09jun

Meditar é vigiar-se.
Meditar não é apenas sentar-se e concentrar-se, de vez em quando. É um árduo, disciplinado e diário caminho que inclui, sobretudo, estar atento e lúcido o tempo todo. Seja no trabalho, no lazer ou no descanso. A meditação real exige mente vigilante e compreende a totalidade da vida; sem exceção de fatos ou comportamentos: é o reto pensar e reto agir, para que aflore uma dimensão nova, primeiro na mente, depois na manifestação real.

Devemos estar sempre conscientes de cada pensamento, sentimento ou intenção, o tempo todo. E é nessa vigilância que podemos chegar a nos conhecer realmente e nos transformar, conquistando o domínio mental e libertando-nos então de muitos limites. É também dessa vigilância que provém o silêncio mais profundo e fecundo.

Dessa vigilância faz parte mesmo a coisa mais simples como seja o andar, o comer, o respirar, o escolher leituras e programas, falar com as pessoas, o tom de voz, a intenção da palavra, o ato de trabalhar ou de conviver, etc. Se pudermos perceber, cada vez mais, tudo isso, estaremos nos conhecendo e nos transformando ao mesmo tempo e do domínio que nasce daí , vem espontaneamente o meditar, o compreender, o aperfeiçoar-se.
Meditação nada mais é que todos os momentos vividos plena e conscientemente. Através da Meditação é realizada uma verdadeira transformação mental, cujo resultado é o desenvolvimento da consciência.

O Que é Meditação

Quando se fala em Meditação percebemos que existe uma variedade enorme de conceitos sobre esta palavra.
Cada pessoa dá à palavra um significado diferente.

Para alguns, meditar é pensar a respeito de alguma coisa; aprofundar-se num determinado assunto, descobrir novos ângulos de um problema, etc. Isto é reflexão. Para outros , meditar é concentrar a mente, é um processo de concentração. Isto é simplesmente treinar a concentração mental.

Ao contrário do que muitos pensam, de que meditar é pensar, meditar é parar a mente, é viver o presente integralmente. É parar o nosso diálogo interno. A nossa mente funciona sem parar. São mil informações que nos passam pela cabeça. Como um computador processando e lançando dados. Só que na maioria das vezes este computador não teve um programador e os dados surgem de maneira desordenada, sem objetividade, gastando energia desnecessária.
Os pensamentos aparecem levando-nos de volta ao passado, provocando as emoções que vivemos na época e que não estão totalmente liberadas.
Exemplo: lembrança do dia em que sofri uma determinada deslealdade e que me traz emoções de raiva, medo, tristeza, mesmo em meio a algum divertimento. Meu estado de espírito muda e começo a achar tudo ruim, desagradável.
Às vezes vêm pensamentos do futuro. Medos e incertezas que provocam emoções negativas também. Não conseguimos viver o presente, estar inteiros, conscientes do que está ocorrendo a cada momento.
Meditar é isto: “Viver todos os momentos da vida em plena consciência”. Logo, a melhor meditação que existe é viver a vida conscientemente. Conseguir isto é entrar em contato com a paz interior. Conseguir isto é uma das tarefas mais difíceis da vida. Requer persistência, método, força de vontade, disciplina.
O pensamento visa dar continuidade aos velhos condicionamentos, continuidade que terá de ser interrompida se quisermos ter a experiência da paz interna.
Dalai Lama
09jun

Estudo do dia 05/11/2014
Tema: O orgulho, o poder e o querer

Vamos dar inicio aos nossos estudos de hoje. Vamos elevando nossos sentimentos em Gratidão por mais esta oportunidade. E estamos com sentimentos fraternos aguardando a presença do comunicador do grupo espiritual que vai nos trazer o estudo de hoje.

– Sejam bem vindos ao terreiro desta fazenda espiritual. A pedido do meu amigo Benjamin eu me apresento de novo – sou Bem Vinda – para falar um pouco com vocês.

Vou me referir a nossa mentora de hoje com a inicial do seu nome – BV.

Eu – Seja bem vinda! Nossa gratidão por sua presença mais uma vez, sabemos da importância do seu trabalho nesta colônia que está numa fazenda espiritual – e suas informações sempre são muito enriquecedoras para nosso aprendizado. Eu abordei um assunto para o nosso estudo de hoje, não sei se vamos falar deste tema ou de algum tema que seja mais importante . Minha abordagem hoje é a diferença entre O Querer e o Poder.

BV – Eu vou começar falando com vocês – até pelo nosso trabalho aqui na colônia – explicando um pouquinho sobre alguns tipos de Orgulho – sentimento que a gente esquece, ou que a maioria das pessoas ainda não percebeu, e isso entra neste grande tema O Querer e o Poder. Mas talvez não seja diretamente explanado dessa forma que você está imaginando. Mas se houver duvidas fiquem a vontade. Mas eu quero falar um pouco do Orgulho. Do Orgulho que tem no sofrimento. As pessoas não percebem e se aquietam – se vitimizam. E o sofrimento talvez seja um dos maiores Orgulhos – uma das maiores manifestações desse sentimento que tanto mal faz a todos. E esse é um sentimento que afeta o próprio dono do sentimento. Ele se apieda tanto de si mesmo por orgulho. E a pergunta que sempre é feita por ele, é. E porque Eu? E quando eu pergunto – porque eu? Está embutido na pergunta o seguinte discurso: Porque eu que sou tão bom, que sigo tudo direito – que agrado a todos… Porque comigo? Isso é Orgulho. É um dos maiores orgulhos. E talvez a pergunta que deva ser feita é. O porquê não você? Olhando dessa forma talvez o orgulho se dilua um pouco. E é muito importante perceber o orgulho na causa do sofrimento. Falo isso porque a nossa colônia, ela esta recebendo principalmente escravos de um período muito negro, e aqui, eu faço uma brincadeira com a cor da pele da história deste País e da história do mundo. Escravidão não ocorreu só com os negros. Muitos foram escravos na Roma Antiga – na Grécia – e não eram só negros! Mas o que nós temos socorrido aqui, nessa colônia precisam entender que precisam transmutar e transcender esse orgulho do sofrimento. Eu não estou querendo dizer que a dor não exista. A dor existe! Mas continuar sofrendo por uma dor que já foi, e, que ocorreu no passado – é Orgulho – é afirmar que eu sou tão bom e que eu não merecia ter passado por aquilo. É achar que eu sou melhor que os outros. É continuar me vitimando. É continuar me perguntando – porque Eu? Porque afinal eu sou tão bom. E isso é Orgulho. E aqui nós levamos muitas vezes, muito tempo para fazer com que esses nossos irmãos desencarnados que vem para cá saiam desse tipo de orgulho que tanto os faz sofrer – mas que também faz sofrer todos que estão ao seu redor. E você me diz se há diferença entre o Querer e o Poder? Quanto do Querer também não é manifestação do Orgulho. As pessoas estão cada vez mais ligadas no Querer. E o que é pior – muitos dos que se dizem espiritualistas ainda estimulam pessoas a quererem cada vez mais. Como se o desejo fosse o único mote para energizar a humanidade.

Eu – Você diz desses treinamentos que existem para treinar a mente para conseguir ter as coisas materiais?

BV – Exatamente! Eu treino e fico no querer, querer, querer… E ai os espíritos (encarnados) se tornam sempre insatisfeitos. Porque ninguém aprende o principal – que é o receber. As pessoas continuam querendo, querendo, querendo… desesperadamente. E quando atingem uma meta – não recebem – não desfrutam. E é por isso, talvez, que você vê essa diferença entre o Querer e o Poder. Querer – é esse sentimento de insatisfação. E o Poder – é perceber que se é capaz. Eu não crio a insatisfação porque quando eu posso fazer alguma coisa (aqui não falamos do poder terreno do politico, do líder, mas do poder de ser capaz) e quando eu reconheço que eu posso que eu sou capaz – isso no mínimo vai gerar um sentimento de Gratidão. Enquanto quando eu quero, quero, quero – eu nunca sou grato – porque eu continuo querendo, e eu não me torno capaz de receber. Quantas são as pessoas incapazes de receber. E continuam querendo, querendo, querendo… Espíritos insatisfeitos! E esse querer vai gerar o que? Se o poder no sentido de Eu Posso gera Gratidão – o Querer gera Frustração. E quem é que tem a capacidade de lidar com a frustração? A maioria das pessoas não tem.

Eu – É muito difícil lidar com a frustração, né?

BV – E a mãe da Frustração é a Expectativa – e o Querer é uma grande expectativa.

Eu – E quando se faz esses treinamentos? Essa minha pergunta vem porque sei que tem treinamentos usando a premissa que usamos uma parte muito pequena da nossa mente e…

BV – Não parece estranho isso? Já ouvi isso também. E ai… Deus besta, né?

Eu – Eu fico me questionando, somos burros?

BV – Não o que é pior. Gente burra tem mesmo, viu filha! Não to falando de você. (risos) Mas… pensa comigo uma coisa. Deus cria tudo em volta perfeito, as arvores, os animais….tudo perfeito. Tudo em equilíbrio – bonitinho. Tem uns desequilíbrios de vez em quando pra bagunça o coreto, mas é importante bagunça. Mas você consegue ver na natureza alguma coisa de imperfeição?

Eu – Claro que não.

BV – Então porque que o homem tem que continuar sendo tão orgulhoso para continuar achando que é o único imperfeito. Isso também é Orgulho. Veja tem dois tipos de orgulho neste pensamento: Primeiro – Deus só errou comigo. Segundo – olha o meu cérebro como é bom, se eu só uso esses por cento, olha quanto tem ainda. Uau! Como eu sou bom!

Eu – É sempre achei isso muito complicado, e sou contra isso como terapia. Sempre achei uma viagem na maionese. Será que posso ter tudo que quero? E para que eu quero? Eu preciso?

BV – Veja. Vamos começar do principio. Você pode ter tudo que você quer? Pode! Mas o que não pode é querer tudo ao mesmo tempo.

Eu – Será que pode Bem Vinda?

BV – Pode. O grande problema é que você tem que querer bem querido. Tem que saber receber e assumir depois a consequência de receber.

Eu – Quando você fala em receber aqui você esta falando num BMW? Coisas materiais?

BV – Sim. Pensa comigo – você não pode ter um BMW?

Eu – Não posso. Não tenho grana para isso.

BV – Mas você pode ter, não pode?

Eu – Se acontecer! Eu posso. Claro!

BV – Então pode. Você pode tudo, mas Jesus disse uma coisa muito bonita. Você pode tudo. Mas nem tudo lhe convém – e as pessoas não entenderam isso. Se você for numa loja e comprar um carro e não tiver dinheiro para pagar ele – você até pode comprar, mas, vão tirar ele de você logo. Então você pode! Mas não te convém fazer uma besteira dessas. Então poder você pode tudo, só que você tem que entender o que te convém. Tem que assumir as consequências. Então é isso que se tem que entender. Você pode tudo.

Eu – Mas essa coisa de querer, querer. Não causa muita ansiedade e frustração?

VB – Claro! É muita frustração – mas você pode! E essa é a beleza de Deus. Inteligência. Muito superior a nossa que te permite tudo. Mas não se esqueça – se você plantou milho você vai colher milho.

Eu – É a causa e efeito? O que eu posso, e o resulta esse poder.

VB – Então é assim, quando eu descubro que eu posso e eu reconheço isso como eu disse – o que vai gerar é gratidão e eu consigo receber e desfrutar. Quando eu só fico no querer eu não consigo receber nada e vai gerar frustração.

Eu – Mas para PODER você também tem que fazer algumas coisas e ter o discernimento dentro daquele poder, não?

BV – Então perceba. Você pode ter um carro, como você falou – um carro caríssimo! Talvez você desfrute dele por alguns dias e ai pode gerar uma gratidão, só que a frustração vai ser tão maior depois – que você vai se arrepender.

Eu – Não vou ter gratidão por uma coisa que não consigo assumir as consequências?

BV – Exatamente! Mas de qualquer jeito o poder te traz uma gratidão. Deveria trazer! Agora o maior problema é que as pessoas não sabem querer – porque são egoístas. E estou falando tanto do plano espiritual quanto do plano encarnado. E veja! Tem egoísmo que a gente não conhecia – o egoísmo do sofredor. Como é egoísta!

Eu – Isso está no vitima né? Eu me orgulho do meu sofrimento. É isso? Às vezes a gente liga para uma pessoa para saber se está bem, até ela terminar a lista do sofrimento já causou tédio.

VB – Esse é um dos maiores egoísmo que existe. E é isso que a gente vai ter que entender – todo egoísmo nos prende – todo egoísmo aumenta o sofrimento. E nós vamos ter que deixar de ser egoístas para sofrer menos. Veja o texto que você leu hoje! O egoísmo e o orgulho são os grandes pais do sofrimento.

Eu – Porque quem é bondoso, caridoso ou entende o movimento da vida faz espontaneamente, e usa as dificuldades para o aprendizado, e, não para o sofrimento. Não é?

