14jun

Grupo de estudos no dia 28/03/013.
A pagina aberta no evangelho foi a pg 130. O texto,“ O orgulho e a caridade´´.
O tema abordado para estudo de hoje foi a CARÊNCIA.

O texto do estudo foi canalizado por um dos sensitivos do grupo.
 
O mentor que nos passou as informações se apresenta como Alastor, se diz um membro do grupo espiritual que foi determinado para os ensinamentos do grupo da“ Fraternidade Cristais de Luz´´. Diz que vai ser o porta vóz deste grupo hoje, e diz ser um estudioso dos conflitos,e estar sempre estudando os conflitos e como interceder junto a quem está passando por um momento de conflito, por isso ele foi escolhido para falar sobre a carência.

Vou usar nas perguntas, Eu, dirigente do grupo, e nas respostas, A, de Alastor, nosso mentor hoje.

A – Começa dizendo que estamos muito pouco acostumados a lidar com emoções, principalmente as emoções que geram conflitos, e a carência é uma das principais porque nós conseguimos ver os conflitos quando eles são externos a nós, quando o conflito vem de outro, mas nós temos muita dificuldade para entender o conflito interno, e a carência é uma forma de manifestar esse conflito interno. “Eu só manifesto carência quando eu não sou suficiente para mim mesmo, quando eu acho que eu não sou o que eu preciso, e quando eu acho que o que eu preciso está no outro, o conflito é interno. Eu não me aceito, eu não me admiro, eu não consigo inclusive me amar, e, ai eu vou buscar no outro suprimento dessa carência, e isso acaba eternizando-a , porque há sempre uma expectativa de que nunca vai ser suprida, e a única forma de trabalhar a carência é considera-la como uma chave, uma chave que mostra quais os pontos em que eu preciso me aperfeiçoar, ou os pontos aos quais eu preciso dar mais atenção. Desenvolver em mim o que eu creio me faltar. São pontos a serem aperfeiçoados.”

Eu – Então quer dizer que a carência, se ela está no relacionamento, ela pode vibrar nas outras áreas da vida, ou não? Ou existe uma carência para cada situação.

A – A carência é uma só, mas ela vai ter diversas manifestações, e cada manifestação denota um sentimento de inadequação interna, e, ai ela vai refletir nos relacionamentos, mas porque EU me sinto inadequado. A carência é sempre, interna,é o grande conflito comigo mesmo. Eu só me torno carente quando Eu me acho insuficiente, a partir do momento que eu consigo suprir toda as minhas necessidades Eu não preciso mais ter carência e ai EU passo a ter relacionamentos não mais para me completarem, eu passo a ter relacionamentos para me acompanharem Eu passo a ter relacionamento para caminhar junto, sejam relacionamentos afetivos sejam relacionamentos profissionais, sejam relacionamento de amizades Quando eu num relacionamento sinto que eu estou suprindo uma carência esse relacionamento está fadado a me trazer mais problemas, porque é como tapar o sol com a peneira. Quando eu percebo uma carência Eu devo olhar para dentro de mim, o que isso reflete em mim, e não mais olhar para o outro.

Eu – Uma pessoa carente consegue amar realmente?

A – Na maioria das vezes não, na maioria das vezes a carência vai fazer com que crie expectativas e é a busca de suprir essas expectativas que vai trazer essa aproximação, esse magnetismo que na maioria das vezes não é amor( porque o amor liberta), acaba sendo muito mais apego, o apego aprisiona é como se eu precisasse ouvir o canto do pássaro e eu o colocasse numa gaiola, ele nunca mais vai ser feliz, em compensação quando eu amo, eu alimento o pássaro, para atraí-lo para que ele cante para mim mas continue livre!

Eu – Então quer dizer que a carência e o apego caminham juntos na mesma proporção?

A – Na realidade eles são manifestação do mesmo sentimento, EU só vou criar apego quando EU quero algo para me suprir, ou para suprir as minhas carências e isso é uma manifestação maior. Tanto a carência quanto o apego são manifestações maiores de um único sentimento, o egoísmo.

Eu – O egoísmo?

A – Sim o egoísmo.

Eu – Então quer dizer que em todo sentimento de carência tem camuflado o egoísmo?

A – Sim ,porque eu acho que as outras pessoas tem obrigação de cuidar de mim, de resolverem meus problemas, de preencherem essa carência de fazerem algo, quando na realidade eu ainda não percebi que todos os recursos que eu preciso, todos os recursos que um ser precisa vão estar dentro de si mesmo. Eu só preciso usar as minhas ferramentas, é como se eu estivesse numa roça, fazendo um roçando com todas as ferramentas a minha disposição e a toda hora Eu fosse para o vizinho pedir emprestado uma pá, uma picareta, uma foice, e as minhas estão todas ali, e são inclusive melhores.

Eu – Então quer dizer que essa pessoa não consegue lidar com seu conteúdo interno, está sempre buscando fora? não usa nunca seu potencial?

A – Sim porque quem esta carente não se aceita.

Eu – Não se aceita?

A – Não se aceita em nenhum ponto.

Eu – A carência, nós trazemos de vidas anteriores e é um sentimento que é fortalecido na infância, ou ela é adquirida na infância? ou existem as duas condições?

A- Você já explicou, as duas são verdadeiras. Nós trazemos de outras vidas manifestação de carências reativas a situações que nós vivemos. O que nós temos é muito da vitimização. Ó pobrezinho de mim como eu sofro, e, ainda na infância nesta encarnação isso pode ser reforçado, ou não, e mesmo depois, dependendo das experiências quando eu não olho as minhas experiências mais cuidadosamente, quando Eu sempre imputo aos outros a culpa dos meus desenganos e das minhas falhas, isso gera carência É o Egoísmo, porque Eu me acho sempre Vitima. O ser iluminado que já percebeu que é um ser humano portador de uma centelha de Deus, nunca vai estar carente, nunca vai ter carência, ele se basta, ele é feliz, porque ele descobriu que Ele é uma manifestação Divina, e é óbvio, ele vai procurar conviver com as pessoas, mas, não para tirar nada delas, não para vampirizar as pessoas, não para controlar o outro, mas para celebrar,para ensinar, para amar, e o amor nunca prende, é exatamente como o pássaro o apego faz com que pelo meu gosto pelo canto eu aprisione o pássaro o amor faz com que pelo gosto, pelo gosto pelo canto eu alimente muitos pássaros.

Eu – Por exemplo, quando um espírito encarna ele já traz com ele essa carência, já que estamos na lei de causa e efeito, ele chega numa família e condições que vão intensificar esse estado carente. Esse espirito tem como sair disso sozinho sem entrar na evolução dessa carência?

A – Com certeza!

Eu – Nós trazemos essa força dentro de nós?

A – Trazemos! mas muitas vezes nós não gostamos, porque é muito mais fácil viver o papel de vitima.

Eu – Então em todas as situações quando encarnamos dentro do pacote que trazemos para aprender, nós temos condições de sair disso sozinhos?

A – Sim, só não sai quem não quer, muitas vezes nós não queremos.

Eu – Isso é uma provação para o espírito? um aprendizado,?

A – Sim um aprendizado, não coloque como provação, ai vai parecer como castigo, use como prova, uma prova para o espírito, é um momento em que ele vai mostrar que ele é capaz de passar por isso.

Eu – Ele desenvolve o poder de transmutar isso, seria isso?

A – Exatamente! Então é importante que quando você se sentir carente, perceba que isso é normal, ao invés de sair por ai tentando suprir essa carência com o outro, você diagnostique qual o fundo dessa carência em você, e como trabalhar isso. E quando você já não mais estiver carente, celebre com o outro

Eu – É uma maneira de aprender a trabalhar isso e não fazer mais parte dessa condição?

A – Sim a cada vez que eu sinto carência eu tenho que olhar para mim, o que é que isso esta refletindo em mim, o que é que falta? que experiência eu vivi nessa e em outra vida. E eu não preciso saber toda a experiência também , eu não preciso saber tudo que aconteceu, mas eu posso sentir que tipo de experiência eu tive, e onde está esse vazio, e ai eu uso as minhas ferramentas para preenchê-lo, ai quando eu ser inteiro, humano, portador de uma centelha de Deus, ai sim eu posso viver relacionamentos de verdade, relacionamentos afetivos, relacionamento de amizade, de trabalho, porque até então, os relacionamentos são de mentira, eles são parasitismos.

Eu – A carência também se manifesta nos alimentos, a compulsão alimentar é uma carência? A compulsão de compras?

A – Sim. O excesso de trabalho também, quem disse que vocês precisam trabalhar tantas horas? onde está escrito isso?

Eu – Eu acho que não está em lugar nenhum, criou-se esse ritmo.

A – O problema é que algumas carências,como esta que acabamos de citar, foram criadas pela sociedade e estimuladas, e se você não quebrar esse ritmo, vai quebrar a si mesmo.

Eu -É o que está acontecendo né, as pessoas estão se arrebentando.

A – As pessoas se convenceram que elas precisam trabalhar 16 horas por dia, e não existe fundamento nenhum para isso, as pessoas se convenceram que elas precisam ter sucesso material o tempo todo, não existe fundamento para isso. As pessoas se convenceram que elas precisam ter cada vez mais, e cada vez mais elas são espíritos insatisfeitos, porque elas sempre querem ter mais, e quando elas tem mais não desfrutam, porque vão querer mais ainda.

Eu – Então o ser humano perdeu a referência de uma lei universal, seria isso?

A – Talvez seja pior, talvez no mundo dos encarnados e mesmo no mundo dos desencarnados, haja muitas outras referências que foram imputadas no ser humano, e muitas pessoas, muitos espíritos encarnados e muitos desencarnados aceitaram isso como verdades, por isso que ainda nos mundos onde vivem desencarnados em vários planos, ainda existem lideres que conseguem manter sob seu julgo outros espíritos porque os convenceram de que eles são prisioneiros, quando na realidade quando desfeito o jugo da carne nenhum espírito precisava ser prisioneiro. Então muitas das crenças obrigaram a acreditar, vocês aqui encarnados e nós desencarnados precisamos aprender a nos livrarmos dessas crenças, porque essas crenças são limitadoras, essas crenças prendem o espírito.

Eu – Eu não gosto de usar essa palavra, difícil, mas no movimento em que se encontra a humanidade, se pessoas tentarem fazer isso vão sofrer, sofrer muito, porque não acompanham o fluxo dos outros. A humanidade vai ter que adquirir uma consciência muito grande de tudo isso. Toda vez que temos um estudo eu percebo o quanto estamos longe disso, e ao mesmo tempo se eu encaixar esse modelo na minha vida, vai ficar pior.

A – Pior em que sentido? em que referencia? será que vai ficar pior ou será que você vai se tornar mais livre, e essa liberdade dá medo, mais independente, e essa independência dá medo, mais integra, e essa integridade dá medo. É como se você estivesse na beira de um abismo e alguém dissesse, salte!, e você só soubesse que ia se arrebentar lá embaixo, a proposta é, na beira do abismo e alguém dizendo salte, aprenda á voar agora! Mas ainda da tempo, não precisa ser muito radical, a mudança não precisa ser radical, mas é importante ver as diferenças. Se vocês prestarem atenção em como a humanidade mudou, quer seja, nos últimos cinco anos da terra, nos últimos dez anos terrestre, perceba como as pessoas mudaram, como os paradigmas mudaram, perceba o quanto se sofreu antes, por coisas que hoje são aceitas naturalmente.

Eu – Mas eu ainda acredito, posso estar errada, que uma minoria entrou neste processo, porque essas coisas foram meio que desmoronadas, mas as pessoas continuam presas a elas ainda.

R – A maioria sim, mas essa minoria já conseguiu modificar muita coisa. Só que o grande problema é que no plano terreno o tempo é um limitante que nós não temos no plano espiritual, e existe muita pressa, todo mundo acha que vai acontecer uma revolução, o próprio Cristo sofreu por isso porque os seus contemporâneos que dizem que viviam muito próximo dele, que o conheceram, queriam que ele levantasse a mão e transformasse tudo, e não é isso, não é isso que é importante. Ele sabia disso, Ele queria transformar as Almas, Ele queria transformar os desejos, Ele queria apaziguar essas crenças, e não transformar o mundo com um aceno de mão , isso seria injusto, seria como se você pegasse uma criança na pré-escola e desse um diploma universitário a ela, injusto! Então nada vai acontecer de supetão as coisas vão mudando, a humanidade vai evoluindo, aliás se você prestar atenção nem dá mais para dizer que é devagar, as mudanças já estão muito rápidas mas não são todas as pessoas que vão se adaptar as mudanças. Agora é um período de seleção, muitos vão ficar ligados a esse plano, a esse orbe, muitos serão selecionados para outros orbes . Alguns terão que lidar com seu lado animal, com encarnações muito mais instintivas, outros praticamente deixarão de ter corpos físicos pela não necessidade. Isso vem acontecendo a muitos séculos e existem períodos de intensificação e agora é um desses períodos. É como se você estivesse numa escola em um grande período de exames finais, e muitos vão passar, alguns não.

Eu – Então é por isso que..nas aulas que temos aqui sempre disseram que estamos presenciando um momento em que os relacionamentos estão desmoronando, muitos relacionamentos! seria a tomada de consciência dessa carência?

A – Sim, porque a maioria dos relacionamentos são baseados em apego. Veja por exemplo os relacionamentos que aconteceram no clero, os relacionamentos que acontecem nas grandes religiões, todos estão sendo contestados, eles eram baseados na carência e na ameaça, ninguém quer mais isso.

Eu – Me parece que isso está acontecendo em todas as áreas, famílias…

A – Sim! no trabalho, aliás os paradigmas de trabalho vão ser bastante modificados, vocês precisam estar preparados, isso não significa que vai ser horrível isso não significa uma mudança terrível isso significa um período de grandes oportunidades, mas oportunidades para aqueles que se esforçarem,para aqueles que buscarem. O trabalho como vocês conhecem vai ser muito modificado, e os seres humanos vão ter que se preparar para isso, sem tanto planejamento, todos os paradigmas administrativos tem caído por terra.

Eu – É tem dado para perceber, principalmente em empresas familiares, empresas grandes desmoronando…

A – Sim! as empresas que só visam lucro…., ninguém mais deve gerar só lucro, o lucro não é um mal em si, o problema é como você atinge esse lucro! Se você atingir o lucro para o bem e a felicidade geral da empresa e para o bem estar de todos, essa empresa vai ter cada vez mais lucro, mas se você prejudicar e não respeitar as pessoas para obter esse lucro, esse lucro se torna um instrumento da sua perdição, e a culpa não é do dinheiro, o dinheiro é só um instrumento.

Eu – Nos grupos espirituais está acontecendo este mesmo movimento?

A – Sim! Esse movimento é geral, muitas pessoas se aproximarão, muitas outras pessoas se afastarão, justamente por causa desta seleção deste momento, é como se vocês estivessem passando pelas provas finais. Não é um momento de grande mudança no sentido da humanidade, mas sim um momento de reajuste.Como num televisor,você não está mudando de canal, você está melhorando a sintonia do mesmo canal, está sendo colocado numa sintonia mais fina, tirando o chiado, mas não é uma mudança de canal como muitos tem pregado. Os que pregam isso continuam gritando isso, são os que se chamam de gralhas do apocalipse, e isso vem desde antes de Cristo.

Eu – Estão sempre arrumando uma data para o final dos tempos?

A – E geralmente eles tem a solução para isso, isso existe.

Eu – Agora eu vou fazer uma pergunta que eu fico preocupada as vezes, hoje estamos aqui em três pessoas para ter essa aula. Para vocês se deslocarem, não sei como isso funciona, para três pessoas apenas, pretendo levar isso para mais pessoas claro, mas não é ruim para vocês?

A – Ruim porque?

Eu – Poxa! se precisamos tanto deste aprendizado, e apenas nós três!

A – Se vocês três ouvirem isso, fecharem seus ouvidos e isso não mudar nada nas suas vidas, houve perda de tempo, mas nós estudamos, foi bom para nós sem dúvida, nós somos um grupo muito grande, não se iluda, então esse grupo se reunindo, estudou e isso trouxe um beneficio incrível. Vocês também não estão sós ,existem vários outros espíritos aqui presentes que não são membros do nosso grupo, mas que vem também aprender. Mas cada um de vocês pode se tornar um agente de multiplicação, só de você escrever isso e colocar num meio eletrônico como chamam, acabou o problema. Se você vir as canalizações daquele livro “As Cartas de Cristo´´foram feitas para uma pessoa só.

Eu – Sim ! tantas pessoas leem esse livro, tem estudos usando o livro também. É bonito saber que um tema abordado aqui por nós, nosso grupo, possa movimentar um grupo bem maior numa outra dimensão, isso fortalece a minha fé, dando forças para continuar.

A – E movimenta de uma forma muito benéfica, porque muitas vezes nós não percebemos todas as nuances dos sofrimentos e dos anseios que ocorrem na terra, e nós precisamos dessas informações inclusive para poder auxiliar nesse período no planeta, senão vai ser como acontece com os seus políticos que fazem projetos sem saber qual o anseio das pessoas que receberão esses projetos. E nós não queremos fazer projetos com os nossos conhecimentos, nós queremos fazer projetos importantes para as pessoas que os receberão.

Eu – Certo!

A – E o número é tão relativo, nada está errado, tudo está certo, se for para três é porque tinha que ser para três vai chegar o dia que talvez seja para um só, talvez seja um teste para este, um teste para sua esperteza, para sua capacidade de comunicação, não se preocupe está tudo certo.

Eu – Voltando ao tema da carência. É ela que faz com que os relacionamentos acabem se tornando violentos?

A – Nem sempre só pela carência muitas vezes pelas crenças, bastante deletérias, e a violência num relacionamento é muito relativo, você sabe disso. Nós temos que sair urgentemente dos papéis de vitimas e vilão. O texto de hoje (O CISCO E A TRAVE NO OLHO- pg 130- O orgulho e a caridade) falou exatamente sobre isso, é muito mais fácil olhar o cisco no olho do outro, do que a trave diante do seu nariz.

Eu – O que eu estou entendendo é assim, os movimentos que existem nos relacionamentos, são necessários depende de como se lida com isso. Ex; um casa lem que um é mais agressivo, mais explosivo, isso é necessário para que se aprenda a desenvolver uma harmonia sem que um entre no papel da vitima?

A – Sim, não existem vitimas nem vilões, existem só relacionamentos, e cada relacionamento vem para trazer um ensinamento, é uma visão muito estreita, essa visão dos vilões e das vitimas.

Eu – Mesmo que isso leve a um acontecimento, uma situação mais séria?

A – O que é uma situação mais séria ? um assassinato?

Eu – É vamos por ai, vai que acontece um assassinato!

A – Uma vida de setenta, oitenta, noventa, cem anos dividida pelo infinito (vamos usar a matemática: quanto é um numero dividido pelo infinito, mesmo que ele seja imenso, o resultado vai ser zero). O que acontece é, que os encarnados acabam valorizando pequenos episódios, e que significam tão pouco.

Eu – Então não vai existir harmonia nunca nos relacionamentos?

A – Sim, existe harmonia em relacionamentos, quando dois seres humanos íntegros se encontram para celebrar. Quando seres que estão carentes se encontram para suprir suas necessidades, não! Porque nem um deles se permite ser integro, a relação se baseia em parasitismo. Se o relacionamento estiver baseado em amor e não em apego, ai sim! Existem muitos relacionamentos assim, e não só relacionamentos afetivos, como relacionamentos de trabalho, de amizade, já existem! Muitos.

Eu- É!, porque se estamos na lei da causa e efeito, se você atrai o agressivo é porque você tem a agressividade em você, se atrair o acomodado…, ai você tem que usar essa relação para trabalhar isso também?

A – Sim, você pediu isso para si mesmo, na maioria das vezes você não atrai, você pede, você foi buscar. Não há vitimas.

Eu – É!, entendendo assim, não há vitimas mesmo, é que se vende a todo momento essa condição da vitima em toda mídia, e isso se torna mais forte.

A – Sim, sim, e as pessoas que aceitam isso acabam se sentindo assim. São mulheres que acham que os homens são violentos sempre, e vão assim criando generalizações horríveis.

Eu – Ai então nós saímos do conceito, mulher sexo frágil. Eu nunca aceitei isso como verdade, sabia!. Acho que tem muitas mulheres por ai que são piores, mais grosseiras e agressivas que homens.

A – Na verdade na maioria das vezes as chamadas mulheres frágeis produzem filhos extremamente agressivos, e nem elas são tão frágeis e nem eles são tão fortes. É para suprir as carências das mães que eles, filhos, se tornam assim, se manifestam com toda a agressividade que elas não tiveram a coragem de manifestar.

Eu – Interessante isso!.

A – Não existem fragilidades, óbvio que existem diferenças físicas entre corpos masculino e femininos, isso é necessário ainda, para que espíritos possam viver experiências um pouco diferentes, mas, não existem fragilidades, não existe vitima, nem homens são vilões, nem mulheres são vitimas. Porque seria uma generalização absurda.

Eu – Sim fazendo essa analogia da causa e efeito, e a lei da atração, realmente. Nossa!! nós entramos automaticamente num ritmo em que se perdeu a referencia da realidade com as leis naturais.

A – Sim, a sociedade tem feito isso com esse problema que você citou do gêner,o mulheres tem perdido todas as qualidades que deveriam manifestar , e homens também. Homens deixam de ser protetores, deixam de ser provedores e se tornam parasitas, e mulheres deixam de ser acolhedoras, deixam de ser cuidadoras e se tornam agressivas, e perdem a referencia, se desequilibram.

Eu – É realmente perdeu-se o ritmo natural.

A – Sim, e muito mais, se você se aprofundar vai perceber que se perdeu a referencia em nome de um materialismo extremamente arraigado. Mulheres precisam de sucesso profissional, se tornam competitivas, e se tornam mais masculinas que muitos homens, nas atitudes, não na sua manifestação de sexualidade. Não temos ninguém cooperando, temos sim muita COMPETIÇÃO.

Eu -Competição né.

A -É, o ser humano foi preparado para COOPERAR, e não para COMPETIR.

Eu – E na evolução dessa condição, vamos assim chamar, acho que estamos no pico desse desequilíbrio, estou errada?

A – Todo incomodo é necessário para gerar um reajuste, se ninguém nunca tivesse se incomodado, os espíritos estariam ainda na erraticidade sem atitude, sem atividade .Então todo incomodo vem para mostrar a necessidade de uma evolução. Inicialmente talvez ela se manifeste mais no ponto de vista material, depois ela se torna mais moral, e depois ela se torna mais espiritual. Se você for estudar os livros espíritas de Kardec, ele fala que dessa necessidade dessa evolução material levando a evolução moral, mas ele ainda não tinha entendido naquela momento a evolução espiritual. Existia uma confusão entre a evolução moral e a evolução espiritual, elas são um pouco diferentes

Eu – E nesse momento está se dividindo a evolução moral e a espiritual?

A – Sim! sim.

Eu – Então existe esperança, vamos assim dizer, não muito rápido, mas a humanidade neste momento está num ponto muito importante dessa nova consciência?.

A – Sim talvez daqui a algum tempo esse planeta seja designado para ser colonizado por seres menos evoluídos.

Eu – Menos evoluídos?

A – Ou mais evoluídos. Isso vai depender dos lideres. Pode ser que os seres mais evoluídos desse planeta sejam levados para outra orbe, e esse planeta volte a ser um planeta de expiações.

Eu – Expiações!

A – Sim, vamos ver, numa sala de aula, depois de uma grande prova em que se tem alunos aprovados, e alguns reprovados, talvez aquela sala seja usada para uma quinta série num ano seguinte, e, talvez ela vá para uma primeira série, o planeta é assim também. Ele tem um ritmo de evolução, mas ele também pode ser utilizado para ser dos menos evoluídos.

Eu – Eu sempre tive uma duvida e gostaria de perguntar. Se nós somos uma centelha Divina para que tudo isso?

A – Principalmente para aprendizado, para que essa centelha Divina possa caminhar um pouco mais, e a dificuldade é se reconhecer a centelha Divina no outro, principalmente cuidado para não interpretar tudo isso como se fosse um brinquedo de um adolescente Mas é toda uma orquestração extremamente bem delineada para que todos esses espíritos criados com muito amor, que ainda são individualidade se tornem um com o todo. É como se fosse dentro de você, desenvolver atividades diferentes, cada um de vocês cada um de nós vai buscar uma coisa para se tornar novamente o todo, não como castigo nem como sofrimento, mas para realimentar esse todo que não evolui, e a evolução é necessária para essas centelhas que se separaram do todo, mas quando elas voltam para o todo acaba….mas não é o fim.

Eu – Então com tudo isso, o sofrimento, por exemplo quando perco alguém da família, o sofrimento….isso não tem que existir?

A – Primeiro como alguém pode sofrer por perder alguém que nunca teve?quem é dono de quem?

Eu – Sim mas a gente tem filhos, a gente tem mãe, tem um monte de coisas.

A – Apego !!

Eu – Apego! Meu Deus!

A – Quem morre? ninguém morre.

Eu – A gente se separa, né?

A – Ai vem,… eu passei trinta anos…que são trinta anos?, novamente a matemática já explica, trinta dividido pelo infinito é zero, não da para ser alguma coisa, é zero. É difícil entender essa vacuidade do infinito quando se está preso no tempo e espaço por esse costume da encarnação, mas o tempo e o espaço são ilusórios.

Eu – É interessante! Mas se alguém agir diante de uma perda, ou uma doença, e tratar isso de uma maneira natural vai ser considerado frio, indiferente, e isso gera uma culpa.

A – Então não foi encarado de maneira natural! Que se fosse natural não geraria culpa a qualquer crítica. Ainda é apego, e é necessário olhar para esse apego.

Eu – Enquanto estivermos preocupados com a opinião do outro nós estamos no apego?

A – Com certeza é apego.

Eu -Alguém do grupo quer fazer perguntas?

Integrante do grupo – A carência afetiva e a carência de uma necessidade física alimentar residir, é diferente da carência afetiva, o vazio, com o passar fome, a fome é considerada carência vamos assim dizer.

A – É que na realidade é um problema do léxico da palavra, mas a maioria das pessoas acaba desenvolvendo carência não do alimento necessário porque a maioria dos espíritos encarnados já não sabe mais qual é o alimento necessário a quantidade de alimento necessária, ai sim, passa a ser carência quando eu não tenho a necessidade, e, crio a necessidade de ter caviar no jantar, quando crio a necessidade de morar numa cobertura, numa região extremamente valorizada, isso não é mais necessidade, isso é carência afetiva também, e ai elas são a mesma coisa. E a carência em suma ela é a antítese da gratidão.

Eu – Então uma pessoa muito carente não tem gratidão?

A – Ela não reconhece o que ela tem, e ela se fixa no que ela gostaria de ter,e ela cria a carência.

Eu – Ela busca a necessidade do ego?

A – Não é nem necessidade, ela busca suprir mais o ego ela busca se diferenciar, ser melhor,porque essa é a competição que tem sido estimulada, que você trabalhe muito, que você seja um empresario de sucesso, que você crie muita riqueza quando na realidade deveria ser cooperação, e é isso que vai mudar o paradigma do emprego, do trabalho, dos relacionamentos. Relacionamentos de pessoas que se completam vão por água abaixo.

P – Quer dizer que um relacionamento nesta condição, de pessoas que se completam não é o correto?

A – Só podem se amar, duas pessoas inteiras que celebrem juntas.

Eu – Que não precisam de complemento nenhum?

A – Exatamente!

Eu – Eu não preciso que você me complemente em nada, nem eu preciso complementar nada em você, eu sou inteira, você é inteiro

A – Sim, e que não precisem um do outro, mas que pode celebrar o encontro, e que sabem que se o encontro acabar, continuem celebrando.Isso não significa ser fútil ! Isso significa simplesmente libertar o outro. Porque quem ama quer que o outro seja feliz, não quer que o outro fique embaixo das suas asas.

A – Um aqui do nosso grupo pede que eu fale que a carência não tem nada a ver com a área de nascimento, da economia, da cultura ou da educação. Ela tem muito mais influência do olhar, da capacidade de se auto analisar de se auto olhar, e da capacidade de se auto respeitar. O respeito já foi enfocado antes, e quem não se auto respeita, não pode respeitar o outro. Jesus disse“Amai ao próximo como a ti Mesmo´´se você não se amar, você vai dar uma porcaria para o próximo.

Eu – Vamos encerrando, com muita gratidão.

A – Nós vamos agradecendo, o grupo é bastante grande mesmo, nossas irmãs que já se manifestaram, Yoshdara, e a outra irmã da aula anterior que prefere não dar nome, agradecem mais uma vez e dizem que vão continuar sempre acompanhando esse grupo, e fazendo com que a energia seja cada vez melhor, mas cuidado também para não ficarem segurando as energias mais pesadas, deixem que elas se vão, isso também as vezes também é apego.

Eu – Nossa gratidão é imensa,cada momento desse vale como uma vida de aprendizado para cada um de nós, e até a próxima semana.

A – O tempo aqui é muito diferente do tempo ai, e para nós é muito relativo, para nós é como se nós continuássemos a conversa , para nós, nós continuamos aqui reunidos.

Eu – Então basta estarmos presentes em intenção aqui?

A – Presentes em intenção, e mais do que isso, presentes em integralidade. Que as pessoas não venham até aqui pensando nos seus afazeres, nas listas de compras, que possam estar inteiras aqui, isso nos facilita também.

Eu – Então muito obrigada, e até agora, já que não existe o tempo.

A – O tempo é relativo, não se preocupe.

14jun

Grupo de estudos do dia 08/04/013

O assunto abordado por uma pessoa que passou por atendimento na quinta-feira, dia 04, foi a MAGOA. Passamos o tema para os mentores que acompanham os atendimentos da Fraternidade Cristais de Luz e, então tivemos esta aula maravilhosa.

Nesta aula vou usar as respostas com a letra A, de Asthar.

