar o próprio corpo se decompondo se você espera a ressuscitação desse corpo?

Eu – Eu me nego a isso. Sinceramente.

– Então muitas vezes essa deteorização do corpo físico também é importante para que o espirito corte os liames com esse corpo e possa transcender. Porem para alguns também é magoa – dor- e enlouquecimento.

Eu – Concordo! Se desencarnar em desequilíbrio – sem consciência. Vai pirar mesmo.

– Então mais uma vez o que eu disse no início. O como ocorre o desencarne – ou o que vai acontecer com o corpo depois não é importante. O importante é como nós aceitamos esse momento. O como vivenciamos nossas experiências. E também as crenças e os sentimentos que alimentamos durante a encarnação.

Eu – É porque se eu estou desligada desse corpo pouco importa se ele é queimado ou se vai para embaixo da terra. Né?

– Não faz diferença nenhuma.

– Pessoa do grupo – Posso fazer um comentário? Há pouco tempo fiz um abordagem num grupo que é como se você estivesse vendo,( na questão do apego) as pessoas mexendo nas suas coisas e você não tendo mais acesso a elas. Então seria um exercício a partir do momento que você fez a passagem, esse plano ficou você tem que seguir o seu caminho. Você não tem mais acesso ao seu carro, as suas coisas.

– Uma boa comparação – é como se você olhasse para sua sala de aula da primeira serie e quisesse hoje sentar naquela carteira.

Eu – Mas se eu desencarno num estado de desapego. Eu fico ali observando minhas coisas? Vai haver essa necessidade? Se eu tiver a necessidade de ficar observando – estou no apego?

– Sim.

Eu – Eu vi num museu um ser do lado de uma peça antiga, seria o dono dela ainda ali cuidando.

– O dono ou alguém para quem aquele objeto representava poder. Não necessariamente o dono. Muitos súditos, por exemplo, estão ligados a cetros e coroas, e não são os reis.

Eu – Eu acho que esse é um assunto que deveria ser muito comentado.

– O problema é que – um dos nossos mentores pede para que brinque com você também e diz que se você colocar uma faixa ali na frente: Curso para ensinar a morrer, acho que ninguém virá. (risos).

Eu – Mas eu acho que ainda vou por essa faixa. Diga a ele para ficar atento que vai ver isso aqui na frente ainda. Isso está na minha cabeça faz tempo. Não para ensinar a morrer – mas para falar sobre a morte. Tenho vontade de fazer isso.

– Bastante importante falar, é brincadeira é claro. Mas é bastante importante. Primeiro que as pessoas olham para isso. Encarnados e desencarnados que se desmistifiquem esse momento. A vida não é só nascer e morrer. E veja, por exemplo – sem nenhuma critica – a instituição igreja.O que você mais lembra quando eu falo de igreja? Uma CRUZ.

Eu – E aquele Jesus pendurado. É só dor.

– Isso. E você se lembra dos ensinamentos do Mestre? Não! De cara só se vê isso. É uma valorização desses extremos. Nós estamos sempre preocupados com o nascer e o morrer. E o entre. Esse espaço o que nós fazemos com ele. Esse espaço de tempo. Então que nós possamos valorizar os encontros.O dia a dia. Todos os momentos. Cada oportunidade. Valorizar cada dor que propicia o aprendizado. Cada sorriso que propícia um aprendizado. Cada prazer que propicia um aprendizado. E pararmos de achar que o aprendizado só se dá por um veiculo. O aprendizado se da por todos esses veículos – pelo sorriso – pela dor – pelo prazer – pelo Amor – pelo contato – pela ira – pela raiva. Então eu creio que o nosso objetivo hoje foi muito mais de instigar mais um pouco esse olhar. O olhar para a passagem. Olhar para esse fato inexorável. Todos nós que estamos aqui no caminho espiritual passamos por isso. E a partir do momento que percebemos quantas vezes já o fizemos, já desencarnamos, fica mais simples inclusive. Diminui a ansiedade. Diminui essa mistificação em torno do tempo.

Eu – E quando eu perco alguém querido e procuro por médiuns de contato para ter uma informação da pessoa querida, uma comunicação com ela. Como fica isso? Atrapalha esse desencarnado?

– Veja. Vou ser repetitivo. Cada caso é um caso. Realmente existem casos muito diferentes. Existem momentos em que essa comunicação pode funcionar como uma libertação para esse desencarnado. Muitas vezes quando existe ainda um liame que o ata ao plano encarnado pode ser a oportunidade de desatar isso e de se permitir essa viagem. Porem há também os casos em que se fica insistentemente incomodando, é como se alguém, por exemplo, a sua mãe decidisse ligar para você varias vezes ao dia. Como você se sentiria?

Eu – De saco cheio. Né?

– Exatamente! Se seus filhos ligassem para você o tempo todo perguntando se você esta bem. Então cada caso é um caso. Em alguns momentos é importante e serve de consolo para esse familiar ter noticias. Ok. Sem problemas! Exatamente como para você que é importante ligar para seus queridos.

Eu – Mas essa informação vem desse ser desencarnado? Ou existe um intermediário?