BV – Sim. Não fica anunciando – fazendo publicidade. Veja seus políticos. Continuam iguaizinhos com os políticos da minha época, cacarejam e não fazem nada.

Eu – E faz tempo a sua época…. fui fazer o calculo da sua encarnação – foi antes de 1.700, né?

BV – Sim. A escravidão é muito antiga neste País e já era assim. Gente que fica cacarejando – gente que fica dizendo que o Sol nasceu porque eles fizeram alguma coisa. Prometem a felicidade. Os políticos – os religiosos. Continuam iguais, as atitudes são as mesmas – o palavreado talvez seja diferente. Ai tem aqueles religiosos e políticos que semeiam a guerra. O que eles ganham com isso? Fama. Têm aqueles outros que ficam fazendo o que a gente chamava isso de acenar com o chapéu do outro. Mentem! Isso é orgulho.

Eu – Você abordou no inicio o orgulho de ser um doente…

BV – Não só da doença, mas também do sofrimento.

Eu – Uma pessoa que está neste estado você pode fazer de tudo para modificar o padrão dela, mas ela não consegue entrar na vibração.

BV – Porque ela não quer. Porque ela é egoísta.

Eu – Então ela esta presa ao egoísmo? Ao seu próprio umbigo?

BV – Sim. Esse é o maior, é o nosso maior desafio aqui na colônia, quando nós recebemos pessoas que estavam em situações extremas de escravidão e de humilhação, e eles precisam ter consciência disso mas continuam vivendo a mesma situação – é egoísmo. É orgulho.

Eu – Eu estou com um caso aqui de uma pessoa que chegou no início do ano dizendo: esse ano eu quero melhorar. Você vai ter que fazer minha vida mudar. Essa pessoa esta jogando para mim, terapeuta, condições que são dela. Já está em terapia há três anos e nunca saiu do lugar. Não sou eu que vou fazer isso. As pessoas não entendem que somos só uma ponte para que ela atravesse para o outro lado do rio.

BV – Isso é comum! Joga para o terapeuta, joga para o padre, e ninguém vai terceirizar a reforma intima.

Eu – E se prende em dizer que é muuita dor, muuito sofrimento, muuuito…

BV – Orgulho! Olha como eu tenho orgulho disso, olha como eu sou especial. Isso o torna especial

Eu – E existem também nessa colônia as promessas que vão melhorar. Que vai mudar. E não faz nada.

BV – Nem todos conseguem ficar aqui, na colônia. Muitos não se adaptam. Vocês às vezes têm noções, por exemplo, do umbral! Lugar de sofrimento e que as pessoas que desencarnaram querem sair do umbral. Muitos não querem não! Muitos são socorridos – e alguns nem querem ser socorridos. Muitos são socorridos, trazidos para cá e querem voltar. E voltam!

Eu – Você se sente frustrada por isso?

BV – Nem um pouco! Não…. Cada um tem seu momento. Porque se eu me frustrasse você sabe o que seria isso? Uma manifestação do meu orgulho.

Eu – A toda poderosa?

BV – Exato. Eu não tenho poder nenhum. Eu estou a serviço. Aqui eu sou uma serviçal. Não tenho orgulho nenhum.

Eu – Como eu no papel de terapeuta, cumpro com a minha função, aponto os caminhos, não estou aqui para determinar qual deles seguir – resolver o problema do outro.

BV – Se o outro conseguir ativar o seu orgulho de te desafiar – me concerte. E você entrar nisso, vou te dizer. Você dançou!

Eu – E dança mesmo, eu sei. Não entro nessa não.

BV – É porque essa é uma tentativa de estimular o orgulho. E quantos não caem nisso!

Eu – E quantos não vendem esse milagre também. Vemos pessoas vendendo milagres a todo o momento.

BV – O tempo todo. E aqui a gente lida com todo tipo de gente que passou por esse momento da escravidão. Muitos com uma sabedoria que você nem imagina. Veja meu amigo Benjamin ( mentor da Fraternidade). Outros se mantém um pouco mais quietos. São muitos, e, eu vou te dizer filha a maioria quer arregaçar as mangas e trabalhar. Quer trabalhar agora não por orgulho, mas pela sensação de que pode fazer alguma coisa. A maioria vem para cá e quer trabalhar. E alguns como já falei vem para cá e não se adaptam. Preferem voltar para onde todos gemem e rangem os dentes. Porque só se sente bem gemendo e rangendo os dentes.

Eu – Então ai também está o Querer e o Poder, né? Se a pessoa quer ela pode.

BV – Sim. Pode. Mas ela vai colher os frutos disso. Se ela quiser melhorar, ela pode melhorar a qualquer momento, e ela vai colher os frutos disso – e ele vai pagar o preço por isso. Não existe crime e castigo. Só existe a colheita – e você colhe o que você planta.

Eu – É porque o Querer e o Poder estão em todas as situações e dimensões né?

BV – Pense, eu posso querer melhorar – eu posso me esforçar para isso, e isso é bastante positivo. Agora eu posso querer ficar batendo o pezinho no chão. Isso só vai causar expectativa e frustração.

Eu – É a birra. Mas ele pode né? É um direito que ele tem.

VB – Sim. Deus deu esse direito para todos nós. Deus é muito mais inteligente. Inteligência suprema. É sábio! E a gente vai fazer – só que depois a gente não assume. Filha qual foi o pecado original de Adão e Eva?

Eu – Comer a maçã?

VB – Não! Se Deus fez a maçã foi para ser comida. Qual foi o grande pecado?

Eu – O prazer.

BV – Não. O prazer também foi criado por Deus. Porque que ele foi castigado depois? Adão decidiu comer a maçã – Adão decidiu sentir o prazer por isso, e, quando Deus perguntou: Adão você comeu a maçã? O que ele respondeu? Não senhor! Não fui eu.

Eu – A negação? O não sustentar?

BV – Exatamente! Ele praticou e não assumiu. Plantou e não quis receber a colheita. Então o pecado de Adão não foi comer a maçã, porque ele decidiu e fez o que decidiu – mas ele não teve capacidade de assumir. Esse é o PECADO ORIGINAL – plantar e não querer colher o que plantou.

Eu – Ah então o pecado original tem a ver com a reação de Adão? Então está na lei da ação e reação?

BV – Sim ele negou a colheita. E ainda por cima o que é muito feio, a culpa é da cobra. A culpa é da mulher – a culpa é…

Eu – Mas a humanidade vive isso ainda, né?

BV – É por isso que ainda existe o que a igreja chamou de pecado – porque esse é o pecado. O pecado não é o fazer. O pecado é não assumir o que fez.

Eu – Então tá tudo errado mesmo.

BV – Está escrito. A historia é essa e as pessoas confundem.

Eu – E a historia da relação sexual?

BV – Não tem nada a ver.

Eu – Fantástico! É a lei de causa e efeito?

BV – Plantou – colheu!

Eu – Plantou pepino – colho pepino!

BV – E agradeça o pepino. (Risos) É porque as pessoas deturpam essa história. Isso é muito forte na cultura dos encarnados e as pessoas ficam cultuando isso. Achando que o pecado é o sexo, achando que o pecado é a desobediência. Não. O pecado é não assumir o que fez.

Eu – E a cobra, coitada! Até hoje sofre as consequências. Como a religião manipulou a humanidade. Talvez exista alguma religião que ensine diferente, não?

BV – Tem sim. Claro! Porque eu não tenho tanta sabedoria assim e eu aprendi com outros. Mas o pecado é não colher o que plantou.

Eu – Que também não é um pecado, né?

BV – É claro que não. É uma maneira de expressão porque acreditam nisso. Mas se eu acredito no pecado então não reconheço o Divino que tem em mim, porque o Divino sai das leis Divinas – e a lei Divina é Plantou Colheu.

Eu- É o que as religiões vão incutindo o tempo todo joga para Deus, para o Santo que eles resolvem seus problemas e não ensinam a responsabilidade. É uma maneira de nos tornar dependente, né

BV – Por isso é que tem tanto santo no purgatório – ou no umbral como vocês preferem chamar.

Eu – Eles não conseguem responder a tantas solicitações? Mas também eles criaram expectativas.

BV – Ou não. Às vezes nem criaram. Coitados. Tem uns que só se perderam nisso tudo.

Eu – É! Tantas cobranças que tem de fiéis? Gente que horror.

BV – Ainda bem que Jesus é forte o suficiente para tirar dos ombros as coisas que tentaram jogar para ele. Porque em nome dele já fizeram tantas coisas.

Eu – Em nome de Jesus já se matou, se escravizou…

BV – Então a gente vai ter que entender os tipos de orgulho, a gente vai ter que entender tipos de egoísmo, e ai vai aprender a usar melhor o Querer e o Poder. Você pode tudo – mas nem tudo ti convém. Você por exemplo: se quiser matar alguém você pode. Vai ser bom para você? Pois é! Mas você sabe que pode.

Eu – É verdade pensando assim… a gente pode tudo mesmo.

BV – Por exemplo: você gostaria de ser uma daquelas meninas que ficam pulando lá nas olímpiadas? Você até podia – mas não pode mais agora. Quando você tinha cinco anos você tinha potencial para isso – você podia. Só que você não fez naquele momento, e é isso que a gente tem que aprender – podemos tudo – mas temos que fazer escolhas. Eu posso querer tudo, posso fazer tudo. Mas tenho que escolher e nas minhas escolhas tem limitas. E se eu não tivesse limite não tinha vida.

Eu – É isso que é ruim nesses treinamentos da nova Era que dizem que temos que romper os nossos limites. Causa frustrações porque temos limites. Não adianta!

BV – Se você não impuser limites não há condições de vida na terra. E você como espirito é ilimitado. Você tem um potencial ilimitado. Mas se você não fizer escolhas… sabe o que você vai fazer? Ficar parado no mesmo lugar – não vai usar nada do seu potencial. Vai ficar só no eu quero, quero… batendo o pezinho.

Eu – Eu vejo todos os ciclos com necessidade de limites. Uma criança tem que ter limites – um adolescente necessita de limites, com 60 anos temos limites.

BV – Quando você nasce você tem um limite de tempo aqui na terra. Então estar na terra – estar encarnado – já é aprender a lidar com limites para depois transcender isso. Porque você pode tudo. Mas você vai aprendendo o que te convém. A maioria das pessoas acha que não podem ser feliz. O que as religiões te dizem? Que é bom ser triste.

Eu – Mas também para serem felizes às vezes as pessoas precisam de coisas muito mirabolantes.

BV – Por isso é que não conseguem ser felizes e criam tantas expectativas, esse só vai aprender com a frustração. Esses que você citou são as pessoas que querem muito e colocam a felicidade nesse querer. E a felicidade filha, ela está dentro de cada um.

Eu – É acho que isso é muito pessoal mesmo, da Alma.

BV – E quanto mais você querer mais longe vai estar da felicidade. É importante saber que você pode qualquer coisa. Mas que você tem limites! Limites do tempo – da idade – do corpo… Teoricamente quando você era um espermatozoide, um óvulo, você tinha potencial de ser pai de alguém, não tinha? A partir do momento em que o óvulo e o espermatozoide se tornaram um corpo feminino você perdeu essa capacidade. Mas você tinha! O que a gente não percebe são esses limites. E tem gente que quer continuar com esse potencial o tempo todo. Isso não dá. Porque a gente precisa aprender.

Eu – Você abordou o Orgulho, o orgulho faz parte desse discernimento do Querer e o Poder?

BV – Totalmente. A pessoa que não age com Orgulho quer muito pouco, porque percebe que precisa de muito pouco. O orgulho é que faz precisar de um carrão. O orgulho é que faz precisar de uma roupa de marca. O orgulho é que faz precisar… precisar.. precisar. E quando você para você vê que não precisa de nada disso. Não que se você pode não possa desfrutar disso – porque ai você vai estar em outro orgulho.

Eu – Se você pode você tem!

BV – Sim porque tem gente que sai por ai dizendo que não precisa de nada disso desprezando porque tem. É outro tipo de orgulho.

Eu – As pessoa que tem essas condições – que já vem com condições agem e lidam com isso com naturalidade.

BV – Ai está desfrutando e não agindo com orgulho. E ai está as grandes confusões porque tem pessoas que acham que se alguém tem condições de ter as coisas é orgulhoso. Não. Orgulhoso é quem não tem e não aceita sua condição e muitas vezes é muito orgulhoso. O invejoso é muito orgulhoso, ele sempre quer destruir o outro – ele quer aquilo que o outro tem. Porque ele se acha bom demais – alias! Ele se acha melhor que o outro. Então não é o ter que faz o orgulho – posso ter muito – posso ter pouco e posso não ser orgulhoso – tanto numa situação quanto na outra. Então o orgulho tem uma relação intima com o querer e o poder, porque quando eu decido o que eu quero usando o orgulho eu não recebo isso – não consigo desfrutar e diminuo muito o meu poder. Quanto menos eu querer mais eu vou poder.