O capitulo do evangelho foi o de número 15 – A Riqueza e a Miséria – Provas da Riqueza e da Miséria. Pg.191

Informação do sensitivo – Comunicou que os fiéis da Nossa Senhora dos Negros estão presentes, que eles vão participar desse momento de aprendizado e também fazem um contraponto energético para o nosso plano material. Explicam que a função deles no nosso trabalho é para que a sintonia energética do trabalho aconteça da forma mais tranquila e eficiente possível. Eles vão permanecer calados, mas fazendo esse contraponto energético. Quem se apresenta é uma energia masculina que vai dar o nome de Asthar para brincar com a gente, por causa do comando Estelar, prefere ser chamado assim. Ele diz que realmente aconteceu assim; enquanto a gente ia fazendo a prece, eu (sensitivo) fui bombardeado por muitas imagens. E eram imagens de adultos protegendo crianças, de homens sendo violento com mulheres, de mulheres sendo violentas, de alguém fugindo… É importante ver que nada que nos acontece é por acaso, e quando nós estamos prontos para perceber isso, a MAGOA passa a ser desnecessária, e passa a ser muito mais um mimo do que qualquer outra coisa. É quando nós percebemos que não existem mais vitimas nem vilões, quando em cada uma destas histórias que foram mostradas, estavam envolvidos os mesmos espíritos em tempos diferentes. E cada um de nós traz em si muitas dessas histórias, e que num momento se desempenha um papel, e noutro momento ou numa vida seguinte ou não necessariamente encadeadas uma depois da outra, mas influenciando a que se desempenhou o papel contrário. E o que nós precisamos é que não mais os antigos escravos queiram ser senhores, e não mais os antigos senhores precisem se punir sendo escravos, mas que ambos passem a caminhar juntos, e a magoa é uma das coisas que mais impedem essa caminhada, porque a magoa isola e separa.

Eu – Então é uma continuidade da aula anterior, porque nós encerramos a aula neste ponto, a agressividade dos homens contra as mulheres, e as mulheres vítimas, homens vilões… E que isso não existe?

A – E vice- versa. Na verdade o que foi mostrado aqui através dessas imagens é dos mesmos espíritos, em tempos diferentes. Então só para mostrar que a magoa é absolutamente irreal, se hoje eu me vejo como vitima talvez eu precise abandonar esse papel porque com certeza eu já fui um vilão, o contrário, o contra ponto disso, e mesmo nesta encarnação ninguém é linear, para alguns, para uns eu vou ser herói, para outros eu vou ser vilão. Então isso é muito importante, que nós percebamos que cada um de nós traz em si ser tudo isso que já desempenhamos em vidas passadas, e mesmo neste papel muitos antagônicos. Então quem teria o direito de se magoar se já magoou muito?

Eu – Então quer dizer que enquanto não terminarem esses sentimentos de magoa, de vítima, tudo isso que o ser humano é muito suscetível, não termina a lei de causa e efeito? E as encarnações, elas vão sempre trazendo essa contra partida para você ir se desfazendo disso?

A – Mais do que esses sentimentos, existem também os sentimentos no polo contrário, que são os sentimentos de culpa, de necessidade de castigo, isso também não ajuda em nada, e só se separam o culpado, isola o magoado e se isola. Por isso a importância de que essas coisas não sejam mais tão cultuadas pela sociedade, porque a sociedade também vem cultuando principalmente o magoado. Muitas pessoas começaram a se magoar só para serem consideradas normais, sem necessidade nenhuma.

Eu – Como? Ela se coloca no papel de magoada só para ser percebida, ter atenções?

A – Numa linguagem bem coloquial dos seus jovens encarnados, para muitos grupos ser magoados é Fashion. A mágoa é um drama de controle, e nós temos vários dramas de controle. Quando eu uso um drama de controle, o que eu estou tentando fazer é roubar energia do outro, eu estou tentando sugar o outro.

Eu – Então é o vampirismo?

A – Exatamente. Várias são as formas do drama de controle. Podem usar o drama de controle do agressivo, do autoritário, posso usar o drama de controle do indiferente, que muita gente acha superior, mas que não tem nada de superior. Só é um drama de controle, o drama de controle do magoado, do vitima, do pobrezinho, drama de controle do coitadinho que nem se magoa, é o bonzinho com todo mundo. Todos esses estão querendo controlar os outros.

Eu – Então quer dizer que quando eu sou agressivo com o outro eu estou no comando de controle porque eu quero que o outro se prenda em mim na magoa, para que eu possa ter essa energia me alimentando?

A – É uma das formas, porque se ela não der certo, eu mudo o meu drama de controle.

Eu – Ai eu vou para o papel da aceitação, você é isso, você é aquilo…

A – Sim! Ou da indiferença.

A – Porque se eu tento ser agressivo com você e isso não te controla, talvez você vá para a indiferença ou para o magoado. Ou seja, o drama de controle que eu uso vai depender da sua resposta, então a sua responsabilidade também é grande nisso porque você me ajudou a escolher o drama de controle.

Eu – Então eu necessito disso, para me deixar ser conduzido?

A – Exatamente!!

Eu – Então estamos na lei da atração? O outro vai atacar dentro da condição que você necessita para estar nessa troca vampiresca?

A – Sim, tentativa e erro, ou chave e fechadura, eu vou tentar achar varias chaves que se encaixam na sua fechadura, até que eu ache o seu drama de controle.

Eu – Nossa! Mas isso é muito sério?

A – Mas é muito fácil de ver, pense nas pessoas que você conhece, encarnados ou desencarnados.

Eu – Sim! E na gente mesmo, né?

A – É…, espelho também funciona.

Eu – É…, faço sempre uma avaliação dentro da minha conduta, e o que vejo é que estamos sempre dentro desse jogo.

A – O drama de controle só significa que eu me tornei incapaz de fornecer amor, porque quando eu forneço amor, eu recebo amor. E eu não preciso controlar nada, eu liberto. Agora quando eu uso um drama de controle, eu estou incapacitado de gerar amor. E ai, eu tenho que roubar energia do outro. E nós podemos todos, encarnados e desencarnados, nos negarmos a participar dos dramas de controle, e começarmos a perceber, analisando em que momento eu estou tentando usar um desses dramas, e abandoná-los, parar.

Eu – Hoje a própria medicina comprova que a magoa causa câncer, e nós que trabalhamos diretamente com as pessoas, vivenciamos o quanto as pessoas se sentem magoadas. São magoas que se tornam muito difíceis de serem trabalhadas num processo terapêutico, porque elas não aceitam entender, gostam de permanecer no coitado (a). Como acionar dentro dessa pessoa um ponto onde ela possa ver o provedor disso e acordar?

A – Muitas vezes ela vai ver através de um câncer.

Eu – Que resposta! …esse câncer vai ser o detonador desse acorda para a vida?

A – Exatamente, ou talvez até uma morte! E o que é uma morte frente a eternidade?

Eu – Essa pessoa após desencarne vai para essa consciência?

A – Nem sempre. O desencarne não é mágico, o desencarne é só como trocar de roupa, e nem sempre quando você troca de roupa você tem uma visão perfeita. Se você tirar os seus óculos ou essa sua roupa agora e colocar um vestido vermelho, você vai enxergar melhor, porque vestiu um vestido vermelho?

Eu – Não, é claro que não!

A – O desencarne é a mesma coisa, não me traz uma nova consciência, só faz com que eu me vista diferente.

Eu – Então a solução é uma nova encarnação…

A – Não só uma nova encarnação, o fato é que muita gente acha que só por ter desencarnado todo conhecimento já vem e isso não é verdade. Durante o período entre uma vida encarnada e outra vida encarnada, ninguém fica só brincando, ou só descansando. Existem muitos trabalhos a serem realizados, existem muitos aprendizados, e inclusive a possibilidade de revisão de muitas coisas que acontecem, e de reconhecimento, porque só reconhece quem já conhece. Então muitas vezes é necessário reconhecimento de uma coisa que a gente já viveu. E nesse período isso pode ser feito, sim.

Eu – Então no período entre vidas, nós podemos usar esse conhecimento, esse aprendizado para liberar esse estado que nós levamos quando desencarnamos?

A – Sim, inclusive para planejar uma nova encarnação, se ela for necessária, nesse ou em outro plano.

Eu – Mas essa próxima encarnação vai ter a nuance dessa magoa, mesmo que a pessoa tenha tido essa consciência, ela vem com essa ressonância na encarnação seguinte?

A – Depende do grau que ela teve de consciência! Uma coisa é eu saber, pense em você! Tem muita coisa que você já sabe.

Eu – É! E eu fico ai né! Patinando.

A – Exatamente! Pense em alguém que fuma, você pensa que alguém que fuma tem dúvidas que o cigarro faz mal, tem todo conhecimento, mas fuma.

Eu – Sim, é verdade.

A – Só o fato de ter conhecimento não adianta nada. É preciso de ações onde eu possa modificar, é algo muito maior que conhecimento.

Eu – Então quer dizer que quando nós estamos naquele sentimento de magoa, que a gente se sente o pior dos piores, se achado desvalorizado porque a magoa leva a essa desvalorização, nós estamos num sentimento totalmente vampiresco.

A – Vampiresco em vários pontos de vista , porque você pode estar se deixando ser vampirizado pelo outro. Você não está sendo só o vampiro, mas você esta numa energia vampiresca. É como se eu fosse um morcego e desse o meu braço para o outro beber o meu sangue. Tem gente que se sente bem em fazer isso.

Eu – Se você estiver lidando com uma situação com amor, não vai entrar num estado desse, é obvio.

A – Nunca! Porque o AMOR liberta, o AMOR alimenta. “Amor” – cuidado com as varias conotações que são dadas para essa palavra na língua de vocês.

Eu – A partir do momento em que eu passo por uma agressão, por exemplo, se a pessoa é agressiva comigo, falando alto, grosseiramente, eu posso, no ato, neutralizar esse sentimento e o outro deixar de ter esse poder sobre mim?

A- Sim, Você só não pode querer modificar o outro.

Eu – Então nem toda a agressividade que nós recebemos tem a ver conosco. Pode vir agressividade que não tem a ver conosco, e mesmo assim podemos neutralizá-la?

A-E mesmo se tiver a ver com você, você só pode neutralizar o que você recebe. Você não pode neutralizar o que é do outro, porque muita gente quer ser mágico, quando o outro começa a gritar quer olhar, fazer uma oração, e fazer o outro se tornar uma tartaruguinha, isso não é verdade. O que eu posso é ver o que eu aceito do outro, o que aquilo me faz sofrer ou não. Eu escolho sofrer ou não. Mas nós teimamos em modificar o outro, eu quero explicar para o outro, não quero admitir o que ele está dizendo, eu quero que ele entenda, eu quero que ele se modifique, eu quero que ele aja de uma forma, ou de outra forma, porque eu acho certo. A única coisa que eu posso fazer é neutralizar o que eu recebo, não o que ele (ou ela) dá.

Eu – Sim, como já comentamos na aula passada muitas vezes as mulheres conseguem ser muito mais agressivas que os homens.

A – Com outras armas!

Eu – Sim, com outras armas.

A – Mesmo a magoa, se eu me magoo pelo que alguém me fez, ou pelo que alguns me disseram, é porque isso ressoa em mim, e eu preciso olhar para mim, e, não para o outro. A maioria das pessoas quer mudar o outro. Se o outro não me trata bem, acho que eu preciso mudá-lo. Não, o que eu preciso é mudar o que eu sinto. Isso não significa também que por isso, porque o amor neutraliza isso, é preciso eu estar o tempo todo com esse outro, se ele continua agressivo, não sou eu que preciso, ele vai ter que se enquadrar, e muitas vezes o AMOR significa se afastar.

Eu- Então muitas vezes a solução é usar essa “amorosidade” para o afastamento?

A – Porque o AMOR liberta, o AMOR nunca prende. POBRE DAQUELE QUE ACHAR QUE VAI MODIFICAR O OUTRO.

Eu – Você diz: – O amor liberta!

A – Sempre!

Eu – Vamos falar sobre um casal numa condição dessas, um deixa o outro e entra no sofrimento, ela não está no Amor?

A – Não.

Eu – Se você AMA você não sofre, nem por ter deixado?

A – Não!

Eu- Caramba!! Mas e a falta que o outro vai fazer?

A – Isso é apego, não é AMOR. Amar é querer que o outro esteja feliz. Só!!

Eu – E quando você está completo você não tem apego e não vai sofrer? Isso é bem complicado.

A – Muitas vezes eu preciso deixar ir.

Eu – Muitas vezes eu preciso deixar ir.

A – Deixar ir é Amor, muitos dos iluminados que vocês consideram aqui, só o foram porque teve outros que o deixaram ir. Se Jesus tivesse tido uma mãe apegada, que o colocasse por debaixo da sua saia o tempo todo, ele provavelmente iria ser um menino mimado, e não um mestre. Se Buda tivesse uma esposa apegada, que não o estimulasse a sair, porque seus pais o mimavam, ele seria só mais um reizinho. Sua esposa o colocou pra fora, sua esposa o ajudou a fugir para conhecer o mundo, e ela sabia que ele não iria com ela, ou que ela não iria com ele, que ele iria só, e ele permitiu tudo por AMOR. Maria estimulou Jesus a ir, com AMOR, respeitou suas escolhas, por AMOR. Maomé, o mercador, tinha uma esposa chamada Radisha que era mais velha, tinha uma filha chamada Fátima. E essa esposa muitas vezes o deixou ir, muitas vezes o estimulou a ir buscar os seus sonhos que ele dizia ser com o Arcanjo Gabriel. E ela só ficava em preces, pedindo para que ele estivesse bem e não para que ele voltasse para ela, mas que ele encontrasse o seu destino. Isso é AMOR! Quantos outros, por falta desse contato acabaram se perdendo e poderiam se iluminar? Por terem encontrado seres apegados no seu caminho, e se entregarem ao apego… E quantos de nós, ainda por apego, não impedimos que seres com todo potencial de serem iluminados sigam seu caminho?.

Eu – Sim, fazendo essa avaliação! Existem situações de apegos muito severas.

A – Sim, o apego gera magoa, o apego é a mãe da magoa.

Eu – Realmente! Se o outro se liberta sozinho vou-me sentir magoado.

A – E muitas vezes eu uso a magoa para controlar o outro, por apego.

Eu – Inclusive, além de segurar o outro, ainda gera a culpa, não?

A – Exatamente! Gerar culpa no outro para que ele fique paralisado, e não siga o seu caminho, principalmente quando eu percebo que o caminho do outro não me inclui.

Eu – Isso acontece em todos os tipos de relação?

A – Até com seu cachorrinho, com o passarinho.

Pergunta de um integrante do grupo – Quando uma pessoa magoa o outro, é proposital, ocorre espontâneo, ou um descuido?

A – Ninguém magoa ninguém, eu me magoo com o que o outro fez. Quem controla sou eu, sempre, ninguém é capaz de magoar ninguém.

Eu – Você se deixa magoar? Seria isso?

A – Sim! Sim.

Eu – O outro pode ate não ter a intenção? Você se deixa magoar.

Pergunta de outra integrante do grupo – Eu queria saber as diferenças entre, magoa, rancor e ressentimento?

A – Elas são muito parecidas, a magoa é um pouco mais mimada, a magoa é um pouco mais romântica. Se faz o papel da vítima, o rancor tem ódio envolvido, o rancor é o vingativo, e o ressentimento é o olhar para o passado o tempo todo, então o ressentimento é a ausência do perdão. Não sei se ficou claro.

Eu – Sim, porque se você está ressentido foi algo que fizeram? Pois ressentir é sentir de novo.

A – Se você já sentiu uma vez, você quer sentir de novo, gostou?

Eu – E então não perdoou?

A – Exato. E gostou disso, é confortável! Sentir não é suficiente, você quer ressentir!! E quando eu ressinto, eu fico no passado, e ai inclusive, eu me impeço de viver plenamente o presente.

Outra questão de um membro do grupo – O que eu entendi também, é que quando a pessoa magoa o outro, e se o magoado decidir sentir assim: isso não tem importância na minha vida, eu não sou isso, ele automaticamente neutraliza essa energia, seria isto?

A – Não necessariamente tão simples, eu não posso usar só uma palavrinha, eu preciso realmente sair dessa energia, é um pouco mais complexo, do que só usar uma frase, mas eu é que escolho ficar magoado, ou não. Existem histórias muito drásticas de pessoas que foram torturadas, inclusive fizeram a passagem de forma violenta e que não se magoaram com isso. Mais uma vez vamos citar Jesus. Se Ele tivesse ficado magoado pelo que lhe fizeram na cruz, que seria dele hoje? E ele foi morto, torturado. Alguém acha que ele se magoou com isso?

Eu – Você disse “uma simples frase não resolve”, então seria sentir isso, é preciso que esteja não na sua mente, mas no seu cardíaco, no seu SENTIR?

A – Exatamente como o fumante, quando ele sentir que aquilo lhe faz mal, ele para, enquanto ele só sabe, ele continua fumando.

Eu – Quando, por exemplo, ele fica com um problema pulmonar?

A – Não exatamente, esse é o problema, não significa sentir, isso significa sofrer as consequências, que é muito diferente, mas quando ele sentir que aquilo não lhe faz bem, mesmo que ele não tenha nem um problema, ele vai parar, mas enquanto ele só souber, não vai adiantar nada.

Eu – Por isso que o AMOR supera tudo isso, porque ele é um sentimento, se não sentir, não adianta nada, você não vai treinar AMAR.

A – Existe muita gente, tanto encarnada quanto desencarnada, que consegue dizer que ama, mas que não consegue AMAR de verdade, isso é muito comum.

Eu – Isso a gente vê no dia a dia, de monte. Eu amo, eu amo, mas amar que é bom… Então continua aquela mesma realidade: é no agir e no sentir que estão as verdades. Falar e pensar, não adianta?

A – Você já matou a sua fome com algum cardápio? Quando você está com fome não adianta ler o cardápio. É interessante que você tenha comida.

Mas eu quero insistir, que se percebam os dramas de controle, só usa o drama de controle quem precisa roubar energia do outro, e muitas vezes esses dramas são difíceis de perceber. Não existem vitimas e vilões, mas existem pessoas agressivas e pessoas que querem ser agredidas. Isso só para dar um exemplo. Os dramas de controle sempre são um encontro de uma chave com uma fechadura perfeita, e é importante que isso se modifique, é importante que cada um de nós perceba como gerar sua própria energia sem precisar controlar os outros. E ai vocês não terão mais necessidade do controle, do autoritarismo, da violência, da corrupção, do roubo.

E u – Então quer dizer, por exemplo: numa família, se eu me sinto magoada com uma atitude de um filho, se eu chegar nesse filho e expuser a causa da magoa, isso então não vai adiantar de nada?

A – Não é bem assim, você faça a sua parte, isso não quer dizer que isso não vai adiantar de nada, só quer dizer que você faz a sua parte e o outro vai ter que fazer a dele. Não tente modificar o outro. Você vai expor como você se sentiu, assim ou assado, sem esperar, isto é, exigir, como o outro vai encarar isso…

Eu – Mas ele também vai expor como ele se sente com isso.

A – Que bom se ele se expuser, na maioria das vezes, isso não acontece.

Eu – Por exemplo, se o outro me devolve mostrando o ponto onde eu magoei, na certa vai mexer de novo com esses sentimentos. É a hora de avaliar isso?

A – É hora de abandonar o drama de controle, de eu parar de ser um coitadinho que sofre com aquele ser violento, e simplesmente desistir disso. Por que eu continuo atrás daquele ser violento?

Uma vez um sábio contou a história de uma menina que ficava o dia todo atrás dos meninos de uma comunidade. E eles batiam nela, e ela vinha e reclamava. No outro dia, ela novamente ia atrás dos meninos e apanhava de novo. E ela vinha e reclamava novamente. E ai o sábio tinha dado dois alertas nos meninos. Quando um deles falou: ela não larga do nosso pé, ela nos incomoda. E o sábio pediu que a menina parasse. Foi o único jeito de ela parar de apanhar. Pense em quantas vezes nós vamos atrás do que nos faz sofrer?

Eu – Isso tem a ver com a valorização do sofrimento, que nós humanos cultivamos, o sofrimento auto-imposto, ou tem a ver com essa alma que precisa aprender a se desprender disso?

A – As duas coisas, tanto o cultivo social, pois sua mãe te dá mais atenção quando você está doente, no dia a dia ela não tem muito tempo de ficar dando atenção, mas quando você esta doente ela se sente culpada, e ai o pobrezinho tem atenção. Então sempre que eu estiver sofrendo, eu tenho atenção e isso continua na vida adulta. Eu me faço de vítima e tenho atenção, delícia. E o que vem desse passado, o que vem de toda uma era de culto a dor, de culto ao sofrimento? Isso ainda é muito cultuado, as pessoas sempre se preocupam mais com a crucificação de Jesus do que com o que ele falou. E ele só foi mais um crucificado naquele dia. No dia seguinte poderia ter sido cinco, e no dia seguinte mais alguns… E o que ele falou é que era importante… Mas as pessoas só se lembram da cruz.

Eu – É.., realmente valoriza-se muito a crucificação de Jesus cristo, principalmente nesse final de era na qual se deveria ir para uma nova concepção.

A – E o pior é que as pessoas ainda acham que ele fez isso para salva-las.

Eu – Sim, a gente já nasce com culpa, vendo aquela imagem, aquela coroa e ele todo ensanguentado. Já nascemos com a culpa de que esse sofrimento foi para nos salvar. Isso é horrível!

A – Sim por sua culpa, porque você pecou. Na realidade, a crucificação foi uma forma de mostrar que nem aquilo era importante, que não precisava se magoar. E não ser visto como uma forma de redimir a humanidade. Foi uma forma de ele mostrar para a humanidade, o caminho, o caminho do não sofrimento. Quando eu decido não sofrer, eu não sofro.

Eu – Foi tudo entendido errado, usado erradamente, para crucificar a humanidade, não?

A – Sim, e para valorizar o sofrimento.

Pergunta de um dos integrantes do grupo; No ensino da Hipinologia, quando a pessoa magoada sofre muito, nós o hipnotizamos, e então falamos quando ele está em Alfa, que aquelas ameaças a partir de agora não tem nenhuma importância, não o afeta, não tem nenhum valor, que agora ele ficará forte, seguro, convicto, que isso não tem mais importância, nem mais um efeito sobre ele. A partir daí, a maioria das vezes, a pessoa deixa de se ofender com essas ameaças de ser magoado. O que ocorre em termos de emoção, você pode nos responder?

A – Na maioria das vezes a Hipnose pode auxiliar, mas a pessoa é quem decide. Se ela quiser, ela vai se magoar quinze minutos depois, porque a hipnose não tem o poder de modificá-la, de modificar os seus sentimentos. A Hipnose pode mostrar uma luz, ela aceita ou não, porque ninguém tem o poder sobre o outro. E isso é uma ferramenta para ser utilizada que muitas vezes vai funcionar como doses muito pequenas.

Membro do grupo: Temporário?

A – Muitas vezes nem temporário, se for um depósito de lixo. Muitas vezes é tirar um pequeno saquinho de lixo, agora em alguns casos sim, mas a pessoa pode decidir. É que muitas vezes você está frente a uma pessoa que não vê nenhuma luz, porque quando ela vê uma luz, ela se apega a isso. Você pode fornecer a luz, mas o que ela faz com a luz, é ela quem decide.

Eu – Então isso nos mostra que técnica nenhuma vai funcionar. Se a pessoa não se permitir ninguém consegue mexer?

A – -Não, com certeza.

Eu – E o que faz com que ela se permita, muitas vezes é o desespero?

A – E se for o desespero, ela vai voltar daqui a pouco.

E U – Então vai funcionar temporariamente, e volta ao estado anterior novamente.

Membro do grupo – Então o ideal é que a pessoa entenda, e ela mesma decida superar, é isso?

A – Você não vai conseguir fazer com que ela entenda, através de informações. Informações só sustentam a mente, e a Mente mente.

Eu – A Mente! mente?

A – Se ela não sentir aquilo como sua verdade, ela vai aceitar por alguns minutos, e depois ela volta. Se for só mental, claro que tudo é muito complexo, nós temos que entender a complexidade. Então mais uma vez é importante que nós percebamos o que nós estamos fazendo no dia a dia, se é para controlar alguém ou não. Porque muitas vezes, inclusive o seu sofrimento também é para controlar alguém, então parabéns! Aproveite porque você focou a causa. Se assim for, é claro, porque nem todo sofrimento também é causado pela própria pessoa, que isso fique muito claro. Mas se você está sofrendo para controlar alguém, você é o responsável por isso.

Eu – Você acaba de dizer que nem todo sofrimento é causado pela própria pessoa, esse sofrimento, pode ser causado se nós formos responsáveis pelos nossos atos, por aquilo que nós atraímos. Esse sofrimento pode vir como? Se não for por nós mesmos?

A – Muitas vezes você só está no meio de uma turbulência, você não pode imaginar que todas as pessoas que estavam no avião que caiu estivessem envolvidas com aquela queda. Muitas vezes foi só um acaso, de verdade!

Eu – Mas é justo aquela pessoa estar lá por acaso?

A – Sim, no aprendizado. A gente sempre acha que as coisas são castigo, e elas nem sempre são castigo, e sim oportunidades.

Eu – E essa oportunidade é que essa pessoa que estava naquele avião, sem estar dentro daquela proposta, tem alguma coisa neste aprendizado para usar no passado dela?

A – Sempre!

Eu – Mesmo que não fosse para ela ir através daquele acidente?

A – Mesmo que não fosse para ela ir através daquele acidente.

Eu – Então existe isso? Tem pessoas que estão num acidente, vamos supor, e que não tinham de estar ali? Estavam ali por um acaso mesmo?

A – Sim, por livre arbítrio!

Eu – Que livre arbítrio! O acaso não existe, e ela não sabia!

A – Não existe acaso neste sentido, mas o livre arbítrio e as suas decisões esbarram em outros fatos, em outras linhas de complexidades.

Eu – Exemplo: Eu estou num aeroporto, eu embarco num voo, eu não tenho a ver com aquele voo, com aquele avião que vai espatifar lá na frente. Eu tive algo que me induziu a sair desse voo e, eu fui por teimosia?

A – Às vezes sim! E ai você tem a oportunidade de aprender. Porque se não fosse assim, tudo já estaria escrito, e ai era só acessar esse livro e você já saberia tudo que aconteceria com você. Você que trabalha com a astrologia sabe o quanto existe de escrito, mas também o quanto existe de livre arbítrio. E ai o livre arbítrio sempre vai poder ocasionar fenômenos aleatórios, que não são por acaso no sentido de meras coincidências, mas sempre são oportunidades.

Eu – Isso está confuso para mim, da para dar um exemplo?

A – Da sim. Você tem um voo que vai cair (já que você falou sobre isso). E eu resolvi que eu quero ir justo naquele voo. Várias coisas me induzem a não ir, mas eu continuo teimando. Nada daquilo estava preparado para mim especificamente, mas me foi permitido, porque eu insisti. Foi-me permitido porque é uma oportunidade de aprendizagem. Então, não é o acaso, é uma oportunidade.

Outra integrante do grupo – Então isso quer dizer que eu estou assumindo um risco, porque poderia acontecer alguma coisa com o avião?

A – Sim. Você sempre vai ter que assumir riscos na sua vida, quer encarnado, quer não,

Integrante do grupo – Por mais que tudo tivesse me mostrando para não pegar aquele voo?

A – Mas nem tudo vai te mostrar, porque senão eu diria novamente que tudo estaria escrito, e nem tudo esta escrito. Existem tantas variáveis que nem tudo esta escrito, porque senão nós estaríamos aqui só representando um papel. E isso que está acontecendo aqui seria só uma novela, e cada um de nós seria meros atores, encarnados e desencarnados. E não é assim. Eu posso escolher, sempre, isto é, sempre eu posso escolher.

Eu – Como eu poderia, por exemplo, não estar aqui hoje. Isso pode estar ou não no meu caminho?

A – Agora veja, você poderia escolher estar agora no polo norte, mas se você não tivesse um casaco você iria morrer de frio. É isso que a gente precisa aprender, a lidar com tudo isso. Inclusive com essas coisas que parecem acasos, mas que são oportunidades, porque tudo é muito complexo. E complexo não significa complicado, complexo só significa que eu tenho muitas variáveis envolvidas.

Eu – Então eu não posso dizer que tudo o que eu passo na minha vida encarnada é uma missão?

A – Não, alias muita gente tem perdido muito tempo com essa história de missão.

Eu – Mas isso também vem através da religião, o bendito karma, aceito isso porque é o meu karma.

A – Quando eu aceito que karma deve ser substituído por lei da ação e reação, ai eu tenho que ter ação.

Eu – Um casal cujo marido é alcoólatra, se vê muito isso. A mulher passa uma vida inteira ali sofrendo as consequências daquela situação. Interna o marido, ele sai, volta…

A – Você já começou dizendo um casal Num casal não tem um marido alcoólatra, tem duas pessoas que estão envolvidas naquele alcoolismo, um deles manifesta.

Eu – Eu só queria confirmar.

A – E o que fez essa pessoa ficar tanto tempo aguentando esse alcoólatra?

Eu – A necessidade do alcoolismo.

A – Não necessariamente do alcoolismo, pode ser do comportamento.

Eu – O papel da vitima é um deles.

A – Sim, é tão bom ser vítima.

Eu – A coitada que suporta tudo.

A – Sim, da heroína, olha como sou herói! O herói é sempre uma criança, o herói ainda não cresceu. É isso que a gente precisa aprender.

Eu – Enquanto temos a necessidade de sermos heróis, estamos na infância.

A – Sim, porque o herói não tem medos, o herói se atira de cima do precipício e sabe que não vai morrer. O herói nunca morre, mas o adulto sabe que se atirar do precipício vai morrer e vai ter que assumir as CONSEQUENCIAS. É quando nós saímos dessa história do herói, em que muitos desses casais em que uma das pessoas tem um problema, ou manifesta esse problema do casal, o outro se sente um herói porque suporta aquele ser.

Eu – O que nós estudamos na apometria diz que pode, por exemplo, o alcoolismo de uma pessoa da família se manifestar em uma outra pessoa dessa família, isso é real?

A – Não só o alcoolismo, a gente precisa entender isso. Os nossos índios já sabiam muito disso, e, eles diziam que muitas vezes uma pessoa manifesta o problema de uma tribo toda. Que o resto fica muito satisfeito de que essa pessoa se encarregue dos problemas. E quando isso acontece, ou essa pessoa vai sofrer ou vai fazer os outros sofrerem. E a gente precisa aprender isso: quando um se manifesta, todo o sistema no qual ele está inserido atrai essa energia, e ele muitas vezes por AMOR, manifesta isso para que o outro não precise manifestar. Por um AMOR que ele nem sabe que existe.

Eu – Quer dizer que ele entra num processo de sofrimento, de dor por amor ao outro?

A – Sim, mas um amor que ele não consegue perceber, que ele não consegue raciocinar.

Eu – E é justo isso?

