14jun
Despertar a consciência no astral é uma experiência nova e muito gratificante, da mesma forma que é para uma criança dar os seus primeiros passos. Porém, da mesma forma que uma criança que dá os primeiros passos não aprende a correr de um dia para o outro, também nossas primeiras experiências no mundo astral em geral são bem curtas e acabamos retornando ao corpo físico involuntariamente e muito antes do que gostaríamos.Uma dúvida comum é como fazer para permanecer todo o tempo que se queira em astral e também voltar ao corpo físico no momento em que desejar. A verdade é que isso só se consegue com muita prática. De qualquer forma, tal qual quando sonhamos (lembre-se que o sonho é simplesmente é uma projeção astral inconsciente), o corpo astral sempre retorna ao corpo físico quando este estiver revitalizado.Para ter cada vez mais e melhores experiências astrais é fundamental:

  • Praticar muitas vezes a técnica do saltinho durante o dia.
  • Praticar muito, muito mesmo a auto-observação e a morte psicológica, pois assim se vai resgatando cada vez mais consciência para atuar em astral com maior lucidez.
    Além disso, quanto mais tempo se fica em auto-observação no físico também ficará mais tempo consciente no astral, pois estar consciente é estar em auto-observação.
  • Estando em astral procurar segurar (ou se segurar em) algum objeto que encontrar ali, pois enquanto estiver segurando algum objeto do astral não se retorna ao corpo físico. Quando quiser retornar solte o objeto.
As técnicas que estudaremos agora requerem do praticante uma boa capacidade de concentração, por isso é muito importante que você já esteja se disciplinando e treinando a concentração, usando, por exemplo, o que aprendemos na lição sobre concentração. Caso ainda não esteja fazendo isso, você provavelmente terá maior dificuldade em usar as técnicas desta lição. Porém nunca é tarde para começar a se disciplinar.
Concentração
Uma outra prática extremamente eficiente que é utilizada para sair em astral é a concentração no coração. Os passos preliminares são: deitar em uma posição confortável e deixar o corpo bem relaxado. Após isso o praticante deverá se concentrar e imaginar seu próprio coração. Procure realmente ver seu coração, como ele bate, como é externamente, sua cor, textura, etc. Não se preocupe se você não sabe como é um coração detalhadamente, simplesmente imagine da forma que você acha que é. Com a prática você realmente verá o aspecto real deste órgão (“o sábio que imagina vê”).Após visualizar bem o coração externamente, penetre com a imaginação dentro de seu coração e passe a ver como ele é e funciona internamente (da forma que você imagina que seja). Quando estiver satisfeito com a investigação interna de seu coração aprofunde mais a concentração e visualize as células dele. Após concentre-se mais ainda e veja apenas uma célula. Imagine até o interior do núcleo da célula. Faça essa concentração sem pressa e da melhor forma possível. Procure adormecer fazendo essa concentração.
A Iniciação
Existem escolas filosóficas que dão as diretrizes para que seus seguidores atinjam a libertação, esquecendo-se, entretanto, da dosagem dos ensinamentos, o que leva seus discípulos ao fanatismo e ao proselitismo. Onde fica o equilíbrio indispensável à solidez do trabalho? E a sensatez que direciona esse trabalho no sentido da evolução? Toda prática espiritual, todo desenvolvimento psíquico, busca por sintonia o silêncio.
O iniciado deve procurar ser um homem perfeito em todos os aspectos da vida que, se ofendido, não ofende: esquece. Se maltratado, não revida; ajuda a todos em seu caminho.
Começa examinando hoje mesmo o que tens feito na vida e da vida que Deus te deu. O que tiver que ser consertado, conserta logo. Se não tens forças para tal, continua alimentando idéias de melhora, que os Céus operarão em ti com mais intensidade. A primeira coisa a fazer é limpar-te de hábitos e vícios, que são manifestações de inferioridade.
Dá o primeiro passo. E nas horas difíceis, assim como nos momentos felizes, não te esqueças da prece, companheira constante daquele que está no caminho da iniciação.
A projeção do duplo astral no mundo dos espíritos é um fato que requer experiências inúmeras na arte de sair do corpo com maior ou menor consciência. Temos de avisar, para a paz da nossa consciência, que a variedade de perigos é maior do que se pode pensar. Viagem astral não é simples brincadeira; é coisa muito séria, repetimos, somente para criaturas sérias. podes fazer experiências, mas, primeiramente haverás de aprender a sentir a área evolutiva a que pertences e ajustar-te ao modo suave da prática desta maravilhosa ciência que, certamente, nos leva à certeza da vida que continua em todas as direções do Universo.