– Novamente. Cada caso é um caso. Existem muitos fatores que vão interferir nesse momento. Alguns mais religiosos dirão que depende do merecimento. Mas aqui nós não vamos usar esse palavreado que fala sobre merecimento – mas muito mais a necessidade de cada um. Muitas vezes ocorre um sacrifício para suprir a necessidade de alguém – não o querer – mas a necessidade. Então se você pergunta. Mas é muito bom que haja essa comunicação? Essa comunicação talvez tenha alguns momentos que se torne um pouco mais natural. Como que está acontecendo aqui, por exemplo. Imagine que nesse momento ao invés de estarmos discutindo temas importantes nós estivéssemos incomodando nossos entes queridos que partiram. Como seria? Agora é proibido contatar? Não de forma alguma. Mas a intensão é que é importante. Não só a intensão é importante – mas também a oportunidade e a necessidade. Porque a intensão faz parte do querer. E a necessidade faz parte do que é permitido e do que lhe convém.

Eu – E vou perguntar mais uma coisa. Esse assunto me fascina. A morte acontece sempre no momento certo? Parece-me que já foi dito algo sobre isso, mas não me lembro bem.

– Veja a sua pergunta ela é mais profundo na seguinte questão. O que você vivencia está escrito? E você só é um ator desempenhando o papel no script que foi, ou não determinado. Eu acho que é reduzir demais a sabedoria do Criador com tanto equilíbrio e tanta justiça dizerem que Ele só escreveria script para que nós vivenciássemos. Mas veja. Voltando a nossa comparação com uma escola. Quando você vai a uma escola existe um planejamento de conteúdo para um ano. Todos aprendem iguais?

Eu – Não.

– Então é mais ao menos assim que funciona. As coisas não estão escritas. Mas existe um planejamento. Não significa que cada momento que você vivencia já estava escrito. Mas existe um planejamento que lhe é proposto. E cabe a você – só a você vivenciar ou não. E o mais interessante é que cabe a você escolher vivenciar. Porem também as decisões dos outros envolvidos afetará o resultado.

Eu – Então isso pode mudar o resultado?

– Claro. Porque e o livre arbítrio dos outros? Portanto é bastante complexo.

Eu – É. Se for assim é bastante complexo mesmo.

– Sim. Nós às vezes não entendemos essa complexidade. Nós preferiríamos que houvesse um script preparado. E ai nós vamos passar a vida inteira tentando achar esse script para nos adequarmos a ele.

Eu – Seria mais fácil né?

– Pois é – mas não existe um script. O que existe é uma linha mestra de um planejamento e exatamente como um aluno na escola. Cabe a cada um levar esse planejamento adiante – ou não.

Eu – Porque se formos ver essas mortes que acontecem nesses movimentos de manifestações. Só vai te acontecer se você for lá para participar, né? Seria isso? Meu livre arbítrio determina?

– Porém! Não é só o seu livre arbítrio. Também depende do livre arbítrio dos outros.

Eu – Caramba! Mas ai eu fico muito suscetível. Não?

– E porque não? Já que todos estamos aqui para nos relacionarmos. Lembre-se do que foi dito quando foi enfocado o ego. Primeiro nós precisamos fortalecer o ego e nos individuar para que depois nós percebamos que nós não somos únicos indivíduos – e que nós somos o todo. E ai é que está o efeito do todo. É a somatória de todos os livres arbítrios. Complexo né?

Eu – É complexo! Eu estou tentando criar uma situação em que eu possa entender melhor isso.

– Imagine alguém que estava andando por uma estrada passando por baixo da ponte e essa ponte despenca. Isso estava escrito?

Eu – É isso que eu me pergunto. Isso estava escrito?

– Ou isso é uma somatória?

Eu – Com quem construiu a ponte…

– Das forças da física que coloca a força do peso do concreto. De quem construiu a ponte e optou por um calculo que talvez fosse enganoso. De quem colocou a ponte no lugar errado… de quem….Percebe? Não existem coincidências. Porém existe a somatória de todos esses fatores.

Eu – Sendo assim nós estamos a todos os momentos propensos a acontecimentos que nos fogem a escolha.

– Que bom! Porque isso é uma percepção importante também.

Eu – Essa casa pode cair na minha cabeça a qualquer momento e isso não está escrito na minha caminhada?

– Exatamente!

Pessoa do grupo – Exatamente em questão de não sabermos o tempo que temos encarnados?

– Porque isso não esta escrito.

Mesma pessoa do grupo – Isso pode ser agora – pode ser daqui a dez ou quinze anos – como pode nunca.

– Por isso a importância – e o Evangelho já diz isso. Esteja sempre preparado.

Pessoa do grupo – Uma mãe saiu para trabalhar e deixou um bebê aos cuidados do irmão mais velho. Esse acende o fogão e pega fogo no barraco. Sai em busca de ajuda e quando volta o irmão esta queimado.

– E eu vou colocar mais umas variáveis. Falamos do tempo. Do fogo. Tem outras coisas que nós não enfocamos que é as variáveis – a somatória das personalidades do passado que incorporam naquele momento e que também vão influenciar. Não vou usar o termo prejudicar. Porque isso é um julgamento. Mas vão influenciar. E não de uma forma matemática tipo: Eu matei numa existência passada e tenho que ser morto agora. Isso é muito simplista.

Eu – Não é a lei de causa e efeito?

– De forma alguma! Isso não está na lei da causa e efeito.

Eu – Penso muito nisso com relação a problemas mentais. Tem muita gente internada em hospitais psiquiátricos que está sob essa influencia personalidades. Né? Essas personalidades podem tirar a personalidade da pessoa dessa encarnação, e a pessoa passa a viver com os sintomas da personalidade do passado. Pode?