Eu – Você vê como é forte isso e como está em tudo o querer e o poder – vai desde se lidar com a riqueza financeira, a politica… Até o querer e poder no vitimismo e sofrimento. Pega as extremidades.

BV – Sim. Porque quem classifica como rico e pobre, são vocês. Para a gente aqui olhamos como iguais.

Eu – Mas e as diferenças entre o ter e o não ter. Não vamos levar para o espiritual. Mas veja aqui o ser humano encarnado, aquele que não tem não condições – não tem uma casa, não dorme numa boa cama, não pode se alimentar bem…

BV – Veja! Tudo está ligado às coisas ao qual os encarnados dão importância.

Eu – Mas aqui Bem Vinda faz diferença.

BV – Faz a diferença porque são as prioridades que se decidiu colocar como importantes.

Eu – Voce está querendo dizer como valores?

BV – Quem é que disse que o ouro vale tanto? Onde está escrito isso? Deus escreveu isso? Alguém decidiu que o ouro é brilhante colocou um preço e… Pra que você precisa de ouro? Há mas eu faço joia de ouro… Tá mas quem disse que o preço é aquele.

Eu – Todo isso foi criado?

BV – Exato! Por isso que eu estou dizendo, esses valores são valores artificiais que se convencionou usar. Você disse o carro bonito – o carro bonito é sinal de status porque se convencionou.

Eu – Mas só pode ter quem tem grana!

BV – O que é a grana? Porque que o jornal você joga no lixo e o dinheiro você joga na carteira – se os dois são papel? São valores artificiais.

Eu – Então tudo é artificial?

BV – Vocês vivem cheios de coisas artificiais no mundo encarnado. E nós aqui no mundo desencarnado, já nesse plano, muitas vezes temos que trabalhar com isso.

Eu – Agora me diz uma coisa, porque tem essa diferença social e financeira entre as pessoas?

BV – Cada um esta passando por um momento diferente.

Eu – Isso está dentro de uma proposta encarnatória então?

BV – De aprendizado! Porque se não houvesse diferenças nenhuma sabe o que iriam aprender? Nada! Se todos fossem iguais.

Eu – É isso já foi abordado. As diferenças é que traz o aprendizado.

BV – Esse planeta não foi feito para igualdade – foi criado justamente para que a desigualdade gerasse o aprendizado, e não gerasse a inveja ou as guerras.

Eu – Então o que se fala por ai que vamos ser todos iguais é tudo blá, blá, blá…

BV – Sim. Não foi feito para ser igual. Já foi igual alguma vez? Inclusive que cada um tem o seu livre arbítrio. Esse é o grande presente de Deus – por isso não somos todos iguais. Quando Jesus dizia somos todos irmãos – somos todos iguais ele queria dizer que todos nós ganhamos do pai o livre arbítrio, e cada um vai decidir fazer o que quiser. Isso vai fazer com que cada um tenha a colheita diferente.

Eu – Porque o livre arbítrio está ligado na ação e reação, né?

BV – Exatamente. Então não da para ter igualdade. Imagine todos tomando a mesma decisão – todos indo só para a esquerda. Ninguém aprenderia nada. Esse é um planeta de aprendizagem. Parem de falar que é um mundo de sofrimento. Quando os espíritos disseram para Kardec que esse era um planeta de provas e expiações, ele quis dizer que era um mundo que eu aprendo – faço as provas para passar de ano. E que eu consigo também me livrar das minhas imperfeições. Não quer dizer de sofrimento. Isso é um entendimento tão tacanho. É um mundo de aprendizagem.

Eu – E se tachou o planeta de sofrimento mesmo, principalmente nessa Era Pisciana.

BV – Provas e expiações não tem nada a ver com sofrimento. Tem a ver com à possibilidade de mostrar que eu já aprendi,e, com a possibilidade de me livrar de lixos que eu trago comigo. E isso não é sofrimento. Isso é aprendizado. Mais uma vez o orgulho do homem preferiu colocar a palavra sofrimento. Temos que encarar e aceitar como aprendizado os processos da vida e da morte.

Eu – É como na aula anterior… Não aceitamos nada que vá contra nosso querer – tentamos controlar tudo

BV – É! E eu queria deixar aqui neste estudo um pouquinho desses orgulhos diferentes que não estamos acostumados a perceber. Mas que cada um reflita. E quando você publicar esse texto que quem ler também reflita e se pergunte. Onde eu tenho agido com orgulho? (Reflitam sobre si – porque é outro orgulho refletir e achar que o que está no texto vale para o outro). Como posso modificar isso? Qual o próximo passo? E é fácil! É só perceber onde eu sofro. Onde eu sofro com certeza tem algum orgulho ou fruto do orgulho atuando.

Então voltando aqui para nosso terreiro, nós temos aqui um grupo de desencarnados que chegaram para os estudos, e estão aqui também, e para a gente aqui é engraçado porque eles são diferentinho dos que estão aqui na colônia, são meio bagunceiro até – mas eles tão felizes. E eu falo isso de brincadeira. Porque somos todos iguais. Nós vamos nos despedindo e agradecendo pela oportunidade.

Eu – Tem uma pessoa que quer fazer uma pergunta. Pode ser?

Pessoa do grupo – Você disse que o invejoso se acha melhor que o outro que é o que é invejado. Eu sempre achei que a inveja fosse complexo de inferioridade. Não seria isso também?

BV – A inveja é uma sensação de não capacidade de chegar aonde o outro chegou. Eu quero destruir o outro – ou quero pegar para mim o que é dele. Então, isso não é uma superioridade de forma alguma. E se achar melhor que o outro na vida do outro – ai já começa a ser complexo de esquizofrenia.

Eu – Como é? Não entendi.

BV – Se achar melhor que o outro. Poder ser o outro. Eu sou melhor do que ele para viver a vida dele. Sem dúvida tem muito de inferioridade – de autoestima deturpada. Mas continua sendo orgulho.

Então agora vamos nos despedindo. Agradecendo aos irmãos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos que favorecem o nosso meio de comunicação. Benjamin está presente, mas diz que hoje ele não vai falar. Está alegre como sempre e também trabalhando com a agua – o elemento que ele mais aprendeu a lidar. Vamos lembrar também que os ciclos também são importantes, mas que a maioria deles é só convenções. Que a gente pense nisso… Boa noite a todos.

Eu- Nossa Gratidão Bem Vinda! Espero que você retorne outras vezes. Gratidão também para t

09jun

A Vingança

Vamos aguardar comunicação do mentor da Fraternidade Cristais de Luz ou de algum mentor do grupo que nos auxilia com seus ensinamentos, em nossos encontros de aprendizado e de comunhão com nossos irmãos que vivem em outras dimensões.

Sensitivo – A vingança é um dos mais torpes sentimentos do ser humano. Ele fica na calada da noite maquinando como ele pode prejudicar o seu irmão. A pessoa que utiliza a vingança não tem nenhum sentimento cristão de caridade, fraternidade e amizade. Ela não ama o seu próximo e nem ama a si mesma, porque esse é um sentimento dos mais torpes que a pessoa pode ter.

Eu – Obrigada pela participação, quer deixar teu nome?

Roberto!

Eu – Gratidão pela tua presença, Roberto. Seja sempre bem vindo. É voce que vai nos trazer os ensinamentos hoje?

Roberto – Não, estou aqui para participar do encontro.

Sensitivo – Temos uma entidade feminina se apresentando. Seu nome é Lélia. Ela vai nos falar um pouco sobre a vingança e ela inicialmente nos fala que nós acabamos fazendo muitas vinganças disfarçadas. A vingança de alguém que levou a bofetada e que retribuiu é obvia e é mais simples de se entender. Mas existem as pequenas vinganças, muitas vezes incontroláveis, e às vezes inclusive, não geradas por uma bofetada, mas geradas pela nossa própria inveja, ressentimento ou magoa. A vingança é o contrario do perdão e a primeira coisa que se pode dizer é que quando nós estudamos o perdão, nós descobrimos que ele é um grande libertador. Ele nos liberta do fato e nos liberta do agente. E se a vingança é o contrario, ela nos liga cada vez mais, nos ata ao agente e ao fato. O vingativo continua vivenciando aquela situação que o magoou, eternamente, e continua ligado a aquele que nem sempre é o responsável, mas que ele acha que o magoou. Então a vingança é um liame que acorrenta as pessoas, não tem nada de libertação aí.

Eu – Seja bem vinda, Lélia! (abaixo identificada como L). Estamos vibrando em Amor para recebermos seus ensinamentos. Esse tema me chama a atenção justamente porque você menciona dois tipos de vingança e tem um tipo que não é tão claro. Você poderia dar um exemplo?

L – Uma fechada no trânsito, nada mais é do que uma vingança contra alguém que você acha que abusou, ou que não te respeitou. Você, que é uma pessoa tão importante!

Eu – E qual é a consequência de um ato desses?

L- Sempre há uma ligação. Sempre se liga a pessoa ao fato e mesmo a outra pessoa. Muitas vezes isso que parece tão simples e tão corriqueiro pode fazer ligações tão graves e que alguns chamariam até de criar Karma.

Eu – Seria criar uma ligação com aquela pessoa para a próxima encarnação?

L- Ou mesmo para essa. Seria criar uma ligação que vai continuar e que vai ter que ser purificada.

Eu – Pode ser reflexo de outra vida também?

L – Sim. As vinganças piores são as que são frutos da inveja. Eu quero me vingar de fulana porque ela é muito bonita. E isso é uma doença do espírito. Vocês encarnados chamariam isso de doença mental. Mas é uma doença muito mais do espírito, em que o agente a quem destina a vingança muitas vezes nem sabe que isso esta acontecendo e não tem responsabilidade nenhuma sobre o fato. A inveja nada mais é do que um tipo de vingança, gerando alguma atitude, mesmo que seja um “ar de desdém”ou uma atitude de boicote… Eu vou prejudicar beltrana porque ela é bonita demais, porque ela tem o que eu não tenho. Muitas vezes a vingança também se expressa em maledicência.”O fulano tem dinheiro demais, com certeza ele roubou, isso é fruto de roubo, como pode ter tanto dinheiro assim? Não pode ser…” Essa maledicência nada mais é que fruto da inveja, mas quando ela se torna uma atitude ela passa a ser uma vingança.

Eu – E se isso ficar só na mente, isto é, só no plano mental, é considerado uma vingança?

L – Já gera uma energia. O pensamento é uma energia. Eu posso criar formas pensamento e essas formas pensamento vão me envenenando. Achando que todos que tem sucesso são ladrões, são maus, elas podem continuar me envenenando tanto que posso chegar num momento em que elas não me permitem ter sucesso. Quer veneno maior que esse?

Eu – É um veneno que se reverte contra mim?

L – Todo veneno se reverte contra mim mesma. Toda vingança me ata e faz com que eu sofra. Se o perdão liberta, a vingança prende. Porque afinal, após o perdão eu me desligo e posso olhar para frente, posso criar gratidão e posso perceber o quanto eu recebo de bom. Enquanto eu me ocupo da vingança, eu fecho as portas para receber qualquer coisa boa. Eu impeço que isso chegue, porque eu quero continuar me alimentando daquela energia maligna. E como disse o Roberto, a fealdade disso é inimaginável.

Eu – Às vezes nós contactamos personalidades de 800 anos, que ainda estão tentando se vingar de uma situação daquela encarnação. Nós captamos agora, nesta encarnação, se a pessoa teve outras encarnações antes desta e também vibrou nessa vingança?

L – Provavelmente, mas essa vibração pode não ter tido efeitos muito diferentes em cada encarnação. A cada encarnação muitas das energias e muitos dos conhecimentos adquiridos são adormecidos para que outros sejam trabalhados. Se um espírito encarnante tivesse que trabalhar todas as frentes numa encarnação, esta seria pesada demais. Muitas das coisas são adormecidas, e provavelmente em encarnações sucessivas esse fato que gerou esse sentimento de vingança pode ter sido adormecido. Então não terá agido em todas as encarnações, mas pode ter influenciado varias delas.

Pergunta de um membro do grupo – Esses ódios de família e desavenças que a gente sabe que existem e acontecem sempre, provem de outras encarnações? A pessoa vem com o propósito de vingança?

L – É muito importante lembrar que muitas vezes vem com o propósito e não precisa ser exatamente aquele outro espírito que foi o agente do fato que gerou a vingança.

Eu – Mas pode se reportar a outro?

L – Pode. Muitas vezes a vingança é tão ADOECEDORA que é como vocês veem nos filmes de psicopatas. Muitas vezes quem gera o fato é uma mulher loira e assim, continua odiando mulheres loiras.

Eu – Qualquer loira vai ser foco de ataque.

L – Muitas vezes a pessoa no núcleo familiar que eu acabo odiando não é a pessoa que causou ou que criou aquele fato. Mas se aproxima muito e traz alguma característica que reflete aquilo, que me desperta aquilo. Então nem sempre ele é o agente. O processo não é tão simples como a gente pensa.

Eu – Então eu posso me tornar uma presa de uma vingança de um fato que não foi comigo?

L – Sim, é muito comum.