Alguns escritores espiritualistas asseveram que todos podem fazer viagens astrais, sem o mínimo de conhecimento sobre tal ciência, que requer vasta experiência e maturidade espiritual, por métodos que eles descrevem. Entretanto, precisa-se saber qual é a viagem astral a que eles se referem com tanto entusiasmo, fazendo no entanto, muita gente esmorecer diante de certas práticas enfadonhas, gastando tempo precioso, quando poderia estar entregue ao sono reparador, para recuperação das energias despendidas no campo imenso do labor humano.
As classificações das viagens astrais são inúmeras. Não obstante, a razão nos pede para dividi-las em três apenas. A primeira é aquelas classificada como sonho, em que te lembras das coisas ocorridas no mundo dos espíritos, por força das imagens que vêm à tona pelo estímulo visual no decorrer do dia e pela sintonia das formas, do cheiro ou das vibrações. A segunda é aquela em que por vezes acordamos, nos lembrando nitidamente de certas passagens, que podem nos dar alegria ou tristeza, de conformidade com o passeio que fizemos, na luz ou na sombra. Ficamos, às vezes, com essas lembranças na mente durante horas ou dias, e até anos. A terceira e última é o desdobramento que se apresenta e uma grande escala de consciência. Vamos, porém, nos firmar em apenas uma, para aproveitar espaço e tempo, e o leitor certamente haverá de compreender porque sintetizamos os estudos.
O tempo lhe ensinou que o verdadeiro sábio somente pode voar para as alturas com duas asas: Conhecimento e Amor.
A humanidade sempre recebeu o que deveria receber. Para tanto, existem grandes mestres da espiritualidade maior vigiando as criaturas da Terra, com muito amor, porém, sem esquecer a energia no momento preciso, como sendo também amor em outra faixa educativa. E esses censores espirituais somente deixam passar para os homens, os ensinamentos que dizem respeito às suas mais urgentes necessidades. No entanto, a justiça se faz em alta expressão, de modo que, quem precisa de mais luz, recebe essa luz, que se faz presente utilizando a capacidade do próprio indivíduo.
O homem do presente pode atingir alto grau de evolução espiritual quando na carne, dependendo, em grande parte, da sua boa vontade em se educar, em usar a teoria juntamente com a prática em todos os momentos da vida.
O tema que escolhemos, Viagem Astral, é, certamente, para colocar esse asssunto em evidência nos meios que cultivam o espiritualismo, no seio daqueles que já buscam os ensinamentos do Cristo com o coração e sabem usar a inteligência para enriquecê-los, nos bastidores da palavra.
Estes ensinamentos são o ponto de partida para as viagens astrais. Sabemos que tal assunto não é acessível, no momento, a todas as criaturas. Dizemos que todos carregam os dons espirituais em estado de sono, depositados no coração e na mente, pelo poder de Deus. Entrementes, podemos fazer alguma coisa para que essas sementes divinas possam desabrochar com maior vigor e mais depressa, se fizermos a nossa parte.
Não tentes fazer viagens astrais sem os devidos conhecimentos dos perigos que possam ocorrer. É de bom senso procurar um instrutor consciencioso neste campo imenso da ciência universal e valiosa, pessoa confirmada pelas experiências e pela vida que leva no seio da sociedade, de conduta irrepreensível, pensamentos retos, exemplificação como homem de bem, de que o amor e a caridade sejam a capa, nas lides de cada dia.
Dá os primeiros passos, trabalhando com os pensamentos e com as mãos, ajudando os caídos, com a palavra de estímulo aos desventurados, com o pão ao faminto, com as vestes aos que sentem frio e nudez, que a inspiração maior servirá de ti como instrumento para outros labores de maior alcance, em zonas ou regiões nunca antes percebidas.
Estuda, para que não se desfaça a espiral da tua evolução, frente aos mananciais de conhecimento que se encontram no Suprimento maior, esperando a tua decisão, o teu pedir pelo trabalho, pela vida, pelo que deve ser.
Pensa um pouco, companheiro da eternidade, e deixa cair as escamas que cegam teus olhos. Começa a trabalhar, mas a trabalhar dentro de ti em primeiro lugar, porque o maior campo de trabalho não está fora de nós; o maior inimigo a ser vencido é o conjunto de forças negativas geradas dentro de nós, com variados nomes, que todos identificamos em nossas intimidades diárias.
Nunca percas a oportunidade de ajudar, onde quer que seja. O Sol, na sua missão de servir, sempre está aceso.
Dicas