– Cada caso é um caso. Mas sim!

Pessoa do grupo – Muitas vezes até levar a um suicídio?

– Ou personalidade com manifestação de autodestruição. Consegue inclusive superar o instinto de sobrevivência que é o maior instinto humano. Veja que complexo! Portanto. As coisas não estão escritas. Mas o outro lado da moeda que cada um de nós não controla para o que vai vivenciar. Porque o que cada um vivencia é o resultado da somatória de muitos livres arbítrios – e inclusive de fenômenos naturais. E não chamemos a isso de livre arbítrio de Deus. Mas isso significa justiça – e as Leis Divinas

Eu – Justiça e as Leis Divinas?

– Sim. Porque muitos acabam aclamando ou colocando para Deus características humanas. Alguns imaginam Deus como um adolescente com um comportamento abusivo quando na realidade existem leis que foram criadas e que são imutáveis – e nós é que muitas vezes não as percebemos ou gostaríamos inclusive de modificar as leis para o nosso bel prazer e para o nosso interesse pessoal.

– Nós estamos encerrando, e acho que o objetivo de hoje era muito mais instigar um pouco questionamentos sobre esse tema da passagem. Que cada um se autoquestione e ao mesmo tempo discuta com os seus para que possamos começar a olhar com mais carinho e com menos ansiedade, menos medo para esse momento que pode ser um momento também de muito aprendizado – e pode ser um momento de muito Amor. Gratidão.

Eu – Gratidão por todos esses ensinamentos sobre um tema tão doloroso e ainda mal aceito para nós seres humanos. Gratidão para todo grupo que assessora a energia desse momento para que essa comunicação possa acontecer. Gratidão à existência e ao infinito.

14jun

Grupo de estudos no dia 28/03/013.
A pagina aberta no evangelho foi a pg 130. O texto,“ O orgulho e a caridade´´.
O tema abordado para estudo de hoje foi a CARÊNCIA.

O texto do estudo foi canalizado por um dos sensitivos do grupo.
 
O mentor que nos passou as informações se apresenta como Alastor, se diz um membro do grupo espiritual que foi determinado para os ensinamentos do grupo da“ Fraternidade Cristais de Luz´´. Diz que vai ser o porta vóz deste grupo hoje, e diz ser um estudioso dos conflitos,e estar sempre estudando os conflitos e como interceder junto a quem está passando por um momento de conflito, por isso ele foi escolhido para falar sobre a carência.

Vou usar nas perguntas, Eu, dirigente do grupo, e nas respostas, A, de Alastor, nosso mentor hoje.

A – Começa dizendo que estamos muito pouco acostumados a lidar com emoções, principalmente as emoções que geram conflitos, e a carência é uma das principais porque nós conseguimos ver os conflitos quando eles são externos a nós, quando o conflito vem de outro, mas nós temos muita dificuldade para entender o conflito interno, e a carência é uma forma de manifestar esse conflito interno. “Eu só manifesto carência quando eu não sou suficiente para mim mesmo, quando eu acho que eu não sou o que eu preciso, e quando eu acho que o que eu preciso está no outro, o conflito é interno. Eu não me aceito, eu não me admiro, eu não consigo inclusive me amar, e, ai eu vou buscar no outro suprimento dessa carência, e isso acaba eternizando-a , porque há sempre uma expectativa de que nunca vai ser suprida, e a única forma de trabalhar a carência é considera-la como uma chave, uma chave que mostra quais os pontos em que eu preciso me aperfeiçoar, ou os pontos aos quais eu preciso dar mais atenção. Desenvolver em mim o que eu creio me faltar. São pontos a serem aperfeiçoados.”

Eu – Então quer dizer que a carência, se ela está no relacionamento, ela pode vibrar nas outras áreas da vida, ou não? Ou existe uma carência para cada situação.

A – A carência é uma só, mas ela vai ter diversas manifestações, e cada manifestação denota um sentimento de inadequação interna, e, ai ela vai refletir nos relacionamentos, mas porque EU me sinto inadequado. A carência é sempre, interna,é o grande conflito comigo mesmo. Eu só me torno carente quando Eu me acho insuficiente, a partir do momento que eu consigo suprir toda as minhas necessidades Eu não preciso mais ter carência e ai EU passo a ter relacionamentos não mais para me completarem, eu passo a ter relacionamentos para me acompanharem Eu passo a ter relacionamento para caminhar junto, sejam relacionamentos afetivos sejam relacionamentos profissionais, sejam relacionamento de amizades Quando eu num relacionamento sinto que eu estou suprindo uma carência esse relacionamento está fadado a me trazer mais problemas, porque é como tapar o sol com a peneira. Quando eu percebo uma carência Eu devo olhar para dentro de mim, o que isso reflete em mim, e não mais olhar para o outro.

Eu – Uma pessoa carente consegue amar realmente?

A – Na maioria das vezes não, na maioria das vezes a carência vai fazer com que crie expectativas e é a busca de suprir essas expectativas que vai trazer essa aproximação, esse magnetismo que na maioria das vezes não é amor( porque o amor liberta), acaba sendo muito mais apego, o apego aprisiona é como se eu precisasse ouvir o canto do pássaro e eu o colocasse numa gaiola, ele nunca mais vai ser feliz, em compensação quando eu amo, eu alimento o pássaro, para atraí-lo para que ele cante para mim mas continue livre!