Eu – Isso vai me afetar como se eu fosse aquela pessoa?

L – Muitas vezes sim.

Eu – Mas eu preciso estar numa ressonância que atraia isso, não?

L – Claro!

Eu – Eu tenho que ser vingativa para estar nessa vibração?

L – Não necessariamente. Mas isso pode ser necessário para o seu aprendizado. Pode ser seu teste final. Pode ser que você tenha chegado num ponto tão evoluído da sua carreira que naquele momento você precise passar por esse teste. E quando alguém vem injustamente se vingando de algo que você nem fez, aí sim é sua grande prova, para não ser reativa.

Eu – Nossa! Isso é muito difícil!

L – Mas nunca existem vilões, nem vítimas.

Eu – Essa de que não existem vítimas nem vilões, não nos livra de nada.

L – Não! Mas não se esqueça: você tem que estar ressonando com aquilo Talvez ressone com o fato, ou talvez inclusive tendo uma ressonância que te liga ao fato. O que muita gente não percebe é que algumas dores se aproximam, não para que soframos, mas, porque o pai eterno nos viu capazes de sanar aquelas dores. E quando a dor se aproxima, muitas vezes, é porque Deus te confiou ou confiou tanto em você, que achou que você seria capaz. É como aquele professor que acha que você é tão capaz que ele te da a prova mais difícil. Você é tão bom, que ele quer…

Eu – Que você desenvolva mais ainda?

L – Exatamente!

Eu – Então nós precisamos sempre ficar atentos às reações que temos perante as situações que nos são apresentadas!

L – Exatamente essas situações mereceriam um agradecimento ao Pai. Ele nos viu como capazes e nós vamos então fazer o possível para mostrar a nossa capacidade.

Eu – É nessa hora que ajuda respirar fundo, né?

L – Respirar, orar e VER a situação. Não ficar olhando para um ponto fixo.

Eu – Ajuda-me a entender. Seria assim: você recebe um ataque e não se prende ao ataque e sim, abre a sua mente para entender o processo como um todo, sem focar o ataque que você esta recebendo?

L – Não só isso. Muitas vezes o ataque é um pedido de socorro. Muitas vezes quando você é atacado, você pode resolver o problema daquele animal ou pelo menos diminuir a sua dor, mas você não percebe. Deus esta te dando a oportunidade de reduzir a dor de um animal ou de ressarcir alguma coisa, ou mesmo para te mostrar que você é capaz e mostrar que existe outra atitude. O importante é a tua atitude, não a do outro. A atitude do outro não deve ser o guia para tuas atitudes.

Eu – Nesse caso a pessoa impulsiva tem que tomar mais cuidados, porque ela vai ter uma reação instantânea.

L – É. Esses impulsos nunca são benéficos.

Membro do grupo – Nós devemos andar desarmados, mas normalmente andamos com pedras nas mãos. Sempre partimos para o ataque.

L – E o pior é que às vezes uma dessas pedras é um diamante muito bonito. Mas mesmo um diamante muito bonito atirado na cabeça de alguém pode fazer um ferimento muito grave. Mesmo que essa pedra seja só para humilhar o meu irmão. É como se eu atirasse um diamante muito bonito e o ferisse com ele. Uma pedra que deveria enfeitar torna-se uma arma. Então é muito importante que a atitude de cada um seja livre das reações dos outros. Que cada um possa agir por si mesmo, não interessa o que o outro diz. Ah, eu só vou ser bom se eu receber gratidão por isso. Isso não é bondade. Eu só vou sorrir para quem sorrir para mim. Isso não é sorriso, isso é falsidade. Agora se eu decidir sorrir, que eu sorria mesmo que as pessoas me olhem feio. Se eu decidir ser feliz, que eu seja feliz mesmo que as pessoas tentem me boicotar. Se eu decidir ser honesto, que eu seja honesto sempre, mesmo que algumas pessoas às vezes me ridicularizem. Mas eu faço o que eu decidir, e aí a ação do outro não precisa mais nortear as minhas atitudes.

Eu – Para se adotar atitudes assim, em primeiro lugar você tem que ter uma autoestima muito bem trabalhada e autoconfiança também, né?

L – Por isso a primeira coisa é o desenvolvimento do ego. Mas o desenvolvimento do ego saudável. Essa história de que eu tenho que matar o meu ego é uma besteira muito grande. Eu preciso sim desenvolver o meu ego de uma forma saudável, sabendo que eu sou capaz, que eu sou merecedor, que eu sou portador de uma centelha de Deus e sou filho Dele. A partir daí, sim eu consigo superar e transcender o ego. E transcender não significa matar. Transcender significa incorporar e ir além. Então eu preciso fortalecer o ego primeiro, para assim, transcende-lo. E é isso que muitas pessoas não entendem e alguns fragilizam o ego. Confundem humildade com humilhação. E aí começam as pequenas vinganças, as pequenas crueldades que são muito piores que as grandes crueldades. Porque eu acabo nem percebendo que elas são vinganças e eu acabo sendo muuuuiiiito pouco crítico em relação as minhas atitudes. Eu começo a achar que porque alguém me fere eu posso ferir. Eu começo a achar que eu devo então começar a fazer artimanhas. Vocês chamam às vezes de puxar o tapete. Eu começo a achar que eu posso usar difamação, calunia, que “como é que alguém ousa?”. Olha o que esta acontecendo com os políticos de vocês…ok! Alguns têm atitudes bastante deploráveis, mas que energia eles recebem?

Eu – Só paulada, né?

L – Que energia? São todos chamados de tudo que se possa imaginar.

Eu – Mas eles não teriam que ter uma reação, ter uma atitude positiva também? A questão dos políticos me pega porque não se vê um político fazendo benefícios, a não ser que ele tenha um ganho por traz desse benefício. E isso gera muita raiva, muita decepção.

L – E aí isso que você acabou de falar parece que me permite usar o “olho por olho, dente por dente”.

Eu – É. Mais ainda, somos uma maioria nessa época do olho por olho, dente por dente.

L – Por isso que é preciso transcender isso.

Eu – Você acha que a atitude da maioria dos humanos ainda é igual à dessa Era Ariana onde a Lei do olho por olho, dente por dente é que comandava?

L – Mas ela precisa ser modificada. Porque olho por olho, dente por dente só faz banguelas, cegos. Então é importante que nós comecemos a não ser tão reativos. É importante que nós comecemos a criar nossa própria ética e viver segundo ela. E não me interessa o que o outro faça. Se eu decidir que vou amar a todos, eu vou amar todos.

Eu – Mas não existe também nessas pessoas que se fazem de muito boazinhas, muito nhã, nhã, nhã, uma hipocrisia com uma vingança camuflada?

L – Você percebeu? Você as chamou de hipócritas. Então, as que são hipócritas, são hipócritas, né? Mas existem algumas pessoas que tem bondade genuína e que não são os bonzinhos. Porque os bonzinhos geralmente querem aparentar ser bonzinhos e são controladores. As pessoas realmente bondosas, com bondade genuína, pouco aparecem, porque não interessa para elas aparecerem. Elas não saem por aí dizendo: olha, eu sou bondoso. Elas simplesmente são bondosas e não querem aparecer. Por isso elas são tão pouco visíveis, pois não dão ibope, mas elas são muitas, e cada vez esta aumentando mais. Esses são os verdadeiros bondosos. Os que você chamou de bonzinhos são os pseudobondosos, mas existem muitas pessoas que são bondosas e que vivem dentro de uma ética. Esses não são controladores, não são hipócritas.

Eu – Tem alguns que se fazem de bons para prender as pessoas do seu lado, para usar essas pessoas.

L – Mas é fácil de perceber, porque aquele que se faz de bonzinho e é hipócrita faz alarde. É só observar esse bonzinho, que voce verá que ele lembra muito uma galinha que quando bota o ovo sai por aí cacarejando. Agora o bondoso de verdade nunca cacareja, nunca faz qualquer publicidade disso. Esses são os grandes problemas que vocês veem nos políticos. Eles são bonzinhos e não são bondosos. Mas nem por isso eles merecem o nosso ódio, ou a nossa pior energia, porque senão eles nunca vão mudar também. E nós só vamos tirar pessoas, mas deixando esse lugar sempre aberto para o mesmo tipo de gente. Este mesmo tipo de gente vai ser atraído. Nós vamos continuar trazendo sempre líderes bonzinhos, hipócritas, galinhas cacarejantes.

Pergunta de um membro do grupo – Você está falando de bonzinhos. Hoje estávamos falando sobre isso. Tem muita gente que fala assim: eu sou muito boa, mas se pisar no meu calo… Então não é boa coisa nenhuma, então ninguém é bondoso, só é um pseudo.

L – Então essa que você citou é uma galinha cacarejando que provavelmente esta choca, né? E vai te bicar.

Eu – E se pisar no pé… A pessoa é bondosa enquanto não pisarem no seu pé… O pisar no pé é uma contrariedade qualquer, ou sei lá…

L – A pessoa bondosa diria: por favor, da licença, você esta pisando no meu pé. E tiraria o pé. Uma pessoa hipócrita faria o maior escândalo, e diria: eu sou tão bom e você pisa no meu pé. Olha você esta me machucando, olha o que você fez. Essa é a diferença. O alarde, a necessidade de plateia.

Eu – Por todos os estudos que tivemos, chega-se à conclusão de que cada vez mais temos que estar no nosso eixo. Se estamos em equilíbrio, conseguimos sacar e reagir de uma maneira ponderada, ou nem reagir.

L – Ou você vai reagir segundo o que você acha certo. Como disse Jesus: Amai ao próximo como a ti mesmo. Se eu amo a mim, que mal vou fazer ao próximo? Então eu preciso estar bem, centrada, cônscia com as minhas limitações, porque todos nos as temos, encarnados e desencarnados.

Eu – Eu estava lendo um trecho do livro “As cartas de Cristo”. Na sexta carta, Ele diz que o que nos movimenta é o que atraímos e o que repelimos. Eu quero isso pra mim, eu não quero isso para mim. Atraímos e repelimos, realmente vivemos nesse balanço, não?

L – E quem é vingativa esta dizendo: eu quero para mim isso, ou seja, eu quero para mim, conflito, dor, injustiça.

Eu – Sim, Ele fala que a partir do momento que nós lutamos pela matéria, para acumular matéria ou amizades não acrescentamos nada. Estamos acumulando situações de atração. Nós queremos e quando não da certo, repulsamos, é isso?

L – Muitas vezes nós repelimos coisas que também seriam boas para nós.

Eu – É isso que ele quer dizer: que acabamos jogando aquilo que nos leva a aprender. Que quando Ele descobriu isso, deu-se uma grande parte na sua evolução. Foi quando Ele percebeu que o movimento humano é assim.

L – Buda, 5000 anos antes já tinha dito sobre os três grandes venenos que são o apego, o ódio e a indiferença. Esses são os grandes venenos. Se eu me apegar demais, vou fazer mal a mim e as pessoas. Se eu odiar demais ou se eu tiver o que você chamou de repulsa, também. Então o que eu preciso fazer é aceitar. Aceitar não no sentido de eu colocar embaixo do meu braço e sair por aí com isso. Mas é saber o que acontece. Não preciso ter ódio e ao mesmo tempo, não posso ser indiferente. Então eu preciso estar num estado de aceitação, mas uma aceitação ativa, em que eu sei que aquilo é o melhor que pode ocorrer naquele momento. Mas que eu também quero mudar, que se eu não gostei, eu quero mudar. Mas eu aceito aquilo naquele momento. Eu não preciso me apegar. Nem ao sofrimento. Porque é tão triste. As pessoas estão acostumadas a pensar em apego a coisas materiais, mas a maioria das pessoas está apegada ao sofrimento, a vitimização. Olha como eu gosto de sofrer, porque assim eu chamo a atenção de todo mundo. O importante é estar presente no momento, estar presente no aqui e agora. Aqui é o agora. Esse é o único momento real, a única coisa que existe. Não interessa o que passou, não interessa o que vai vir. Mas neste momento é preciso ver o que é preciso aprender, como é preciso agir. E aí eu não preciso ter apego, não preciso ter aversão e não preciso ter indiferença, porque eu estou presente, sentindo tudo. Mas eu não preciso me envolver, não preciso reagir ao que o outro faz.

Eu – Principalmente porque uma coisa que é muito importante agora na sua vida, daqui a 5, 10 anos não vai ser mais. Então temos que viver no momento aquela situação, seria isso? Não se apegar a ela achando que vai fazer parte da vida toda. Isso se reporta a relacionamento também?

L – Sim. Não significa que nós vamos ficar o tempo todo trocando de parceiros. Isso significa que o tempo todo nós estamos evoluindo e nos modificando. Que como parceiros, nós também precisamos ver quais são as modificações do outro. E se nós queremos continuar essa relação, nós precisamos nos adaptar e mostrar para o parceiro essas nossas adaptações. Agora, nós não controlamos o outro, só controlamos o que nós próprios fazemos. Então nós podemos nos adaptar ao outro e continuar e se isso for satisfatório, ok.