A – Sempre há justiça, porque muitas vezes ele também, graças a isso se autoafirma, então não há injustiça nenhuma. Porque está havendo uma troca. Cuidado com a sua visão de justiça, e com sua visão de um ponto de vista. A maioria dos sofredores está muito feliz em sofrer, e não adianta tentar mudar isso, porque se você tentar mudar, ele vai voltar a sofrer. Como aquela menina que voltava a incomodar os meninos até apanhar, para poder vir chorando para dizer que tinha apanhado.

Eu – O sofrimento fazia bem para ela?

A – Sim, era o que a tornava diferente, e ela recebia atenção graças a isso. Quantas vezes você fez isso?

Eu – Não mostra minhas sombras!

A – Vamos ser genéricos! Quantas vezes cada um de nós encarnados ou desencarnados, fizemos isso? Com os desencarnados isso também acontece. Quantos desencarnados não se colocam como vítimas de outros desencarnados, e fazem maldades em nome dessa vitimização?

Eu – Então levamos essas merrecas para outras dimensões?

A – Sim, até entender.

Eu – Eu vou voltar num assunto no qual eu investi uma expectativa grande. Até que fomos atender o primeiro caso e nos foi dado a informação que não é possível fazer isso. Atender um espírito ainda na gestação. A pessoa dizia no curso de Apometria que eu fiz, que podemos libertar o espírito antes do nascimento, de muitas coisas do seu passado.

A – Primeira coisa, quem precisa de aplauso parece não muito sábio. Segunda coisa, que justiça haveria de um encarnante que ainda não está plenamente encarnado poder resolver seus problemas nesse estado que se assemelha muito ao estado de coma?

Eu – O estado do bebê no útero?

A – Sim. Se você é responsável por tudo o que você decide, e num momento em que você está em coma, alguém decide por você, há justiça? Se você não está em pleno gozo de suas faculdades intelectuais, aqui não mentais, mas intelectuais… O espírito que encarna teve que se moldar a um corpo ainda em preparação. Outra pessoa resolver por ele, isso não é muito parecido com o que se critica nos evangélicos? Ou daquelas pessoas que a partir de um despacho, resolve a vida de alguém? Seria a mesma coisa!

Eu- Inclusive iríamos mexer em coisas escolhidas pelo próprio espírito para…

A – Então quem é o todo poderoso que se sente no direito de fazer uma coisa dessa e desrespeitar o livre arbítrio? Isso é um desrespeito ao livre arbítrio. Porque eu vou pegar a pessoa inclusive quando ela não tem o livre árbitro. Isso talvez seja uma das maiores violências que se possa fazer. Quando esse espírito está no seu maior momento de vulnerabilidade, eu brinco de Deus. Você conhece alguém que brinca de Deus? Aqui deste lado às vezes tem!

Eu – Aqui o que mais nós temos é quem brinca de Deus, resolvem tudo, curam tudo, preveem tudo… É na TV, nos livros, nos atendimentos…

A – E se você olhar para quem brinca de Deus geralmente tem uma segunda intenção. E o pior, é que tem gente ainda comprando pão de açúcar.

Eu – Tem muita gente vendendo e comprando pão de açúcar entre encarnados.

Eu – Parece que estamos cansados. Se tiver algo importante ainda a dizer, para encerrarmos.

A – Mais uma vez quero insistir nos dramas de controle, aprendam. O que eu estou usando com a outra pessoa é AMOR, ou é uma tentativa de controle? Eu estou permitindo que o outro voe, ou eu estou cortando as suas asas? Eu estou prendendo a perna com uma corrente ou estou estimulando que evolua? Prestem atenção nos dramas de controle e os abandone urgente.

Eu – É foi uma abordagem muito profunda, e eu tenho certeza que nos traz grandes reflexões, porque estamos sempre nisso, e passa despercebido.

Nós agradecemos muito por esse contato, por todas as informações. A todo grupo presente, e a toda mobilização que fazem para que esse encontro aconteça.

A – O grupo agradece, nós também muitas vezes temos dúvidas. Momentos em que não temos uma opinião única, e aprendemos que é importante não termos uma opinião única, porque isso permite que nos aprofundemos. Que um ensine o outro, um tem pontos de vista diferentes, porque o mesmo fato tem muitos pontos de vista. É importante que se aceite a opinião divergente, porque as pessoas não precisam pensar igual, não precisam se vestir igual.

Eu – Você quer dizer que existem vários pontos de vista sobre a mesma realidade, mas a realidade é aquela. Como a de trabalhar com o bebê ainda no ventre, podem ter vários pontos de vista, mas uma só verdade.

A – Mas se eu ferir uma lei básica do amor, ai não há ponto de vista que pode se manter.

Eu – O que você quer dizer com isso?

A – Se essa pessoa feriu o livre arbítrio de alguém, se ela feriu uma lei básica que é o respeito por alguém, o respeito ao outro.

Eu – Mas conseguiria, se consegue numa captação apométrica mexer com essas leis? Informaram-nos que os corpos estão blindados.

A – Com certeza! Mas tem tanto espírito brincando por ai, e tem gente que precisa se divertir.

Eu – E com coisas muito sérias né!

A – Talvez precisem estudar a parte que Kardec escreveu muito bem, mas que precisa ser mais aprofundada, que é das obsessões. Vocês estão muito acostumados a estudar as obsessões que Kardec chamou de obsessões simples, onde tem espíritos que não gostam de mim e que vão puxar o meu tapete. Mas existe outra forma, e existe a forma da fascinação. A fascinação é quando eu perco o meu senso critico, porque vários me adulam, sejam encarnados ou desencarnados. E eu me sinto tão bom que eu estou acima do livre arbítrio. Aliás, eu sou melhor que Deus. Como eu sou melhor que Deus, eu posso fazer qualquer coisa.

Eu – Ok, Gratidão, e até a próxima.

A – Agradecemos também.

14jun
Despertar a consciência no astral é uma experiência nova e muito gratificante, da mesma forma que é para uma criança dar os seus primeiros passos. Porém, da mesma forma que uma criança que dá os primeiros passos não aprende a correr de um dia para o outro, também nossas primeiras experiências no mundo astral em geral são bem curtas e acabamos retornando ao corpo físico involuntariamente e muito antes do que gostaríamos.Uma dúvida comum é como fazer para permanecer todo o tempo que se queira em astral e também voltar ao corpo físico no momento em que desejar. A verdade é que isso só se consegue com muita prática. De qualquer forma, tal qual quando sonhamos (lembre-se que o sonho é simplesmente é uma projeção astral inconsciente), o corpo astral sempre retorna ao corpo físico quando este estiver revitalizado.Para ter cada vez mais e melhores experiências astrais é fundamental:

  • Praticar muitas vezes a técnica do saltinho durante o dia.
  • Praticar muito, muito mesmo a auto-observação e a morte psicológica, pois assim se vai resgatando cada vez mais consciência para atuar em astral com maior lucidez.
    Além disso, quanto mais tempo se fica em auto-observação no físico também ficará mais tempo consciente no astral, pois estar consciente é estar em auto-observação.
  • Estando em astral procurar segurar (ou se segurar em) algum objeto que encontrar ali, pois enquanto estiver segurando algum objeto do astral não se retorna ao corpo físico. Quando quiser retornar solte o objeto.
As técnicas que estudaremos agora requerem do praticante uma boa capacidade de concentração, por isso é muito importante que você já esteja se disciplinando e treinando a concentração, usando, por exemplo, o que aprendemos na lição sobre concentração. Caso ainda não esteja fazendo isso, você provavelmente terá maior dificuldade em usar as técnicas desta lição. Porém nunca é tarde para começar a se disciplinar.
Concentração
Uma outra prática extremamente eficiente que é utilizada para sair em astral é a concentração no coração. Os passos preliminares são: deitar em uma posição confortável e deixar o corpo bem relaxado. Após isso o praticante deverá se concentrar e imaginar seu próprio coração. Procure realmente ver seu coração, como ele bate, como é externamente, sua cor, textura, etc. Não se preocupe se você não sabe como é um coração detalhadamente, simplesmente imagine da forma que você acha que é. Com a prática você realmente verá o aspecto real deste órgão (“o sábio que imagina vê”).Após visualizar bem o coração externamente, penetre com a imaginação dentro de seu coração e passe a ver como ele é e funciona internamente (da forma que você imagina que seja). Quando estiver satisfeito com a investigação interna de seu coração aprofunde mais a concentração e visualize as células dele. Após concentre-se mais ainda e veja apenas uma célula. Imagine até o interior do núcleo da célula. Faça essa concentração sem pressa e da melhor forma possível. Procure adormecer fazendo essa concentração.
A Iniciação
Existem escolas filosóficas que dão as diretrizes para que seus seguidores atinjam a libertação, esquecendo-se, entretanto, da dosagem dos ensinamentos, o que leva seus discípulos ao fanatismo e ao proselitismo. Onde fica o equilíbrio indispensável à solidez do trabalho? E a sensatez que direciona esse trabalho no sentido da evolução? Toda prática espiritual, todo desenvolvimento psíquico, busca por sintonia o silêncio.
O iniciado deve procurar ser um homem perfeito em todos os aspectos da vida que, se ofendido, não ofende: esquece. Se maltratado, não revida; ajuda a todos em seu caminho.
Começa examinando hoje mesmo o que tens feito na vida e da vida que Deus te deu. O que tiver que ser consertado, conserta logo. Se não tens forças para tal, continua alimentando idéias de melhora, que os Céus operarão em ti com mais intensidade. A primeira coisa a fazer é limpar-te de hábitos e vícios, que são manifestações de inferioridade.
Dá o primeiro passo. E nas horas difíceis, assim como nos momentos felizes, não te esqueças da prece, companheira constante daquele que está no caminho da iniciação.
A projeção do duplo astral no mundo dos espíritos é um fato que requer experiências inúmeras na arte de sair do corpo com maior ou menor consciência. Temos de avisar, para a paz da nossa consciência, que a variedade de perigos é maior do que se pode pensar. Viagem astral não é simples brincadeira; é coisa muito séria, repetimos, somente para criaturas sérias. podes fazer experiências, mas, primeiramente haverás de aprender a sentir a área evolutiva a que pertences e ajustar-te ao modo suave da prática desta maravilhosa ciência que, certamente, nos leva à certeza da vida que continua em todas as direções do Universo.
Alguns escritores espiritualistas asseveram que todos podem fazer viagens astrais, sem o mínimo de conhecimento sobre tal ciência, que requer vasta experiência e maturidade espiritual, por métodos que eles descrevem. Entretanto, precisa-se saber qual é a viagem astral a que eles se referem com tanto entusiasmo, fazendo no entanto, muita gente esmorecer diante de certas práticas enfadonhas, gastando tempo precioso, quando poderia estar entregue ao sono reparador, para recuperação das energias despendidas no campo imenso do labor humano.
As classificações das viagens astrais são inúmeras. Não obstante, a razão nos pede para dividi-las em três apenas. A primeira é aquelas classificada como sonho, em que te lembras das coisas ocorridas no mundo dos espíritos, por força das imagens que vêm à tona pelo estímulo visual no decorrer do dia e pela sintonia das formas, do cheiro ou das vibrações. A segunda é aquela em que por vezes acordamos, nos lembrando nitidamente de certas passagens, que podem nos dar alegria ou tristeza, de conformidade com o passeio que fizemos, na luz ou na sombra. Ficamos, às vezes, com essas lembranças na mente durante horas ou dias, e até anos. A terceira e última é o desdobramento que se apresenta e uma grande escala de consciência. Vamos, porém, nos firmar em apenas uma, para aproveitar espaço e tempo, e o leitor certamente haverá de compreender porque sintetizamos os estudos.
O tempo lhe ensinou que o verdadeiro sábio somente pode voar para as alturas com duas asas: Conhecimento e Amor.
A humanidade sempre recebeu o que deveria receber. Para tanto, existem grandes mestres da espiritualidade maior vigiando as criaturas da Terra, com muito amor, porém, sem esquecer a energia no momento preciso, como sendo também amor em outra faixa educativa. E esses censores espirituais somente deixam passar para os homens, os ensinamentos que dizem respeito às suas mais urgentes necessidades. No entanto, a justiça se faz em alta expressão, de modo que, quem precisa de mais luz, recebe essa luz, que se faz presente utilizando a capacidade do próprio indivíduo.
O homem do presente pode atingir alto grau de evolução espiritual quando na carne, dependendo, em grande parte, da sua boa vontade em se educar, em usar a teoria juntamente com a prática em todos os momentos da vida.
O tema que escolhemos, Viagem Astral, é, certamente, para colocar esse asssunto em evidência nos meios que cultivam o espiritualismo, no seio daqueles que já buscam os ensinamentos do Cristo com o coração e sabem usar a inteligência para enriquecê-los, nos bastidores da palavra.
Estes ensinamentos são o ponto de partida para as viagens astrais. Sabemos que tal assunto não é acessível, no momento, a todas as criaturas. Dizemos que todos carregam os dons espirituais em estado de sono, depositados no coração e na mente, pelo poder de Deus. Entrementes, podemos fazer alguma coisa para que essas sementes divinas possam desabrochar com maior vigor e mais depressa, se fizermos a nossa parte.
Não tentes fazer viagens astrais sem os devidos conhecimentos dos perigos que possam ocorrer. É de bom senso procurar um instrutor consciencioso neste campo imenso da ciência universal e valiosa, pessoa confirmada pelas experiências e pela vida que leva no seio da sociedade, de conduta irrepreensível, pensamentos retos, exemplificação como homem de bem, de que o amor e a caridade sejam a capa, nas lides de cada dia.
Dá os primeiros passos, trabalhando com os pensamentos e com as mãos, ajudando os caídos, com a palavra de estímulo aos desventurados, com o pão ao faminto, com as vestes aos que sentem frio e nudez, que a inspiração maior servirá de ti como instrumento para outros labores de maior alcance, em zonas ou regiões nunca antes percebidas.
Estuda, para que não se desfaça a espiral da tua evolução, frente aos mananciais de conhecimento que se encontram no Suprimento maior, esperando a tua decisão, o teu pedir pelo trabalho, pela vida, pelo que deve ser.
Pensa um pouco, companheiro da eternidade, e deixa cair as escamas que cegam teus olhos. Começa a trabalhar, mas a trabalhar dentro de ti em primeiro lugar, porque o maior campo de trabalho não está fora de nós; o maior inimigo a ser vencido é o conjunto de forças negativas geradas dentro de nós, com variados nomes, que todos identificamos em nossas intimidades diárias.
Nunca percas a oportunidade de ajudar, onde quer que seja. O Sol, na sua missão de servir, sempre está aceso.
Dicas

  • É imprescindível praticar as técnicas com concentração para se ter resultados. Se isto está sendo um problema para você, recomendamos rever a lição 11 e aplicá-la no seu dia a dia. Não se preocupe, pois com a prática isto se resolve.
  • É fundamental praticar bastante durante o dia a auto-observação e a morte psicológica, pois assim, além de todos os outros benefícios, se consegue ter cada vez mais lucidez nas experiências astrais.
  • Todas as técnicas descritas nesta lição levam o praticante a se projetar em astral, porém a técnica de concentração no coração é mais objetiva, o que significa que se consegue resultados melhores e mais rapidamente.
    Recomendamos dar atenção especial a esta técnica.
  • É sabido que praticar durante a madrugada, após já ter dormido algumas horas, é mais fácil de se conseguir o desdobramento astral, porque além do corpo físico estar mais descansado (o que refletirá em um sono mais leve) a atmosfera na madrugada é também mais tranqüila e silenciosa. Isso, entretanto, não significa que não se possa praticar durante o dia, caso você tenha tempo disponível e um local silencioso para isso.
  • Escolha a técnica que mais lhe agradar (mantra ou concentração no coração) e pratique com regularidade. Evite ficar trocando de técnica constantemente, pois desta forma não se chega a lugar algum.
  • Não conte suas experiência astrais para outras pessoas (nem mesmo sonhos), pois as experiências que temos nos são dadas em confiança como recompensa por nossos esforços no sentido de evoluir espiritualmente.
    Isso funciona da mesma forma como quando contamos um segredo a uma pessoa: se essa pessoa revela esse segredo aos outros provavelmente não voltaremos a lhe confiar mais nada, não é mesmo?
Pode estar seguro que ao fazer estas práticas, seguindo as recomendações dadas, terá os resultados desejados.
Muitas pessoas, usando as técnicas acima descritas, puderam e continuam a experimentar por si mesmas a realidade e os benefícios do desdobramento astral.
Tudo o que se necessita é boa vontade, prática e continuidade.
Para mais informações, leia no livro Iniciação – Viagem Astral.
14jun

Estudo do dia 13/11/14 O Conhecimento e a Sabedoria.

Conhecimento e Sabedoria. Um lindo tema! Nos mostra o quanto de distância existe entre esses dois estados. O Conhecimento é passivo. É como um objeto – é como um vaso vazio. A Sabedoria tem função. É o fruto da Ação. A Sabedoria é a utilização do livre arbítrio para transformar o conhecimento em atitude.

No Evangelho. A Eficiência da Prece – Pedir e Receber

Estamos reunidos aguardando o comunicador do grupo de desencarnados que vai nos trazer os ensinamentos de hoje. Vamos elevar nossos sentimentos em Gratidão. Agradecer por mais esse encontro, por mais esta oportunidade de mais uma vez estarmos juntos, encarnados e desencarnados. Gratidão a esses irmãos de outras dimensões que enfrentando as dificuldades de comunicação estão sempre presentes. Gratidão a corrente do grupo Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, grupo esse, que faz essa corrente de sustentação energética para que possamos nos comunicar. São os Engenheiros de som.

Não tenho um tema hoje para ser abordado, vamos aguardar o comunicador do grupo dos desencarnados para ver qual o tema vai ser estudado hoje.

Comunicador – Boa noite a todos. Meu nome é Álvaro, eu já estive aqui com vocês.

– Vou me referir a esse comunicador com a vogal- A.

Eu – Boa noite Álvaro! Seja bem vindo! Obrigada pela sua presença.

A – Mais uma vez eu vou dizer a vocês que quem aqui se apresenta não tem nada de especial, só representa a ideia de um grupo – um grupo que também está em aprendizado, um grupo que também se reúne para estudar e aprender. Nós também temos em comum com vocês os mesmos orientadores. Por isso me apresento não como mestre, mas como porta voz.

Eu – Gratidão Álvaro! Estamos felizes com sua presença, e vamos ver o que vocês nos prepararam para hoje.

A – A leitura do Evangelho já abre caminho para que possamos abordar o tema. Há dificuldades para entender algumas palavras. Não porque tenham sido ditas em parábolas, mas porque as explicações foram consumidas por aqueles que tinham medo de que elas chegassem ao vulgo, e se tornassem tão populares que diminuíssem o poderio. Por muito tempo a informação foi um meio de atingir o poder. Vocês sabem disso. Há um trecho no Evangelho em que Jesus disse: “ Porque aqueles que têm muito, receberão ainda mais, e aqueles que têm pouco muitas vezes esse pouco que possuem lhe será retirado´´ (Marcos, 4:24 e 25). E a maioria de nós quando lê esse texto, solto, descontextualizado – acha estranho que o mestre que pregou o Amor, e que sempre pregou a compaixão, a misericórdia, o respeito… É uma frase que parece tão inusitada! Primeiro nós ficamos recebendo informações de que é mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino do céu, e de repente alguém diz que quem tem muito, vai receber mais ainda, e aquele que tem pouco provavelmente vai perder o pouco que tem. Parece injusto! E nós então transportamos essa frase muito mais para o que nós vemos quando encarnados, na justiça social do que no seu aprofundamento teosófico. Jesus nos ensinava naquele momento como agirmos no nosso dia a dia. Mais uma vez nosso grupo percebeu a importância desse tema. Ele talvez seja a continuação do que foi ensinado no, vigiai. Mas ele precisa ser esmiuçado, principalmente pelo momento pelo qual a humanidade esta passando. Mais uma vez! Esse não é um momento especialíssimo. Todos os momentos foram, e são especialíssimos, porque a vida é um grande presente. Quer seja a vida encarnada, quer seja a vida desencarnada. Viver é um presente. Mas existem momentos em que é necessário que a confusão se faça, para que dessa confusão surjam modelos novos, paradigmas novos, para que alguns paradigmas sejam deixados. E para isso esse é um momento bastante especial. Quando o Mestre se refere a, aqueles que têm muito vão receber mais, ele está nos ensinando que quando nós nos sentirmos repletos, quando nós nos sentirmos inteiros. Quando nós nos sentirmos entusiasmados – palavra que tem origem no Grego, e que quer dizer “recheados de Deus, ou, A Centelha de Deus´´. Quando nós formos conscientes do quanto nós temos. Quando nós tivermos consciência de como nós temos a centelha do Pai que pulsa dentro de nós, ai sim nós estaremos preparados para receber mais ainda. Porque esse é o momento em que o filho, em que o espirito que busca, percebe o quanto ele já tem, e desenvolve a Gratidão, e passa a se tornar apto para receber mais ainda. É mais ou menos, fazendo uma metáfora, como aquele que passa por muitos anos estudando, e após a sua formatura passa a tornar-se apto para galgar novos rumos. E aquele que pouco tem ainda assim lhe será retirado. Por quê? Qual a justiça? A justiça daquele que pouco tem que Jesus se referiu, é aquele que buscou pouco, não é aquele que acumulou poucos bens. Não é aquele que foi incapaz de acumular bens, mas é aquele que foi incapaz de se preparar para galgar novos conhecimentos. É aquele que foi relapso. É aquele que não investiu. É aquele que não se esforçou. E esse se tem pouco, por não ter ido buscar, com certeza vai perder o pouco que lhe coube, porque esse pouco na maioria das vezes é o que nos é dado gratuitamente, e quando eu digo gratuitamente não quer dizer que não foi pago um preço, é que nos é dado só pelo fato de sermos portadores da Centelha de Deus. Isso deve pautar nosso comportamento, quer no período da encarnação, quer no período desencarnado – ou no plano espiritual. Que nós estejamos cada vez mais entusiasmados. Que nós estejamos cada vez mais nos preparando. Mas que nós também não nos percamos como buscadores que não agem, que não utilizam conhecimento, esses são como vasos que detém o liquido, e que depois que o liquido lhes é tirado, voltam a serem vasos vazios. Que nós não sejamos só vasos que recebem conhecimento, mas que não os utiliza. Que nós possamos receber, transformar, prosperar – e ai nos fazermos aptos para recebermos mais ainda. Qual é aquele que dando todas as chances aos seus subalternos premia o que não trabalhou? Haveria justiça? Haveria correção? Por outro lado, qual aquele pai que mesmo percebendo não haver o esforço que ele esperava do filho, não se compraz e não se sente feliz em poder fornecer aos seus filhos o melhor alimento, a melhor vestimenta, as melhores chances. Portanto é importante o equilíbrio entre essas duas energias que cuidam, a energia do pai e a energia do patrão. Deus não é nem um pai, nem um patrão nesse sentido. Mas é no equilíbrio dessa visão que nós vamos nos pautarmos, e cada vez mais nos prepararmos, e nos reconhecermos portadores de muitas graças, e elas se chamam Graças por serem gratuitas de muitas graças, de muitos benefícios da vida de Deus. E que nós a partir desse momento, que percebamos o quanto recebemos, e possamos então pleitear mais, mas cuidado! Muitos entendem que pleitear mais significa obter benefícios, benefícios materiais, ou benefícios com relação ao poder. Não! Pleitear mais é pleitear mais conhecimento. Pleitear mais chances de agir. E ai sim! A partir do momento em que nos mostramos capazes de agir, após recebermos ensinamentos – ai receberemos mais ensinamentos.

Eu – Eu vou colocar uma questão agora que eu gostaria que você falasse um pouco. É sobre a diferença do Conhecimento e da Sabedoria, porque baseado em tudo que foi dito até agora acho que esse é o tema de hoje.

A – O conhecimento pode ser tido como algo passivo, é um objeto. O conhecimento ele pode ser transmitido, sem duvida. A Sabedoria é a utilização do livre arbítrio, que já foi antes focado, para transformar esse conhecimento em atitude. O detentor de conhecimento, como eu já disse antes, não é aquele que tem muito. O que tem muito é aquele que demonstra atitudes. Não significa fazer provas como na época de escola. Significa incorporar o conhecimento. Principalmente das leis naturais – a Lei do Amor. E agir! Ai está à sabedoria. Muita gente confunde e acha que adquirir conhecimento, conhecimento, conhecimento.. A Sabedoria é que é mais importante, a Sabedoria é fruto da ação.

Eu – Então o conhecimento sem a ação se torna vazio?

A – Usei inclusive a metáfora do vaso, que por algum tempo detém algum liquido, mas quando esse líquido lhe é tirado – ele volta a ser vaso vazio. O que tem sabedoria tem atitude – ele não é mais um vaso. Ele não é mais objeto. Ele já é agente, ele tem função – ele tem ação. Por isso muitos se perdem na busca por confundirem o Conhecimento com a Sabedoria. A busca do conhecimento é muito mais simples. Pouco trabalhosa. E o conhecimento alimenta o ego doentio, não o ego equilibrado que já focamos antes. Perceba quantos proclamam frases para mostrar seu conhecimento.

Eu – Inclusive está cheinho de gente em palcos falando, falando… Mas que pouco agem em suas próprias vidas.

A – Marionetes! É claro que nós, nem nós desencarnados, nem os encarnados, vamos sair julgando a todos. Porque ninguém é capaz de ser coerente. E ser coerente talvez seja muito perigoso. Porque o coerente muitas vezes é teimoso. Talvez o mais importante seja que aprendamos a ser congruentes, ou seja, continuarmos a seguir nosso caminho percebendo as mudanças que necessitam ocorrer, e continuarmos caminhando, porque o coerente muitas vezes não se permite caminhar. Paralisa!

Eu – Porque muito do conhecimento que eu tenho hoje, daqui a algum tempo pode não servir mais para nada. Por isso não ser coerente?

A – Sim! Muitas vezes o coerente não percebe as mudanças que já ocorreram em seu entorno e continua declamando a mesma poesia. Falando da semente, e não percebe a arvore já frutificando.

Eu – Isso é rigidez. Não?

A – Sim! E ai você percebe quantos, e ai eu faço uma observação porque você talvez perceba mais ainda. Quantos já tem rigidez física.

Eu – É a somatização, não?

A – Sim! E a dor que deveria ser encarada como uma benção, porque afinal ela alerta a mudança. Se torna uma lastima! E mais um motivo para se apequenar, e para adquirir menos sabedoria e menos atitude.

Eu – O que você quer dizer é que quando o corpo já sente a dor, essa dor é a mensagem que o Alma está nos passando para avisar que a rigidez – vamos focar na rigidez – está causando mal, e que necessita de mudanças?

A – Exatamente! Se você coloca a mão sobre uma chapa quente, se você não tiver dor, você vai ter lesões graves. A dor é um alerta para você tirar a mão da chapa. E a dor é sempre assim. Mas nós não percebemos, e maldizemos a dor – quando deveríamos bendizê-la e abençoa-la! Porque ela aponta os momentos de mudanças no caminho que não conseguimos pelo Amor. Dói? Pare! Pense! Aja!
E vai deixar de ter dor. Agora, se dói e você só reclama! Você se apegou a dor.

Eu – No momento em que eu me apego à dor eu não percebo a necessidade da mudança que essa dor
veio sinalizar, e entro no papel da vitima?

A – Sim, e o papel da vitima, é um dos mais confortáveis que existe.

Eu – Porque ai não preciso mudar nada? Fico na minha zona de conforto.

A – Sim, e é esse que vai perder mais ainda. É desse que o Cristo falou. O que tem pouco – o pouco lhe será tirado.

Eu – Nossa! Como esse texto do evangelho traz uma mensagem tão profunda. Sempre tive dificuldades de entendimento desses textos. Mas esse é bem diferenciado, para meu entendimento está sendo ótimo.

A – E essa explicação, ela foi esquecida. Porque muitos queriam utilizar dessa energia, porque quanto você mais tem, e quando você mais busca, quando você mais age. Mais você recebe! Muitos dos Magos, mesmo os que vocês chamam de magos negros, e que vocês recebem muito na Apometria, conhecem um pouco desse principio, e entenderam um pouco. E ai cabe a cada um a responsabilidade do uso que faz desse principio. Muitos dos Magos negros usam as energias baseadas nesse principio.

Eu – Por favor, um exemplo.

A – Aquele que muito tem, receberá mais. E aquele que pouco tem esse pouco lhe será tirado. Esse principio quando bem entendido pode gerar abundância. Mas muitas vezes, quando não entendido, ou entendido parcialmente, ele vai gerar poder. Muitos dos Magos negros usaram isso de uma forma, com o livre arbítrio. É claro! Com a responsabilidade. Lembrando que responsabilidade não é culpa, e sim é a habilidade de reagir conforme a energia que você usou e criou.

Eu – Creio que a maioria interpreta esse texto do Evangelho dessa maneira.

A – Por isso suprimiram as explicações. E muitos entenderam. As gerações do poder quiseram manter essa informação sob segredo, e outros que entenderam um pouco mais, mas não chegaram a um entendimento completo, tiveram medo, e ai suprimiram as explicações que o Mestre deu.
Eu – Como tudo é usado em prol da manipulação, né? Vamos voltar na somatizção. Chegamos ao apego que gera a dor – eu valorizo a dor, que cria a vitima… É uma bola de neve. Né?

A – É uma bola de neve que vai gerar cada vez mais dor, e você vai perder cada vez mais o que você tem.

Eu – Vamos um pouquinho mais, um exemplo: eu tenho uma dor na mão onde eu tenho um ponto de acupuntura do coração naquele lugar, essa dor que eu somatizei aqui, e que eu me apeguei e valorizei, pode atacar também o órgão coração e assim vai se ampliando e levando ao outro órgão relacionado.

A – Sim. Você estudou Medicina Tradicional Chinesa que explica muito bem isso.

Eu – Mas as pessoas que leem a matéria não sabem disso. Por isso estou perguntando para que mais pessoas saibam como isso acontece.

A – Então vamos lá. É mais sério do que isso. Nós estamos usando um conhecimento, e aqui eu vou fazer uma brincadeira – bastante pontual. A dor do meu apego pode atingir áreas que eu não imagino.

Eu – Nós estávamos falando das Tireoides antes de começarmos os estudos. Pode pegar um sistema glandular?

A – Pode pegar sim um sistema glandular. Pode pegar um sistema familiar. A minha atitude perante a dor pode inclusive modificar todo sistema da família, pode afetar outros corpos. E com certeza afeta a toda humanidade encarnada e desencarnada. Porque somos todos um. Então é muito mais sério do que o ponto da mão afetando o coração.

Eu– É muito mais amplo né? Tudo está ligado.