Eu – Então quer dizer que a carência e o apego caminham juntos na mesma proporção?

A – Na realidade eles são manifestação do mesmo sentimento, EU só vou criar apego quando EU quero algo para me suprir, ou para suprir as minhas carências e isso é uma manifestação maior. Tanto a carência quanto o apego são manifestações maiores de um único sentimento, o egoísmo.

Eu – O egoísmo?

A – Sim o egoísmo.

Eu – Então quer dizer que em todo sentimento de carência tem camuflado o egoísmo?

A – Sim ,porque eu acho que as outras pessoas tem obrigação de cuidar de mim, de resolverem meus problemas, de preencherem essa carência de fazerem algo, quando na realidade eu ainda não percebi que todos os recursos que eu preciso, todos os recursos que um ser precisa vão estar dentro de si mesmo. Eu só preciso usar as minhas ferramentas, é como se eu estivesse numa roça, fazendo um roçando com todas as ferramentas a minha disposição e a toda hora Eu fosse para o vizinho pedir emprestado uma pá, uma picareta, uma foice, e as minhas estão todas ali, e são inclusive melhores.

Eu – Então quer dizer que essa pessoa não consegue lidar com seu conteúdo interno, está sempre buscando fora? não usa nunca seu potencial?

A – Sim porque quem esta carente não se aceita.

Eu – Não se aceita?

A – Não se aceita em nenhum ponto.

Eu – A carência, nós trazemos de vidas anteriores e é um sentimento que é fortalecido na infância, ou ela é adquirida na infância? ou existem as duas condições?

A- Você já explicou, as duas são verdadeiras. Nós trazemos de outras vidas manifestação de carências reativas a situações que nós vivemos. O que nós temos é muito da vitimização. Ó pobrezinho de mim como eu sofro, e, ainda na infância nesta encarnação isso pode ser reforçado, ou não, e mesmo depois, dependendo das experiências quando eu não olho as minhas experiências mais cuidadosamente, quando Eu sempre imputo aos outros a culpa dos meus desenganos e das minhas falhas, isso gera carência É o Egoísmo, porque Eu me acho sempre Vitima. O ser iluminado que já percebeu que é um ser humano portador de uma centelha de Deus, nunca vai estar carente, nunca vai ter carência, ele se basta, ele é feliz, porque ele descobriu que Ele é uma manifestação Divina, e é óbvio, ele vai procurar conviver com as pessoas, mas, não para tirar nada delas, não para vampirizar as pessoas, não para controlar o outro, mas para celebrar,para ensinar, para amar, e o amor nunca prende, é exatamente como o pássaro o apego faz com que pelo meu gosto pelo canto eu aprisione o pássaro o amor faz com que pelo gosto, pelo gosto pelo canto eu alimente muitos pássaros.

Eu – Por exemplo, quando um espírito encarna ele já traz com ele essa carência, já que estamos na lei de causa e efeito, ele chega numa família e condições que vão intensificar esse estado carente. Esse espirito tem como sair disso sozinho sem entrar na evolução dessa carência?

A – Com certeza!

Eu – Nós trazemos essa força dentro de nós?

A – Trazemos! mas muitas vezes nós não gostamos, porque é muito mais fácil viver o papel de vitima.

Eu – Então em todas as situações quando encarnamos dentro do pacote que trazemos para aprender, nós temos condições de sair disso sozinhos?

A – Sim, só não sai quem não quer, muitas vezes nós não queremos.

Eu – Isso é uma provação para o espírito? um aprendizado,?

A – Sim um aprendizado, não coloque como provação, ai vai parecer como castigo, use como prova, uma prova para o espírito, é um momento em que ele vai mostrar que ele é capaz de passar por isso.

Eu – Ele desenvolve o poder de transmutar isso, seria isso?

A – Exatamente! Então é importante que quando você se sentir carente, perceba que isso é normal, ao invés de sair por ai tentando suprir essa carência com o outro, você diagnostique qual o fundo dessa carência em você, e como trabalhar isso. E quando você já não mais estiver carente, celebre com o outro

Eu – É uma maneira de aprender a trabalhar isso e não fazer mais parte dessa condição?

A – Sim a cada vez que eu sinto carência eu tenho que olhar para mim, o que é que isso esta refletindo em mim, o que é que falta? que experiência eu vivi nessa e em outra vida. E eu não preciso saber toda a experiência também , eu não preciso saber tudo que aconteceu, mas eu posso sentir que tipo de experiência eu tive, e onde está esse vazio, e ai eu uso as minhas ferramentas para preenchê-lo, ai quando eu ser inteiro, humano, portador de uma centelha de Deus, ai sim eu posso viver relacionamentos de verdade, relacionamentos afetivos, relacionamento de amizade, de trabalho, porque até então, os relacionamentos são de mentira, eles são parasitismos.

Eu – A carência também se manifesta nos alimentos, a compulsão alimentar é uma carência? A compulsão de compras?

A – Sim. O excesso de trabalho também, quem disse que vocês precisam trabalhar tantas horas? onde está escrito isso?

Eu – Eu acho que não está em lugar nenhum, criou-se esse ritmo.

A – O problema é que algumas carências,como esta que acabamos de citar, foram criadas pela sociedade e estimuladas, e se você não quebrar esse ritmo, vai quebrar a si mesmo.