Eu – Mas e se o outro não se adapta a nada da sua mudança?

L – Você pode aceitar ou não.

Eu – Aí vai contra aquilo tudo que a nossa cultura e religião enfiaram em nossas cabeças. Refiro-me a “Até que a morte os separe”. Ninguém entende que a morte muitas vezes é dos momentos, dos ciclos, não a morte das pessoas.

L – Sim. A morte do relacionamento. Mas é importante lembrar que não se pode ser fútil. Ah, você engordou meio quilo, acabou nosso relacionamento. Isso é futilidade. Óh, você era um sucesso na novela da Globo e agora você esta na Record, acabou nosso relacionamento. Existem também muitas futilidades. Um relacionamento deve ser mais profundo. Eu devo me permitir ter um relacionamento. O problema é que muitas vezes os caminhos que são seguidos pelas duas pessoas acabam se tornando distantes um do outro. E esses caminhos tão distantes acabam afastando as pessoas também. Porque relacionamento é um construir diário. É preciso ver para onde o outro esta indo e ver se eu quero ir para lá também. Não adianta um querer pegar a Raposo Tavares para a direita e o outro para a esquerda. Os dois não vão chegar ao mesmo lugar, um vai para São Paulo e o outro vai para Sorocaba.

Eu – O que une essas duas pessoas quando chega a um ponto desses é simplesmente o apego.

L – Muitas vezes apego, muitas vezes convivência social. E aí eu te pergunto: é lícito, é ético conviver com alguém por essas causas? Se você ler o Livro dos Espíritos ou o Evangelho Segundo o Espiritismo, verá que há mais de 160 anos já falavam sobre o fim do relacionamento. No período em que isso era crime, Maomé deu a opção do divórcio.

Eu – Nossa! Então isso é antigo!

L – Muito antigo. Jesus falou isso muito claramente. A samaritana que Ele encontrou no poço, que Lhe serviu agua, claramente no Evangelho se diz que ela estava no quinto relacionamento e ela se achava impura por causa disso. Ele tomou a agua de suas mãos, se sentiu honrado e disse vai em paz.

Eu – O pior é que se separa de uma pessoa, mas não se separa definitivamente, só se distancia. E ficam ali brigas, ofensas.

L- -E aí vêm vingança. Porque o outro não satisfez as minhas expectativas ele passa a ser mau. Isso não é verdade, simplesmente o outro não satisfez as minhas expectativas.

Eu – Esqueço-me de que o outro não é a minha expectativa, né? E existem muitas vinganças em fim de relacionamentos.

L – Exatamente! E tenho que assumir isso. E quando o relacionamento se baseia na vingança? Ah, eu não me separo deste desgraçado porque eu quero fazer da vida dele um inferno! Isso é uma relação saudável? Então é importante que nós olhemos no nosso dia a dia as nossas pequenas vinganças. Muitas vezes ela vem na forma de uma crítica, outras vezes em forma de humilhação. O importante é que nós avaliemos se nós estamos agindo conforme a ética na qual nós acreditamos. Porque se eu acreditar numa ética, eu devo agir conforme esta ética. E se eu não ajo de acordo, não adianta. Se eu for um grande pregador, falar sobre Amor e quando eu sair com meu carro, eu sair fechando todo mundo, o que estou fazendo?

Eu- É. Porque tem muitas pessoas que agem com ética criada por elas mesmas.

L – Você pode até viver por sua ética, mas toda ação tem uma reação. Se a sua ética não for baseada nas leis naturais, e as leis naturais são óbvias: são a lei do Amor, da Caridade, claramente terá reações. As suas ações no futuro vão te causar problemas, porque não adianta você plantar coco e querer colher laranja.

Eu – Alguém quer fazer alguma pergunta?

Pergunta de um membro do grupo: A vingança bloqueia a evolução do ser e agrava o equilíbrio do mesmo?

L- – Nada consegue bloquear a evolução. A vingança simplesmente cria mais correntes que prendem esse indivíduo, mas mesmo que prenda, a evolução continua. Porque se houve essa prisão é porque ela foi importante. Nenhuma folha cai de uma árvore sem que isso seja importante nos planos do pai. É importante que a gente se lembre disso.

Eu – Na vingança, o indivíduo continuará preso de certa forma a aquele que foi vingado?

L – Sempre, sempre!

Eu – A evolução dessa pessoa em outras áreas continua? Só fica presa nessa situação?

L – Sempre vai haver evolução. É que a evolução é milimétrica. Ela não é quilométrica. Uma pessoa dificilmente se ilumina em dois segundos. Eu consigo evoluir num ponto, noutro. A vingança pode bloquear um ponto, outro, mas não vai bloquear a evolução do indivíduo como um todo.

Eu – Mas, e aquele sentimento dentro da pessoa? pois quando a gente pensa numa vingança é muito forte.

L – Muitas vezes não! Por isso que eu quis salientar que existem muitas pequenas vinganças. Coisas ridículas, infantis às vezes e que não deixam de ser vingança.

Eu – É. Não é como a de um psicopata que ela é ferrada, né? Mas eu acho que a gente tem que tomar cuidado com essas pequenas vinganças, porque as grandes vinganças são bem perceptíveis, bem visíveis.

L – Sim, faz parte do vigiai que Cristo dizia, então ore mais e vigie mais.

Eu – Quando estamos num ato grande de vingança, nos até sentimos mal, mas quando é uma pequena vingança, passa.

L – E aproveitando essa de citar orai e vigiai, esclareço que a maioria das pessoas acha que Cristo dizia vigiai o outro. Entendem que eu tenho que vigiar para o outro não me fazer mal. Vigiar porque os espíritos me querem obsidiar. Vigiar porque os seres humanos são ruins e vão me fazer mal. Não, este entendimento é um grande engano. Eu devo orar e vigiar as minhas atitudes, minhas reações, minha forma de interpretar a ética. Devo sempre vigiar o que eu faço, pois o que o outro faz é problema dele. O importante é que as pequenas vinganças e as pequenas atitudes também sejam modificadas. Muitas vezes eu acho que sou totalmente bonzinho, ético, mas eu me torno um terrível motorista, passo trote, falo mal das pessoas que eu não conheço…

Eu – Quando eu tento modificar uma pessoa, estou na vingança?

L – Nem sempre. Se você vê que alguém vai cair no precipício e você tenta alertar, modificar a situação, você não esta na vingança.

Eu – A vingança esta presente sempre que eu revido uma situação com a mesma vibração?

L – Sim. E é bom lembrar que quando, por exemplo, eu leio a Vingança e o Duelo no Evangelho Segundo o Espiritismo, fica muito claro que o duelo é algo óbvio, um duelo de espadas, de armas, mas quantos pequenos duelos nós temos no dia a dia? Quando eu leio sobre a vingança, fica muito óbvia uma grande vingança de alguém que feriu minha honra, que matou alguém, etc. Mas e as pequenas vinganças?

Eu – Há pouco tempo tivemos um fato muito doloroso que movimentou o mundo inteiro. O incêndio na boate em que morreram muitos jovens. Hoje os pais e os familiares dessas pessoas e inclusive temos visto isso na maioria dos casos de violência, morte, as famílias pedirem justiça. Dentro dessa justiça que essas famílias procuram tem a vingança?

L – Se você estudar o código de justiça dos homens, mesmo nos países mais desenvolvidos, ele só se baseia em vingança.

Eu – Então isso é um ato vingativo. Eu quero que os donos da boate morram na prisão.

L – Sim, isso é vingança.

Eu – Não é justiça? A justiça cabe ao Pai fazer?

L – Sim. Sem dúvida isso é pura vingança. As prisões são um meio de vingança. Alguém que sai da prisão sai melhor?

Eu – Não. Isso é inclusive um questionamento.

L – Qual foi a vantagem então? As prisões são um meio de vingança social. Uma sociedade que é baseada na vingança, vai sempre criar bandidos. Na realidade a pessoa que comete crimes deveria ter condições propicias de se aproximar dos conceitos de Amor, Caridade e Justiça Divina.

Eu – O pior assassino tem condições de despertar a amorosidade e a fraternidade?

L – Minha cara, se eu não acreditar nisso eu passo a acreditar no inferno.

Eu – Fiz essa pergunta porque vivenciei isso quando trabalhei no presidio. Isso foi muito rico para mim. Deu para ter a certeza de que todos têm a centelha do Amor dentro de si.

L – É. Todos tem a centelha de Deus. Muitas vezes ela só precisa ser exteriorizada. Então todos têm chances. Não existe um ser humano que seja totalmente ruim. Mesmo nestes momentos que muito se fala de uma limpeza planetária, isso não quer dizer que os ruins vão ser condenados ao fogo eterno. Isso quer dizer que algumas energias que vibram no planeta vão ser modificadas. E isso vai atrair pessoas da mesma sintonia, mesmos padrões vibratórios. Só isso. Não é castigo. Nós estamos muito acostumados a pensar em castigo e a maioria dos castigos é vingança. É só lembrar que nós devemos cada vez mais nos aproximar das leis naturais, da lei do Amor Universal, da lei da Caridade e da lei da Centelha Divina presente em todos os seres encarnados e nos seres desencarnados.

Eu- Deixa-me completar: quando eu não revido a um ato contrario a mim, que me ofenda, estou na aceitação ou estou na indiferença, sem que isso tenha sido elaborado internamente, devo aceitar?

L – Nem preciso aceitar. Eu simplesmente posso não aceitar aquilo como uma ofensa. Lembra-se da historia que você leu sobre os presentes? Pois é. É só não aceitar aquele presente. Por que alguém grita comigo? Porque quer me humilhar. Se eu não me deixo humilhar, qual é o problema! Se eu não saio do sério, que é o objetivo de quem grita comigo, qual o problema? É a manutenção do que eu acho importante, é o equilíbrio da minha energia. Não me interessa o desequilíbrio do outro, interessa o meu equilíbrio Se eu estiver bem equilibrado, por que o outro vai me desequilibrar? É só perceber que a vida continua e o que ele pode fazer? Tirar a vida do meu corpo físico? Ok, a vida continua.

Eu – Nossa, chegar a esse ponto?

L – Sim, Jesus chegou. E muitos outros já chegaram a esse ponto.

Eu – Será que a humanidade chega nisso nesta era?

L – Será que a humanidade precisa chegar nisso como um todo nesta era?

Eu – Sei lá. A ponto de aceitar que o outro te tire a vida…

L – E a vida continua.

Eu – Sei lá, se a gente entende essas coisas. Será que entende mesmo?

L – Já existem muitos que entendem isso. Faz parte de um caminho. Isso também não diminui ninguém. Só faz desses espíritos, espíritos pertencentes à humanidade. Então é importante lembrar no dia a dia que não existe mais tempo para pessoas morninhas. Decida e seja quente, ou seja frio de uma vez. Mas não ha mais lugar para os morninhos. E é importante que cada um viva pelo que acha certo. Porque já que a gente vai colher frutos, que sejam frutos que eu plantei e que não sejam parasitas que cresceram porque eu fui pouco ligado ao meu trabalho, pouco cuidadoso.

Eu – Então nós vamos encerrar o nosso encontro, gratidão profunda.

L – Nosso grupo também se despede, mais uma vez agradecendo a oportunidade de estarmos aqui. Isso é muito importante para o nosso aprendizado aqui no plano desencarnado também. Mais importante do que vocês possam imaginar, porque esse nosso contato cada vez mais abre a possibilidade de nós estarmos vibrando em uníssono, possibilitando que nós estejamos atuando junto aos encarnados e vice versa, recebendo e doando um pouco de energia. Isso para nós é bastante importante.

Eu – Para nós aqui também é muito importante, pode ter certeza. O Roberto faz parte desse grupo?

L – Sim, somos vários, cada um especializado em alguma coisa. Cada um com mais experiência em uma determinada área. Por isso nós estamos sempre em aprendizado.

Eu – Você sabe que eu me assustei no domingo, quando me lembrei que não tínhamos dado o tema para os estudos de hoje. Foi quando mentalmente fiz contato com vocês passando o tema Vingança. Que bom isso, né? Que benção poder se comunicar assim, fico muito feliz e agradecida. Se vocês se sentem felizes com nossas comunicações, imagine eu. Quero deixar aqui, que não só eu, mas todo nosso grupo sente muita gratidão por esses momentos. Gratidão a todos e até a próxima.

Pai Benjamin esta acrescentando uma frase- Que a vingança é tão pesada que prende o pé de quem faz, a pessoa fica presa no acontecimento e haja vontade de sofrer! Mas tem gente que gosta.

Eu – É! Uma grande parte da humanidade é alimentada pelo sofrimento. Eu acho que é um combustível. Se esta a todo o momento buscando situações mais difíceis para viver, sempre querendo mais e mais, nunca esta feliz com o que tem e nada satisfaz, isso é gostar de sofrer, não é?!

Pai Benjamin – É. Isso fornece muito alimento para seres que vocês nem imaginam que estão se aproveitando disso.