A – Por outro lado não façamos a viagem contraria que muitas vezes se faz, e que são momentos de pouca compaixão quando diz para o outro: você está sofrendo porque você cria isso. Porque essa atitude é apontar o dedo e criar culpa. Quando nós todos temos que perceber que o que temos em comum com os outros é o desejo da felicidade. Ninguém foi buscar a infelicidade. O desejo é a felicidade, mas muitas vezes acaba indo pra onde existe a infelicidade. Por um descontrole! Por uma escolha! Mas mesmo assim, no fundo a motivação é a busca da felicidade. Mesmo quando eu me apego à dor, a motivação é a busca da felicidade. É que talvez o medo seja maior. Eu quero ser feliz, mas eu tenho tanto medo de mudar, que é melhor eu ficar sentindo essa dor. Porque o medo é muito grande. Mas perceba que a motivação por traz é sempre a busca da felicidade.

Eu – Qualquer ser humano está em busca de ser feliz, né?

A – O grande problema são as escolhas e como. Muita gente acha que para ser feliz precisa se auto flagelar. Por quê? Porque aprendeu assim! Porque permitiu que alguém o convencesse disso. Outros aceitaram a crença que para ser feliz é preciso explorar o próximo, outros aprenderam que é preciso lutar. É triste as pessoas quererem lutar. Como nos assusta vendo cada dia mais pessoas declarando que quer ser lutadores, não estou aqui falando de luta esportiva ou Oriental, estou falando de pessoas que em nome de um ideal. Massacra. Pessoas para quem os fins justificam os meios. Isso não é luta. Isso é egoísmo.

Eu – Isso não é uma busca pelo poder?

A – Sim! Mas lá atrás está a necessidade de ser feliz. Viver a crença de que eu só serei feliz se eu for poderoso.

Eu – Se eu for melhor! Se eu ganhar!

A – Se eu for o vitorioso… Se eu dominar. Ai poucos compartilha.

Eu – Então é uma perda de referencia?

A – De mudanças de paradigma. Porque os paradigmas têm que ser diferentes e que não se suporta mais que os fins justificam os meios.

Eu – Vivemos um momento em que as dores físicas, somatizadas, é claro, está em pessoas muito jovens. Pessoas jovens que sentam numa cadeira, quando vai levantar tem dor em tudo, sentam no chão não consegue levantar.

A – Isso que é visível é que seria a ponta do iceberg, as dores morais e as dores psíquicas são muito maiores, e muitas vezes sub valorizadas. E muitas vezes não são sequer reconhecidas. As físicas elas estão ai como a ponta do iceberg, porque elas vão determinar que muitas vezes entre outras, a dor moral e a dor psicológica possa aparecer, pode ser manifestada.

Eu – A dor física é o ponteiro indicando a dor emocional. Então o momento nos pede o desprendimento e a renovação.

A – Só uma observação que é importante, não é um momento impar! É um momento de um ciclo. E exatamente como o ciclo da terra em torno do Sol que tem o pico da iluminação, o calor do meio dia, e ao mesmo tempo, a escuridão da meia noite. São ciclos. Apenas isso. A historia não é linear. Cuidado com o conceito de que a evolução é linear. Nós estamos vivendo ciclos, é que nós encaramos os ciclos de maneiras diferente para achar que estamos vivendo um momento especial.

Eu – É que ninguém esta vivendo um ciclo assim por pura aventura, né? Está encarnado nesse momento porque tinha que estar. Tem a necessidade desse momento para se modificar.

A – Sim. É que muitos, assim como eu citei do movimento da terra ao redor do sol, muitos não perceberam que em alguns momentos com excesso de Sol é melhor se proteger para não se queimar. O Universo também. Nos momentos de falta de Luz e de calor é melhor se proteger. Muitos vão congelar no Inverno! E depois de passar pelo Inverno. Vem à primavera. O Verão – o Outono. E outro Inverno. E outra Primavera, outro Verão. E assim são os ciclos! O Planeta nos ensina. Mas parece que ainda nós não aprendemos.

Eu – O Planeta vive em ciclos, né?

A – Nós vivemos em ciclos. Nós vivemos um período de encarnação em que o corpo físico nos traz limites, mas também nos traz possibilidades. E depois um período no plano espiritual que não há mais o corpo físico. Os limites são outros e as possibilidades são outras, para depois voltarmos, e depois reciclamos. E alguns ainda creem que isso ainda sejam crime e castigo, que isso seja o resultado de um Deus adolescente, cheio de vontades e de desejos. Não é verdade! Nós não somos frutos de um Deus caprichoso, e sim somos fruto de uma sabedoria imensa, e de um grande Amor. Mas só aquele que têm olhos de ver que poderão perceber. Assim como na época em que Jesus estava encarnado Ele dizia essa frase. “ A aquele que ver, lhe será mostrado.´´

Eu – Alguém quer fazer perguntas? Ninguém se manifestou.

A – Isso não se refere ao material, mas também ao espiritual.

Eu – Éh, porque tudo tem que caminhar junto, não adianta caminhar só no espiritual.

A – Aquele que caminha só no espiritual é igual uma ave que só tem uma asa. Não voa. Nós temos é que aprender a integrar o material e o espiritual. Assim como já foi explicado sobre o ego, ele precisa ser fortalecido para ser transcendido. Não relegado. Ou o que é pior, combatido. E ai você vai encontrar pessoas encarnadas e desencarnadas extremamente cansadas, porque combatem, combatem… Que inutilidade!

EU – A gente vê no olhar das pessoas esse cansaço, chega ao ponto que não suporta mais. O movimento tempo está muito rápido, isso inclui mudanças metabólicas também. Tudo mudando! E continuamos resistindo, e não fazendo nada para mudar.

A – É por isso que cada vez mais nós vamos manifestar, quer seja no físico, quer seja no nosso senso moral, quer seja no psicológico. As dores. Porque elas continuam sendo a grande possibilidade de mudanças.

Eu – Ou então de parar! Porque tem dores que nos levam a ir para a cama, muitas vezes.

A – Existe um ditado que diz: Tem hora em que se você não parar, te param.

Eu – Quem do grupo ouviu isso ontem? (risos). Muitas vezes só assim se consegue suportar.

A – O que ainda não percebemos é que os ciclos nos mostram isso.

Eu – Sim. O Inverno é o recolhimento. A filosofia Oriental nos ensina assim.

A – Se recolhe e utiliza o que armazenou. A Primavera é o momento de florescimento em que eu devo aproveitar para a prosperidade, e ao mesmo tempo semear. O Verão é um momento de sumo prazer. O Outono nos avisa que é hora de começar a se recolher. No Inverno me recolho.
Eu – E muito de nós temos a necessidade de se recolher na Primavera mesmo, não? Quantos estão em seus ciclos mais difíceis na Primavera.

A – Como eu disse antes, utilizando a mesma metáfora, alguns deveria se recolher no Verão, para não se queimar.

Eu – Ai volta no que você já falou. O que precisamos é parar para entender nosso momento e voltar para o caminho do meio.

A – O equilíbrio! Entre o material e o espiritual. O equilíbrio entre o agir e o repousar. O equilíbrio entre o adquirir conhecimento e transforma-lo em ação e atitude, gerando sabedoria. É isso que nós temos que buscar. O equilíbrio, sempre! Toda vez que você for mais para um lado, o outro vai ficar faltando. E ai vem à dor. Só que percebam todos! Muito, muito antes da dor veio muito Amor. Porque a tentativa das leis naturais é nos conduzir pelo Amor, pelo prazer e pela alegria.

Eu – É bem como o ditado que diz que a sorte bate na sua porta varias vezes e você não percebe, só percebe a hora que chega o bendito do azar.

A – O pior é que muitas vezes o bater na porta da sorte te irrita, e você ainda xinga.
Eu – Mas a humanidade ela está preparada para um momento desses? Éh! Se encarnou nesse ciclo tem que estar preparado!

A – Éh! Você não vai gostar muito da resposta, mas Benjamin está rindo aqui e pede para eu te dizer que, cada caso é um caso. Que exatamente isso que é importante nesse momento. Nós percebemos que cada um está no nível de preocupação, no nível de aprendizado. E isso não significa ser melhor ou ser pior, só significa estar aflorando determinada característica nesse momento. Muitos nesse momento poderá ter aflorado a sua compaixão. Muitos terão aflorado a sua raiva. Muitos terá aflorado o Amor – outros o ódio.

Eu – E outros não afloram nada, né? Continuam como se nada estivesse acontecendo. Não percebem esse movimento.

A – Sim. A decisão é de cada um. E cada caso é um caso.

A – Filha, nós vamos encerrando. O grupo quis realmente que nós entendêssemos um pouco mais sobre isso. Porque é importante que adquiramos muito, para recebermos mais ainda. Você só vai conseguir, fazendo aqui uma metáfora. você só vai conseguir fazer a pós-graduação, se você fizer a graduação. Não adianta querer fazer a pós, não tendo ido à escola. Muitos se ressentem disso, gostariam de não precisar sentar nos bancos da escola. E já terem títulos. E não é possível. Então que nós percebamos, que quanto mais adquirirmos, mais vamos adquirir. Mas isso não é restrito apenas ao material, e que se agirmos com egoísmo e sem sabedoria, seremos vasos vazios.
Nosso grupo agradece a possibilidade que tivemos de estudar esse tema, que para nós foi muito importante também.Porque muitos de nos, e eu me incluo nisso, não tínhamos um entendimento tão completo quanto ao que atingimos após incluir esse tema nos nossos estudos. Agradecemos também a possibilidade de estarmos conversando com esse grupo encarnado. E mais uma vez agradecemos aos fiéis de Nossa Senhora do Rosário dos Negros, que são os nossos engenheiros de som, e que torna possível essa comunicação tão tranquila. Sem interferências. Agradecemos aos Mestres, e agradecemos a todos que estiveram presente. Em nome do gruo eu me despeço, e desejo a todos vocês uma noite muito agradável.

Eu – Gratidão a todos vocês. Gratidão a você. Sua clareza nas explicações é contagiante e nos faz interagir e entender muito bem tudo que você nos traz. Gratidão!
Benjamin pede um momento de silencio e de recolhimento, para que possamos entrar na energia de equilíbrio que paira no ambiente, resultado desse nosso encontro.

14jun

Dia 30/01/14 – Estudo sobre o Ego.

DNo Evangelho, Instrução dos Espíritos – A Maneira de Orar.

Mais uma vez estamos reunidos para nossos estudos. Vamos aguardar a presença da Equipe Espiritual que nos assiste ancorando esses trabalhos, e do representante do grupo de desencarnados, que vai nos trazer o estudo sobre o assunto de hoje. Em silencio vamos elevar nossos sentimentos em Gratidão. Agradecer por mais esse dia, por mais esse momento. E por mais uma vez estarmos reunidos para um aprendizado.

Apresentação do representante do grupo – Boa noite! Meu nome é Adalberto. (Vou me referir a ele usando a vogal A)

Eu – Seja bem-vindo Adalberto. Estamos gratos pela sua presença! Preparei esse tema, por estar relendo o livro as Cartas de Cristo, e no capitulo oito, o Ego é bastante abordado, e achei que seria importante o estudo sobre esse tema estar indo para o blog. Peço que me permita uma frase do livro: “O Ego é a ferramenta da criatividade Divina para produzir a individualidade a partir da unidade do próprio ser´´. Achei essa explicação sobre o ego muito bonita, por isso resolvi trazer, para entendermos um pouco mais a função do Ego.

A – Vou dizer antes de tudo que estou aqui como um porta voz de um grupo que já discutiu sobre isso, e que também recebeu lições de Mestres que estão acima de nós, então eu me coloco só como porta voz. Não estou aqui como alguém que tem a última palavra, mas venho para sintetizar o que foi discutido nesse grupo junto com nossos mentores também.
A primeira coisa que cabe colocar, e que quando foi abordado o termo – Ego – mesmo nessa frase que você acabou de colocar, e que corrobora a ideia que eu quero expor, é que nós ainda continuamos tanto encarnados quanto desencarnados fazendo divisões. É como se você olhasse para o seu pé, e o seu pé não fosse o seu corpo. As divisões elas são importantes para fins didáticos, para que possamos tentar classificar coisas. Mas no espírito encarnado ou desencarnado não existem compartimentalizações. Cada ser, hora encarnado, hora desencarnado é um complexo que apresenta todas essas características que já foram analisadas. O termo analise significa recortar e ver por partes. Ninguém é uma parte! Se você tiver dor de cabeça, você não é uma cabeça que dói. Você é um ser completo que tem dor de cabeça. E muitas vezes as pessoas, encarnados e desencarnados se esquecem disso. O que é o Ego? Como bem disse a frase lida. O Ego é um instrumento de Deus para que a individualidade se manifeste. O pé é um instrumento de Deus para que seja possível a locomoção, mas o pé não o faz só. Existe toda uma complexidade que favorece a locomoção. Tente separar o pé do cérebro, e não anda mais. Então quem anda não é o pé, quem anda é um organismo completo. Tente pegar um organismo inanimado pela ausência de um Espírito que o anime e peça para que ele ande, ele tem todos os cordões nervosos, ele tem toda a capacidade bioquímica, mas não há o espírito a animar essa capacidade. Agora, um espírito que não esteja ligado a um corpo também não consegue viver, portanto a complexidade tem que ser respeitada. O ego não é algo que se destaque de alguém, é algo que faz parte de alguém. Já está mais do que na hora de nós evitarmos usar esse subsidio da análise e começar a perceber a grandiosidade e a complexidade de cada um, encarnado e desencarnado. É fútil querer que o ego seja esquecido. A quem inclusive, mais uma vez de uma forma fútil queira acusar o ego pelas mazelas da humanidade, porem um espírito encarnado ou desencarnado que não tenha fortalecido suficientemente o seu ego, que não tenha desenvolvido suficientemente a sua individualização, não é capaz de perceber sua ligação com outros espíritos. Portanto a história de que se deve abafar o ego, mais uma vez é criar sombras. E quantas pessoas não estão tentando abafar seu ego, algumas com falas suaves, parecem ser santinhas, se preocupa só com o outro… dizendo nas entrelinhas: veja que maravilha eu sou. Isso não é só uma versão do ego, isso é uma versão do egoísmo, o termo vem do ego, mas é si pautar apenas no seu querer. Portanto. Cuidado! O ego está aqui exatamente por ser um instrumento de Deus para a manifestação do indivíduo, não está aqui para ser suprimido. Quem é que se acha bom o suficiente para suprimir uma manifestação de Deus, isso é egoísmo. Os grandes iluminados vieram mostrar que é importante que se fortaleça o ego, mas que não se viva em função dele. Essa é a grande diferença. Um ego forte não tem problemas de autoestima, não tem essa de seguir o que as multidões clamam. Egos fortes no sentido de fortalecidos, e não de egoísmo exacerbado, são passiveis de perceberem quando as multidões inclusive estão erradas, de irem contra o que todos dizem. Quando são suficientemente fortalecidas para serem coerentes com o que pregam, e com o que acha correto.

Eu – Quer dizer que um ego equilibrado tem sua alternância, mas se mantém coerente.

A – Cuidado para não interpretar que alguém com o ego equilibrado é uma rocha que não muda de opinião, quando na realidade, só os que têm egos equilibrados, é que são capazes de mudarem a partir da percepção de que algo é melhor do que eles pensam. Um ego equilibrado é capaz de proferir a frase que mostra capacidade. Que é. Eu não sei. Porque alguém quando não sabe e se arvora em conhecedor, não tem o ego equilibrado, é sim alguém com uma baita baixa autoestima.

Eu – Então um ego equilibrado está ligado à humildade?

A – Extremamente ligado à humildade! E veja que interessante, o mesmo ego que permite a manifestação da humildade, se desequilibrado é o grande pai do ego- ismo.

Eu – São os opostos?

A – Talvez seja o extremo de uma mesma energia. Quando o ego está equilibrado a humildade se manifesta, porque um ego equilibrado sabe que faz parte de todo complexo do eco sistema, portanto um ego desequilibrado se acha. Como você disse outro dia? A última bolacha do pacote. Se acha superior. O ego equilibrado percebe-se, igual. Mais uma vez, lembra-se daquele conceito de pecado, que é não reconhecer a Centelha Divina de que se é portador, e não reconhecer a Centelha Divina do que o outro é portador. Um ego equilibrado reconhece a Centelha Divina. Se vê como portador da Centelha Divina, e reconhece essa Centelha no outro. Um ego desequilibrado não reconhece sua Centelha e se coloca superior ao outro, e aí é egoísmo.

Eu – E a doença, porque nesse capítulo do livro se fala muito da somatização no físico pelo desequilíbrio…

A – Uma coisa que é importante. Não se entra em desequilíbrio, se atrai o desequilíbrio, e se apega aos desequilíbrios. Isso é que causa doenças. E isso é egoísmo, não é um ego equilibrado. O ego equilibrado sabe que não precisa se manifestar através da doença. Sabe que não precisa atrair desgraças e misérias para ser visto. O ego desequilibrado prefere inclusive se submeter ao sofrimento para atrair atenção.

Eu – É. No texto que estou escrevendo fala isso, Jesus sendo pregado na cruz pede perdão para os algozes que o estava torturando.

A – Então perceba essa diferença, a importância que o ego tem. Só através do ego é que se manifesta a humildade, só através do ego é que inicialmente se separa o indivíduo do todo, para que separado, ele possa perceber, quanto ele é a parte do todo, apesar de parecer paradoxal, é o caminho que existe.

Eu – E no plano desencarnado também funcionamos assim, nós levamos o ego dessa maneira ao desencarnar?

A – Sim, do mesmo jeito. Só que ele não vem numa capsulazinha colocada no ombro esquerdo, ele faz parte do complexo que desencarna.

Eu – O ego não se estabelece a partir do momento da fecundação?

A – O ego já vem junto com o espírito que encarna com as experiências anteriores. E o que são as vidas paralelas que vocês estão acostumados a ver na apometria, as personalidades, as subpersonalidades. É manifestação do desequilíbrio do ego. Um ego tão comprometido que a manifestação maior desse egoísmo foi continuar vivendo o sofrimento.

Eu – Não aceitou a passagem? A mudança?

A – Exatamente! Porque não tinha um ego harmonioso. Como ousa Deus infringir no meu sofrimento, eu que sou tão… Isso é um desequilíbrio do ego! O ego em harmonia percebe que se algo aconteceu é porque tinha que acontecer. E o tempo verbal, aconteceu, está no passado. E eu posso deixar o passado no passado. Jesus diz no Evangelho: “ Que os mortos enterrem os seus mortos´´. Que o passado fique no passado. Que o futuro não seja preocupação para agora. Porque o agora é o único presente.

Eu – Graças a Deus não passei por isso, mas tem um caso na família que uma tia perdeu um filho. Ela levou uns dez anos para aceitar a morte desse filho. Ai a pergunta! Essa mãe está dentro desse ego que não aceita? Porque já nos foi dito que não damos ao outro nem o direito de morrer. Está ligado a um ego que determina como quer que seja, e se não for assim, eu não aceito e então entro em depressão profunda…?

A – É engraçado que você acabou de explicar o que é mais importante nessa história. A sociedade e as pessoas dizem que uma mãe tem que sofrer ao perder um filho. E a pessoa aceita isso como regra. Quem criou essa regra? É óbvio que uma mãe não vai estar feliz e alegre porque seu filho desencarnou. Mas porque alguém tem que continuar vestido de preto, guardando luto? Porque a sociedade também a olha como a pobre mãe que perdeu um filho. Ela deixou aí de ser uma mulher. Um espírito encarnado. Um indivíduo um ser da sociedade. E uma parte do Todo. Então veja, além da influência do ego, existe também a influência do outro. Quando essa pessoa passa a ser vista como uma pobre mãe que perdeu um filho…, que você entende? E você acabou de dizer que isso é normal…

Eu – Eu disse que aprendemos que o sofrimento faz parte da morte.

A – Exatamente! Para ela isso passa a ser um motivo de atenção, e uma forma de se comunicar com o mundo, porque o mundo a chama de, “a pobre mãe que perdeu o filho´´. E ela assume esse papel.

Eu – Nossa! É muito difícil lidar com isso sendo mãe e tendo esse acontecimento tão próximo. E ela dizia que não achava justo aquilo. Isso me vem muito hoje depois dos nossos estudos, porque vivenciei isso tudo muito próximo. Ela adoeceu.

A – Então! Ai a pessoa se martiriza, adoece, e se torna uma mártir. E aí o que é o mártir. Se martirizou! É um herói! E olha que maravilha ser um herói!

Eu – Mas e a dor?

A – A dor existe…

Eu – Mas o sofrimento é opcional. Já aprendemos isso aqui.

A – E você mesmo acabou de dizer que entende essa atitude dela, e ninguém vai pedir a ela que mude de atitude. Pelo contrário! Todo mundo alimenta essa atitude. É como se todos dissessem a ela. Que lindo! Ela é uma mãe que sofre pelo filho, ama muito seu filho. Você é uma mãe exemplo. Olhem como ela sofre por amor ao seu filho.

Eu – Então isso foi um treinamento que recebemos? E pensando bem a classificação do sofrimento em velórios é muito comum se medir pelo escândalo que a pessoa faz. Chorando, gritando… se a pessoa não chora, não sentiu.

A – As duas coisas. O ego, como Deus faz isso comigo, essa injustiça de me tirar um filho jovem. Como se o tempo tivesse importância, se morrer com oitenta anos, tudo bem? Mas com vinte!

Eu – Esse preconceito se tem mesmo, se for idoso, tudo bem… já estava na hora.

A – Exatamente! Isso é fruto do conceito que só essa vida existe. Porque quem diz isso só crê nessa vida. Acha que depois vais ficar tocando harpa esperando o juízo final. Então perceba o quanto de ego tem do ser que vivencia isso, e dos seres que estão em volta, que manifestam também essa manifestação egoística. “ Eu compreendo porque toda mãe tem que agir assim, isso é amor´´.

Eu – E se alguém desencarna numa família e alguém não chora… eu ouvi isso na morte do meu pai, não chorei, e fui cobrada que eu não estava sentindo a morte dele.

A – Porque você saiu do lugar comum. Um ego bem trabalhado, ele sabe que não precisa acompanhar os normais, ele não precisa crucificar Jesus. Só porque todos apoiaram, ele pode ir pelo caminho contrário. Agora! Quantos têm o ego bem trabalhado?

Eu – E, no caso do desencarne eu acho que é difícil uma pessoa sustentar a dor num ego em equilíbrio. Desconheço!

A – Uma pergunta que cabe aqui. Você conhece alguém que não vá desencarnar? Talvez você! Está convencida que não vai desencarnar?

Eu – Não. Deus me livre!

A – Pois é! Não é um contrassenso. O desencarne é a única certeza que temos quando encarnamos. Todos vão desencarnar! E o desencarne deveria causar essa comoção?

Eu – Então as pessoas não deveriam estar mais preparadas para à morte?

A – Sim! Mas a maioria das pessoas não quer ser trabalhadas para a morte. Porque quem não vive bem, não pode morrer bem. A maioria das pessoas não quer viver bem, e não vai se dar o direito de morrer bem.

Eu – Nos fale um pouquinho sobre esse desencarne com o ego nessa condição. Nos corpos esse ego ficaria registrado que partes nos corpos?

A – Mais uma vez ressaltar que essas divisões não existem. Elas estão ligadas a um todo, essas divisões são para fins didáticos. Os corpos não existem como divisões, eles estão ligados. Então, cuidado para não achar que eles têm um lugarzinho. Não existe um lugarzinho especial para o ego. As divisões são importantes para o estudo. Mas …

Eu – Mas nos estudos deixo muito claro que tudo está ligado, chackras, corpos, meridianos, físico…

A – Sim. Não há nada que esteja desconectado. Não é como um jogo de peças que eu vou tirando como se um fosse o ego, o outro…

Eu – Isso é o que fez a medicina, separou o ser em pedaços, que para fazer um checape se precisa consultar muitos médicos.

A – Na realidade para esse movimento da humanidade é importante que se tivesse a capacidade de análise. A partir de agora essa capacidade deve ser mais valorizada. A capacidade de síntese, que é juntar todos esses pedaços e olhar para o ser como um ser integral. Inclusive integrado a toda humanidade, ao planeta e ao universo. Integrado a energia.

Eu – Inclusive diz nesse livro que vai ter técnicas de leitura para detectar a doença antes de se instalar no físico, e que as doenças emocionais vão deixar de existir na humanidade. Sabemos que existe o espiritismo que trata essas doenças ainda no corpo astral. Existe a Radiestesia. Seria alguma coisa diferente dessas técnicas? Não sei se entendi direito. Não vai precisar mais das avaliações psicológicas. Isso estaria no ego bem trabalhado?

A – Sim. Existe uma coisa bastante gradativa, o que o livro coloca, é que você não vai ter mais tanta influência psicológica no físico porque esses corpos vão estar cada vez mais distanciados, apesar de fazer parte da mesma unidade. Assim, vai haver cada vez mais mecanismo de percepção de mudanças desses padrões. Porque o padrão atual é o padrão autodestrutivo, cada um se autodestrói, muitas vezes por se achar indestrutível.

Eu – E às vezes se destrói também por se achar muito construtivo.

A – Ou por se achar indigno não merecedor. Que é um desrespeito e uma afronta a Centelha de Deus que existe em você.

Eu – E essa mudança da estrutura do ego está relacionada à evolução humana, ou planetária? Seria a mudança da humanidade?

A – Mais uma vez isso é uma simplificação. Todas as coisas que estão ocorrendo, estão ocorrendo ao mesmo tempo por influencias de vários fatores. Então cuidado! Porque alguns acabam se convencendo de que a terra passa agora por uma transformação em que todos se transformarão em anjinhos, que terão a espada de Miguel cortando todas as coisas ruins.

Eu – Recebi um convite para um evento onde vai ser apresentado como os seres Índigos estão se tornando Cristais, e essa será a nova humanidade.

A – Mais uma vez o ego! Olha! Eu sou Índigo. Agora vou ser Cristal. Daqui a pouco, Anjo… sou melhor que os outros.

Eu – Mas essa coisa dos Índigos – Cristais. Isso tem a ver com a humanidade?
A humanidade é Índigo e está se tornando Cristal?

A – A humanidade continua sendo humanidade, a mania de classificações é mais uma análise.

Eu – Nossa! Fala-se isso em nome de seres muito evoluídos.

A – Você nunca ouviu falar que se mata em nome de Deus? Se até isso se fala, imagina o resto.

Eu – Mas eu acho que a humanidade já está num momento de não mais se complicar com isso. Então o ego não mudou nada.
Pessoa do grupo – Mas e as crianças Índigos, não existem?

A – Se você quiser transforma-los em Coral! Cada um vê o que quer. Isso que é importante. Que se perceba, que cada um, encarnado ou desencarnado tem uma visão restrita da realidade. E essa visão restrita tem que ser percebida como uma visão restrita, e não como uma verdade absoluta.

Eu – Então eu pergunto o porquê esses seres que estão chegando, essas crianças são tão mais rápidas, tanto para nos trazer, como para aprender, entender… isso não tem a ver com seres mais especiais? Cristais, Índigos.

A – Quando você resolveu trocar de carro, você escolheu o modelo?

Eu – Sim!

A – E aí você só via esse melo na rua. Então o que acontece é que cada um só vê o que quer ver.

Eu – Mas as crianças de antigamente eram muito burrinhas?

A – Baseado em que?

Eu – Baseado em que eu tinha uma dificuldade maior que as de agora.

A – Então você está se baseando que as crianças de antigamente eram muito burrinhas, pelas suas experiências.

Eu – Não acho não, só pela minha experiência. Acho que todas essas gerações anteriores a minha, e muitas posteriores sempre foram mais passivas.

A – Essas gerações fizeram grandes movimentos históricos. Grandes movimentos!
E não tinha computador. E qual a diferença? Sem computador astrônomos Gregos e Egípcios calcularam a distância da Terra ao Sol. Sem computador! Calculavam a ocorrência de fenômenos Astrológicos e Astronômicos. Então eles eram burrinhos?Uhau! Mais uma vez o ego. Ah! Estamos vivendo um momento em que as crianças e pessoas são muito espertas. E os anteriores, não eram?

Eu – Éh! Pensando bem acho que não fazíamos porque não nos era permitido. A educação era muito rígida, a criança nem se expressava. Não? Será isso?

A – E aí depois esses adultos que foram crianças que não se expressavam mudaram o mundo. Ah! O mundo está mudando agora! E que aconteceu no passado.
E os grandes filósofos. Até hoje se discute Platão, Sócrates de 2.500 anos atrás. Para vocês que gostam de medir o tempo. Toda faculdade de Filosofia atual discute Platão e Sócrates.

Eu – É mesmo, né!

A – Os livros do antigo Testamento, ainda estão aí vivos. Os Vedas. As pessoas são mais espertas agora?

Eu – Mesmo os estudos da Psicologia, Freud, Jung, Nietzsche. É verdade mesmo. São os conceitos e as influencias que nos conduz, e não paramos para avaliar.

Pessoa do grupo – Só que hoje tem mais facilidade. Né?

A – Será?

Eu – E o Google contribui muito na nossa vida hoje.

Participante do grupo – Acho que o que nos tempos antigos levávamos tempo para aprender, hoje se liga uma máquina e a informação já está pronta, e você sabe na hora o que está acontecendo no mundo.

A – Aí está a grande diferença – o que é aprender – e o que é ser informado. Com a grande dificuldade no passado as pessoas ouviam e expressavam seus sentimentos, e agora as pessoas não falam mais dos seus sentimentos. Então perceba! O que você vê como facilidade, pode ser que seja um processo de dificuldade.

Eu – E. Você se relaciona com uma máquina, e tudo está ali pronto. Não precisa ler, pesquisar. Não se vai trocar. Quando a gente lê as bibliografias de Freud, Nietzsche. Eles se reuniam durante noites para discutir um assunto. Mesmo Kardec.

A – Então cuidado com o conceito de que agora tudo é mais fácil. Talvez não seja. E talvez todo esse excesso de informação, inclusive, dificulta a formação do verdadeiro aprendizado, porque você tem tantas informações atualmente, que talvez o que seja realmente importante lhe passe despercebido.

Eu – Eu não sei, mas acho que isso dificulta um pouco a formação do caráter. Você concorda?

A – Mais uma vez é a história de ficar sempre fazendo classificações. A humanidade continua sendo a humanidade. E veja, você fala pela experiência que você está vivendo agora. Ok, na sua realidade. O computador, como você disse ocupa uma boa parte da sua vida. Vá para outros lugares, para outros seres encarnados nesse momento, que nunca se quer viram um computador, e que não vão ver. Tudo isso acontece ao mesmo tempo neste orbe Terrestre.