Eu -É o que está acontecendo né, as pessoas estão se arrebentando.

A – As pessoas se convenceram que elas precisam trabalhar 16 horas por dia, e não existe fundamento nenhum para isso, as pessoas se convenceram que elas precisam ter sucesso material o tempo todo, não existe fundamento para isso. As pessoas se convenceram que elas precisam ter cada vez mais, e cada vez mais elas são espíritos insatisfeitos, porque elas sempre querem ter mais, e quando elas tem mais não desfrutam, porque vão querer mais ainda.

Eu – Então o ser humano perdeu a referência de uma lei universal, seria isso?

A – Talvez seja pior, talvez no mundo dos encarnados e mesmo no mundo dos desencarnados, haja muitas outras referências que foram imputadas no ser humano, e muitas pessoas, muitos espíritos encarnados e muitos desencarnados aceitaram isso como verdades, por isso que ainda nos mundos onde vivem desencarnados em vários planos, ainda existem lideres que conseguem manter sob seu julgo outros espíritos porque os convenceram de que eles são prisioneiros, quando na realidade quando desfeito o jugo da carne nenhum espírito precisava ser prisioneiro. Então muitas das crenças obrigaram a acreditar, vocês aqui encarnados e nós desencarnados precisamos aprender a nos livrarmos dessas crenças, porque essas crenças são limitadoras, essas crenças prendem o espírito.

Eu – Eu não gosto de usar essa palavra, difícil, mas no movimento em que se encontra a humanidade, se pessoas tentarem fazer isso vão sofrer, sofrer muito, porque não acompanham o fluxo dos outros. A humanidade vai ter que adquirir uma consciência muito grande de tudo isso. Toda vez que temos um estudo eu percebo o quanto estamos longe disso, e ao mesmo tempo se eu encaixar esse modelo na minha vida, vai ficar pior.

A – Pior em que sentido? em que referencia? será que vai ficar pior ou será que você vai se tornar mais livre, e essa liberdade dá medo, mais independente, e essa independência dá medo, mais integra, e essa integridade dá medo. É como se você estivesse na beira de um abismo e alguém dissesse, salte!, e você só soubesse que ia se arrebentar lá embaixo, a proposta é, na beira do abismo e alguém dizendo salte, aprenda á voar agora! Mas ainda da tempo, não precisa ser muito radical, a mudança não precisa ser radical, mas é importante ver as diferenças. Se vocês prestarem atenção em como a humanidade mudou, quer seja, nos últimos cinco anos da terra, nos últimos dez anos terrestre, perceba como as pessoas mudaram, como os paradigmas mudaram, perceba o quanto se sofreu antes, por coisas que hoje são aceitas naturalmente.

Eu – Mas eu ainda acredito, posso estar errada, que uma minoria entrou neste processo, porque essas coisas foram meio que desmoronadas, mas as pessoas continuam presas a elas ainda.

R – A maioria sim, mas essa minoria já conseguiu modificar muita coisa. Só que o grande problema é que no plano terreno o tempo é um limitante que nós não temos no plano espiritual, e existe muita pressa, todo mundo acha que vai acontecer uma revolução, o próprio Cristo sofreu por isso porque os seus contemporâneos que dizem que viviam muito próximo dele, que o conheceram, queriam que ele levantasse a mão e transformasse tudo, e não é isso, não é isso que é importante. Ele sabia disso, Ele queria transformar as Almas, Ele queria transformar os desejos, Ele queria apaziguar essas crenças, e não transformar o mundo com um aceno de mão , isso seria injusto, seria como se você pegasse uma criança na pré-escola e desse um diploma universitário a ela, injusto! Então nada vai acontecer de supetão as coisas vão mudando, a humanidade vai evoluindo, aliás se você prestar atenção nem dá mais para dizer que é devagar, as mudanças já estão muito rápidas mas não são todas as pessoas que vão se adaptar as mudanças. Agora é um período de seleção, muitos vão ficar ligados a esse plano, a esse orbe, muitos serão selecionados para outros orbes . Alguns terão que lidar com seu lado animal, com encarnações muito mais instintivas, outros praticamente deixarão de ter corpos físicos pela não necessidade. Isso vem acontecendo a muitos séculos e existem períodos de intensificação e agora é um desses períodos. É como se você estivesse numa escola em um grande período de exames finais, e muitos vão passar, alguns não.

Eu – Então é por isso que..nas aulas que temos aqui sempre disseram que estamos presenciando um momento em que os relacionamentos estão desmoronando, muitos relacionamentos! seria a tomada de consciência dessa carência?

A – Sim, porque a maioria dos relacionamentos são baseados em apego. Veja por exemplo os relacionamentos que aconteceram no clero, os relacionamentos que acontecem nas grandes religiões, todos estão sendo contestados, eles eram baseados na carência e na ameaça, ninguém quer mais isso.

Eu – Me parece que isso está acontecendo em todas as áreas, famílias…

A – Sim! no trabalho, aliás os paradigmas de trabalho vão ser bastante modificados, vocês precisam estar preparados, isso não significa que vai ser horrível isso não significa uma mudança terrível isso significa um período de grandes oportunidades, mas oportunidades para aqueles que se esforçarem,para aqueles que buscarem. O trabalho como vocês conhecem vai ser muito modificado, e os seres humanos vão ter que se preparar para isso, sem tanto planejamento, todos os paradigmas administrativos tem caído por terra.