Eu – São seres que estão ligados à posse e apegos?

Pai Benjamin – Está ligado a muitas coisas, como violência, vingança, posse. Tudo isso.

Eu- -Pai Benjamim, deixa eu te perguntar uma coisa: não me inteirei desse assunto, mas esta sendo a notícia do momento. O garoto que acabou com a família e que se suicidou. Isso a gente pode ligar a que? Esse garoto é um psicopata?

Pai Benjamin – Cada historia é uma história e muito cuidado com a história que a mídia de vocês coloca. Porque existe muito blá, blá, blá que não é verdadeiro. Existem ai muitas coisas que ainda vão ser desvendadas.

Eu- E às vezes nem são desvendadas, né?

Pai Benjamin – Às vezes não são porque nem precisam ser. Porque os envolvidos são os que precisam saber o que esta acontecendo. Agora o importante, aproveitando isso que você falou, é a ligação que a gente acaba tendo com algumas notícias. Como a mídia acaba nos fazendo vibrar junto com essas coisas! Como nós acabamos vibrando e baixando nossa qualidade de vibração por causa disso!

Eu – A gente acaba se acorrentando nisso, né?

Pai Benjamin – Exatamente. Enquanto isso, as notícias boas são muito pouco veiculadas. Isso nos prende cada vez mais e isso mostra que esses seres que eu citei antes controlam muito mais do que vocês pensam.

Eu – Esse garoto pode estar dominado por um ser?

Pai Benjamin – Pode até ser um ser, por que não? Você acha que não tem Dragões encarnados?

Eu – Tem, né?

Pai Benjamin – Muitos!

Eu – Para essa família passar por isso… Voltamos na lei de Ação e Reação? Essa família tem alguma coisa a ver com essa entidade?

Pai Benjamin – Cuidado com o julgamento. Porque nem sempre tem alguma coisa a ver. Podem estar passando por essa provação para mostrar que podem se livrar disso. Então cuidado, porque muitas vezes a gente acaba fazendo como se estivemos assistindo a pequenas novelas.

Eu – Também pode ser um alerta na humanidade, na sociedade.

Pai Benjamin – Existem muitos espíritos encarnadas agora, que no período entre vidas quando fizeram o seu contrato encarnatório, se propuseram a passar por coisas que parecessem horríveis pra fazer com que a humanidade evolua como um todo.

Eu – Como você falou daqueles Dentistas que foram queimados, né?

Pai Benjamin – Sim. Então cuidado com o julgamento e principalmente, não se ligue a esses fatos, não vibre com eles.

Eu – E também não procurar entender, você não acha?

Pai Benjamin – Sim, porque o entendimento só vai ser importante para eles. Porque todos nós, encarnados e desencarnados já passamos por muita coisa… A gente julga algumas coisas. Engraçado, né? Eu fui para a guerra, lembra que eu contei a minha história? Eu matei na guerra, sabia?

Eu – Eu sei, você falou, danadinho você.

Pai Benjamin – E nem parecia que era. Porque tudo era dentro da lei. A lei me obrigava a matar. Veja voce como é relativo. Aí você diz que esse garoto, eu não sei se ele matou mesmo… Você diz que algumas pessoas foram mortas. Quantas foram mortas por mim na guerra?

Eu – Quantas são mortas até hoje, dentro da lei, né?

Pai Benjamin – Exatamente, também lá atrás eram pessoas. Essas dessa família eram mais pessoas que os que estavam na guerra? Ou o que é pior! Quando os que cometeram crime são mortos na cadeira elétrica, a gente aplaude. Eles são menos pessoas que os outros? A morte desses nós aplaudimos! Então nós estamos como os Romanos aplaudindo o circo, só porque os cristãos eram comidos. E eles achavam que os cristãos eram perigosos. Nós achamos que os bandidos são perigosos e nós também queremos que eles sejam mortos. Existe alguma diferença? Pois é! Então é importante que nós tentemos o tempo todo elevar o nosso padrão vibratório. Buscar a oração e vigiar a nossa atitude, não o outro. Nós estamos sempre na defensiva, defendendo-nos do outro e como disse o Roberto, estamos nos defendendo com pedras nas mãos. Isso é ataque.

Eu – Isso não é uma defesa. É um ataque, né?

Pai Benjamin – Então nós precisamos aprender a vigiar as nossas atitudes.

Eu – Porque o ataque vai gerar outro ataque.

Pai Benjamin – Sim. E um monte de cego banguelo!

Eu – Pai Benjamin, mais uma vez nosso estudo foi fundo e me deixou angustiada.

Pai Benjamin – Que bom! Eu quero mais uma vez fazer uma limpeza. Fiquem bem tranquilos em oração e vamos fazer uma limpeza com agua, que é uma limpeza de sentimentos e sensações de emoções. Agora, não adianta eu limpar e você fazer chamada das mesmas coisas de novo.

Eu – Deus nos livre. Eu não vou e todos nós vamos fechando as portas.

Permanecemos em silencio alguns minutos e toda a ansiedade gerada pelo assunto abordado se foi.

09jun

dr. José Lacerda De Azevedo, médico, espírita, e consagrador da Apometria nos tempos atuais, adotou o termo “Apometria” depois de utilizar  criteriosamente a metodologia, até então denominada  Hipnometria. O termo  Apometria  é um composto das palavras gregas: “apo” (preposição = além de – fora de) e “metron” (medida), podendo assim denominar o estado de “desdobramento” (separação) entre o corpo físico e os corpos energéticos do ser humano.Ir “além” do que podemos medir, “além” no tempo e no espaço. O desdobramento dos corpos não é mediunismo, é apenas uma técnica que pode ser vivenciada por qualquer um, e é usada para a separação do corpo físico dos corpos energéticos. Enquanto desdobrados os corpos sutis podem estar em vários  lugares em outras dimensões, e presenciar fatos pessoais, ou da pessoa em atendimento, não importando a época ou ou o local onde o fato tenha acontecido.

09jun

CRISTAL CIANITA AZUL

Funciona como uma Espada de Luz Etérica, por isso que me foi solicitada a utilizá-la em todos os tratamentos de limpeza, em todas as ocasiões que pede Justiça, onde há brigas, confusões, acidentes, obsessores, magias, etc.

Para proteção é ótimo deixar dentro do carro, debaixo do travesseiro, na bolsa, etc. Pois representa literalmente a espada do nosso Amado Arcanjo Miguel em Ação!

Foi transmitido pela Hierarquia de luz que ao usá-la conscientemente, o portador da Espada Etérica – Cianita, terá plena autorização de toda Hierarquia de luz, especialmente do Arcanjo Miguel, e receberá todas as iniciações e ensinamentos etéricos durante a noite daqui por diante….

Este mineral esteve “adormecido” durante milhares de anos. Faz comunicação entre o corpo de luz e o físico através. Esta é uma das pedras do reino mineral que nunca necessita limpar. Não acumula nem retêm energias negativas. A Cianita é um dos cristais mais eficazes no processo de alinhamento de Chakras e corpos sutis.

A Hierarquia informa se alguém usá-la indevidamente, automaticamente será destituído e não mais terá permissão para usá-la. Por isso a importância de estar em alinhamento com a Hierarquia de Luz e tudo o mais será acrescentado….

É tão poderosa sua ação, que se torna visível a melhora imediata da pessoa que a utiliza. Podemos empunhá-la, sintonizar mentalmente com Miguel e sentir o momento que já está vibrando fortemente esta energia, mas leve em consideração que a conexão quem faz é a sua intenção e depois correr com ela paralelo ao corpo, mentalizando a limpeza e a quebra da negatividade. Podem pedir o que quiser ou o que estiver precisando no momento, como seccionar toda energia de medo, traumas, raiva, sofrimento, miasmas, larvas astrais, resquícios de vidas passadas, etc. Sempre pedindo que tudo seja feito nos 32 corpos sutis, vidas paralelas, corpo físico, em todos os órgãos, sangue, sistema endócrino e linfático.

Toda vez que tiverem algum problema familiar, alguma situação angustiante, depressão, sentimento de impotência, usar a Espada Etérica – Cianita na situação em questão.

O Cristal Cianita representará daqui por diante a Espada Etérica do Arcanjo Miguel materializada na 3º dimensão de tempo e espaço!!! Hoje cada um de vocês e muitos outros tem a permissão de usá-la, em nome da Hierarquia de luz, pois cada um é representante da Hierarquia e pode e deve falar em seu nome.

Quando comprar procure na forma de espada, há diversos tamanhos e formas.
E um cristal de custo não muito alto e quebra muito fácil.

09jun

Primeira Lei: Lei do desdobramento espiritual (Lei básica da Apometria).

Enunciado: “Toda vez que, em situação experimental ou normal, dermos uma ordem de comando a qualquer criatura humana, visando à separação do seu corpo espiritual – corpo astral – de seu corpo físico, e, ao mesmo tempo, projetarmos sobre ela pulsos energéticos através de uma contagem lenta, dar-se-á o desdobramento completo dessa criatura, conservando ela sua consciência”.

Técnica: A técnica é simples: com o comando da mente, emitem-se impulsos energéticos através de contagem em voz alta, tantos números quantos forem necessários. Usualmente basta contar de 1 a 7, com voz firme e cadenciada. Note-se que o número em si, não significa nada. Poderíamos usar as letras de qualquer alfabeto, símbolos ou palavras. O que realmente importa é a emissão de energia mental que direcionada cria o fluxo energético constituído pelas forças K e Z (kapa = energia cósmica e Zeta = energia Zoo mental) conforme a equação S = K.Z, produz o desdobramento.

Comentários: Nesta lei geral se baseia a apometria. No campo dos fenômenos anímicos a técnica da aplicação desta lei, representa uma verdadeira descoberta. Quando trabalhamos com médiuns videntes treinados e sob a direção de operador qualificado para tal tarefa, esta técnica possibilita explorar e investigar o plano astral com bastante facilidade e acurada percepção.

Segunda Lei: Lei do acoplamento físico

Enunciado: “Toda vez que se der um comando para que se reintegre no corpo físico o espírito de uma pessoa desdobrada, (o comando se acompanhado de contagem progressiva) dar-se-á imediato e completo acoplamento no corpo físico”.

Técnica: Se o espírito da pessoa desdobrada estiver longe do corpo, comanda-se primeiramente a sua volta para perto do corpo físico. Em seguida projetam-se impulsos (ou pulsos) energéticos através de contagem, ao mesmo tempo que se comanda a reintegração no corpo físico.

Comentários: Caso não se complete a reintegração plena, a pessoa pode sentir tonturas, mau estar ou sensação de vazio que pode durar algumas horas. Via de regra, há reintegração espontânea e em poucos minutos, mesmo sem qualquer comando. Não existe o perigo de alguém permanecer desdobrado, pois o corpo físico exerce poderosa atração automática sobre o corpo astral. Em alguns casos muito especiais, mesmo com médiuns bem treinados, pode ocorrer alguma demora para que ocorra a plena reintegração. Nestes casos segura-se a pessoa pelas mãos e conta-se novamente de 1 a 7, chamando-a pelo nome e determinando, com energia amorosa, que retorne ao corpo físico.

Terceira Lei: Lei da ação à distância, pelo espírito desdobrado (Lei das viagens astrais)

Enunciado: “Toda vez que se ordenar ao espírito desdobrado do médium uma visita a lugar distante, fazendo com que esse comando se obedecerá à ordem, conservando sua consciência e tendo percepção acompanha de pulsos energéticos, através de contagem pausada, o espírito desdobrado clara e completa do ambiente (espiritual ou não) para onde foi enviada”.
Nota importante: Esta lei, de ordinário, só funciona em sensitivos (médiuns) videntes os quais, via de regra, conservam a vidência quando desdobrados.

Técnica: Ordena-se ao médium desdobrado a visita a determinado lugar, ao mesmo tempo em que se emite energia em contagem lenta. O sensitivo se deslocará em corpo astral, seguindo os pulsos da contagem até atingir o local determinado.

Comentários: Como o sensitivo permanece com a visão psíquica, quando solicitado, fornece informações, bastante acuradas, do local visitado, astral e físico, com maior precisão do ambiente astral. Esta técnica é muito útil para realizar diagnósticos à distância, bem como procedimentos objetivando o saneamento psíquico do ambiente visitado e prestar auxílio a pessoas físicas e espíritos desencarnados. Como exemplo da aplicação prática desta lei sugere-se leitura do caso ilustrativo narrado pelo Dr. LACERDA em “Espírito e Matéria”, pag. 110-112. Ed. Pallotti Porto Alegre, 1988.

Quarta lei: Lei da Formação dos Campos-de-Forca

Enunciado: “Toda vez que mentalizarmos a formação de uma barreira magnética, por meio de impulsos energéticos, através de contagem, formar-se-ão campos-de-força de natureza magnética, circunscrevendo a região espacial visada, na forma que o operador imaginou.
Técnica: Mentalizarmos uma barragem magnética e projetarmos energias para sua concretização, através de contagem até sete.