Eu – Para mim é uma grande mudança, porque eu conheci luz elétrica na adolescência, e hoje com 65 anos eu fazer uma grande parte das minhas coisas num computador… é fantástico! Mas não reclamo do que vivi naquela época.

A – Veja! Todas as vivencias elas são importantes. Naquela época você teve uma aceleração em determinado processo. Mas todos os processos continuam terminados. Kardec escreveu sobre a necessidade da celebração material, para que depois houvesse o aprendizado moral. E isso é claro! Só que já houveram acelerações previas inclusive neste orbe Terrestre por seres que já vieram, já foram, e já estão esquecidos. Civilizações já tiveram auge. Já foram muito mais evoluídas tecnologicamente do que você vê hoje. Alguns dos que viveram neste planeta num passado distante considerariam a necessidade de maquininhas para a comunicação uma aberração, uma falta de tecnologia.

Eu – Inclusive a construção das pirâmides no Egito e muito mais coisas ainda existentes. A inda é um mistério para o entendimento atual da tecnologia.

A – Exatamente! Você vê aí que tudo são ciclos. O problema é que numa encarnação é impossível acompanhar o ciclo completo. Um ciclo muitas vezes dura milhares de anos. Então vocês agora estão vivendo um ciclo… as histórias como vocês conhecem teve início a muito pouco tempo, já houveram outras civilizações antes de que essa história oficial se iniciasse. Então cuidado com essa ideia da facilidade, ou da superinteligência das crianças inteligentes. As crianças continuam sendo crianças, e continuam sendo espíritos que já tiveram vivencias. E em cada lugar vai encarnar espíritos adequados para aquele momento e para aquele espaço físico. A mesma coisa que em determinados lugares encarnam espíritos com desenvolvimento tecnológico enorme. No mesmo planeta você vê espíritos extremamente envolvidos, ainda tendo que sobreviver com dificuldade, usando de violência. Usando mais de um instinto do seu sustento.

Eu – E ele é filho de Deus também. Né?

A – Exatamente! E portador de uma Centelha Divina, e não é um ser menor. Por isso a teoria da evolução muitas vezes precisa ser requisitada, porque alguns se consideram o suprassumo da evolução, e vê no outro o ser pouco evoluído, quando na realidade todos são portadores da mesma Centelha Divina. E aqui para que possamos entender o ego, como eu disse, é necessário perceber que o ego faz parte de todo um conjunto, e que é a manifestação do espirito encarnado, mas que ele continua ligado ao espirito mesmo no período entre encarnações. O ego é fundamental para a individuação. E a individuação é fundamental para a percepção da dissolução num todo.
Eu – Então quer dizer que eu desencarno, meu ego fica ligado ao espirito, e esse ego é o mesmo de outras encarnações? É o mesmo sempre?

A – O que você chama de ego sim. Claro que ele vai ter características diferentes a cada encarnação, porque vai ter que se adaptar cada vez a corpos físicos diferentes, a situações sociais.

Eu – Então em cada encarnação você não desenvolve um ego. Desenvolve-se uma nova condição para o ego. É isso? Você traz nele as condições antigas e mais as adaptações aqui?

A – Até que você atinja um momento em que o ego se torna desnecessário. Mas você não vai ter que matar o ego como ensina algumas filosofias, você vai ter equilibrado esse ego e permitido que ele se manifestasse de uma forma mais harmônica.

Eu – Então é por isso que essas personalidades que ficaram no passado, ela tem uma força muito grande na personalidade encarnada. É porque ela conhece esse ego?

A – Exatamente! Ela já moldou esse ego aquelas condições, e esse ego tem dificuldades de se desligar de algumas condições. Algumas condições, não só de sofrimento, mas a algumas condições de poder que é muito mais sedutor que o sofrimento. Situações de prazer…

Eu – E também de benefícios. Né? Que vai ajudar.

A – Exatamente! É mais ou menos como se você tivesse uma daquelas bonequinhas que tem muitas roupas, você está trocando as roupas da bonequinha.

Eu – Aquela roupa existiu e a energia vai ficar presente ali.

A – E ela vai ser usada se você ficar pegando essa roupa. No momento você só tem a fotografia da roupa.

Eu – Porque ela faz parte da sua história. Jogar fora nós não podemos?

A – Podemos! Você pode inclusive jogar fora uma encarnação.

Eu – Acredito. E isso se faz muito. Né? Se passa pela vida e não vive.

A – Se perde a oportunidade de vivenciar o presente.

Eu – Isso seria uma indiferença ligado ao ego?

A – Seria o não reconhecimento do presente que recebeu. Eu sou tão egoísta. Um ego tão desequilibrado, que eu sou mais importante que todo o restante.

Eu – Então seria, eu não vivencio as situações, não me envolvo…

A – Eu me acho acima do bem e do mal, só interessa o meu prazer e o meu benefício. A minha prosperidade. Você conhece alguém assim?

Eu – Sim. Conheço!

Pessoa do grupo – Então o ego está ligado diretamente à evolução do espirito? Ele acompanha o espirito, e é afetado pelas formas de pensar e pelas atitudes e formas de agir?

A – Na realidade o ego possibilita a manifestação do Espirito. O Espirito é o portador da Centelha de Deus que vai se manifestar através do ego O ego não necessariamente acompanha, ele é uma forma de se manifestar.

Eu – Quando a pessoa está ligada somente ao seu próprio umbigo, a pessoa só está manifestando o ego e não as necessidades do espirito? É isso?

A – Você conhece pessoas que a roupa é mais importante do que o corpo? Isso é o que acontece quando o ego é mais importante que o espirito. E o ego como uma ferramenta deve ser visto como algo a ser utilizado. Ele não é o agente – ele é uma ferramenta, como disse a frase do livro que você leu no início. E ferramentas precisam de uma inteligência que a movimente. É como se você pedisse que o seu liquidificador fosse o coordenador das atividades do seu lar.

Eu – O ego seria o mediador entre o espirito e o corpo?

A – Não. Esse é o períspirito. O ego é a forma pelo qual o espirito vai estar se manifestando, mesmo que não seja no corpo físico. Ele permite a individuação daquele espirito. O espirito sai do todo. Se individua. Quer seja encarnado ou desencarnado, para que ele aprenda olhando o seu isolamento, e para que ele perceba a importância de retornar ao todo.

Eu – Vamos falar de quando se faz uma meditação, sem criar imagens para não entrar nas ilusões, foco na minha Centelha Divina. Nesse momento o ego está presente. Ele faz o elo nesse contato?

A – Você está numa posição especifica quando medita do corpo físico?

Eu – Não. Uma posição confortável.

A – Seu pé está presente?

Eu – Sim! Claro!

A – Você conseguiria tirar o seu pé?

Eu – Claro que não! Eu só quero entender qual o papel do ego nesse momento.

A – O papel que você der para ele. Você pode permitir que ele seja o líder. Os indianos têm uma metáfora muito bonita do ego, que é um Deus chamado Hanuman. O Deus macaco tinha a capacidade de realizar muitas proezas, mas ele não tinha a capacidade de dar as ordens para que as proezas fossem realizadas, e quando o governador Krishina permitiu que Hanuman fosse o governador por algum, tempo a bagunça foi enorme. E é isso que muitas vezes acontece. Nós permitimos que o ego se torne o poder. E o ego foi instaurado como um instrumento. Portanto! Para ser liderado.

Eu – Muito bom! Temos que comandar nosso ego.

A – Como disse Vitor Hugo: Pelo menos uma vez por ano, pegue o seu dinheiro, coloque na mesa e diga quem manda em quem, o dinheiro em você. Ou você no dinheiro. Porque muita gente se perde. Desfrutar do material não tem nenhum problema. Ser desfrutado pelo material, esse é o impedimento para se chegar ao reino dos céus.

Eu – E aí é onde fica o ego, no dinheiro ou em você. Certo?

A – Então, como muitos dizem matar o ego é um absurdo. É como se estivéssemos propondo matar o pé direito. Um absurdo! É importante que tenhamos o ego como uma ferramenta, e que saibamos equilibrar essa ferramenta.

Eu – Eu gostaria que você falasse um pouco do ego e a Alma.

A – O problema é o que vocês chamam de Alma. É uma confusão enorme. Alguns colocam a Alma como um espirito. E muitos, os mais sábios colocam a Alma como a Essência Divina, ou o seu Eu Superior. São iguais! São palavras vindas de idiomas diferentes que são necessárias para a comunicação, mas que não expressam toda a essência. Vamos ver. Se a Alma é a essência. O Espirito é a manifestação dessa essência, que vai então criar um ego. Individuar-se, para se apresentar em diversos contextos. Ou seja. Na encarnação, no período desencarnado, para manifestar suas ideias e suas energias.

Eu – Então a Alma é coletiva?

A – A Alma se liga ao coletivo, dela começa a partir a individuação. É complexo! Mas isso são divisões criadas. Nada disso existe.

Eu – Nada disso é isolado. Né? Acho que se confunde muito sobre isso.

A – Os idiomas é que permitem isso. Dificilmente nós vamos conseguir exprimir essa ideia de uma forma completa. O idioma é uma limitação, qualquer que seja ele.

Eu – Então a Alma está no Todo. No coletivo. Aí desenvolvo o Espirito. Daí crio o Ego e individualizo. E ele que é a manifestação desse Espirito nos diversos contextos, tanto encarnado como desencarnado. Sempre foi confuso entender essas partes do Ego, Espirito e Alma.

A – Então o importante é que se equilibre o Ego. Que se perceba que a Alma não foi feita para sofrer. A dor existe, mas o sofrimento não é necessário. O sofrimento não engrandece. Deus não está nem um pouco preocupado com o seu sofrimento. Ele está preocupado com as atitudes que você toma mediante o que lhe foi proposto. Quer seja o sofrimento, quer seja o prazer, quer seja a prosperidade quer seja a alegria. Qual a sua decisão frente a suas propostas. Algumas mães que perderam seus filhos criaram instituições que ajudam milhares de crianças. É uma escolha! Participante do grupo – O ego não é a manifestação da vontade?

A – De certa forma a vontade é a manifestação do ego. Porque o ego é quem me individua. Que me coloca como individuo, e a partir do momento em que eu sou um indivíduo é que eu passo a ter vontade. E aí eu vou manifestar a vontade através do ego. Não é a vontade que manifesta o ego. Mas é o ego que manifesta à vontade.

Eu – É confuso esse entendimento. Mas agora ficou muito claro. Tirou dúvidas.

A – Porque nós precisamos usar de palavras e de analises, e quando nós percebemos que a análise é só uma forma de tentar compreender o todo, mas que o importante é olhar a totalidade.

A – Eu vou aproveitar desse momento para agradecer essa oportunidade de estar com vocês, e agradecer a todo grupo ao qual eu pertenço. A todo grupo que permitiu que neste momento eu fosse o porta voz, e que manifestasse o resultado dos estudos do grupo. Pedir desculpas a vocês e ao grupo por em alguns momentos não ter sido capaz de manifestar todas as opiniões que aqui foram colocadas. As vezes não ter sido capaz de manifestar dentro da limitação do idioma as ideias complexas aqui expostas. Mas acima de tudo agradecer a oportunidade, agradecer a todos os espíritos envolvidos na possibilidade dessa manifestação. Quer sejam os espíritos encarnados quer sejam os desencarnados. E agradecer ao pai pelo Amor que tem se manifestado em todo tempo. Muito obrigado!

Eu – Nossa Gratidão! Que nossas Centelhas Divinas possam trocar, e estarem unidas sempre.

Eu pergunto ao Pai Benjamin, mentor da Fraternidade – Porque se fala em idiomas? Falam-se outras linguagens no plano Espiritual?

Benjamin – Em muitos lugares no plano espiritual a linguagem é muito mais direta, não precisamos usar muita ação de palavras, as ideias são expostas de outra forma. O entendimento é direto. Quantas vezes você não teve uma ideia e ao expô-la, ela foi totalmente deturpada. Essa é uma limitação do idioma. Então nunca esqueçam que vocês encarnados e mesmo a maioria dos desencarnados tem a limitação do idioma para que aprendam a lidar com essa limitação. Para que aprendam a ter um jogo de cintura, percebendo a entonação, o uso das palavras, mas também o uso do que vocês vão chamar de não verbal.

Eu – Então isso não é o entendimento do outro? É a maneira que você se expressou?

Benjamin – Exatamente!

Eu – É a linguagem que você usou que não conseguiu abranger o todo da ideia?
Benjamin – Sim porque a ideia vem de uma essência, mas a necessidade de manifesta-la num idioma a limita.

Eu – Quando se fosse expressa através da linguagem da mente, teria sido entendida numa amplitude maior?

B – Amplitude maior e com uma velocidade muito maior. Mas, mais uma vez como disse Adalberto, isso não quer dizer maior ou menor evolução. Isso só quer dizer já ter obtido alguns instrumentos. E quanto mais instrumentos se têm, maior é a humildade. Maior é o respeito para com o outro. Porque você já sabe que ninguém é maior do que ninguém.
Silencio no grupo… Benjamin – Dizer isso é fácil – difícil é viver isso. Muitos de nós, e eu falo por mim e por Bem-Vinda, tivemos que viver a experiência da escravidão para entendermos um pouco mais sobre humildade. E mais uma vez é importante salientar que isso não foi castigo, não! Que muitas das coisas que vocês ainda veem como castigo, e que muitos espíritos desencarnados veem como castigo. Só são oportunidades. Basta trocar a palavra.

Eu – E. Aos pouquinhos nós estamos aprendendo.

Benjamin – Mas o mais importante é viver cada momento, e tomar cuidado com esses conceitos que a sociedade vai colocar – Ser mãe é sofrer… A perda de um filho é algo insuportável… São conceitos da humanidade. Então cuidado com esses conceitos que parecem leis Divinas, ou leis naturais, e não são. Que são apenas fatores que nos limitam. Cuidado com essas crenças que limitam. Ampliem sempre. Percebam que cada um tem uma fração de visão de realidade, e não a realidade do todo.

Eu – Mas, a humanidade, a sociedade as religiões. Elas sempre vão criando condições assim, não? Como esse caso que eu comentei dos índigos, Cristais… isso vira uma regra no meio esotérico. Então é uma regra imposta? Você aceitasse quiser.

Benjamin – Limitante! Bastante limitante. Porque se você se achar um cristal, você é egoísta. Então é melhor não ser Cristal. Se você não é Cristal, você não é especial. Então o importante é o que você é.

Eu – É realmente são valores limitantes mesmos. Benjamin – Muito! Então cuidado com isso.

Eu – E cada vez mais se torna necessário o nosso sentir. Só assim conseguimos avaliar essas crenças limitadoras. Né? O que é real e o que é manipulação
Benjamin – Sem dúvida! E quando você perceber que você só vê parte da realidade, fica mais fácil, e acaba impedindo qualquer julgamento do outro. Porque você assim também só vê parte da realidade do outro. Porque se o que você vê de você já é parte da realidade, imagina o que você vê do outro então. Portanto julgar é impossível.
Quero agradecer. Deixar um boa noite a todos. E vou pedir mais uma vez que vocês permaneçam por um minuto em silencio imaginando uma agua limpa e pura passando pelos seus corpos físicos, e energéticos. A água vai energizando cada um desses corpos, permitindo que eles se manifestem com mais realidade. Boa noite!

14jun

27/05/2013

Tema abordado: A Intuição
Texto do Evangelho: Um Espírito amigo – A Paciência
O mentor se apresenta como Eustáquio.

Eu- Seja bem vindo, Eustáquio. Temos muita alegria em recebê-lo.

Sensitivo – Ele vai ter o auxílio de uma co-responsável chamada Virna.

Eu – Bem vinda, Virna. Estamos de corações abertos para receber seus ensinamentos de hoje.

Eustáquio – É importante que todos saibam que a intuição já nasce junto com o corpo físico, pois a intuição vem dos corpos superiores mais ligados ao espírito. Então ela vem de antes do corpo físico. O grande problema é que a educação a qual as crianças são expostas vai fazendo com que elas deixem de ter contato com alguns dos planos e com algumas das informações que vem desse plano. Seria muito recomendável que as crianças fossem respeitadas, que elas não recebessem broncas quando contam das suas intuições, que pelo contrário, as crianças fossem estimuladas e orientadas. O que acontece é que muitas crianças acabam ou tendo medo, porque quando manifestam algum conhecimento da intuição são refreadas pelos pais, ou achando-se inadequadas quando se entregam demais a intuição. Todos vocês encarnados e nós desencarnados temos acesso a muitas informações que vem de muitas das nossas personalidades que vocês estão tratando na Apometria. Mas vem também do que se poderia chamar da grande biblioteca, que é uma biblioteca energética, na qual qualquer um pode ter acesso a ela. O problema é que a maioria acaba esquecendo o caminho, que é tão fácil…….

Eu – Então a intuição já faz parte do ser humano?

Eustáquio – Sim!

Eu – Existe uma pessoa com mais intuição e outra com menos intuição ou é o desenvolvimento dela que nos da esse parâmetro?

Eustáquio – É que vocês gostam de comparar e muitas vezes, erroneamente, acabam chamando de sexto sentido. Os sentidos físicos dependem dos nervos do corpo, enquanto a intuição não depende dos nervos físicos. Ela vai depender dos liames de ligação com os corpos menos materializados, então ela também depende de canais, mas não desses canais nervosos do corpo físico. Assim, ela não é um sexto sentido, porque ela não depende dessa transmissão do impulso nervoso, mas ela depende também da ligação desse corpo que ocupa o físico com seus próprios corpos superiores. E também com o que muitos, principalmente os indígenas chamam de Grande Mistério, que nada mais é do que o conhecimento acumulado por todos, e que de forma paulatina, de forma lenta vai sendo liberado para o acesso. Confunde-se muito a intuição com premunição, que é uma capacidade que alguns têm, poucos para dizer a verdade, e que não é necessariamente intuitiva. Ela pode acontecer, mas na maioria das vezes ela não é tão importante quanto se acha. É que na maioria das vezes a pessoa vive a angustia de não saber exatamente o que vem no seu futuro. Todos os grandes sábios já disseram isso, Jesus já disse, Buda já disse: pense que o futuro a Deus pertence e vivam o presente, mas as pessoas continuam buscando a premonição. O conhecimento do futuro não ajuda ninguém, muito poucas vezes vai ajudar. A intuição é muito mais importante no auxilio das decisões, não como premonição, não como pre-cognição, ou seja, conhecer antes que aconteça, porque é impossível conhecer antes que aconteça, se o que acontece depende de decisões, e essas decisões são livres. A colheita é obrigatória, mas a decisão é livre. É que muitos vivem o drama do “e se”, e se eu tivesse feito dessa forma, mas não fez. Ninguém nunca vai saber. A intuição sim, não como premonição, mas como um conhecimento além dos cinco sentidos, e além do conhecimento adquirido nessa encarnação, precisa ser entendida, compreendida e usada.

Eu – Então a intuição pelo que eu estou entendendo depende de se estar presente no seu agora?

Eustáquio – Sempre!

Eu – Se eu estou ligada no passado ou me preocupando com o futuro, estou ausente da minha intuição?

Eustáquio – Sim. É quase como se você quisesse atender aqui ao telefone (telefone fixo) da sua casa em que você mora, lá longe. O telefone está no seu nome, mas você não pode atendê-lo aqui. Então é quase a mesma coisa. Se eu não estou presente para receber estas ligações, como eu posso saber se elas ocorrerão?

Eu – Então para que a intuição possa fluir, devemos tratar nossos apegos ao passado e a ansiedade pelo futuro? Precisamos treinar estar no Agora. A meditação é uma grande ferramenta para isso, não?

Eustáquio – Sem dúvida! Aí sai todo mundo dizendo que teve um insight na meditação. Não é um insight! Foi a condição de se conectar com algo que muitas vezes você já conhecia, só que não é desta vida.

Eu – A intuição está ligada do Chakra cardíaco no Búdico, ou vai além disso?

Eustáquio – O conhecimento que você já tem está no Búdico, mas a intuição como um todo, vai bastante além, porque ela incorpora também a possibilidade de acessar conhecimentos que não são seus, que não fazem parte do seu corpo, mas que são da humanidade, ou dessa espiritualidade.

Eu – Entramos então no Akáshico?

Eustáquio – Não chame mais de corpo, mas sim de uma atmosfera. É como se fosse uma grande energia que permite que você consiga acessar, mas são tão poucos os que têm se detido em alcançá-la. A maioria acaba não tendo tempo nem vontade, porque se contenta com pouco.

Eu – Como fazer uma avaliação, pois sentimos muitas coisas, mas ficamos no “será que é real, é uma intuição ou é da minha cabeça”? Como intuir e ter certeza que intuiu?

Eustáquio – Isso requer treino. Principalmente requer que quando você tenha o que vocês chamam de insight ou intuição, você pare, medite, coloque-se presente e teste a hipótese. Porque vocês precisam aprender a diferenciar o que é intuição do que é tentativa de espíritos que vos cercam e tentam influenciar vossa vida. Isso é sempre muito fácil de perceber quando você medita, quando você testa essa hipótese. Essa hipótese sai do seu coração, do seu conhecimento. Ela é congruente com seu conhecimento, é intuição. Quando a hipótese é muito esdrúxula, quando ela vai muito contra toda sua forma de agir, de pensar, ela é provavelmente uma interferência. O grande problema é que muitas das interferências são muito prazerosas. As intuições não precisam ser necessariamente prazerosas. Na intuição você sente que sabe, você não precisa ser convencido disso. Na interferência não. Além de ser prazerosa, você precisa ser convencido, você acaba, uáu… ficando muito feliz por causa daquilo. Isso geralmente são interferências.

Eu – As interferências ocorrem mais na manifestação da condição do outro ou não? Porque intuição se deve usar para si mesmo.

Eustáquio – Sim.

Eu – Porque muitas vezes temos essa coisa de dizer: ah, eu intui que determinada pessoa, determinada situação não é relativo a você. Pode ser falso ou pode ter verdade nisso também?

Eustáquio – Pode ter verdade. Algumas vezes tem verdade. Mas é preciso ver se isso não é só uma tentativa de interferência de mudança, afetando a sua decisão para algo que não é do teu verdadeiro Eu.

Eu – Até para satisfazer sua vontade, né? Porque às vezes você quer que seja daquela maneira.

Eustáquio– Sua vontade e seu ego. Aí você se torna uma presa muito fácil, porque bate o seu desejo com essa interferência.

Eu – E é comum essas interferências acontecerem? As pessoas serem usadas e sem saber manifestarem o que não é dela?

Eustáquio – A cada pessoa, se você contar essas 24hrs. que vocês contam o dia, provavelmente, de 5 a 10 interferências ao dia.

Eu – É muito, não?

Eustáquio – Não! Foi pior.

Eu – Você dizendo que foi pior, eu pergunto: o ser humano hoje tem uma facilidade maior de ser intuitiva?

Eustáquio – Sim. Por um lado sim. No que tange as interferências, sem dúvida existe uma energia muito grande que tem purificado e diminuído um pouco essa capacidade de interferência de um no outro, por outo lado, não, porque a educação que é recebida no mundo encarnado é uma educação basicamente materialista, e isso acaba afastando demais da intuição.

Eu – Como o materialismo atrapalha a intuição? Não são coisas totalmente opostas?

Eustáquio – Sim se você tem uma educação materialista como é que você pode assumir que você pode ter intuições?

Eu – A intuição, em alguns momentos da sua vida não se torna mais forte do que o desejo do ego?

Eustáquio – Se você treinar para chegar nesse ponto, sim. A maioria das pessoas só tem desejos. A maioria dos espíritos atualmente encarnados se assemelha a criancinha birrenta batendo os pezinhos. E a criancinha birrenta batendo os pezinhos não vai permitir que a intuição flua. Ela só quer saber de satisfazer os seus desejos. Isso não é uma crítica!

Eu – Falando assim você quer dizer que a intuição pode ser contrária ao desejo que você tem no momento?

Eustáquio – É! Porque a intuição vai mostrar o que você precisa, não o que você quer.

Eu – E nem sempre nosso ego aceita o que é preciso, queremos o que achamos que é bom, né?

Eustáquio – Exato (pausa).

Eu – Uma criança está sempre intuitiva por natureza, ou muito tem a ver com fantasia?

Eustáquio – A criança está na intuição e na fantasia. E a maioria dos adultos acaba bloqueando a intuição e a fantasia na criança.

Eu – Dizendo que é bobagem, que é invenção…

Eustáquio – Exatamente. E quantos sofrem por isso, quantas crianças estão tomando medicamentos, fazendo terapias estranhas? Muito mais para satisfazer o desejo dos pais para que não tenham essa manifestação que os assusta, mais do que tudo.

Eu – Vai contra as regras e normas dentro dos padrões que os pais estão enquadrados. Eu acho que a autoestima e a segurança ajudam muito na intuição, sim?

Eustáquio – Todos os extremos atrapalham. Se você chama de autoestima e segurança, um equilíbrio, ótimo. A falta da autoestima vai fazer com que a pessoa não se sinta nem capaz ou merecedora de receber qualquer informação. Mas o excesso de autoestima também pode impelir ao excesso de ego. Aí também eu não admito que ninguém possa ter, ou que a intuição flua.

Eu – Você mencionou premonição e outras práticas divinatórias, então tudo isso que se vai atrás para saber o futuro, não tem função?

Eustáquio – Muitas vezes tem. Só que não é a função que elas acham que tem. Muitas vezes a função é de CRIAR um caminho para que ela siga. E não sei se isso é o melhor.

Eu – Então isso pode tirá-la do seu caminho?

Eustáquio – Pode! Pode sim. Porque ela não está seguindo a sua intuição.

Eu – Mesmo as cartas de tarô?

Eustáquio – Sim!

Eu – Você pode induzir a retirada de uma carta que você queira?

Eustáquio – Não que você vai forçar a carta a sair. Mas a hora que a carta sai você decide que aquela carta signifique aquilo que você quer que signifique.

Eu – Mesmo que outra pessoa esteja fazendo isso?

Eustáquio – Mesmo que seja outra pessoa.

Eu – Influencia na mente da pessoa?

Eustáquio – Se for outra pessoa você vai ter duas influencias. A sua e a da outra. Isso não significa que nada disso tenha energia, ou que tenha verdade. Isso só significa que nós precisamos aprender a usar a nossa intuição. A intuição é um conhecimento que já vem, é o uso do conhecimento que já está disponível para toda a humanidade energeticamente, para interpretar melhor. Mas a maioria de nós não usa a intuição, usa o desejo.

Eu – O que você esta dizendo seria assim: a resposta que você necessita esta dentro de você. Não precisa ir a igreja, ao pastor, ao terapeuta buscar… Você pode tirar de dentro de você o que necessita?

Eustáquio – É que às vezes não se esta apta para algumas situações. Nenhum problema de você ir buscar ajuda, desde que você não queira que essa ajuda carregue nos ombros as coisas que você precisa carregar, desde que você não queira transferir seu fardo. Muitas vezes até precisa que um terapeuta, um líder religioso, um sábio te oriente. Um verdadeiro sábio não orienta ninguém. Ele simplesmente te mostra outros caminhos para que você escolha. Então isso pode ser muito necessário, porque a capacidade cerebral do corpo encarnado inclusive impede que você consiga ver todos os caminhos, todas as alternativas. Muitas vezes você sofre porque só vê uma alternativa. Então um grande sábio, um bom terapeuta, ou um bom sacerdote pode te auxiliar a ver alternativas para que você escolha. Agora, um sacerdote egocêntrico ou um terapeuta autoritário pode na realidade, tentar interferir na sua vida. E aí, ele esta assumindo a responsabilidade por isso.

Eu – É jogar a sua opinião, a sua verdade.

Eustáquio – E assumindo mais a do outro. Cada vez que você joga, o seu fardo aumenta. E isso não significa que você esta jogando em cima do outro o seu peso e que esse peso diminua para você. Talvez aumente no ombro do outro, mas vai aumentar no seu também. É uma coisa que fisicamente parece impossível, mas que energeticamente é bastante possível.

Eu- Existem maneiras diferentes de intuir?

Eustáquio – Com certeza! Cada um pode desenvolver um determinado tipo de maneira de intuir. Alguns precisam da meditação, outros precisam de mantras, outros precisam de orações, outros precisam de menos luz, de determinado som. Nenhum deles é importante, nenhum destes detalhes é importante, mas funciona quase como uma chave para auxiliar como processo.

Eu – Eu quando estou envolvida por alguma coisa que não seja preocupação (pintar, escrever, andar na natureza) vem sempre alguma coisa que sinto que é importante para mim, seria isso? Esvaziar a mente, se desligar. Esse é o processo?

Eustáquio – O mais importante é você se soltar, desligar. É você de alguma forma acessar isso. Para algumas pessoas é importante se soltar, se desligar sim, mas o estar presente para acessar. E quando acessar manter um bom tempo para acessar até condições que não são produzidas por seus próprios corpos espirituais, mas estão disponíveis. É quase como o que vocês veem hoje na internet. Muitas das informações estão disponíveis, você só precisa ter a possibilidade de acessa-las. Ou seja, você precisa ter o desejo de acessa-las, precisa estar presente e precisa saber a metodologia. Exatamente como na internet. Se você não tiver um computador, não tiver acesso à rede, não colocar na pesquisa do Google, você não vai encontrar. Ninguém vai bater na sua porta te dizer: olha moça tem algo aqui muito interessante para você. Tem que partir de você!

Eu – Com a intuição, você pode acessar um conhecimento e começar a desenvolver, a produzir esse conhecimento?

Eustáquio – Sim. Você já tem muito conhecimento, muito mais do que aqueles que você adquiriu só nesta vida. Você só precisa reativar tudo isso e acessar. Algumas dessas bibliotecas estão lacradas. Aí você não vai acessar e esse lacre é feito com muito amor, porque algumas destas informações poderiam por em risco o seu processo de encarnação. Então alguns lacres são importantíssimos e eles vão continuar, mas as informações aos poucos vão sendo desnudadas. Porém, você precisa estar disposto e estar se conectando, exatamente como na internet, para ter essas informações.

Eu – Por exemplo; quando nós estamos na Apometria, vamos dizer que 80% fazemos através da intuição, o que facilita isso?

Eustáquio – A presença, a concentração. Se uma pessoa está na Apometria, captando, dirigindo, ou apenas atuando como contra ponto energético e se ela estiver preocupada com a lista de compras, nada vai fluir para ela.

Eu – Então é o estar presente?