Eu – É tem dado para perceber, principalmente em empresas familiares, empresas grandes desmoronando…

A – Sim! as empresas que só visam lucro…., ninguém mais deve gerar só lucro, o lucro não é um mal em si, o problema é como você atinge esse lucro! Se você atingir o lucro para o bem e a felicidade geral da empresa e para o bem estar de todos, essa empresa vai ter cada vez mais lucro, mas se você prejudicar e não respeitar as pessoas para obter esse lucro, esse lucro se torna um instrumento da sua perdição, e a culpa não é do dinheiro, o dinheiro é só um instrumento.

Eu – Nos grupos espirituais está acontecendo este mesmo movimento?

A – Sim! Esse movimento é geral, muitas pessoas se aproximarão, muitas outras pessoas se afastarão, justamente por causa desta seleção deste momento, é como se vocês estivessem passando pelas provas finais. Não é um momento de grande mudança no sentido da humanidade, mas sim um momento de reajuste.Como num televisor,você não está mudando de canal, você está melhorando a sintonia do mesmo canal, está sendo colocado numa sintonia mais fina, tirando o chiado, mas não é uma mudança de canal como muitos tem pregado. Os que pregam isso continuam gritando isso, são os que se chamam de gralhas do apocalipse, e isso vem desde antes de Cristo.

Eu – Estão sempre arrumando uma data para o final dos tempos?

A – E geralmente eles tem a solução para isso, isso existe.

Eu – Agora eu vou fazer uma pergunta que eu fico preocupada as vezes, hoje estamos aqui em três pessoas para ter essa aula. Para vocês se deslocarem, não sei como isso funciona, para três pessoas apenas, pretendo levar isso para mais pessoas claro, mas não é ruim para vocês?

A – Ruim porque?

Eu – Poxa! se precisamos tanto deste aprendizado, e apenas nós três!

A – Se vocês três ouvirem isso, fecharem seus ouvidos e isso não mudar nada nas suas vidas, houve perda de tempo, mas nós estudamos, foi bom para nós sem dúvida, nós somos um grupo muito grande, não se iluda, então esse grupo se reunindo, estudou e isso trouxe um beneficio incrível. Vocês também não estão sós ,existem vários outros espíritos aqui presentes que não são membros do nosso grupo, mas que vem também aprender. Mas cada um de vocês pode se tornar um agente de multiplicação, só de você escrever isso e colocar num meio eletrônico como chamam, acabou o problema. Se você vir as canalizações daquele livro “As Cartas de Cristo´´foram feitas para uma pessoa só.

Eu – Sim ! tantas pessoas leem esse livro, tem estudos usando o livro também. É bonito saber que um tema abordado aqui por nós, nosso grupo, possa movimentar um grupo bem maior numa outra dimensão, isso fortalece a minha fé, dando forças para continuar.

A – E movimenta de uma forma muito benéfica, porque muitas vezes nós não percebemos todas as nuances dos sofrimentos e dos anseios que ocorrem na terra, e nós precisamos dessas informações inclusive para poder auxiliar nesse período no planeta, senão vai ser como acontece com os seus políticos que fazem projetos sem saber qual o anseio das pessoas que receberão esses projetos. E nós não queremos fazer projetos com os nossos conhecimentos, nós queremos fazer projetos importantes para as pessoas que os receberão.

Eu – Certo!

A – E o número é tão relativo, nada está errado, tudo está certo, se for para três é porque tinha que ser para três vai chegar o dia que talvez seja para um só, talvez seja um teste para este, um teste para sua esperteza, para sua capacidade de comunicação, não se preocupe está tudo certo.

Eu – Voltando ao tema da carência. É ela que faz com que os relacionamentos acabem se tornando violentos?

A – Nem sempre só pela carência muitas vezes pelas crenças, bastante deletérias, e a violência num relacionamento é muito relativo, você sabe disso. Nós temos que sair urgentemente dos papéis de vitimas e vilão. O texto de hoje (O CISCO E A TRAVE NO OLHO- pg 130- O orgulho e a caridade) falou exatamente sobre isso, é muito mais fácil olhar o cisco no olho do outro, do que a trave diante do seu nariz.

Eu – O que eu estou entendendo é assim, os movimentos que existem nos relacionamentos, são necessários depende de como se lida com isso. Ex; um casa lem que um é mais agressivo, mais explosivo, isso é necessário para que se aprenda a desenvolver uma harmonia sem que um entre no papel da vitima?

A – Sim, não existem vitimas nem vilões, existem só relacionamentos, e cada relacionamento vem para trazer um ensinamento, é uma visão muito estreita, essa visão dos vilões e das vitimas.

Eu – Mesmo que isso leve a um acontecimento, uma situação mais séria?

A – O que é uma situação mais séria ? um assassinato?

Eu – É vamos por ai, vai que acontece um assassinato!

A – Uma vida de setenta, oitenta, noventa, cem anos dividida pelo infinito (vamos usar a matemática: quanto é um numero dividido pelo infinito, mesmo que ele seja imenso, o resultado vai ser zero). O que acontece é, que os encarnados acabam valorizando pequenos episódios, e que significam tão pouco.

Eu – Então não vai existir harmonia nunca nos relacionamentos?