Comentários: A densidade desses campos e, por consequência, sua ação é proporcional à força mental que os gerou. Usa-se está técnica, com ótimos resultados para proteger ambientes de trabalho, espiritual ou físico bem como para a contenção de espíritos rebeldes. Os antigos egípcios eram peritos nesta técnica, pois seus campos-de-força, feitos para proteger túmulos, imantação de múmias, etc, duram até hoje. A forma do campo tem grande importância. Os piramidais, mormente os tetraédricos, são poderosos. Para melhor compreensão de campos vibratórios magnéticos e eletromagnéticos sugerimos consultar AZEVEDO, José Lacerda de. Espírito/Matéria: Novos horizontes para a medicina. Porto Alegre. Pallotti, 1988. Pp.131-132.

Quinta Lei: Lei da revitalização dos médiuns

Enunciado: “Toda vez que tocarmos o corpo do médium (cabeça, mãos), mentalizando a transferência de nossa força vital, acompanhando-a da contagem de pulsos, essa energia será transferida. O médium começará recebe-la, sentindo-se revitalizado”

Técnica: Pensamos fortemente na transferência de energia vital de nosso corpo para o organismo físico do médium. Em seguida tomamos as mãos do médium ou colocamos nossas mãos sobre sua cabeça, fazendo a contagem lenta. A cada número pronunciado, massa de energia vital-oriunda de nosso próprio metabolismo – é transferida para o médium.

Comentários: Usamos esta técnica, habitualmente, depois da aplicação de passes magnéticos em pacientes muito desvitalizados. Com isso é possível fazer os médiuns trabalharem por duas a três horas consecutivas, sem desgaste apreciável. A cada trinta minutos transfere-se energias vitais para os médiuns individualmente, os quais, deste modo, podem trabalhar sem grande desgaste.

Sexta Lei: Lei da condução do espírito desdobrado, de paciente encarnado para os planos mais altos, em hospitais do astral.

Enunciado: “Espíritos desdobrados de pacientes encarnados somente poderão subir a planos superiores do astral se estiverem livres de peias magnéticas”.

Técnica: Quando desejamos encaminhar ao plano astral, especialmente à hospitais espirituais, consulentes cujo corpo astral estiver envolvido em laços, amarras e toda sorte de peias de natureza magnética, colocadas por obsessores ou por sua própria mente enferma, faz-se necessário limpá-los. Isso se consegue, facilmente, pela ação dirigida dos médiuns desdobrados ou por comandos do próprio dirigente do trabalho. Nestes casos basta dar o comando mental, contando de 1 a 7, em raras exceções até 21, determinando a dissolução de todas as amarras.

Comentário: Temos observado que os passes usuais em casas espíritas não resolvem esses casos, porém são de grande auxílio, pois já preparam o assistido para o trabalho apométrico.

Conduzindo espíritos de encarnados desdobrados para hospitais do astral, estaremos ajudando os assistidos a terem um tratamento necessário nos corpos que estejam precisando de reequilíbrio, orientação e harmonização; tratamento este feito pelos espíritos socorristas, trabalhadores do hospital. Lembramos que para isso ocorrer, se faz necessário a limpeza das peias magnéticas, aparelhos colocados indevidamente, laços, amarras assim como da elevação de seu padrão vibratório, o que já implica numa melhora superficial.

resolvem o problema aqui enfocado. Não obstante, consideramos de grande valia, ministrar um passe de corrente nos consulentes, antes destes passarem à cabine para o tratamento apométrico.

Sétima Lei: Lei da ação dos espíritos desencarnados socorristas sobre os pacientes desdobrados.

Enunciado: “Espíritos socorristas agem com muito mais facilidade sobre os enfermos se estes estiverem desdobrados, pois que uns e outros, desta forma, se encontram na mesma dimensão espacial”

Técnica: Desdobrados os espíritos dos consulentes, através de pulsos energéticos, como já visto anteriormente, basta solicitar as equipes de socorristas diagnóstico e tratamento dos males que os afligem.

Comentários: Os médiuns videntes, via de regras, acompanham e mesmo auxiliam nos diagnósticos e procedimentos terapêuticos prescritos. Quando solicitados passam informações ao diretor dos trabalhos e pedem sua intervenção quando necessária.

Oitava Lei: Lei do ajustamento de sintonia vibratória dos espíritos desencarnados com o médium ou com outros espíritos desencarnados, ou de ajustamento da sintonia destes com o ambiente para onde, momentaneamente foram enviados.

Enunciado: “Pode-se fazer a ligação vibratória de espíritos desencarnados com médium ou entre espíritos desencarnados, bem como sintonizar esses espíritos com o meio onde forem colocados, para que percebam e sintam nitidamente a situação vibratória desses ambientes”.

Técnica: Quando se quiser entrar em contato com desencarnado de nível vibratório compatível com nosso estado evolutivo, presente no ambiente, projeta-se energia em forma de pulsos rítmicos, ao mesmo tempo que se comanda a ligação psíquica.

Comentários: Por está técnica se estabelece a sintonia vibratória entre sensitivo (médium) e desencarnado, facilitando grandemente a comunicação. Ela abre canal sintônico entre a frequência fundamental do médium e do espírito. Emitidos por contagem, os pulsos energéticos fazem variar a frequência do sensitivo do mesmo modo como acontece nos receptores de rádio, quando giramos o dial, do capacitor variável, até estabelecer ressonância com a fonte oscilante (estação emissora) que se deseja. Se o espírito comunicante for enfermo, sofredor ou maldoso, portanto de baixo padrão vibratório, tão logo aconteça a desincorporação devemos elevar o padrão vibratório do médiuns. Se isso não for feito, o sensitivo ficará por algum tempo sofrendo as limitações do espírito comunicante. Em trabalhos de desobsessão, muitas vezes, nos despontamos com espíritos revoltados, vingativos e mesmo maldosos que não aceitam dialogar ou modificar suas condutas através de doutrinação, por mais lógica, ética e amorosa que esta seja. Nestes casos somos levados a fazer com que sintam o ambiente, isto é, entrem em sintonia com as vibrações negativas que estão emitindo, no presente ou em ressonância com as vibrações opressivas que desencadearam no passado. Tão logo projetamos energias em forma de pulsos, por contagem, a sintonia se estabelece, causando grande constrangimento ao espírito agressor. Nestas condições o espírito, assim constrangido, permanecerá nesta situação até que o campo vibratória se desfaça por ordem do operador. Assim tratados os espíritos revoltados, se pacificam e/ou se esclarecem. Os operadores apométricos tem sido criticados por companheiros da Doutrina Espírita que dizem que com tais procedimentos, estamos julgando nosso próximo e interferindo em seu livre arbítrio. Sem qualquer intenção de contender, temos respondido que nossa ação sempre visa o bem do espírito revoltado ou agressor e que o direito de exercício do livre arbítrio termina quando invadimos ou violamos a liberdade ou o direito do nosso próximo. Não fosse assim, a sociedade, da qual somos parte ativa, não deveria coibir a ação criminosa do delinquentes no pleno exercício da razão.

Nona Lei: Lei do deslocamento de um espírito no espaço e no tempo.

Enunciado: “Se ordenarmos a um espírito incorporado a volta a determinada época do passado, acompanhando-a de emissão de pulsos energéticos através de contagem, o espírito retorna no tempo à época do passado que lhe foi determinado”.

Técnica: Para deslocar um espírito no espaço e/ou no tempo, podemos faze-lo determinando, através da emissão de pulsos energéticos acompanhados de contagem, que regrida a tal ou qual época ou que se desloque ao local que se deseja.

Comentários: Só se obriga um espírito regressar ao passado para mostrar-lhe suas vivências, suas vítimas, sua conduta cruel, os acontecimentos traumáticos que viveu nesta ou em vidas passadas, com o objetivo de esclarece-lo sobre as leis éticas que regem a vida ou, no caso de espíritos encarnados, para superar síndromes ocorrentes nesta vida com causa em vivências passadas. No caso de consulentes, parece-nos que a técnica funciona com mais objetividade e segurança do que aquelas usualmente empregada em “Terapia de Vidas Passadas” pelo fato de que o operador auxiliado por sensitivos treinados e/ou por mentores espirituais incorporados ou não, consegue atingir com grande objetividade os fatos mais relevantes determinantes das síndromes. Outrossim a orientação de um mentor espiritual auxilia-nos a não cair no erro de tocar em pontos ou feridas que não devam, de momento, ser relembradas.

Décima Lei: Lei da dissociação do espaço-tempo

Enunciado: “Se, por aceleração do fator Tempo, colocarmos no Futuro um espírito incorporado, sob o comando de pulsos energéticos, ele sofre um salto quântico, caindo em região astral compatível com seu campo vibratório e peso específico Karmico (km) negativo – ficando imediatamente sob a ação de toda a energia km de que é portador”.

Técnica: A técnica é muito simples: projetamos energias magnéticas por pulsos rítmicos e através da contagem, sobre o espírito incorporado, ao mesmo tempo que se lhe dá ordem para saltar para o Futuro.

Comentários: Segundo o Dr. LACERDA, está técnica só deve ser empregada com espíritos desencarnados, visando esclarece-los. Não obstante, ela vem sendo usada para espíritos encarnados, incorporados em médiuns, sem que tenhamos notado qualquer prejuízo ao consulente. A grande diferença são os resultados. No caso do desencarnado o efeito pode ser altamente positivo e imediato quanto a mudança de conduta. No caso do encarnado os resultados, até agora, são pouco animadores. Cremos que isto se deve ao fato de que há filtros ou barreiras poderosas, bloqueando a passagem da mensagem do cérebro do campo astral (inconsciente?) para o cérebro físico, sede da memória e consciência atual. Acreditamos que o dia em que encontrarmos um mecanismo ou técnica que permita a passagem, seletivamente ao campo físico, do conhecimento ou das informações novas assimiladas pelos níveis de consciência superiores (Astral, mental, etc), lograremos um grande êxito no tratamento do ser humano. Este comentário, é válido para outras técnicas aplicadas no trato com o espírito de encarnados, quando incorporados em médiuns, para isso treinados. Voltando à técnica, observou o Dr. LACERDA que um espírito, ao ser dissociado do espaço em que se encontra, através da aceleração do fator Tempo dá um verdadeiro salto quântico (à semelhança dos elétrons nos, átomos). O afastamento do espaço normal não acontece de maneira progressiva, e sim por saltos, até se instalar num espaço do Futuro. Se o espírito é muito revoltado e cruel, entra em sintonia vibratória com mundos hostis, ocupados por seres horrendos, onde deverá renascer para recomeçar aprendizagem pela dor e dificuldades inerentes a um meio primitivo. Nesses casos, de dissociação do Espaço-Tempo, ocorre fenômeno sobremaneira interessante. Ao acelerar-se o tempo a carga harmônica a resgatar que normalmente seria distribuída ao longo do tempo, 300 anos por exemplo, fica acumulada, toda ela, de uma só voz sobre o espírito. Esta é a causa da sensação de terrível opressão, de que os espíritos se queixam quando projetados ao encontro de sua carga kármica. Devemos ter muito cuidado e ética cristã (amor e responsabilidade) na aplicação desta e, como de sorte, de todas as técnicas apométricas. Se o desligamento do médium acontecer de repente, sem qualquer cuidado com o espírito projetado no futuro, este poderá ser literalmente esmagado pelo campo energético negativo acumulado. Seu corpo astral poderá ser transformar em “Ovóide” e, portanto, perderá a condição ou possibilidade de reecarnar. Para desligar o espírito do médium devemos antes faze-lo retornar, lentamente, a época presente. Caso contrário, estaremos violando a Lei Cósmica e, consequentemente, criando problemas para nós próprios.

Décima primeira Lei: lei da ação telúrica sobre os espíritos desencarnados que evitam a reencarnação.

Enunciado: “Toda vez que um espírito desencarnado, possuidor de mente e inteligência bastante fortes, consegue resistir à Lei da Reencarnação, sustando a aplicação dela nele próprio, por longos períodos de tempo (para atender a interesses mesquinhos de poder e domínio de seres desencarnados e encarnados), começa a sofrer a atração da massa planetária, sintonizando-se, em processo lento, mas progressivo, com o Planeta. Sofre apoucamento do padrão vibratório, porque o Planeta exerce sobre ele uma ação destrutiva, deformante, que deteriora a forma do espírito e de tudo o que o cerca, em degradação lenta e inexorável.

Técnica: Esta lei não é aplicada pela ação do operador, mas é um determinismo que se abate, automaticamente, sobre todos os que ousam violar as Leis Divinas por longos períodos do Tempo Cósmico. O operador age apenas alertando o espírito transgressor das Leis Cósmicas, mostrando-lhe, através de um espelho ou de uma autovisão, o estado a que está sendo levado por sua ação maléfica.