Eustáquio – Sim! Quando você faz toda a abertura e faz as preces, você está facilitando a presença. A presença permite que a intuição que não é das suas personalidades, mas que vem dos guardiões, dos mentores e dos mestres, possa atuar. Você precisa se disponibilizar. É como se você pegasse o seu computador desligado e quisesse que ele te disponibilizasse informações. Você precisa liga-lo, conecta-lo primeiro e aí, sim, acessar informações.

Eu – O pai Beijamim já comentou mesmo sobre essa interferência na intuição. Você tem mais alguma coisa para acrescentar?

Eustáquio – A Virna vai falar mais uma vez que é muito importante aquilo do orai e vigiai, do estar presente. É preciso tomar cuidado com seus pensamentos. Ás vezes você vai ouvir que os seus pensamentos cria realidade e isso é verdade.

Eu – O pensamento cria realidade?

Eustáquio – Sim. Isso é verdade. Porque vai criar a sua visão da realidade, mas ele não vai criar bens materiais, por exemplo. Ele vai te dar meios de atingir bens materiais, mas você vai ter que trabalhar um pouco. Aí então, cuidado também, porque tem muita gente que acaba ficando muito tempo só pensando, pensando, desejando, desejando e isso é perda de tempo. Você vai ter que fazer alguma coisa porque no nível material, você precisa de trabalho material. Esqueça, você não vai conseguir bens materiais com trabalho espiritual. Também é muito importante que nós possamos disciplinar, por quê? Porque existem muitas influencias. Da mesma forma que você tem espíritos encarnados que te influenciam. No dia em que alguém que é importante para você te tira do sério e briga, provavelmente o seu dia todo vai ser conturbado. Por mais que as outras pessoas estejam muito felizes com você e venha carinhosamente, você dificilmente vai receber esse carinho, você vai estar abalado. Então é a mesma coisa no plano espiritual e cada um dos encarnados tem uma rede de espíritos os acompanhando. Alguns já são conhecidos de outras encarnações, mas esses são a minoria. Não se iludam, a maioria desses espíritos que os acompanham o fazem por sintonia, porque as energias que você emana lhes são afins. Ok que existem os espíritos guardiões, que existem os espíritos familiares, os seus amigos de vidas passadas e seus inimigos de vidas passadas. Porém muito mais do que esses que são poucos e que estão interessados em interagir, estarão interagindo com você os espíritos afins, que estão sendo atraídos pelas suas atitudes. Muito mais do que pelas suas palavras e as atitudes, incluem aí os pensamentos. Não pelo que você diz, mas pelo que você faz, inclusive na ação de pensar, que não deixa de ser uma ação.

Eu – Na aula passada de Apometria, uma senhora questionou o fato de que quando se pede para um santo no desespero, a coisa acontece. Ela disse que nós não podemos achar que só nossa mente realiza, a fé faz acontecer. Como é isso?

Eustáquio – Primeiro! O que acontece quando você esta num momento de desespero? Você tem que estar aqui, presente no desespero. Você esta vivendo uma coisa agora. Se for alguma coisa que você esta pensando para o futuro, você não esta em desespero, você esta em ansiedade. Mas se você esta em desespero, você tem uma capacidade muito grande de estar aqui, e então fica muito mais fácil absorver, se conectar com a intuição.

Eu – E aí você acessa uma solução.

Eustáquio – Você pode acessar uma solução ou não. Você pode ser influenciado também. Você pode ser influenciado negativamente ou positivamente, depende do seu mérito e da sua sintonia.

Eu – Então existem esses espíritos companheiros, anjos de guarda, como se acredita, que num momento desses agem através da força que a gente desenvolve?

Eustáquio – Ou podem te atrapalhar também, depende. Existem também espíritos que querem botar a perder e que num momento de desespero vão te dar as ideias mais malucas. Por que você acha que as pessoas cometem suicídio?

Eu – É influencia de negativismo?

Eustáquio – Não é só influencia. Porque essa influencia só se da se você se sintonizou com ela.

Eu – Se você esta vibrando no mesmo sentimento daquele espirito?

Eustáquio – Exatamente!

Participante do grupo – Tem uma tendência também, não é isso? A pessoa tem tendência e o espírito da um soprinho.

Eustáquio – Na maioria das vezes o outro faz muito pouco, você é que decide.

Eu – Mas isso é uma tendência ou um estado?

Eustáquio – É muito mais um estado. Quando você fala tendência, você corre o risco de passar que isso está na genética, no corpo e isso não existe. O que acontece muitas vezes, e muitas pessoas colocam como: oh… tem famílias com tendências suicidas, mas é que os afins se atraem sempre.

Eu – Se essa pessoa mudar seu estado vibratório e seu padrão de comportamento, ela sai disso?

Eustáquio – Sim. Ao mesmo tempo em que essa energia atrai, ela acaba atraindo muito dos espíritos caridosos que vão tentar auxiliar. Mas é preciso que se abra a porta para eles, porque eles não arrombam portas.

Eu – Acontece de esses espíritos, esses seres estarem vendo esses acontecimentos e não poderem fazer nada?

Eustáquio – Muitas vezes! Todos os acontecimentos que parecem sofríveis, cheios de sofrimento para vocês são acompanhados. Mas todos eles têm algum porque e todos eles têm alternativas, mas nós precisamos aprender a nos abrir para vermos as alternativas. Porque geralmente só nos lembramos das alternativas depois que a coisa aconteceu.

Eu – Há pouco tempo nos nossos estudos usamos um exemplo: você vai embarcar num avião que cai. Uma determinada pessoa que também ia embarcar no voo, por algum motivo, não embarcou. Aí ficou a questão: existe coincidência ou esses espíritos podem agir numa situação dessas, impedindo que essa pessoa embarcasse no voo?

Eustáquio – Na realidade o tempo todo eles estão fazendo isso e muitas vezes você da ouvidos. Você está conectado o suficiente para perceber isso. O grande problema é não estar presente. Então se você perguntar: existem coincidências, como consciência não, existem possibilidades? Existem! Dentro do livre arbítrio, existe a possibilidade. Mas não é consciência. Talvez não estivesse no planejamento encantatório, mas a partir do momento que você decidiu, isso entra para o seu planejamento, porque o planejamento não é fixo também. No próprio livro dos espíritos, você vai ler que se você seguisse o seu planejamento da encarnação, provavelmente você teria dez vezes mais sofrimento do que você tem nessa vida.

Eu – E o que modifica isso, nossas atitudes?

Eustáquio – Não só as atitudes, também o aprendizado, mas inclusive a suavização desses espíritos superiores que em nome de Deus facilita um pouco.

Eu – E isso acontece por merecimento da pessoa? Por isso eles podem amenizar isso?

Eustáquio – Não só por merecimento, mas por falha no julgamento. Na maioria das vezes um espírito tem a possibilidade de fazer seu planejamento encantatório. Ele acaba tendo ainda culpas desnecessárias e acaba se sentindo responsável por coisas das quais ele não é. Ainda por causa da educação recebida nas muitas encarnações nesse planeta, ele acha que expiação é igual a castigo. Ele acaba pedindo castigo, porque só sendo castigado ele vai poder evoluir. E na realidade o que esses espíritos fazem não é facilitar. Eles fazem é uma dosagem do que tem aí de excesso de culpa, de ausência de auto perdão, de excesso de cobrança, de auto-punição.

Eu – Ah! Então eles liberam aquilo que foi adquirido pela crença da pessoa?

Eustáquio – Pela crença, pelo crime castigo.

Eu – Mas a pessoa desencarna com essa intenção, que se for punida é que vai melhorar?

Eustáquio – Não precisa ser no desencarne, porque quem esta no plano espiritual é o mesmo que esta no plano encarnado. São as mesmas pessoas, só que tirando sua roupa de encarnado.

Eu – Então ela leva toda a bagagem?

Eustáquio – Sim! Pensa quantas vezes ela escutou que Deus castiga, que Deus é cruel, que a justiça Divina é a justiça da espada. E ai pede punições de que não precisa.

Eu – E esses espíritos ajudam aliviando esse excesso?

Eustáquio – Eles não estão ajudando, eles estão aparando essas arestas.

Pergunta de um dos participantes.

P – As pessoas uma em relação a outa se sente que aquela pessoa, ou outra a incomoda ou a desvia do progresso, isso é um resgate ou apenas uma falta de tomar decisão?

Eustáquio – Nem uma coisa nem outra. Porque ninguém nunca te desvia do teu resgate, ninguém nunca te desvia do teu caminho. Só tu te desvias. Todos os que adentram no seu convívio são seus mestres. Você decide. Então é impossível que outra pessoa influencie. Você é que decide.

Pergunta de outa participante

P – Tem outra pergunta quanto à carta de tarô. Sempre tem acertos: vou trabalhar não sei aonde, vou me relacionar não sei com quem e sempre falam que acerta o futuro. É real ou uma ilusão?

Eustáquio – N realidade não é que acertou o seu futuro. Muitas das vezes falou o que você queria ouvir. Você seguiu aquele caminho porque você aproveitou, ou seja – o sensitivo te deu um mapa e você resolveu segui-lo – cabe a você segui-lo ou não.

Eu – Então quer dizer que a pessoa entrou na vibração do que a cartomante falou?

Eustáquio – Na maioria das vezes sim. Não que não existam as profecias, elas existem. Os profetas são muito raros, mas eles estão aí. Mas eles não estão à disposição para falar sobre futilidades do futuro. Se assim fosse, esse dom não seria dado para alguém.

Eu – O que você tem mais para acrescentar sobre o nosso tema?

Eustáquio – O mais importante são as técnicas. Lembrar que cada vez que vem um pensamento que não é seu, e isso é fácil de perceber, um pensamento que não tem correlação com o momento e com a forma de pensar, você vai ter que sempre coloca-lo frente a um julgo. Primeiro, você vai ter que testar essa hipótese para ver se ela é coerente com você e se ela é congruente com o caminho evolutivo. Muito mais congruente com o caminho evolutivo do que congruente com o seu querer. Para saber separar o que é intuição e o que é influencia. Esse é o principal ponto. O que é influencia na realidade, é como você perceber o que o outro esta dizendo, é como se você julgasse como se fosse um amigo encarnado te dizendo alguma coisa, será que ele só esta sendo conivente! Será que ele só esta sendo adulador, isso é o mais difícil. Nesse mundo que vocês vivem de ego, isso é o mais difícil.

Eu – E essa maneira de se dizer: sentiu é o real, não fique questionando será que é certo, será que é errado, não se deve analisar a intuição.

Eustáquio – Vai muito do que você sentiu também, porque quando você intui é algo que te deixa bem. Mesmo que seja algo difícil de levar, isso faz sentido para você. É você que escolhe!

Eu – Acho que a intuição é aquilo que vem e nos traz aquela sensação de que é o certo, é o bom para você, nos traz tranquilidade, será isso?

Eustáquio – É! É isso. Só sei que eu sei. Isso faz sentido para você lá dentro do seu coração. Quando vem uma informação, você olha e, tem algo aí, isso não é intuição. E você vai ver se é uma tentativa de influencia. E quando isso acontecer, qual o grande jeito de separar o joio do trigo? A PRECE. Pare, faça uma prece, peça luz, use as técnicas apométricas.

Eu – Uma personalidade perdida tem uma força maior de influencia do que um obsessor?

Eustáquio – Ela não tem maior força obsessiva. Ela esta mais ligada a você, porque ela é você. Mas o que é preciso colocar é que muitas das personalidades, você falou personalidade perdida, muitas das personalidades não vão aparecer nesta encarnação. Em cada encarnação você vai trabalhar algumas dessas personalidades perdidas, como se fossem pedacinhos seus que agora não podem se manifestar. Elas ainda vão ficar guardadas, a maioria delas inerte, até que elas possam se manifestar.

Eu – E quanto a estas que se manifestam agora, eu também posso ter a capacidade de discernir se é influencia ou se é real meu?

Eustáquio – Sim, faça preces. Sinta a energia, esteja presente para receber a intuição. Quando eu falo em testar a hipótese, não significa questionar a intuição nesse sentido de óh, será tal. Mas é testar mesmo: isso é bom para mim, é bom para todos, isso bate com as atitudes que eu gostaria que estivesse comigo, isso bate com as regras do Amor Universal? Isso não significa também que eu tenha que ser bonzinho com todo mundo e agradar a todos. Isso significa que dentro das minhas escolhas, eu vou ter que aprender a ferir algumas pessoas também, porque eu vou ferir expectativas, mas não vou ferir o Amor Universal, porque o Amor, muitas vezes nega, muitas vezes refreia o Amor. Muitas vezes repreende, porque senão não é Amor.

Eu – Um resultado sempre tem que ser bom para mim e para além de mim também?

Eustáquio – E quem sabe o que é bom e o que é ruim? Você vai ter que testar, porque você só vai saber o que é bom ou o que é certo depois que errar muito. E você tem que testar e saber que você é um ser humano que vai testar e vai colher todos os resultados, colher todos os erros e os acertos. Aprender com os resultados não significa sofrer com os resultados, mas aprender com eles. E agradece-los, agradecer todos os mestres que vão te ensinar pelo Amor ou pela dor.

Eu – Então estamos com 52 minutos de gravação desses ensinamentos. Nós vamos agradecendo e eu pergunto se todos dos grupos que participam estão aqui?

Eustáquio – Sim, os grupos continuam em reunião. Temos tido o auxilio também do pai Beijamim que é um líder incrível e vocês aproveitem a presença dele. Temos sempre a presença dos devotos da Nossa Senhora dos Negros, que nos auxiliam nessa interface entre o plano material e o plano espiritual, cuja presença muito silenciosa permite que essas energias fluam muito mais fácilmente. Nós agradecemos também porque nós continuamos aqui, não só em prece, mas também em estudo e dedicação. E agora nós nos retiramos e o pai Beijamin que nos ajuda bastante, pediu que vocês permaneçam um pouco em silencio, em prece, para que ele possa também auxilia-los mais um pouco.

Eu – Nossa Gratidão mais uma vez a todos que estiveram aqui hoje.

Pai Beijamin, mentor da nossa casa e do grupo “Fraternidade Cristais de Luz´´ –

Estão encarnados nesse período os espíritos que precisam disso. Mas que nós agora passamos por um período de ciclos muito rápido e que nós vamos ter que aprender a conviver com isso.

Eu – Esses ciclos são de situações ou de vida. De situações, temos algo a fazer que começa e termina muito rápido (uma situação), ou ciclo de vida. O tempo nosso de vida na terra esta maior em anos e menor em energia?

Pai Beijamin – Não em energia. É que o que vocês medem de anos, para começar, não são mais anos.

Eu – Quer dizer que se eu viver 100 anos, não posso contar 100, são 80 anos?

Pai Beijamin – Menos!

Eu – É porque o dia deixou de ter 24 hs, para ter 16, seria isso?

Pai Beijamin – Menos. Dois terços. Alguém que tem 90 anos, na verdade tem 60.

Eu – Nossa! E isso esta relacionado ao movimento do planeta?

Pai Beijamin – Também, ao movimento do planeta e ao movimento no planeta.

Eu – E assim dá tempo da gente cumprir com nossas buscas, necessidades da própria encarnação?

Pai Beijamin – O tempo é tão relativo, uma encarnação é um segundo.

Eu – Isso prejudica nosso metabolismo, provocando adoecimento?

Pai Beijamin – Para quem quiser, sim! A mesma energia que causa doenças causa cura. Basta escolher o lado que você quer.

Eu – E por que você nos pediu para que ficássemos um pouco em silencio? Algum tratamento energético?

Pai Beijamin – Na realidade, pai Beijamin esta preparando todo este ambiente. Você já percebeu a mudança e nós estamos vindo lá de fora, digamos assim, e ele precisa cada vez mais equilibrar as nossas energias com o ambiente.

14jun
Estudos do dia 23/04/2013
Tema O Critica
Nosso tema de hoje é A Crítica, Este tema nos foi sugerido por um dos nossos atendidos.Trechos do Evangelho: Fora da Caridade não há salvação. O que é preciso para ser Salvo e Parábola do bom samaritano.Temos se apresentando hoje um casal representante do grupo que nos assiste. Ela se chama Anita e ele Álvaro (abaixo é mencionado A).Sejam bem vindos!! É com muita gratidão que os recebemos neste dia.

A – A crítica é uma incapacidade de olhar para si mesmo, porque se nós olhássemos para dentro e se nós nos fixássemos nas nossas experiências, nas nossas histórias, mesmo que fossem somente as relativas a esta vida encarnada, nós saberíamos que temos pouco direito de apontar para o outro de forma crítica. E isso é bastante importante, principalmente para quem esta numa posição subalterna. É como se a partir do momento em que você adquire um conhecimento ou adquire uma posição, você com certeza também adquirisse uma responsabilidade sobre aquilo. E uma das coisas inerentes dessa responsabilidade é saber que os que estão numa procissão subalterna, ou os que ainda são mais jovens, ainda não passaram pelas experiências que você esta passando agora, seja porque sejam mais jovens, ou porque trilharam outros caminhos e só agora trilham os caminhos que você já conhece. Se estão reconhecendo um caminho que você já conhecia também é muito importante que você perceba que você já trilhou aquele caminho. É importante também que se lembre das agruras pelas quais você passou e permita que alguém que agora trilha o caminho, tenha o direito de ter dúvidas, tenha atitudes que talvez sejam incoerentes, ou tenha também atitudes diferentes das suas. Porque na maioria das vezes o que nós criticamos é o que para nós é diferente. E o diferente nem sempre é errado, só é diferente.

Eu – Sim, porque na maioria das vezes, a crítica independe do outro ser subalterno ou ter menor conhecimento. Acho que mais criticamos pelas diferenças mesmo.

A – Geralmente pelas diferenças, porque quando você tem o real conhecimento de alguma coisa você nunca critica. Você sabe os caminhos que você teve que trilhar para chegar até ali. Quem critica é quem na realidade se incomodou. Ficou incomodado por algo do outro que é diferente do que ele professa, ou do que ele faz. Mas que encontra na sua profundidade, no seu âmago, alguma ressonância, desta vida ou de uma vida passada. Quem critica geralmente quer tirar o foco da atenção de si mesmo, e não é a atenção alheia, é a sua própria atenção.

Eu – Quer dizer que quando eu critico alguém por não gostar da maneira que ele se comporta, ou não gostar da maneira que ele é, eu estou tentando esconder de mim mesmo, essa condição minha que eu não aceito?

A – Sim, sim, porque aquilo te incomodou.

Eu – Mas nós nos incomodamos com a atitude do outro e com a maneira dele ser, por termos essa ressonância dentro de nós, ou pode ser por uma não empatia energética?

A – Mas a não empatia energética é o resultado dessa ressonância. Se aquilo te incomoda tanto, a ponto de você ter que entrar numa crítica, é sinal que aquilo ressoa em você, não em você desse momento, mas numa personalidade tua de vida passada, que tenha passado por algo muito parecido com aquilo. É muito diferente de você fazer crítica a atitudes. Fazer críticas a atitudes é um reconhecimento de coisas que fazem bem ou fazem mal. Quando você estiver, por exemplo, dizendo: fumar faz mal para a saúde, você esta fazendo uma crítica a atitude. Agora, se você estiver dizendo: fulano fuma, eu tenho que boicotar fulano, alguma coisa está errada. Provavelmente existe uma ressonância que te incomodou. Se você critica uma atitude que é de um conhecimento geral, ok. Agora se você critica a pessoa, mexeu com alguma coisa que tem ressonância na sua profundidade.

Eu – Por exemplo, eu acho uma pessoa muito invasiva, atrevida.

A – Se você acha uma pessoa específica atrevida, ela mexeu em alguma coisa tua. Em algum momento talvez você tenha tido um comportamento semelhante. Se você não gosta do atrevimento, porque acha isso uma invasão, tranquilo. Agora, se é de uma pessoa específica, provavelmente ela pegou num ponto que tem ressonância mesmo.

Eu – Então eu não gostar da atitude é uma coisa e eu não gostar disso numa pessoa, é outra coisa?

A – Exatamente! Quando uma pessoa te incomoda pela atitude é porque ela esta acionando algo dentro de você. É óbvio que quando as atitudes são reprováveis, você não vai elogiar alguém, porque se alcoolizou, porque usa drogas ou porque tem comportamento violento. Mas é a atitude, não é a pessoa. Quando você se incomoda com a pessoa, ela encontrou ressonância em você. Então olhe para dentro, não para fora. Quando isso acontecer, veja em você em que ponto isso pega, e aí sim, olhe para aquilo e transmute, modifique.

Eu – Quanto a não empatia energética, existem pessoas que não é uma coisa nelas que nos incomoda. É ela, é a maneira dela agir, falar, chegar, sair. Isso também tem a ver com uma ressonância?

A – Lembre-se do texto que foi lido no evangelho, quem é o teu próximo? Então, o que interessa e o texto deixa isto claro, é a sua atitude.

Eu – Mas nós temos o direito de não permitir que essa pessoa conviva com a gente.

A – Sim! Amar o próximo, não significa mimar o próximo. É importante que se separe isso muito bem. Você não vai sair pela rua pegando todos os ladrões e levando-os para sua casa. Você inclusive vai se afastar deles porque eles significam risco para sua integridade física. Mas isso não significa que você não os ame. Isso não significa que, se em algum momento, alguém que tenha um passado que você reprova, esteja caindo numa ribanceira e precise do seu auxilio, você não vai lhe dar a mão.

Eu – Você acha! Eu estou com uma situação assim, agora me pegou. Uma pessoa que me incomodou muito na família, saiu, agora vive ligando e eu estou me negando atender, é ruim isso?

A – Não necessariamente. Depende, se for só para te incomodar, é melhor não ser incomodado.

Eu – Eu não acredito no caráter.

A – Caráter é algo extremamente mutável, todo mundo pode mudar, todo mundo tem o potencial para se tornar melhor.

Eu – Você acha que um caráter muda?

A – Sim, sempre, porque inclusive se você não mudar, a vida vai mudar.

Eu – E se for um jogo, manipulação, como sempre fez?

A- Por isso não abrir toda a asa, defesas.

Eu – Então, quer dizer que sempre devemos dar as mãos a quem caiu, mesmo que essa tenha….

A – Se ela precisar da mão, com cuidado. Isso não significa que você vai sair por aí estendendo suas mãos para todos. E nem para quem já te feriu. Isso só significa que se essa pessoa que é um espírito com potencial de evolução, com melhoria de caráter, precisar de mais, você pode auxiliar. Se essa pessoa mostrar essa modificação, você pode permitir que ela se aproxime, ou não.

Eu – Nós podemos criar uma resistência, pelo fato da gente não gostar e impedir que possamos enxergar que aquela pessoa teve uma mudança no caráter dela?

A – Isso é muito comum. Aí você está na crítica, aí é seu julgamento. Se até Deus permite que todos continuem, por que você não vai crer que alguém possa modificar-se?

Eu – Então isso vai me pegar mais que os outros ensinamentos, porque estou resistente em estender as mãos a essa pessoa.

A – Mas cuidado! Isso não significa que você vai abrir todas as defesas e receber qualquer um no centro da sua casa, ou do seu coração. Mantenha sempre as defesas, mas também não impeça que essa pessoa demonstre modificações.

Eu – O tema Crítica mexe muito comigo, porque eu sou considerada uma pessoa crítica na família. As filhas e mesmo no nosso grupo me acham crítica e eu resolvi trabalhar esse lado meu. E é muito difícil.

A – Sim, mas a coisa mais importante a ser feita é olhar para dentro de voce e ver onde está aquele ponto que te fez gerar uma crítica. Onde é que aquilo te pega, o que é preciso trabalhar em você e aí trabalhando isso em você, você vai auxiliar o outro. Porque na maioria das vezes, quando o outro não vê alguma coisa e você tenta mostrar, ele só se magoa.

Eu – Então é desistir de tentar mostrar?

A – Na maioria das vezes tentarmos mostrar não adianta nada.

Eu – É já foi dito isso aqui.

A – Porque é o seu ponto de vista, e ele precisa às vezes ter o ponto de vista dele.

Eu – Porque eu acho que a maior luta do ser humano é essa, a de se relacionar, família, casal, amigos, grupos. É sempre um tentar trazer o outro para um entendimento pessoal.

A – É. Só que para isso você tem que lembrar que esse entendimento que para você é o correto é só parte da realidade. E que muitas vezes o outro precisa trilhar um caminho diferente do que você acha, para chegar num ponto diferente.

Eu – Mesmo que esse comportamento esteja prejudicando a família toda?

A – Sim, mesmo que esse comportamento esteja prejudicando a família toda. O que você pode fazer é afastar a família toda de alguém que a esteja prejudicando, mas não adianta tentar fazer essa pessoa ver. Se essa pessoa esta tendo aquele comportamento, aquilo expressa o seu ponto de vista, e não adianta você impor o seu ponto de vista em cima do dele, ou dela.

Eu – O que existe muito no ser humano é que quando existem diferenças entre as pessoas e se tem uma atitude de se afastar, o outro se diz mudar, mas isso acontece por um tempo. Voltam a viver juntos, funciona alguns meses e logo volta a ser como antes. Ninguém muda ninguém, já se esclareceu muito bem isso aqui. Então a solução é se afastar.

A – Em alguns momentos se afastar, em outros, aceitar, em alguns outros momentos, acolher, mas saber a diferença do que fazer em cada momento é muito importante. Algumas vezes você vai ter que afastar, algumas vezes, aceitar, e algumas outras, acolher, por mais que você não goste.

Eu – Então muitos relacionamentos se desfazem por falta de humildade. Será que pode se chamar isso de humildade?

A – Como eu disse, alguns de vocês, vão ter que afastar, outros suportar. Em alguns relacionamentos sim, você vai acolher muitas coisas, mas é preciso não ser leniente e aceitar tudo, porque aí começa a ficar tudo complicado.

Eu – Aí fica uma relação de co-dependencia.

A – Às vezes eu descubro que o único afeto que eu quero é o que me machuca.

Eu – Então eu estar vendo a situação, eu estar consciente dessa situação, não quer dizer que eu esteja sendo crítica.

A – O problema é que você tem que entender que estar vendo uma situação é o seu ponto de vista, não significa que isso é a realidade.

Eu – Mas eu tenho o direito de qurer isso para mim ou não?

A – Você tem direito de expressar o seu ponto de vista, mas nunca de impor, porque o seu ponto de vista é a vista de um ponto só. E existem vários pontos, vários lados, várias possibilidades e nós precisamos admitir várias possibilidades.

Eu – Nós sempre ouvimos falar que o relacionamento é o ponto que mais evolui espiritualmente, por ser muito difícil duas ou mais pessoas conviverem juntas sendo tão diferentes. Como fica quando deixamos um relacionamento no meio do caminho, por exemplo, por intolerância? Nós deixamos algo interminável, vamos assim dizer?

A – Quantos relacionamentos você deixou por intolerância? Porque não só você, mas também muita gente acha que só há um relacionamento quando eu me caso com alguém. Quantos outros relacionamentos não houve nesse tempo todo? Você acha que todas as pessoas encarnadas que você conheceu nestes anos que você passou na terra tinham que estar grudados em você até agora? Alguns relacionamentos vão se afastar mesmo e não interessam os laços, porque alguns laços são só terrenos, são dentro das leis dos homens, alguns contratos são só terrenos. Muitas vezes você tem um sócio e termina esse relacionamento com o sócio. O mais importante é como você termina. Se o seu sócio e você conseguem terminar esse relacionamento de forma apaziguada, desejando que o melhor aconteça, ótimo. O problema é que a maioria das pessoas não termina o relacionamento de forma apaziguada e se tornam inimigas. E toda magoa, todo ódio e todo rancor geram ligação. Assim, você finge que termina uma relação, mas continua o tempo todo remoendo aquele relacionamento.

Eu – O relacionamento que termina negativo se torna mais forte do que quando estava no positivo?

A – Não existe positivo nem negativo. O que existe é a sua forma de lidar com isso. Se você se magoa, se você se irrita, se você continua o tempo todo trazendo aquela situação, ela continua viva. Porque é uma besteira, pois na realidade a situação já aconteceu e já poderia ter sido encerrada. Mas você continua dando vida, como você pode ver isso nas personalidades que são atendidas na apometria, ou em qualquer livro ou romance espírita. Você vai ver que muitos espíritos estão cristalizados numa situação que aconteceu há muuuiiiito tempo, e aí continuam 100, 200, 300, 1000 anos vivenciando aquilo de novo, sofrendo tudo sempre. O mais importante é esquecer, entender o que tem que ser entendido, mas não trazer o sofrimento do passado para o presente.

Eu – Aí estão envolvidas várias outras atitudes como a do perdão?

A – Perdão, desapego, amor ao próximo.

Eu – Nessa situação a indiferença é negativa, porque se você termina uma relação e se torna indiferente, você está isenta de qualquer sentimento.

A – Essa indiferença é uma forma de machucar o outro, de se sentir superior, na maioria das vezes. Ou quando é uma indiferença por falta de sentimento, muitas vezes é uma desumanidade, uma incapacidade de ter sentimentos pelo outro. O que eu preciso é transformar o que for sentimento negativo em positivo, agora a indiferença é muito ruim.

Eu- Então a crítica vai muito além daquele momento de raiva em que ficamos “você é isso, você é aquilo”?

Eu – Isso geralmente não é crítica. Isso é tentativa de ferir e é pior, porque aí há raiva, vingança, exteriorização da mágoa. E aí acontece o “você é isso, você é aquilo“, enquanto deveria ser dito: eu sinto assim, eu entendi assim, eu agi assim, eu reagi assim.

Anita – A gente precisa entender que a crítica geralmente é um roubo da energia do outro. Quando eu faço uma crítica ao outro, eu tento roubar energia dele. Eu quero colocá-lo na posição que eu quero que ele fique e eu não o respeito como ser humano. É que nós precisamos começar a treinar o amor incondicional. Só que amor incondicional não é sair por aí falando de forma angelical e sair abraçando todo mundo. Amor incondicional é entender que mesmo as pessoas das quais eu sinto que devo me afastar, merecem as minhas orações, o meu perdão. Porque senão eu não me desligo delas. Assim, eu continuo tendo essas pessoas nas minhas orações porque eu preciso reconhecer que embora esse relacionamento tenha terminado, essas pessoas foram meus mestres, e é muito bom ter gratidão aos mestres. Vocês não oferecem placas aos professores numa formatura? Deveriam dar placas também para esses relacionamentos, que muitas vezes foram difíceis, mas que foram seus grandes mestres. Se eles não tivessem passado pela sua vida, provavelmente você continuaria num marasmo incrível. Por isso, todos os relacionamentos são importantes, porque aqui, quando vocês se encontram encarnados, vocês não têm como não se relacionarem com alguém. E não estou falando só de relacionamento afetivo ou mesmo sexual, mas sim relacionamento do dia a dia. Você é incapaz de gerar tudo que você necessita, ou tudo que você pensa que necessita para sua sobrevivência. Se vocês forem perceber, vocês não precisam de energia elétrica, de geladeira, de televisão, de fogão para sobreviver, mas poucas são as pessoas que estão dispostas a cozinharem com lenha, sem panela, ficar sem tv, ficar no escuro, sem ventilador. Então você acaba tendo uma relação de interdependência e isso acaba sendo saudável. Você precisa do outro, você precisa do técnico da televisão, do vendedor, enfim, você precisa de varias pessoas. E aí você vai aprendendo com esses relacionamentos, porque no plano desencarnado muitas vezes o espírito fica cristalizado. Ele não precisa de alimento, não precisa de aquecimento, assim ele pode ficar cristalizado às vezes, por séculos. A encarnação é um grande estímulo e movimento sempre. Não que não exista movimento no plano desencarnado, mas é que neste plano pode haver um período totalmente estático.