A – Sim, existe harmonia em relacionamentos, quando dois seres humanos íntegros se encontram para celebrar. Quando seres que estão carentes se encontram para suprir suas necessidades, não! Porque nem um deles se permite ser integro, a relação se baseia em parasitismo. Se o relacionamento estiver baseado em amor e não em apego, ai sim! Existem muitos relacionamentos assim, e não só relacionamentos afetivos, como relacionamentos de trabalho, de amizade, já existem! Muitos.

Eu- É!, porque se estamos na lei da causa e efeito, se você atrai o agressivo é porque você tem a agressividade em você, se atrair o acomodado…, ai você tem que usar essa relação para trabalhar isso também?

A – Sim, você pediu isso para si mesmo, na maioria das vezes você não atrai, você pede, você foi buscar. Não há vitimas.

Eu – É!, entendendo assim, não há vitimas mesmo, é que se vende a todo momento essa condição da vitima em toda mídia, e isso se torna mais forte.

A – Sim, sim, e as pessoas que aceitam isso acabam se sentindo assim. São mulheres que acham que os homens são violentos sempre, e vão assim criando generalizações horríveis.

Eu – Ai então nós saímos do conceito, mulher sexo frágil. Eu nunca aceitei isso como verdade, sabia!. Acho que tem muitas mulheres por ai que são piores, mais grosseiras e agressivas que homens.

A – Na verdade na maioria das vezes as chamadas mulheres frágeis produzem filhos extremamente agressivos, e nem elas são tão frágeis e nem eles são tão fortes. É para suprir as carências das mães que eles, filhos, se tornam assim, se manifestam com toda a agressividade que elas não tiveram a coragem de manifestar.

Eu – Interessante isso!.

A – Não existem fragilidades, óbvio que existem diferenças físicas entre corpos masculino e femininos, isso é necessário ainda, para que espíritos possam viver experiências um pouco diferentes, mas, não existem fragilidades, não existe vitima, nem homens são vilões, nem mulheres são vitimas. Porque seria uma generalização absurda.

Eu – Sim fazendo essa analogia da causa e efeito, e a lei da atração, realmente. Nossa!! nós entramos automaticamente num ritmo em que se perdeu a referencia da realidade com as leis naturais.

A – Sim, a sociedade tem feito isso com esse problema que você citou do gêner,o mulheres tem perdido todas as qualidades que deveriam manifestar , e homens também. Homens deixam de ser protetores, deixam de ser provedores e se tornam parasitas, e mulheres deixam de ser acolhedoras, deixam de ser cuidadoras e se tornam agressivas, e perdem a referencia, se desequilibram.

Eu – É realmente perdeu-se o ritmo natural.

A – Sim, e muito mais, se você se aprofundar vai perceber que se perdeu a referencia em nome de um materialismo extremamente arraigado. Mulheres precisam de sucesso profissional, se tornam competitivas, e se tornam mais masculinas que muitos homens, nas atitudes, não na sua manifestação de sexualidade. Não temos ninguém cooperando, temos sim muita COMPETIÇÃO.

Eu -Competição né.

A -É, o ser humano foi preparado para COOPERAR, e não para COMPETIR.

Eu – E na evolução dessa condição, vamos assim chamar, acho que estamos no pico desse desequilíbrio, estou errada?

A – Todo incomodo é necessário para gerar um reajuste, se ninguém nunca tivesse se incomodado, os espíritos estariam ainda na erraticidade sem atitude, sem atividade .Então todo incomodo vem para mostrar a necessidade de uma evolução. Inicialmente talvez ela se manifeste mais no ponto de vista material, depois ela se torna mais moral, e depois ela se torna mais espiritual. Se você for estudar os livros espíritas de Kardec, ele fala que dessa necessidade dessa evolução material levando a evolução moral, mas ele ainda não tinha entendido naquela momento a evolução espiritual. Existia uma confusão entre a evolução moral e a evolução espiritual, elas são um pouco diferentes

Eu – E nesse momento está se dividindo a evolução moral e a espiritual?

A – Sim! sim.

Eu – Então existe esperança, vamos assim dizer, não muito rápido, mas a humanidade neste momento está num ponto muito importante dessa nova consciência?.

A – Sim talvez daqui a algum tempo esse planeta seja designado para ser colonizado por seres menos evoluídos.

Eu – Menos evoluídos?

A – Ou mais evoluídos. Isso vai depender dos lideres. Pode ser que os seres mais evoluídos desse planeta sejam levados para outra orbe, e esse planeta volte a ser um planeta de expiações.

Eu – Expiações!

A – Sim, vamos ver, numa sala de aula, depois de uma grande prova em que se tem alunos aprovados, e alguns reprovados, talvez aquela sala seja usada para uma quinta série num ano seguinte, e, talvez ela vá para uma primeira série, o planeta é assim também. Ele tem um ritmo de evolução, mas ele também pode ser utilizado para ser dos menos evoluídos.

Eu – Eu sempre tive uma duvida e gostaria de perguntar. Se nós somos uma centelha Divina para que tudo isso?

A – Principalmente para aprendizado, para que essa centelha Divina possa caminhar um pouco mais, e a dificuldade é se reconhecer a centelha Divina no outro, principalmente cuidado para não interpretar tudo isso como se fosse um brinquedo de um adolescente Mas é toda uma orquestração extremamente bem delineada para que todos esses espíritos criados com muito amor, que ainda são individualidade se tornem um com o todo. É como se fosse dentro de você, desenvolver atividades diferentes, cada um de vocês cada um de nós vai buscar uma coisa para se tornar novamente o todo, não como castigo nem como sofrimento, mas para realimentar esse todo que não evolui, e a evolução é necessária para essas centelhas que se separaram do todo, mas quando elas voltam para o todo acaba….mas não é o fim.