  • É imprescindível praticar as técnicas com concentração para se ter resultados. Se isto está sendo um problema para você, recomendamos rever a lição 11 e aplicá-la no seu dia a dia. Não se preocupe, pois com a prática isto se resolve.
  • É fundamental praticar bastante durante o dia a auto-observação e a morte psicológica, pois assim, além de todos os outros benefícios, se consegue ter cada vez mais lucidez nas experiências astrais.
  • Todas as técnicas descritas nesta lição levam o praticante a se projetar em astral, porém a técnica de concentração no coração é mais objetiva, o que significa que se consegue resultados melhores e mais rapidamente.
    Recomendamos dar atenção especial a esta técnica.
  • É sabido que praticar durante a madrugada, após já ter dormido algumas horas, é mais fácil de se conseguir o desdobramento astral, porque além do corpo físico estar mais descansado (o que refletirá em um sono mais leve) a atmosfera na madrugada é também mais tranqüila e silenciosa. Isso, entretanto, não significa que não se possa praticar durante o dia, caso você tenha tempo disponível e um local silencioso para isso.
  • Escolha a técnica que mais lhe agradar (mantra ou concentração no coração) e pratique com regularidade. Evite ficar trocando de técnica constantemente, pois desta forma não se chega a lugar algum.
  • Não conte suas experiência astrais para outras pessoas (nem mesmo sonhos), pois as experiências que temos nos são dadas em confiança como recompensa por nossos esforços no sentido de evoluir espiritualmente.
    Isso funciona da mesma forma como quando contamos um segredo a uma pessoa: se essa pessoa revela esse segredo aos outros provavelmente não voltaremos a lhe confiar mais nada, não é mesmo?
Pode estar seguro que ao fazer estas práticas, seguindo as recomendações dadas, terá os resultados desejados.
Muitas pessoas, usando as técnicas acima descritas, puderam e continuam a experimentar por si mesmas a realidade e os benefícios do desdobramento astral.
Tudo o que se necessita é boa vontade, prática e continuidade.
Para mais informações, leia no livro Iniciação – Viagem Astral.
14jun

Estudo do dia 13/11/14 O Conhecimento e a Sabedoria.

Conhecimento e Sabedoria. Um lindo tema! Nos mostra o quanto de distância existe entre esses dois estados. O Conhecimento é passivo. É como um objeto – é como um vaso vazio. A Sabedoria tem função. É o fruto da Ação. A Sabedoria é a utilização do livre arbítrio para transformar o conhecimento em atitude.

No Evangelho. A Eficiência da Prece – Pedir e Receber

Estamos reunidos aguardando o comunicador do grupo de desencarnados que vai nos trazer os ensinamentos de hoje. Vamos elevar nossos sentimentos em Gratidão. Agradecer por mais esse encontro, por mais esta oportunidade de mais uma vez estarmos juntos, encarnados e desencarnados. Gratidão a esses irmãos de outras dimensões que enfrentando as dificuldades de comunicação estão sempre presentes. Gratidão a corrente do grupo Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, grupo esse, que faz essa corrente de sustentação energética para que possamos nos comunicar. São os Engenheiros de som.