Comentários: Ninguém burla as Leis Divinas impunemente. Quem se contrapõe ao ciclo das reencarnações, repelindo oportunidades evolutivas; quem abomina, como repugnante a experiência e o aprendizado na carne; quem prefere as ilusões do poder, através do domínio tirânico de seres encarnados e desencarnados, ou de vastas regiões do astral inferior, aferra-se, inconsciente e automaticamente, à massa do Planeta e se afunda nele em trágico retrocesso. Este fenômeno só acontece com espíritos detentoras de inteligência e poder mental suficientes para sustar as próprias reencarnações durante séculos, prejudicando a própria evolução. Nas páginas 119-123, da mesma obra do Dr. LACERDA, é apresentado interessante exemplo ilustrativo desta lei.

Décima Segunda Lei: Lei do choque do tempo.

Enunciado: “Toda vez que levarmos ao Passado espírito desencarnado e incorporado em médium, fica ele sujeito a outra equação de Tempo. Nessa situação, cessa o desenrolar da sequência do Tempo tal qual o conhecemos, ficando o fenômeno temporal atual (presente) sobreposto ao Passado”.

Técnica: É a mesma empregada em leis anteriores. Consiste no emprego de pulsos energéticos através de contagem.

Comentários: A compreensão desta lei, bem como de outras que envolvem deslocamentos ao passado e futuro implica em aceitar que o binômio Tempo-Espaço não se aplica à dimensão astral. Esta é a razão pelo qual os espíritos, mesmo evoluídos, tem dificuldade de se situar na nossa dimensão de tempo. Por outro lado, é comum, em trabalhos espirituais, nos depararmos com espíritos vivendo no passado remoto, sem se aperceberem que o Tempo passou. Já nos deparamos com um espírito vivendo na pré-história, como troglodita. No caso desta lei, o espírito é levado ao Passado. O Dr. LACERDA explica que o deslocamento para o Passado cria tensão de energia potencial entre a situação presente e os deslocamentos para o Passado. Enquanto o espírito permanecer incorporado ao médium, nada lhe acontece, apenas passa a viver e vislumbrar a nova situação que lhe foi imposta. No entanto, se for bruscamente desligado do médium, saí do campo de proteção do mediador e fica como que solto na outra dimensão Espaço-Tempo. Recebe, então, em cheio a energia potencial criada pelo deslocamento, energia esta suficientemente forte para destruir seu corpo astral e transformá-lo em Ovoide. No mencionado livro do Dr. LACERDA, à pag. 124 está descrito interessantíssimo caso que bem ilustra esta lei.

Décima Terceira Lei: Lei da influência dos espíritos desencarnados, em sofrimento, vivendo ainda no passado, sobre o presente dos doentes obsidiados.

Enunciado: “Enquanto houver espíritos em sofrimento no Passado de um obsidiado, tratamentos de desobsessão não alcançarão pleno êxito, continuando o enfermo encarnado com períodos de melhora, seguidos por outros de profunda depressão ou de agitação psicomotora”.

Técnica: Em primeiro lugar, procede-se ao atendimento dos obsessores que se encontram em volta do paciente, retirando-os para estâncias do astral especializadas no tratamento de tais casos. O encaminhamento de tais espíritos se faz através de comandos mentais, acompanhados de contagem, geralmente de 1 a 12, e da intenção de encaminhar os espíritos obsessores para casas de socorro do mundo astral. Uma maneira prática que vem sendo usada com bastante, sucesso, pela maioria dos operadores apométricos da “Casa do Jardim”, consiste em mentalizar um cone ou sino sobre o enfermo e sua residência, local de trabalho etc, e, mediante impulsos mentais, acompanhados de contagem em voz alta, determinar o giro do sino ou cone, de maneira a criar um poderoso vóstice capaz de sugar os espíritos obsessores e encaminhá-los às casas de socorro do astral. A mentalização de uma rede magnética também pode ser usada com sucesso pelo operador.

Comentários: Não se deve jamais deixar espíritos obsessores soltos. Deixar obsessores soltos, após breve doutrinação evangelizadora, como usualmente se faz nas sessões de desobsessão, nas casas espíritas em geral, é pouco produtivo. Não é com um diálogo de poucos minutos, ou mesmo com orações, que se demovem perseguidores resistentes ou magos negros. Em casos de obsessões complexas, em que cobranças de ações cometidas em passado delituoso, são feitas por legiões de espíritos vingadores, são necessários sucessivos trabalhos, abrindo faixas de vidas passadas, uma após outra, até que todos os obsessores sejam afastados. A cura definitiva só ocorrerá com a evangelização do enfermo que, esclarecido e iluminado pela Boa Nova do Cristo, passará a vibrar em amor e vivendo o amor, criará um campo protetor que o tornará imune à ataques, de espíritos obsessores consciente ou inconsciente.

Décima quarta Lei: Esta Lei consta do livro: “Energia e Espírito: Teoria e prática da Apometria” de José Lacerda de Azevedo.

Enunciado: “A energia produzida pela mente, em nível cósmico, é diretamente proporcional a energia cósmica (K) multiplicada pela energia (Z) de zoom-animal e inversamente proporcional à energia barôntica de baros-peso oriunda da estrutura humana e, consequentemente, de baixa frequência”.

Comentários: Como vemos esta lei que talvez pudéssemos chamá-la de “Lei da limitação do vetor, pela ação dos fatores barônticos, inerentes a condição da imperfeição humana”, não tem aplicação prática, como técnica, mas é da maior importância para o êxito da aplicação das técnicas decorrentes das demais Leis da Apometria. Segundo Lacerda de Azevedo, o vetor barôntico é parte habitual dos encarnados (médiuns, operadores e consulentes), podendo ser considerado como uma constante em nossas vidas. Ele é de origem barôntica, isto é, de baixo padrão vibratório e, consequentemente, mais denso e pesado. Basicamente é fruto do egoísmo, vaidade, ira, pensamentos negativos e falta de controle emocional tão comum e fortemente presente no homem profano. Quanto mais denso for este fator negativo, mais pesado se torna, mais inércia possui e mais reduz e, limita a ação de produto dos 02 vetores positivos K e Z, com os quais se amalgama.

REGRA DE OURO DA APOMETRIA

Aqui, no entanto, devemos clarinar um vigoroso alerta para os entusiasmos que possam estar provocando. Como fundamento de todo esse trabalho – como, de resto, de todo trabalho espiritual – deve estar o Amor. Ele é o alicerce. Sempre. As técnicas que apontamos são eficientes, não temos dúvidas. O controle dessas energias sutis é fascinante, reconhecemos, pois desse fascínio também sofremos nós. Mas, se tudo não estiver impregnado de caridade, de nada valerá. Mais: ao lado da caridade, e como consequência natural dela, deverá se fazer presente ahumildade, a disposição de servir ao anonimato. Se faltar amor e disposição de servir pelo prazer de servir, corremos perigo de incorrer na má aplicação das técnicas e do próprio caudal de energia cósmica, tornando-nos satânicos por discordância com a Harmonia Universal. Advertimos: através da obediência dos preceitos evangélicos, somente através dela, experimentadores e operadores podem desfrutar de condições seguras para devassar esses arcanos secretos da Natureza, com adequada utilização dessas “forças desconhecidas”.

09jun

Ogaroto que foi  uma trapezista no inicio de 1.900, na Europa.

Caso interessante de atendimento Apométrico.

Nosso atendido é um garotinho nascido em 2010, estamos em 2014, nasceu sob a regência de Plutão, no signo de Escorpião. Ele nasceu com um problema no pé direito, consultou vários médicos, sem resultado foi encaminhado para tratamento no Hospital das Clínicas. Tem inchaço, e muitas dores no pé direito, anda com bastante dificuldade.

Faz muitos exames e seu caso não apresenta diagnóstico, e segundo seu médico, a possibilidade é de doença rara, que não tem cura. Ele faz uso de fortes medicamentos, e segundo a medicina, ficaria dependente desses medicamentos sem prazo determinado. O médico também tem dúvidas sobre uma possível cirurgia no pé, pois não tem um diagnóstico cirurgico.

1º. Atendimento na Apometria:

Pedi a presença da criança na clinica para conhecê-la, e a dispensei antes do inicio do atendimento para que não ficasse irritado.

No atendimento uma personalidade do passado se apresenta pedindo ajuda. É feminina Ela se encontra num espetáculo de circo, início do ano de 1.900 na Europa. O circo se apresentava muito na França e Itália. Este circo viajava por esses dois países constantemente. De família circense, a personalidade era uma jovem em torno de 21 anos que participa dos espetáculos se apresentando nos Tecidos acrobáticos. Enrola seus pés nos panos, faz piruetas, fica pendurada, gira.. e assim ela se apresenta. Seu espetáculo é uma grande atração deste circo. Ela se diz muito infeliz, sente muitas dores no tornozelo direito, tem muito inchaço neste pé. E dói!!  Quando reclama a família não da atenção a suas queixas, diz ela, o pai repete sempre: “O show tem que continuar, artistas de circo não sentem dores”. Esta atitude do pai a maltrata muito, sente raiva e magoa do pai.
Neste espetáculo, no qual a personalidade se apresenta, ela está pendurada pelos pés, a dor é intensa, ela sente muita raiva… ela solta o pé direito do pano e cai. Na queda fratura as vértebras L5 e L6.  Depois de um longo tratamento fica paraplégica.  Presa a cadeira de rodas não aceita sua condição. Muito revoltada e com problemas sérios de relacionamento com a família, acaba adoecendo e desencarnando. Assim como não aceitava estar na cadeira de rodas não aceita também sua morte, por revolta e apego as condições do ego. Sua personalidade dessa encarnação, após seu desencarne. continua vivenciando as memórias de dor e sofrimento. Ao reencarnar e vibrando as condições do acidente e da indignação pela trajetória da sua vida. Ao reencarnar em 2010 com outra personalidade, estas memórias anteriores, dissociada por não aceitação, se acoplam na personalidade atual ainda no periodo intra uterino (do garoto), e da continuidade ao processo de dor e sofrimento. A criança apresentava também reações emocionais de muita irritação

Tratamento aplicado:

Uma seringa com um líquido colorido. Em cada parte da coluna é aplicada uma cor diferente, somando 7 cores. Cada uma das cores trata uma parte da medula:

1a – Reconstitui a medula
2a – Reconstitui raízes nervosas que saem da medula
3a – Reconstitui meninges que recobrem a medula
4a – Reconstitui os discos in-vertebrais e o canal vertebral
5a – Os ossos vertebrais
6a – A faisca que recobre as vértebras
7a – Reconstitui as camadas superficiais até a pele.

Nos foi intuido  para dar um tempo ao tratamento para que a personalidade atual possa sentir os movimentos. O tornozelo é tratado com a luz verde, que ameniza a inflamação.
São usadas as ervas, Arnica e Barbatimão.
Banho no pé com sal grosso e sal amargo.
foi usado o som da vogal ‘i’, repetido continuamente como o som da cigarra, na região do pé. O pé é envolvido na cor azul.

Do cóxi até a cervical o som do OMMMMMM, que desce e sobe, restabelecendo a energia da medula.
Resgate da relação familiar, com os pais(da época) pedindo perdão para a filha.
É recomendado aos pais (atuais) contarem histórias para a criança, e não focarem a atenção no problema do pé.

Tratamento médico continua

2º. Atendimento:

Pedi para a mãe permanecer  com a criança no Espaço Hematita durante o atendimento. Pois neste atendimento necessitávamos acessar o corpo duplo entérico do garoto, um corpo energético que só conseguimos acessar se a pessoa estiver presente. Este corpo não se afasta mais que 8 metros do corpo físico. Se o garoto fosse embora não teríamos acesso a ele devido a distância.
No inicio do atendimento nos foi mostrado um aparelho, pois é comum os mentores nos mostrar as ferramentas de trabalho que vão ser usadas.

Era composto de duas arandelas com alças enormes. Cada arandela com um emissor de energia que emite raios. O corpo sutil em tratamento fica entre essas arandelas.
Os corpos sutís da criança foram colocados, um a um, nesse aparelho. A luz que sai de uma arandela é um verde pastel, esterilizando. Da outra arandela, um rosado suave, energizando. Quando as cores se unem, cintilam muito forte, ficam mais vivas, tornando-se quase cítrica.
O tratamento faz um revestimento energético nos corpos sutis, aumentando as defesas do corpo físico encarnado. O tratamento médico atual é necessário.

É importante entender que a personalidade não desencarnou com a queda, viveu ainda algum tempo e veio a desencarnar de patologia proveniente de depressão. A personalidade que interfere na criança atual, ficou no acontecimento do trauma causado pelo sofrimento da trapezista, não tendo a consciência e aceitação do desencarne.

No atendimento, a conscientizamos de que não pertencia mais a essas condições do passado, tratamos a sua enfermidade física e emocional nos planos astral e a conduzimos para o aprendizado da lei de Causa e Efeito.

Pra encerrar a envolvemos numa referencia de Amor, princípio básico da Apometria.

Após três atendimento o garoto recuperou seus movimentos, seu pé está quase normal, e ele está de alta médica.

E assim ….viva a Apometria!

Gratidão aos pais dessa criança que me permitiu fazer esse depoimento.