Eu – Então com tudo isso, o sofrimento, por exemplo quando perco alguém da família, o sofrimento….isso não tem que existir?

A – Primeiro como alguém pode sofrer por perder alguém que nunca teve?quem é dono de quem?

Eu – Sim mas a gente tem filhos, a gente tem mãe, tem um monte de coisas.

A – Apego !!

Eu – Apego! Meu Deus!

A – Quem morre? ninguém morre.

Eu – A gente se separa, né?

A – Ai vem,… eu passei trinta anos…que são trinta anos?, novamente a matemática já explica, trinta dividido pelo infinito é zero, não da para ser alguma coisa, é zero. É difícil entender essa vacuidade do infinito quando se está preso no tempo e espaço por esse costume da encarnação, mas o tempo e o espaço são ilusórios.

Eu – É interessante! Mas se alguém agir diante de uma perda, ou uma doença, e tratar isso de uma maneira natural vai ser considerado frio, indiferente, e isso gera uma culpa.

A – Então não foi encarado de maneira natural! Que se fosse natural não geraria culpa a qualquer crítica. Ainda é apego, e é necessário olhar para esse apego.

Eu – Enquanto estivermos preocupados com a opinião do outro nós estamos no apego?

A – Com certeza é apego.

Eu -Alguém do grupo quer fazer perguntas?

Integrante do grupo – A carência afetiva e a carência de uma necessidade física alimentar residir, é diferente da carência afetiva, o vazio, com o passar fome, a fome é considerada carência vamos assim dizer.

A – É que na realidade é um problema do léxico da palavra, mas a maioria das pessoas acaba desenvolvendo carência não do alimento necessário porque a maioria dos espíritos encarnados já não sabe mais qual é o alimento necessário a quantidade de alimento necessária, ai sim, passa a ser carência quando eu não tenho a necessidade, e, crio a necessidade de ter caviar no jantar, quando crio a necessidade de morar numa cobertura, numa região extremamente valorizada, isso não é mais necessidade, isso é carência afetiva também, e ai elas são a mesma coisa. E a carência em suma ela é a antítese da gratidão.

Eu – Então uma pessoa muito carente não tem gratidão?

A – Ela não reconhece o que ela tem, e ela se fixa no que ela gostaria de ter,e ela cria a carência.

Eu – Ela busca a necessidade do ego?

A – Não é nem necessidade, ela busca suprir mais o ego ela busca se diferenciar, ser melhor,porque essa é a competição que tem sido estimulada, que você trabalhe muito, que você seja um empresario de sucesso, que você crie muita riqueza quando na realidade deveria ser cooperação, e é isso que vai mudar o paradigma do emprego, do trabalho, dos relacionamentos. Relacionamentos de pessoas que se completam vão por água abaixo.

P – Quer dizer que um relacionamento nesta condição, de pessoas que se completam não é o correto?

A – Só podem se amar, duas pessoas inteiras que celebrem juntas.

Eu – Que não precisam de complemento nenhum?

A – Exatamente!

Eu – Eu não preciso que você me complemente em nada, nem eu preciso complementar nada em você, eu sou inteira, você é inteiro

A – Sim, e que não precisem um do outro, mas que pode celebrar o encontro, e que sabem que se o encontro acabar, continuem celebrando.Isso não significa ser fútil ! Isso significa simplesmente libertar o outro. Porque quem ama quer que o outro seja feliz, não quer que o outro fique embaixo das suas asas.

A – Um aqui do nosso grupo pede que eu fale que a carência não tem nada a ver com a área de nascimento, da economia, da cultura ou da educação. Ela tem muito mais influência do olhar, da capacidade de se auto analisar de se auto olhar, e da capacidade de se auto respeitar. O respeito já foi enfocado antes, e quem não se auto respeita, não pode respeitar o outro. Jesus disse“Amai ao próximo como a ti Mesmo´´se você não se amar, você vai dar uma porcaria para o próximo.

Eu – Vamos encerrando, com muita gratidão.

A – Nós vamos agradecendo, o grupo é bastante grande mesmo, nossas irmãs que já se manifestaram, Yoshdara, e a outra irmã da aula anterior que prefere não dar nome, agradecem mais uma vez e dizem que vão continuar sempre acompanhando esse grupo, e fazendo com que a energia seja cada vez melhor, mas cuidado também para não ficarem segurando as energias mais pesadas, deixem que elas se vão, isso também as vezes também é apego.

Eu – Nossa gratidão é imensa,cada momento desse vale como uma vida de aprendizado para cada um de nós, e até a próxima semana.

A – O tempo aqui é muito diferente do tempo ai, e para nós é muito relativo, para nós é como se nós continuássemos a conversa , para nós, nós continuamos aqui reunidos.

Eu – Então basta estarmos presentes em intenção aqui?

A – Presentes em intenção, e mais do que isso, presentes em integralidade. Que as pessoas não venham até aqui pensando nos seus afazeres, nas listas de compras, que possam estar inteiras aqui, isso nos facilita também.

Eu – Então muito obrigada, e até agora, já que não existe o tempo.

A – O tempo é relativo, não se preocupe.