Não tenho um tema hoje para ser abordado, vamos aguardar o comunicador do grupo dos desencarnados para ver qual o tema vai ser estudado hoje.

Comunicador – Boa noite a todos. Meu nome é Álvaro, eu já estive aqui com vocês.

– Vou me referir a esse comunicador com a vogal- A.

Eu – Boa noite Álvaro! Seja bem vindo! Obrigada pela sua presença.

A – Mais uma vez eu vou dizer a vocês que quem aqui se apresenta não tem nada de especial, só representa a ideia de um grupo – um grupo que também está em aprendizado, um grupo que também se reúne para estudar e aprender. Nós também temos em comum com vocês os mesmos orientadores. Por isso me apresento não como mestre, mas como porta voz.

Eu – Gratidão Álvaro! Estamos felizes com sua presença, e vamos ver o que vocês nos prepararam para hoje.

A – A leitura do Evangelho já abre caminho para que possamos abordar o tema. Há dificuldades para entender algumas palavras. Não porque tenham sido ditas em parábolas, mas porque as explicações foram consumidas por aqueles que tinham medo de que elas chegassem ao vulgo, e se tornassem tão populares que diminuíssem o poderio. Por muito tempo a informação foi um meio de atingir o poder. Vocês sabem disso. Há um trecho no Evangelho em que Jesus disse: “ Porque aqueles que têm muito, receberão ainda mais, e aqueles que têm pouco muitas vezes esse pouco que possuem lhe será retirado´´ (Marcos, 4:24 e 25). E a maioria de nós quando lê esse texto, solto, descontextualizado – acha estranho que o mestre que pregou o Amor, e que sempre pregou a compaixão, a misericórdia, o respeito… É uma frase que parece tão inusitada! Primeiro nós ficamos recebendo informações de que é mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino do céu, e de repente alguém diz que quem tem muito, vai receber mais ainda, e aquele que tem pouco provavelmente vai perder o pouco que tem. Parece injusto! E nós então transportamos essa frase muito mais para o que nós vemos quando encarnados, na justiça social do que no seu aprofundamento teosófico. Jesus nos ensinava naquele momento como agirmos no nosso dia a dia. Mais uma vez nosso grupo percebeu a importância desse tema. Ele talvez seja a continuação do que foi ensinado no, vigiai. Mas ele precisa ser esmiuçado, principalmente pelo momento pelo qual a humanidade esta passando. Mais uma vez! Esse não é um momento especialíssimo. Todos os momentos foram, e são especialíssimos, porque a vida é um grande presente. Quer seja a vida encarnada, quer seja a vida desencarnada. Viver é um presente. Mas existem momentos em que é necessário que a confusão se faça, para que dessa confusão surjam modelos novos, paradigmas novos, para que alguns paradigmas sejam deixados. E para isso esse é um momento bastante especial. Quando o Mestre se refere a, aqueles que têm muito vão receber mais, ele está nos ensinando que quando nós nos sentirmos repletos, quando nós nos sentirmos inteiros. Quando nós nos sentirmos entusiasmados – palavra que tem origem no Grego, e que quer dizer “recheados de Deus, ou, A Centelha de Deus´´. Quando nós formos conscientes do quanto nós temos. Quando nós tivermos consciência de como nós temos a centelha do Pai que pulsa dentro de nós, ai sim nós estaremos preparados para receber mais ainda. Porque esse é o momento em que o filho, em que o espirito que busca, percebe o quanto ele já tem, e desenvolve a Gratidão, e passa a se tornar apto para receber mais ainda. É mais ou menos, fazendo uma metáfora, como aquele que passa por muitos anos estudando, e após a sua formatura passa a tornar-se apto para galgar novos rumos. E aquele que pouco tem ainda assim lhe será retirado. Por quê? Qual a justiça? A justiça daquele que pouco tem que Jesus se referiu, é aquele que buscou pouco, não é aquele que acumulou poucos bens. Não é aquele que foi incapaz de acumular bens, mas é aquele que foi incapaz de se preparar para galgar novos conhecimentos. É aquele que foi relapso. É aquele que não investiu. É aquele que não se esforçou. E esse se tem pouco, por não ter ido buscar, com certeza vai perder o pouco que lhe coube, porque esse pouco na maioria das vezes é o que nos é dado gratuitamente, e quando eu digo gratuitamente não quer dizer que não foi pago um preço, é que nos é dado só pelo fato de sermos portadores da Centelha de Deus. Isso deve pautar nosso comportamento, quer no período da encarnação, quer no período desencarnado – ou no plano espiritual. Que nós estejamos cada vez mais entusiasmados. Que nós estejamos cada vez mais nos preparando. Mas que nós também não nos percamos como buscadores que não agem, que não utilizam conhecimento, esses são como vasos que detém o liquido, e que depois que o liquido lhes é tirado, voltam a serem vasos vazios. Que nós não sejamos só vasos que recebem conhecimento, mas que não os utiliza. Que nós possamos receber, transformar, prosperar – e ai nos fazermos aptos para recebermos mais ainda. Qual é aquele que dando todas as chances aos seus subalternos premia o que não trabalhou? Haveria justiça? Haveria correção? Por outro lado, qual aquele pai que mesmo percebendo não haver o esforço que ele esperava do filho, não se compraz e não se sente feliz em poder fornecer aos seus filhos o melhor alimento, a melhor vestimenta, as melhores chances. Portanto é importante o equilíbrio entre essas duas energias que cuidam, a energia do pai e a energia do patrão. Deus não é nem um pai, nem um patrão nesse sentido. Mas é no equilíbrio dessa visão que nós vamos nos pautarmos, e cada vez mais nos prepararmos, e nos reconhecermos portadores de muitas graças, e elas se chamam Graças por serem gratuitas de muitas graças, de muitos benefícios da vida de Deus. E que nós a partir desse momento, que percebamos o quanto recebemos, e possamos então pleitear mais, mas cuidado! Muitos entendem que pleitear mais significa obter benefícios, benefícios materiais, ou benefícios com relação ao poder. Não! Pleitear mais é pleitear mais conhecimento. Pleitear mais chances de agir. E ai sim! A partir do momento em que nos mostramos capazes de agir, após recebermos ensinamentos – ai receberemos mais ensinamentos.