Eu – Existem críticas no plano dos desencarnados? Esses estados existem entre vocês? Já nos informaram que a mágoa existe.

Anita – Sim, claro! O que são os desencarnados, senão os que estavam encarnados há pouco ou muito tempo e que trouxeram todas essas condições? Então existe crítica, inveja, ciúme, existe de tudo. É que no plano desencarnado o que acontece é que os grupamentos são mais homogêneos. Aqui quando vocês estão encarnados vocês acabam conhecendo todo tipo de pessoa, todo estágio evolutivo. No plano desencarnado, as colônias acabam se formando e a afinidade acaba reunindo mais seres afinizados, por isso a diferença.

Eu – No plano desencarnado trabalham com reunião de afins?

Anita – Exatamente.

Eu – Qual a diferença entre a crítica e a intolerância?

Anita – A crítica é quando eu reconheço no outro algo que eu não gosto e eu tento dizer isto para ele. Ou eu tento mostrar um caminho que eu acho correto, que nem sempre é o correto, mas eu acho que no meu ponto de vista é o melhor. Então eu me coloco numa posição superior a do outro e vou dizer para ele o que é importante para ele. Olhe que interessante, como as pessoas fazem, né? Eu sei o que é melhor para o outro.

Eu – Isso acontece muito com pessoas mais maduras que acham que tem muito para ensinar para os jovens.

Anita – É. Você usou o termo maduro, mas às vezes são pessoas que viveram mais tempo na terra e isso não significa que sejam mais maduras.

Eu – Sim, tem mais experiência, vamos dizer.

Anita – Não, não tem. Na realidade não olharam para as experiências. As pessoas que são mais maduras, que já olharam para suas experiências e que tem experiência, já não ensinam muito. E elas ficam muito mais tranquilas e muito mais receptivas. Elas aprenderam que o mais importante é o abraço e não a lição. As pessoas que continuam dando lições, explicações, dando as soluções para o outro, mesmo que ele tenha visto o problema, não vivenciaram o aprendizado. Em compensação, você perguntou a diferença disso com a intolerância. Na crítica, eu quero mostrar para o outro o caminho que ele deve seguir. Na intolerância, eu quero o outro destruído ou longe de mim. Na critica, eu quero adaptar o outro ao que eu quero dele, porém, próximo de mim. Na intolerância, eu quero distancia, ou eu quero destruir o outro.

Eu – Isso também seria devido a atração de algo desta pessoa que me incomoda?

Anita – Sim, algo nela ressoa em mim.

Eu – Por isso eu a quero distante?

Anita – Por isso que existem os preconceitos de raça, cor, opção sexual, idade, gênero. Por que vai me incomodar alguém ter decidido expressar sua sexualidade de uma forma diferente, desde que não fira a si próprio e não fira a ninguém, incomoda por quê?

Eu – É o que se diz de quem é muito machista, que sempre tem dentro de si esse lado escondido e a vontade de expressar isso.

Anita – Então, o que me incomoda o outro expressar sua espiritualidade de outra forma? Por que talvez eu não tenha certeza da minha espiritualidade e eu tenho medo que ela seja derrubada, então eu preciso derrubar a dos outros antes.

Eu – Então todos esses efeitos estão na autodefesa?

Anita – Nem sempre na autodefesa. Na maioria das vezes, é um autolouvor. Eu preciso mostrar para as pessoas que eu sou melhor que elas, a minha religião é a melhor, a minha cor da pele é a melhor, a minha opção sexual é a melhor, eu sei mais, sou o melhor. E aí então eu posso criticar todo mundo, né? Eu me vejo numa posição melhor.

Eu – Se o outro nos critica, vamos inverter a situação. Do crítico vamos passar a ser criticados. A crítica desperta uma irritabilidade imensa.

Anita – Se provocou irritabilidade, você se colocou no modo de defesa, pegou algum ponto. Ao invés de se irritar, você deveria pegar esse ponto e ver o que precisa ser trabalhado.

Eu – Mas a partir do momento que eu não reajo ao outro e aceito isso, eu não estou permitindo que o outro esteja sempre me criticando?

Anita- Será! Por quê? Na maioria das vezes, quando eu retruco é que a crítica fica mais voraz. Porque o crítico precisa da sua ressonância também. Se ele critica e você se incomoda com isso, ele vai continuar te criticando. Agora se você tentar ficar indiferente sem ser, isso também fortalece, porque a indiferença também é uma forma de estímulo a crítica. O importante é que eu olhe para a crítica, veja onde ela me pegou e eu tente me modificar. Na realidade quando isso acontece, o ideal seria agradecer, porque essa pessoa, talvez de forma inconsciente, te mostrou algo que ainda dói . É como um dentista, quando mexe no seu dente. Você ainda sente uma dorzinha, que bom que ele diagnosticou antes que se torne uma carie muito grande. Pode até incomodar um pouco, mas é melhor que mexa. Isso também não significa que você deve aceitar todas as críticas ou começar a ceder às críticas dos outros. Oh, você diz que eu sou crítico e eu não vou abrir mais a boca. Oh, você diz que eu sou gordo… o que é preciso é ver onde a crítica te incomodou e se você precisa mudar alguma coisa, se você quer naquele momento trabalhar aquilo.

Eu – Também temos o direito de continuar sendo daquela maneira e tudo bem?

Anita – Sim, só que toda vez que usa um DIREITO, você cria para você uma RESPONSABILIDADE. Ok, recebi uma crítica, doeu em mim, acho que tenho que mudar alguma coisa, mas não quero mudar. Tenho que assumir a responsabilidade por isso.

Eu – As consequências que aquilo vai trazer para mim, porque a reação vai ser minha.

Anita – Não põe o dedo na tomada e eu decidi por o dedo na tomada. Tenho que receber o choque e não vou poder dizer que foi a pessoa que disse para eu por o dedo na tomada e é culpada pelo meu choque. Então toda decisão gera uma responsabilidade.

Eu – Seja ela certa, boa…

Anita – Não existe decisão boa ou decisão ruim. Só existe decisão que te leva para um determinado caminho. E o caminho pode auxiliar na sua evolução ou pode bloquear a sua evolução, mas é um caminho. E se a sua evolução for bloqueada, por quanto tempo ela vai ser bloqueada? Se eu dividir qualquer número pelo infinito vai dar zero. Está com pressa por quê?

Eu – Ir com muita calma para um Ariano é difícil. Pensar que em uma encarnação dar tantas ratas….. já estou ansiosa. Sempre ouvi que temos que aproveitar o tempo para evoluir, que o tempo é precioso……..

Anita – Claro, a vida é preciosa. Agora ser precioso não significa que qualquer errinho possa fazer com que você tenha perdido a encarnação.

Eu – Sim, seria muito injusto.

Anita – E a evolução nunca se da em saltos, você não vai virar anjinho numa encarnação.

Eu – É. Seria muito fácil né? Mas ser anjos nessas nossas encarnações, difícil!

Anita – Provavelmente você seria depenado.

Eu – A crítica é adquirida ou você já vem com ela?

Anita – Não necessariamente. Você se acostuma a ser crítica, porque você sempre, sempre não, desculpe o erro, mas é porque você se vê acima dos outros. Só critica quem acha que sabe a solução e uma crítica que vem com a solução, que seja razoável, até pode ser importante. É o que se chama crítica construtiva. Mas criticar por criticar, sem uma sugestão ou o que é pior, com sugestões com um ponto de vista só, sem acolher o que o outro quer, ou precisa, isso é só imposição, autoritarismo.

Eu – Mesmo quando você veja que a pessoa esta numa condição que vai ter uma consequência que vai se machucar, que vai ser difícil?

Anita – Você pode expor isso, mas a decisão quem vai tomar é ela. E aí é importante o modo como expor, porque os fins não justificam os meios. Mesmo que o fim seja de proteção, o meio que você utiliza é mais importante. Você pode auxiliar, orientar, mas você nunca pode impor. Deus não impõe. Deus que é todo poderoso onisciente, nunca impõe nada. Ele te acolhe de uma forma paternal ou até maternal. Se Deus acolhe, se Deus tem a capacidade de permitir que seus filhos trilhem caminhos para ensinamento, por que você não pode permitir o que seus irmãos lhe passam? Lógico que você não deve permitir sem dar nenhuma sugestão se uma pessoa claramente vá fazer algo que para você está errado e vá fazer mal. Você não vai apoiar pessoas que cometeram crimes ou que estão usurpando algo, mas ela vai continuar tendo o direito de escolher. E se você se desesperar por isso, você vai gerar mais um sofrimento para si mesmo.

Eu- É. Porque as consequências disso é sofrimento, né?

Anita – Sim e cada um vai ter que assumir a responsabilidade. É que a gente às vezes perde a noção disso, porque essa responsabilidade muitas vezes não é cobrada imediatamente. Mas a vida sempre vai cobrar, de uma forma ou de outra. E muitas vezes você não vê essa cobrança, da responsabilidade, mas você gostaria de uma vingança maior e a vida não é reativa. A vida não esta para castigar ninguém, Deus não castiga ninguém.

Pergunta de um dos participantes do grupo

Eu entendo a crítica como agressividade. Alguns dizem: crítica construtiva. Só que no meu modo de entender, quando se quer ajudar o outro construir, então sim, desenvolve uma orientação sem a crítica. Aquele que diz que vai fazer uma crítica construtiva agride e silenciosamente ele é censurado ou mal visto por aquele que recebeu a crítica. É isto mesmo?

Anita – De certa forma o que você disse está correto. Como já falei, a crítica geralmente é quando eu tento impor para o outro alguma coisa que eu acho correto. Às vezes isso pode até ter um efeito benéfico, quando eu explico, quando eu tenho um pouco mais de compaixão. Mas aí o que você chamou de orientação, pode ser visto pelo outro como crítica. A crítica não precisa ser sempre negativa. Quando ela é colocada como orientação ou quando eu planejo para que a pessoa veja por si, não preciso impor o meu ponto de vista. Porque a crítica é geralmente a imposição de um ponto de vista. O Álvaro diz que nós perdemos muitas oportunidades de elogiar. Ele diz também que nós deveríamos usar a terapia do elogio, mostrando para o outro o que ele tem de bom, e também achar no outro o que ele tem em comum conosco, o que nós comungamos e não o que é diferente.

Eu – Você acha que isso de encontrar os pontos positivos em comum para que os incomuns não necessitem ser criticados ajuda numa relação, tanto mãe/pai/filho/marido/mulher?

A – O que você enfoca, é onde você coloca sua energia.

Eu – Existe a possibilidade de você focar a energia no positivo, e o outro lado que não satisfaz no outro ser modificado só pelo foco positivo?

A – Sim, por dois motivos: primeiro, porque você vai reforçar algumas coisas que você gosta e segundo, porque talvez você vá se esforçar para ver mais coisas que você gosta. Isso age nos dois lados.

Eu – Um lado que não seja agradável para a pessoa pode se tornar sem importância, é isso?

A – Exatamente! Não tem mais força. Eu deixo de ver o que me desagrada no outro. O que mais me agrada é enfatisado e ele vai ficar cada vez mais agradável.

Eu – Você acha que uma mãe agindo assim com um filho que tem um determinado vício, por exemplo, que ela vai fortalecendo o positivo desse filho e assim, ao ter reforçado o positivo, ele pode vir a abandonar esse vício.

A – Não pense no saci Pererê agora, você resistiu? Ou pensou no saci e veio a imagem até com o cachimbinho? Se eu passar o dia inteiro dizendo, não pense no seu vício! Olha esse vício! Olha como isso faz mal para você e para mim! Eu faço tudo por você e você não sai desse vício! No que você vai pensar? No saci Pererê. Assim, estou reforçando.

Participante do grupo – Então para que tenha um resultado bem positivo, seria elogiar as partes positivas e as virtudes e orientar depois. Aí não entraria a crítica e sim a correção na forma de orientação, seria isso?

A – Se o elogio for bem feito, não é preciso nem de orientação depois. A vibração que você põe no positivo vai enfraquecer o negativo, pois você tira o foco. Tudo que você põe foco fortalece.

Eu – É que nós valorizamos muito o lado negativo, né? Quando alguém está no negativo ficamos valorizando o momento.

A – È muito mais fácil dizer para o outro o que eu não gosto do que o que eu gosto. E se eu ficar falando o que eu não gosto, apesar de colocar um não na frente, ele vai sempre lembrar daquilo. Mais uma vez, não pense no saci Pererê. Use a terapia do elogio, use o lado positivo, mesmo com as pessoas que te feriram no passado. Muitas vezes elas esperam que você mais uma vez faça uma crítica negativa. E se voce fizer agora um elogio positivo dizendo: olha você tem isso de positivo, essa qualidade, voce não reforça o negativo e sim o positivo. Nunca diga: por que você não faz isso ao invés daquilo? Senão você vai voltar para o saci Pererê.

Eu – E se você tem uma situação dessas com alguém que já desencarnou?

A – Mesma coisa! Qual a diferença?

Eu – Não precisa nem marcar encontro na esquina, né?

A – Bem mais fácil, porque o contínuo espaço tempo esta muito diferente. Agora a pessoa desencarna e você fica às vezes, ou fazendo a impressão de que ela virou um anjinho ou chingando a infeliz porque ela desencarnou e te traiu. Que raiva que eu tenho de você ter desencarnado. Ou você finge que nada aconteceu, porque também não elogia. E pra desencarnar, nessas vibrações são menos sutis, elas são sentidas de forma mais intensa, muito mais intensa.

Eu – Eu posso fazer isso mentalmente para uma pessoa que está distante, encarnada?

A – Pode. E mais importante do que ela sentir, é você modificar o que você acha dela. Aí ela vai sentir. Por que vocês acham que é tão difícil os políticos serem honestos? Porque todo mundo espera que eles sejam canalhas.

Eu – É. Valoriza-se muito isso tudo, né?

A – Só se fala da desonestidade, portanto o foco só está ali e o que você vai ver?

Eu = Desonestidade e se pensar bem, a mídia é uma mantedora da desgraça.

A – Mas cada um escolhe, você pode ver uma orquestra sinfônica ou assistir um balé.

Eu – Mas eu digo em nível de País, a mídia destrói o País com essa importância.

A – Sim, muitas pessoas acabam mandando muita energia que eles acabam vampirizados. E aí, quando aqui, numa seção de apometria, vocês viram alguns seres que tratavam os humanos como se fossem suas vaquinhas, vocês ficaram escandalizados, olha isso.

Eu – Eles permitiram, pediram isso, né?

A – Sim, e de vez em quando, são ordenhados.

Eu – Agindo dessa maneira seria dar força e se entregar nas mãos desses famosos magos negros?

A – Os nomes não são importantes, mas são as pessoas que vão roubar energias, da mesma forma que o fazendeiro rouba energia das vacas.

Eu – Às vezes não é um, é uma legião de espíritos esperando essa situação para poder se alimentar.

A – E os espíritos tanto encarnados como desencarnados se entregam com uma facilidade às vezes assustadora.

Eu – Vivenciando a situação como a gente vivencia, sente as vibrações e as pessoas 90% esta no negativo, não tem como negar isso.

A – Porque isso alimenta muito, de várias formas e essas pessoas são usadas, como as vacas são usadas para produzir leite.

Eu – Sim, mas aí é que eu quero chegar. É difícil a gente se manter no positivo, com essa vibração tão forte. Muitas vezes, sem nem perceber você está entrando nisso.

A – Sim! Sim. Por isso você esta num mudo de provas e expiações, para provar que apesar disso, você pode se manter numa vibração melhor. E prova e expiações não significa um mundo ruim. Quando você faz uma prova, você é convidado a mostrar que você já é capaz. Quando você tem a oportunidade de espiar, você reconheceu que fez algo que não foi bom e pode corrigir. E então isso significa que você tem o direito de mostrar que é capaz.

Eu – É. Eu não vejo como castigo. Eu vejo como dificuldade de viver nessa energia onde a gente valoriza a matéria. E não cair nessas tentações é muito difícil, então é uma expiação que óh.

A – Às vezes uma prova!

Eu – Mas é uma prova. Não deixa de ser. Quando a gente vai passar, não sei, mas é uma prova constante.

A – E vai se repetindo até que se consiga superar.

Eu – Falando assim, me cansa, me sinto cansada, e vai e vai.

A – Esse cansaço devia ser agradecido também. O dia que você cansa você diz: não vou mais fazer isso. Aí é hora de transcender, mas se você cansar e ficar: humm.

Eu – Esse fim de semana eu me isolei. Não foi fácil, me senti lutando com um dragão.

A – Só que é importante ver que o dragão esta no espelho. Você é que escolhe como interpretar. Agora é muito importante que você vigie seus pensamentos, porque aquilo que você colocar foco, fica mais forte. E o que você quer mais forte na sua vida? Porque as pessoas que só reclamam só tem problemas? Você acha que elas procuram os problemas?

Eu- Sim, lógico. Elas estão no problema.

A – Muitas vezes elas até querem sair do problema. Mas elas só pensam naquilo e só vão ter foco e dar força ao problema. Agora é muita falta de compaixão quando a pessoa que esta com algum problema achar que a culpa é dela. Ela pode assumir a responsabilidade por tudo que aconteça com ela, mas não existe culpa. Cuidado.

Eu – Responsabilidade é bem diferente, né?

A – Então a pessoa que reclama não esta querendo mais problemas. Ela atrai, mas não necessariamente quer. Uma pessoa que bebe e dirige não quer sofrer um acidente, mas ela acaba atraindo isso para ela. Ela não saiu de casa para sofrer um acidente.

Eu – Mas ela está na irresponsabilidade.

A – Exatamente, ela vai ter que responder pelos seus atos e assumir todas as responsabilidades por isso. Mas cuidado com a crítica ao achar que ela é culpada. É daí que vem a crítica e não existe culpa. Os pacientes com AIDS que você conheceu saíram de casa para pegar AIDS?

Eu – Não, mas a irresponsabilidade…

A – Então arcaram com as consequências, mas não tem culpa. E aí às vezes a falta de compaixão coloca essa crítica: Bem feito! Teve o que mereceu. Isso é muita falta de compaixão.

Eu – E a compaixão tem que existir em todas as situações?

A – Todas! Inclusive a compaixão para quem te fere. Isso não significa que você vai aplaudir o fato de alguém estar te ferindo. Mas precisa manter a compaixão. A frieza do outro não pode te tornar frio. A violência do outro não pode te tornar violento. A tristeza do outro não pode te tornar triste, senão você estará espelhando e sendo o que você não gosta. A escolha é sua.

Eu – Eu posso ter compaixão sem vibrar na energia dessa pessoa? A compaixão é diferente do dó? Quando eu tenho dó eu entro na energia e permito ser vampirizada por ela ou vampirizo?

A – Na maioria das vezes, mais vampiriza. Quem tem dó se sente superior a essa pessoa. A compaixão não, eu não preciso sofrer a tua dor, mas eu sei que tua dor dói. E no que for possível, eu vou diminui-la. No que for possível para mim, não sair resolvendo o problema de todos. Só devo ir a um sacrifício se for benéfico para muita gente. Agora sair se sacrificando pela dor do outro a toa pode ser uma forma de suicídio. Quero deixar a mensagem de que o Amor é o mais importante, sempre! Faça para o outro o que você gostaria que fizessem por você. Veja no outro as suas qualidades, da forma em que você gosta que vejam as suas e aí fica tudo mais simples. Reconheça no outro um pouco de você, estimule no outro as coisas boas, e aí tudo fica mais simples, com AMOR. O mal não existe, o mal é só a ausência do conhecimento do bem, chega de dar tanta força para isso.

Nós nos despedimos. O grupo continua unido e estudando. Às vezes, ficamos um pouco tímidos também, com dificuldade de expressão e muitas vezes a linguagem se torna uma barreira. É importante que isso seja lembrado: às vezes, expressar um pensamento, uma energia no linguajar que seja entendido não é tão simples. A linguagem muitas vezes é uma barreira, mas nós continuamos aqui tentando aperfeiçoar essa forma de comunicação com a certeza de que vocês também o estão fazendo.

A – Vamos nos despedindo. Alguns do grupo optaram por ficar mais tempo juntos de vocês. Aproveitem. Já conheceram o pai Beijamim e vão conhecer outros, aproveitem! Vão fazer um trabalho de mudanças das energias e acompanha-los nos trabalhos.

Eu-Gratidão a todos, para os que ficam, e para os que vão para mais distante.

09jun

Meditar não é apenas sentar-se e concentrar-se, de vez em quando. É um árduo, disciplinado e diário caminho que inclui, sobretudo, estar atento e lúcido o tempo todo. Seja no trabalho, no lazer ou no descanso. A meditação real exige mente vigilante e compreende a totalidade da vida; sem exceção de fatos ou comportamentos: é o reto pensar e reto agir, para que aflore uma dimensão nova, primeiro na mente, depois na manifestação real.

Devemos estar sempre conscientes de cada pensamento, sentimento ou intenção, o tempo todo. E é nessa vigilância que podemos chegar a nos conhecer realmente e nos transformar, conquistando o domínio mental e libertando-nos então de muitos limites. É também dessa vigilância que provém o silêncio mais profundo e fecundo…

Dessa vigilância faz parte mesmo a coisa mais simples como seja o andar, o comer, o respirar, o escolher leituras e programas, falar com as pessoas, o tom de voz, a intenção da palavra, o ato de trabalhar ou de conviver, etc. Se pudermos perceber, cada vez mais, tudo isso, estaremos nos conhecendo e nos transformando ao mesmo tempo e do domínio que nasce daí , vem espontaneamente o meditar, o compreender, o aperfeiçoar-se.
Meditação nada mais é que todos os momentos vividos plena e conscientemente. Através da Meditação é realizada uma verdadeira transformação mental, cujo resultado é o desenvolvimento da consciência.

O que é meditação

Quando se fala em Meditação percebemos que existe uma variedade enorme de conceitos sobre esta palavra.
Cada pessoa dá à palavra um significado diferente. Para alguns, meditar é pensar a respeito de alguma coisa; aprofundar-se num determinado assunto, descobrir novos ângulos de um problema, etc. Isto é reflexão. Para outros , meditar é concentrar a mente, é um processo de concentração. Isto é simplesmente treinar a concentração mental.
Ao contrário do que muitos pensam, de que meditar é pensar, meditar é parar a mente, é viver o presente integralmente. É parar o nosso diálogo interno. A nossa mente funciona sem parar. São mil informações que nos passam pela cabeça. Como um computador processando e lançando dados. Só que na maioria das vezes este computador não teve um programador e os dados surgem de maneira desordenada, sem objetividade, gastando energia desnecessária.
Os pensamentos aparecem levando-nos de volta ao passado, provocando as emoções que vivemos na época e que não estão totalmente liberadas.
Exemplo: lembrança do dia em que sofri uma determinada deslealdade e que me traz emoções de raiva, medo, tristeza, mesmo em meio a algum divertimento. Meu estado de espírito muda e começo a achar tudo ruim, desagradável.
Às vezes vêm pensamentos do futuro. Medos e incertezas que provocam emoções negativas também. Não conseguimos viver o presente, estar inteiros, conscientes do que está ocorrendo a cada momento.
Meditar é isto: “Viver todos os momentos da vida em plena consciência”. Logo, a melhor meditação que existe é viver a vida conscientemente. Conseguir isto é entrar em contato com a paz interior. Conseguir isto é uma das tarefas mais difíceis da vida. Requer persistência, método, força de vontade, disciplina.
O pensamento visa dar continuidade aos velhos condicionamentos, continuidade que terá de ser interrompida se quisermos ter a experiência da paz interna.
” Dalai Lama”
09jun

Nossa mente conduz nossas energias, nossos sentimentos as somatizam.

O controle das energias é feito através dos pensamentos e dos sentimentos, portanto, possuímos energias que nos causam doenças porque somos indisciplinados mental e emocionalmente. Em “Nos Domínios da Mediunidade´´, André Luiz explica que “assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais”.

Permanentemente, recebemos energia vital que vem do cosmo, da alimentação, da respiração e da irradiação das outras pessoas e para elas imprimimos a energia gerada por nós mesmos. Assim, somos responsáveis por emitir boas ou más energias às outras pessoas. A energia que irradiamos aos outros estará impregnada com nossa carga energética, isto é, carregada das energias de nossos pensamentos e de nossos sentimentos, sendo necessário que vigiemos o que pensamos e sentimos.

Tipos de doenças

Podemos classificar as doenças em três tipos: físicas, espirituais e atraídas ou simbióticas. As doenças físicas são distúrbios provocados por algum acidente, excesso de esforço ou exagero alimentar, entre outros, que fazem um ou mais órgãos não funcionarem como deveriam, criando uma indisposição orgânica.

As doenças espirituais são aquelas provenientes de nossas vibrações. O acúmulo de energias nocivas em nosso períspirito gera a autointoxicação fluídica. Quando estas energias descem para o organismo físico, criam um campo energético propício para a instalação de doenças que afetam todos os órgãos vitais, como coração, fígado, pulmões, estômago etc., arrastando um corolário de sofrimentos.

As energias nocivas que provocam as doenças espirituais podem ser oriundas de reencarnações anteriores, que se mantêm no períspirito enfermo enquanto não são drenadas. Em cada reencarnação, já ao nascer ou até mesmo na vida intrauterina, podemos trazer os efeitos das energias nocivas presentes em nosso períspirito, que se agravam à medida que acumulamos mais energia negativa na reencarnação atual. Enquanto persistirem as energias nocivas no períspirito, a cura não se completará.

Já as doenças atraídas ou simbióticas são aquelas que chegam por meio de uma sintonia com fluidos negativos. O que uma criatura colérica vibrando sempre maldades e pestilências pode atrair senão as mesmas coisas? Essa atração gera uma simbiose energética que, pela via fluídica, causa a percepção da doença que está afetando o organismo do espírito que está imantado energeticamente na pessoa, provocando a sensação de que a doença está nela, pois passa a sentir todos os sintomas que o espírito sente. Aí, a pessoa vai ao médico e ele nada encontra.

André Luiz afirma que “se a mente encarnada não conseguiu ainda disciplinar e dominar suas emoções e alimentam paixões (ódio, inveja, ideias de vingança), ela entrará em sintonia com os irmãos do plano espiritual, que emitirão fluidos maléficos para impregnar o períspirito do encarnado, intoxicando-o com essas emissões mentais e podendo levá-lo à doença”.

09jun

studo do dia 13/03/2014
Ao abrir o Evangelho. O Bem e o Mal Sofrer.

Hoje não tenho um tema. Foi-me avisado que o tema deste estudo seria trazido pelo plano Espiritual. O grupo de estudantes desencarnado que nos acompanham nos estudos tem um tema preparado que querem abordar. Agradeço o contato e a escolha do assunto a ser estudado.

Sempre antes dos nossos estudos fazemos um pouco de meditação para agradecer a oportunidade pelo nosso encontro, e então, aguardamos o contato do membro do grupo de espíritos que nos passa as informações.

– Boa noite, meu nome é Otavio, mais uma vez, eu venho como representante do grupo da forma como você apresentou – muito mais um porta voz do tema de discussão já havida no grupo.

Eu – Seja bem vindo Otavio. Estamos de coração aberto para ouvir os ensinamentos, e é muito bom ter um tema trazido por vocês, fico feliz quando isso acontece.

Obs. – No texto vou me referir ao nosso companheiro Otavio com a inicial do seu nome – O.

O – Nós estávamos com um assunto discutido que diz respeito também ao trecho do Evangelho, nós vamos focar, e não vamos estar sozinhos, comigo em alguns momentos, outros dos componentes irão se manifestar também.

O – O trecho do Evangelho foi praticamente escolhido a dedo como dizem entre vocês, porque nós temos visto aqui, no plano desencarnado, e que é muito mais um reflexo do aprendizado e das crenças no período de encarnação, essa dificuldade, do Bem e Mal Sofrer. E nós hoje então pedimos esse espaço para podermos falar um pouco sobre as experiências que temos tido aqui neste plano, onde as crenças – principalmente as crenças do sofrimento- que trazem dificuldades no convívio, e também dificuldade de desenvolvimento no plano não encarnado. Muitas vezes não há a percepção dos vícios e das crenças que se traz da encarnação passada, o que temos visto é o despreparo na maior parte dos espíritos que encarnam de olharem para as dificuldades que são durante esse período, um presente encarnatório. Muitos ainda vêem a encarnação como um período de castigo – quando na realidade é um período de grande presente – é um período de jubilo, onde se podem desempenhar papéis. A encarnação funciona quase – e já foi dito aqui – quase como os jogos olímpicos, que muitas vezes duram quanto? Dez quinze dias? Porém para chegar lá, são preciso décadas de treino, de esforço e de planejamento. É isso que muitos não entenderam, e se sentem castigados durante esse período quando a vicissitude na realidade é a possibilidade de realizar escolhas e de ser responsável pelas escolhas que se fez, e responsável, não significa culpado. O Pai Amoroso nunca quis que todos fossem perfeitos no período de encarnação, mas sim, que pudessem ter a oportunidade do aprendizado, que tivessem a oportunidade do não julgar e de realizar o Amor Incondicional, mas a grande dificuldade tem sido o excesso de julgamento, o excesso de orgulho, o excesso de medo, que acaba se refletindo muito mais nesse período no plano a que vocês chamam de espiritual, mas, que para nós não tem um nome especifico.

Eu – Quando você fala em escolhas – nós fazemos nossas escolhas – nós nos responsabilizamos por essas escolhas – muitas vezes não. Se você tem que tomar uma decisão numa escolha e você fica na dúvida, na insegurança, e nesse momento desencarna. Como fica isso? Você leva esse estado para a vida espiritual?

O – Esse estado inclusive é potencializado depois da desencarnação, e muito das outras coisas que ainda te moviam durante o período encarnado deixam de te mover e você acaba ficando cristalizado só nessa dúvida.

Eu – Então quando nós ficamos em dúvidas numa situação isso nos causa muitos danos porque a decisão é necessária em determinados momentos?

O – A decisão é necessária sempre. Os momentos de indecisão geram sofrimento para todos os envolvidos, errar ou acertar é só uma consequência de decidir. O jogo não é ganho só por quem é certo, ou perdido por quem erra, o jogo só existe quando se decide errar – acertar são consequências. Não decidir – é não participar.

Eu – Mas e se você toma uma decisão na dúvida. Porque a indecisão vem justamente disso, quero ou não quero, é bom ou não é… Ai toma-se a decisão, e vê que se tomou a decisão que, ah não me fez bem! E ai?

O – Só depois de toma-la é que você pode ver que não fez bem. Ai você tem outra decisão a tomar.

Eu – Que é encarar a consequência?

O – Exato! O que você não pode, é não decidir, porque isso trava tudo, e essa trava vem de uma forma muito séria e potencializada para o plano espiritual.

Eu – Ai vem muito do sofrimento do texto do evangelho, você entra num sofrimento que é avassalador, mas foi causado por você, né?

O – Porque você na realidade sofre pelo que não decidiu, e sofre pelo que poderia ter sido…. E esse é um sofrimento dos maiores que existem, porque é o sofrimento da ilusão, e ele não tem cura. Se você fez um corte na mão, por exemplo, talvez doa muito, na minha época se usava Mercúrio Cromo, talvez doa muito passar o Mercúrio Cromo, mas você sabe que o corte vai sarar, agora, se você não decide, você sabe que o sofrimento continua, continua…

Eu – E é verdade que enquanto você não fecha uma porta a outra não se abre, por exemplo, você esta numa relação sofrida, mas não se desliga por apego, passa anos… enquanto não se decide uma outra coisa não se aproxima. Isso é real? Bloqueiam-se coisas novas que possam vir?

O – Sim. Nós temos no nosso grupo vários espíritos que tiveram encarnações diferentes, e um deles muito jovem diz que é para dizer para vocês, e ele veio para cá há relativamente pouco tempo, que é como num jogo de vídeo game, você só pode ir para a faze dois, se tiver fechado a faze um. Ele brinca que nós devemos ter metáforas de vídeo game.

Eu – Isso é um sofrimento criado pela indecisão? E é um sofrimento muito grande, né?

O – Sim. Maior que a decisão, na maioria das vezes, na grande e esmagadora maioria das vezes, o sofrimento da indecisão é o sofrimento ilusório, e ele é muito grande porque a ilusão acaba se tornando enorme.

Eu – A decisão tem a ver com a realidade?

O – Não! Porque o que é realidade?

Eu – Sei lá o que é realidade nesse mundo de Deus.

O – O que você quis dizer por realidade talvez seja a percepção da maioria das pessoas, não a decisão, a decisão não tem nada a ver com a percepção, porque as decisões muitas vezes mudam a realidade, porque a realidade só se forma quando cada um percebe o que esta acontecendo. isso é muito individual. E o que é pior – o que é muito pior – se você na sua indecisão criar ilusões de sofrimento, você já esta sofrendo.

Eu – Ilusões de sofrimento?

O – Sim. Porque para o seu espirito a imagem é que conta. A imagem que esta indo para o seu cérebro. O que é que você viu? Vamos falar do encarnado, o que é o que você vê? O que você vê não é uma imagem que é formada? Captada pelos seus olhos e enviada para o cérebro? Não é isso? E a isso você chama realidade?

Eu – Não.

O – Não. Pois é! Só que para o seu cérebro é isso que é a realidade. E é isso que a maior parte das pessoas chama de realidade, o que vê, o que toca o que escuta. Só que o que você escuta – ou o que você vê ou toca – ou o que saboreia – falando ai dos cinco sentidos – ou o que você cheira, todas essas coisas na realidade vão formar uma imagem no seu cérebro – órgão – mas também uma imagem para o seu espirito. Não é isso? E por que o que você cria com a sua imaginação não faz o mesmo?

Eu – É! Realmente! Então quando nós estamos com aquela dúvida – tenho que tomar uma decisão – e é claro que a maior dificuldade é a zona de conforto na situação. Muitas vezes sofrendo pra caramba, mas ainda é mais confortável se manter ai que conhecer o novo. Eu estou passando essa imagem para o meu cérebro, ele esta registrando, e está levando esse sofrimento para…

O – Ele esta vivendo esse sofrimento.

Eu – E isso se torna uma realidade?

O – Isso é a realidade. Porque se você levar em consideração que a realidade é aquilo que foi percebido pelos seus cinco sentidos e enviado para o seu cérebro, o que você enviou para o seu cérebro com a imaginação também é realidade. E veja o sofrimento!

Eu – Mas e se a gente estiver sentindo? Nós passamos para o cérebro a mensagem de que aquilo é o que se quer é o que está certo naquele momento. Mass…

O – Espera! Não estou falando da mensagem do que você quer, eu estou dizendo que o que chega para o seu cérebro é a imagem formada a partir disso, e é nisso que a maior parte dos espíritos encarnados ou desencarnados perdem o controle – porque muitas vezes você quer – mas a imagem que vai para o cérebro é da destruição do que você quer. Essa é a imagem que é o real para o seu cérebro, não interessa o seu querer.

Eu – Não entendi! O que você quer é o que vai destruir…

O – Não. Não… Vamos dar um exemplo material!

Eu – Ok! Eu quero um carro!

O – Ok. Você quer um carro! Perfeito! Qual a imagem que você manda para o seu cérebro?

Eu – Daquele carro. É obvio!

O – Não! A maior parte das pessoas manda a imagem do carnê! Da divida!

Eu – Ah é?

O – Sim. Converse com as pessoas que você conhece.

Eu – Então você está querendo o carro, mas a mensagem que você esta passando é…

O – Você esta querendo o carro. Mas a imagem que você passa para o seu cérebro passa a ser vista como a sua realidade. E é a da divida. Você gosta de divida? Não! Então como é que você vai se sentir?

Eu – Angustiada! Agora tem uma coisa – quando o coração esta sentindo – o cardíaco diz para você que você não vai conseguir pagar esse carro. Como fica isso?

O – Ai a realidade fica mais feia ainda, porque além de você ter a imagem do carnê, você ainda se imagina incapacitada. Vocês já receberam muitas mensagens que foram mal decifradas.

Eu – Como assim?

O – Quanta gente já não se aproveitou disso para fazer palestrinha de autoajuda. Quanta gente já não deu nomezinhos mágicos – esotéricos – ou exotéricos para se aproveitar disso. Mas o que é importante lembrar – o que é real, é aquilo que você percebe com os sentidos e envia para o cérebro. Mas que se perceba que se tem também outros meios para enviar mensagem para o cérebro, e aqui eu estou dizendo cérebro para que se entenda no plano encarnado, mas é para o espirito que isso vai. Essa energia, ela vai ser metabolizada pelo seu espirito.

Eu – Alguém do grupo quer fazer perguntas? (Silencio).

O – Então cuidado. Porque quando eu disse da imagem, eu não quis dizer os seus quereres. Mas sim – a imagem – porque essa é uma confusão muito grande, a maioria das pessoas que quer, não manda imagem do que quer.

Eu – Manda das consequências que vai ter?

O – O que é pior! Manda das ilusórias consequências.

Eu – Tá! Mas a divida do carro não é uma ilusão! Ela é real. Você comprou o carro, tem que pagar.

O – Você comprou o carro e tem que pagar. Isso é rea! Mas não significa que você vai falir.

Eu – Quer dizer que já se coloca na frente à condição o fracasso?

O – Exato. Mas isso não quer dizer também que é só você ficar imaginando dinheiro que você vai ficar rico. Porque isso é ridículo.

Eu – Então esses treinamentos mentais que se faz dizendo atrair riqueza é balela?

O – Ridículo! Mas a importância de criar imagens que você realmente queira, porque o querer tem sido muito mal utilizado.

Eu – Mas o querer e o poder, nós já falamos sobre isso…

O – O querer na realidade é um grande impulsionador da humanidade. Quantas vezes já não te disseram. Isso é impossível! E você foi e fez, e o impossível se tornou verdade. Isso é um querer bem utilizado, é um querer visualizado, e às vezes é um querer teimoso também, mas só que é impossível. Mas que vira um estimulo. Então mais uma vez, nosso principal tema é falar sobre o Bem e o Mal Sofrer. E porque estou falando de querer, porque na maioria das vezes o que se coloca, é simplesmente essa imagem negativa das coisas. As sociedades, os governos, as religiões oficiais no plano encarnado trabalham muito com isso. A imagem negativa. E isso faz com que se cristalize e se evite decisões, principalmente porque parece que errar é algo punível demais, e por medo de ser punido, é melhor não fazer. Porque eu não erro. Mas eu também me impossibilito de acertar, ou mesmo de fazer a roda da vida girar. E isso se chama em qualquer plano, seja encarnado ou desencarnado, desperdício.

Eu – Mas existe um trecho do Evangelho que diz que a felicidade não é para essa encarnação no planeta terra.

-Pessoa do grupo- É diz que é um planeta de expiação.

O – E o que é expia? Expiação é reconhecer que alguma coisa te incomoda e incomoda os outros, e conseguir que isso seja revertido. Então esse é um planeta de oportunidades. Não é um planeta para ser chicoteado. É um planeta para reconhecer quais os seus (vou usar uma palavra que eu não gosto) quais os seus defeitos, e sana-los. É um planeta para se viver e perceber quais foram os caminhos que te levaram a dor, e quais foram os caminhos que te levaram a felicidade, e concertar isso. Então expiação não é castigo, expiação é oportunidade de reparo.

Eu- Perguntas grupo?

Pessoa do grupo – Com relação ao Bem e o Mal sofrer. Eu perdi um filho muito jovem, e eu acho que eu superei relativamente bem. Sofri. E eu interpreto pela explicação que fiz disso um Bem Sofrer, porque perder um filho não é fácil. Mas acho que sofri e esta tudo bem. Por outro lado em alguns momentos dificuldades com relacionamento vivo um Mal Sofrer – e são coisas no meu ponto de vista – incomparáveis – a perda de um filho com o gerenciamento de um relacionamento. Ficar sofrendo por causa de um relacionamento que nem me traz nada…

Eu – O que você esta querendo dizer é: Eu consigo lidar com a perda de um filho, e não consigo lidar com a dificuldade de uma relação. Seria isso? Pode ser assim a pergunta?

Pessoa – Sim, isso mesmo.

O – Claro. Todos nós, inclusive no plano espiritual, mas os encarnados mais ainda porque a encarnação nada mais é do que um período em que o convívio é mandatório. Impossível não conviver durante a encarnação, e o convívio sempre vai trazer dificuldades, e também vai trazer as grandes oportunidades e as grandes felicidades, que são os grandes desafios. Então todas as relações estão aqui para isso. A dor vai acontecer, mas é importante que se escolha o que vai fazer com ela, talvez no exemplo que você usou, e eu vou tentar aqui entender esse exemplo sem me intrometer pessoalmente no assunto. Você fala de um fato que é inexorável! Houve um desencarne. Você sabe a data desses desencarne – e ele já aconteceu – e você tem que lidar com algo que é inexorável. Já aconteceu. Agora você vai ter que se armar de conhecimento, e mesmo de fé para perceber que apesar disso ter sido dolorido naquele momento, isso não é definitivo. Porem num relacionamento que ainda continua você não tem data.

Eu – E não aconteceu né? Quem vai ter que fazer acontecer é ele, ou a pessoa que esta vivenciando. Não?

O – Então veja. Entre os encarnados, ou desencarnados a sua dor sempre é a maior. E a dor atual é sempre maior que qualquer outra, porque é esse momento que você está vivendo. Porque o tempo ainda é um dos limitantes. Principalmente durante o tempo dos encarnados. Então é claro que o sofrimento atual – ou a decisão atual – a dúvida atual – a oportunidade atual. Essa é que tem que ser olhada. E é essa que vai te causar mais dor e ansiedade.

Eu – Então quer dizer que para a dor não existe a qualificação? Na morte do filho foi uma dor nem sei como, mas nesse momento essa dor toma a mesma proporção?

O – Essa dor é mais importante que aquela, porque ela é atual.

Pessoa – E vem atrelada a decisão?

O – Sempre! Porque no momento de um desencarne você também tem que decidir o que fazer.

Eu – Como assim?

O – No desencarne de um ente querido você também tem o momento em que você decide, você toma posse da sua encarnação, ou não. No momento em que você decidir tomar posse da sua encarnação, você vai seguir em frente, você vai ver que existem muitos outros aprendizados. Mas sempre a decisão, porque o que você chamou de superação talvez tenha sido a decisão de continuar. De tomar posse da encarnação e de não se abandonar.

Eu – É porque no momento de uma dor tão grande ou você se apossa da sua encarnação e continua, ou então se entrega e não tem como superar. Né? Mas também não foi ele que decidiu a morte do filho. Aconteceu e ele teve que enfrentar,

O- Sim. Mas o livre arbítrio é o que você decide fazer com o que acontece. E não é o que você vai decidir que vai te acontecer.

Eu – É inclusive nós aprendemos que a evolução esta neste movimento. É você saber como lidar com os acontecimentos, sustentar a dor e o sofrimento.

O – E ai vem à palavra responsabilidade – que é a habilidade de responder – e não a culpa – nem castigo. Então o Bem Sofrer e o Mal Sofrer, essa grande explanação que Jesus já tinha feito e que no Evangelho segundo o Espiritismo foi de certa forma explicada pelos autores que estavam no plano espiritual, é a decisão do que fazer a cada momento. Em cada uma das vezes em que eu tenha que escolher direita ou esquerda – aqui é uma metáfora – claro que eu posso escolher o Bem ou Mal Sofrer. Eu posso escolher ficar fixado na dor e me tornar uma vitima e a vida vai ficar talvez menos colorida. E com certeza com essa escolha as oportunidades reduzirão.

Pessoa do grupo – Como ter essa claridade de ver. Existe uma recomendação?

O – A grande recomendação é agir com Amor. O que é outra confusão enorme. A maioria das pessoas por motivos de treinamentos religiosos, aqui não falo de religião no sentido espiritualidade mas religião como instituição – ou instituições – aprende que o Amor é dizer sim para tudo. Isso não é Amor. Isso é subjugação. É submissão numa relação muito desequilibrada. Amor muitas vezes é dizer não. O Amor muitas vezes é dizer adeus. O Amor muitas vezes é discordar. A forma muitas vezes de como se decide fazer isso é que é importante – o fato não é importante – mas o que eu decido fazer com ele é importante.

Eu – Você diz de como tomar essa atitude? De como agir com isso?

O – Sim! Sim a decisão de como agir e de como faze-lo. Houve um tempo em que mesmo nas manifestações, inclusive no plano Espiritual, havia crença de que o fim justificam os meios. Que se eu tenho um objetivo eu tenho que fazer tudo para alcança-lo. Hoje na realidade se sabe que o importante são os meios, os fins não são tão importantes. A forma como você age é que é importante.

Eu – Isso que você está querendo dizer é respeite o espaço do próximo. Trabalhe amorosamente na situação a ser resolvida. Seria isso?

O – Amorosamente. Mas você esqueceu o mais importante. O respeite o seu espaço.

Eu – Éh! Sempre esquecemos nosso espaço.

O – Sim. Porque senão a relação volta a ser de submissão e subjugação. E isso é uma relação desequilibrada. Por isso nós resolvemos enfocar nisso, porque aqui no plano espiritual muitos dos Espíritos que já passaram pela encarnação e aqui se encontram – continuam renitentes.

Primeiro por não reconhecerem seu espaço e não realizarem o autoperdão. Mas mais do que o autoperdão, não realizarem a sua responsabilidade. Ou seja. Perceberem que tem a habilidade de responder. Muitos continuam vivendo na culpa, e isso paralisa isso os impede de participarem de projetos muito mais importantes no plano desencarnado. Mas isso é um reflexo do que acontece no plano encarnado.

Eu – Levamos isso quando desencarnamos?

O – Sim. Então se você pegar as tradições religiosas, de certa forma no mesmo foque anterior parecia uma critica, mas se eu pegar as tradições religiosas todas elas também nos contam os caminhos a serem seguidos. Os pecados capitais, por exemplo – a inveja – alguém que tem inveja se parar de ter inveja e construir alguma coisa, se cura, produz alguma coisa. Enquanto se vive só pela inveja, não se vive. Isso vale também para o plano desencarnado. O não aceitar, o não perceber seus limites e não perceber inclusive que você pode ultrapassar esses limites. Isso desde que não envolva decisões dos outros. Se envolve decisões dos outros, você depende dessas decisões, mas você pode ultrapassar limites! O que faz o invejoso?

Eu – Se sente incapaz?

O – Exatamente! E se limita mais do que precisa. Ele não acredita na sua capacidade e não realiza. Portanto as tradições, elas vão mostrar caminhos, isso infelizmente tem sido deturpado em alguns momentos, mas elas vão mostrar caminhos.

Eu – O que você explicou no inicio me reportou para uma coisa que acontece muito. Se vê muitos pais e filhos que os pais lutam para dar uma oportunidade, dão duas, dão três oportunidades e esse filho (existe também entre casais) continua na mesma, até que o que da a oportunidade se enche, desiste, e vai ser feliz. Porque tem tudo para ser feliz. Aquele que não aceitou ajuda optou por não vir junto. Essas pessoas que fazem a opção pela felicidade vai se sentir culpados. Da para entender o que eu estou colocando? Essa culpa não deve ser carregada. Não é?

O – Depende. Pai Benjamin até da um sorriso aqui e diz para eu dizer, inclusive para mexer com você, que cada caso é um caso. Veja. Se existe como você disse essa disfunção e se isso é impossível. Não. Não deve ter culpa. Agora se alguém que você diz amar, simplesmente não lhe agradece, porque você amou com o interesse de ser reconhecido. Isso não é amor. Isso é apego. E ai sim você deve ter responsabilidade, deve ter que perceber o que você esta fazendo. Porque veja. Os filhos. Mães. Pais. Os casais. Existe um momento em que a relação esta como você disse. E se isso esta fazendo mal para todo mundo e alguém se retira e respeita, não há porque se responsabilizar, porque isso é um erro também muito comum, querer se responsabilizar pelas atitudes do outro. Agora, veja o outro extremo, que é deixar de fazer porque não recebeu o reconhecimento suficiente que você queria isso não é amor.

Eu O reconhecimento você diz a pessoa agir como você quer? Seria isso?

O – Exatamente! Isso não é amor. Isso é apego.

Eu – Isso é apego e manipulação também?

O – Pois é! Por que cada caso é um caso?

Eu – Éh. Pai Benjamin tem razão quando diz que cada caso é um caso.

O – Então é preciso avaliar bem e sempre se responsabilizar. Ou seja. Ter a habilidade para responder. Porque carregar todos nas costas é ruim. O ser humano já foi feito inclusive com esse formato de corpo para que não precisasse ficar nas costas de ninguém, se ele precisasse ficar nas costas provavelmente teria um corpo de Cuíca. Que é aquele gambazinho cujos filhotes ficam nas costas da mãe.

Eu – E quando você tem duvidas de quando libertar alguém? Porque muitas vezes a dúvida está no apego e não no amoroso, isso vai impedir que o outro cresça também, né?

O – Sim. Sempre! O que pode o apego gerar? O que o apego gera?

Eu – Sofrimento demais. E mais apego.

O – O apego vai gerar amor? Só Amor gera Amor. Então às vezes agir com Amor…Veja Jesus Cristo que com muito Amor quase destruiu os vendedores do templo, para mostrar para eles que eles estavam errados, que não se devia explorar o templo com mercadorias.

Eu – Então o melhor é sair desse sofrimento que nos traz o texto. Numa simples decisão?

O – É nisso que nós queríamos chegar. O apego à dor.

Eu – Então é sempre o apego que gera essa dor da indecisão?

O – Sim. O apego à dor. O apego ao sofrimento. E veja que interessante, lembra quando eu disse que o tempo é um limite. É importante. Isso já foi explicado por nossos companheiros em outros estudos. Olha como é interessante! Algumas pessoas não percebem que o tempo também é um limite do sofrimento. O sofrimento aconteceu em tal dia, deveria ficar só nesse dia.

Eu – O pior é que se carrega esse dia para a vida toda, né?

O – Pois é. Mas o dia já é outro. O importante é que se veja que esse limite do tempo é um limite que muitas vezes é benéfico também. Deve-se aproveitar esse lado benéfico do limite do tempo. E aqui no plano espiritual nós temos visto muito do reflexo desse apego ao sofrimento. Dessa manutenção e a não percepção de que as coisas já mudaram. Vocês no grupo de Apometria muitas vezes recebem algumas personalidades que nem sabem que desencarnou. Isso é um grande apego. Que de certa forma não abrem os olhos – não os olhos como órgãos físicos – e sim para as mudanças. Ou seja. Não percebem que já estão em outro plano, apesar de todas as dicas. Vocês já estão cansados de ver até no filme aquele desencarnado tentando tocar no irmãozinho, na esposa, no marido, enfim, tentando participar e não conseguindo. Quer dica melhor do que essa?

Eu – Mas continua na ilusão?

O – Continua na ilusão. E a ilusão só traz sofrimento. Então é muito importante que se trabalhe isso um pouco durante o período de encarnação, essa percepção de que o sofrimento tem limite. A dor tem limite. O limite pode ser o tempo. A felicidade também ainda tem limite.

Eu – Mas esse limite que você esta falando é o limite dado pela própria pessoa?

O – E pelo tempo. Nem todos os limites são dados pela própria pessoa.

Eu – Então tem coisas que tem que durar aquele tempo?

O – Sim. Porque o tempo é um limite. E o tempo não é você quem da, na verdade você recebeu esse tempo. Então é muito importante que se veja que existem limites também para o sofrimento, e que ele deve ser abandonado, porque o apego ao sofrimento mesmo depois do desencarne continua prendendo em correntes muito firmes. Aconteceu! Que bom que eu estou encarnado. Afinal o tempo é um limite. E se aconteceu naquele dia não esta acontecendo mais hoje, e eu posso então entregar e deixar de sofrer porque eu já sofri naquele dia.

Eu – Preciso tirar uma duvida. Você disse que o sofrimento tem um tempo. Esse tempo foi determinado no período entre vidas? Nas escolhas que você fez para você mesmo?

O – Eu quero explicar que isso é bastante complexo, e multfatorial. Benjamin diz que eu devo dizer que Cada Caso é um Caso de novo! Mas eu prefiro dizer para você que é muito complexo e que não vai depender só de um fator. Vai depender de como você direciona as suas decisões, e que caminho você resolveu seguir.

Eu – Então também esse tempo é determinado peles atitudes, escolhas e decisões?

O – O tempo todo. Senão nós seriamos só atores desempenhando um papel que já teve o seu escritor definido o que eu tinha que interpretar. E não é assim. Então, cada um dos fatores, cada uma das decisões afetará outras, e outras, e outras… Qual um jogo de peças de dominó.

Eu – É tudo está ligado né?

O – Exatamente. E talvez o mais importante seja a percepção de que as coisas acontecem com ou sem a sua intervenção, que isso também se por um lado diminui o poder que você tem, também diminui a sua chance de adquirir culpa, porque afinal você não precisa levar tantas coisas nos seus ombros.

Eu – O que você esta dizendo é que quanto mais rápido você toma uma decisão, uma atitude, menos peso você carrega e menos culpa você adquire?

O – Isso. E também, se a sua decisão afetou o outro diretamente pelo que você fez você é responsável por isso, mas se afetou o outro pelo que ele acha, ele é responsável pelo que ele acha.

Eu – Mas não vai afetar o outro sempre?

O – Tudo que você faz afeta o outro. Mas quem escolhe se afetar é o outro. Como o outro se afeta é problema do outro, deixa de ser problema seu. Isso não significa que você passe a ser grosseiro ou desconsidere o outro. Mas isso significa que no seu espaço quando é necessário tomar algumas atitudes, a interpretação do outro é de responsabilidade dele.

Eu – Se um ciclo esta vencido com essa pessoa e eu tomo uma decisão. Eu entro na lei de causa e efeito? Sim, né! Tudo esta na lei de causa e efeito.

O – Você já respondeu. Agora cuidado. Causa e efeito não é crime e castigo, certo! Então se você toma uma decisão, sim, já é um efeito dessa decisão. Tudo tem um efeito. E já falamos disso aqui, se você planta banana não vai colher laranja. Se colheu laranja, aprenda a gostar de laranja ou então mude a plantação para banana. O que não pode é plantar banana e querer colher laranja. Muitas vezes o que acontece é que ao invés de ficar chorando no pé de banana porque ele deu laranja e não banana é você começar a fazer suco das laranjas e se adaptar a isso, porque querer mudar isso se chama teimosia, e a teimosia requer um pagamento muito caro, porque a teimosia gera uma divida. Sempre.

Um dos do nosso grupo pergunta – Pode-se dizer que a teimosia é a falta de uma decisão na hora certa?

O – Não. Teimosia é não se responsabilizar pela sua decisão.

Eu – Se decide e depois não arca com as consequências?

O – Exatamente.

A mesma pessoa – Mas eu posso me arrepender?

O – Mas você só pode se arrepender depois de decidir. O problema é que a maioria das pessoas sofre porque pode se arrepender e não decide, então uma coisa que ere para acontecer em tal dia, e teria uma duração de uma hora, pode ter duração de séculos.

Eu – Mas você pode se arrepender também quando resolver voltar atrás e aquilo não existir mais. E se voltar não vai ser igual.

O – Você consegue ser banhada pela mesma agua de um rio mais que uma vez? Algo retorna igual? Mas se você não se decidir… a partir do momento em que você se decidiu e se arrependeu. Vê o que você pode fazer. Se você se responsabiliza por isso ok! Ah mais eu queria voltar atrás… é a mesma coisa que querer que meu pé de banana dê laranjas. Também se chama teimosia. E você vê quantos saudosistas! Entre os encarnados você ouve muito. No meu tempo era tão bom! Era nada! Se não igual, era pior. Isso é teimosia! Para não perceber que o bom é o presente. Por isso se chama presente. Mais uma vez nós resolvemos enfocar esse assunto porque é um assunto bastante complexo e vai merecer outros enfoques e outros momentos de discussão, principalmente porque nós temos visto muitos assim aqui entre os desencarnados. Muitos dos que fazem parte do nosso grupo têm auxiliado grupos de socorro. Tem auxiliado também algumas colônias junto com nossa amiga Bem Vinda, e o que nós temos visto é a reincidência. Essa teimosia é a não percepção das mudanças. Inclusive das mudanças do plano encarnado para o plano desencarnado. E o que isso traz de sofrimento! Até nos filmes e nas comédias que vocês assistem isso traz sofrimento. Temos que ter a percepção de que as coisas mudam. E elas têm que mudar porque elas são complexas, elas dependem de varias decisões. E não se tem o controle. E não ter o controle para alguns é sofrimento. Mas devo perceber que não ter o controle diminui muito à carga que eu tenho que levar por cada coisa que acontece. Ai a vida se torna mais leve, e eu percebo que não ter controle muitas vezes é muito agradável e me permite navegar por vários mares, mas sempre com os olhos abertos – não só os olhos do corpo físico – mas os olhos da Alma. Do Espirito. Para poder ver em que plano estou. Qual a nova mudança. Qual a nova forma de agir. Porque um dos grandes erros, e aqui acho que resume tudo que nós queríamos dizer, um dos grandes erros é querer continuar querendo ser o mesmo, e agir da mesma forma em todos os lugares. Isso não é coerência. Isso é rigidez. E rigidez é responsável pelas maiores fraturas óssea.

Eu – Isso esta ligado ao orgulho também?

O – Sem duvida! Sempre! O orgulho é um dos grandes venenos. A rigidez é um orgulho porque afinal quem é Deus para dizer o que acontece. Eu é que sei o que é bom. Quer orgulho maior que esse? Então nós gostaríamos muito que entre os encarnados principalmente, que essa rigidez e dessas crenças fosse amenizadas, para que se abra mais os olhos do Espirito, e que se perceba que o tempo todo há a oportunidade de poder tomar decisões e seguir outros caminhos. E que os caminhos não são certos ou são errados, eles simplesmente são caminhos que levam para algum lugar. E que em todos esses caminhos eu posso tomar outras decisões e outro caminho. Mas que é impossível voltar atrás – porque o atrás não existe – já foi – já aconteceu.

Então nós gostaríamos de nos despedir. Agradecer essa oportunidade que vocês nos deram. Porque essa era uma coisa que nós estávamos ansiosos para abordar pelas experiências que temos tido aqui. E vou te dizer mais. Não é porque nós fazemos parte de um grupo de desencarnados em discussão, que muitos de nós também não vivenciamos isso, e também não fomos atingidos por esse orgulho e essa rigidez. Então agradecemos inclusive por termos tido a oportunidade de discutir entre nós. De falarmos com vocês. De termos aqui conosco alguns orientadores, alguns mentores que muito também contribuíram. Queremos agradecer a Bem Vinda, ao Benjamin, e a outros orientadores que aqui estiveram conosco. Agradecer também aos nossos irmãos da irmandade da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que fazendo o trabalho de intercomunicação, possibilitaram essa comunicação. Agradecer principalmente ao Pai amoroso por tantas oportunidades que Ele nos dá, quer seja de espiar o que nos pesa. Quer seja de provar que já somos capazes. Porque afinal esse mundo é chamado de provas e expiações por causa disso – nós podemos provar que somos capazes – e espiar o que ainda nos pesa, tirar o peso dos ombros. Quer seja muitas vezes por períodos. Que mesmo nessa orbe vivamos momentos de regeneração e de tranquilidade. Agradecer esse Pai por todas as oportunidades que nos levam a perceber quanto ainda temos a trilhar, tanto no plano encarnado como no plano desencarnado. Agradecemos a todos…..

Eu – Nós estamos gratos também. E peço que tragam sempre um tema que seja importante para todos nós. Esses estudos e essas informações são muito valiosos para o nosso grupo aqui presente e também para quem tiver acesso através do nosso meio de comunicação. Sabemos que todos os temas abordados passam por pesquisas e estudos através de todo o grupo de desencarnados, com apoio desses orientadores que já tem um entendimento mais amplo das encarnações. Gratidão! Gratidão é o que tenho para expressar neste momento. Que a Luz Divina nos envolva.