Eu – Eu vou colocar uma questão agora que eu gostaria que você falasse um pouco. É sobre a diferença do Conhecimento e da Sabedoria, porque baseado em tudo que foi dito até agora acho que esse é o tema de hoje.

A – O conhecimento pode ser tido como algo passivo, é um objeto. O conhecimento ele pode ser transmitido, sem duvida. A Sabedoria é a utilização do livre arbítrio, que já foi antes focado, para transformar esse conhecimento em atitude. O detentor de conhecimento, como eu já disse antes, não é aquele que tem muito. O que tem muito é aquele que demonstra atitudes. Não significa fazer provas como na época de escola. Significa incorporar o conhecimento. Principalmente das leis naturais – a Lei do Amor. E agir! Ai está à sabedoria. Muita gente confunde e acha que adquirir conhecimento, conhecimento, conhecimento.. A Sabedoria é que é mais importante, a Sabedoria é fruto da ação.

Eu – Então o conhecimento sem a ação se torna vazio?

A – Usei inclusive a metáfora do vaso, que por algum tempo detém algum liquido, mas quando esse líquido lhe é tirado – ele volta a ser vaso vazio. O que tem sabedoria tem atitude – ele não é mais um vaso. Ele não é mais objeto. Ele já é agente, ele tem função – ele tem ação. Por isso muitos se perdem na busca por confundirem o Conhecimento com a Sabedoria. A busca do conhecimento é muito mais simples. Pouco trabalhosa. E o conhecimento alimenta o ego doentio, não o ego equilibrado que já focamos antes. Perceba quantos proclamam frases para mostrar seu conhecimento.

Eu – Inclusive está cheinho de gente em palcos falando, falando… Mas que pouco agem em suas próprias vidas.

A – Marionetes! É claro que nós, nem nós desencarnados, nem os encarnados, vamos sair julgando a todos. Porque ninguém é capaz de ser coerente. E ser coerente talvez seja muito perigoso. Porque o coerente muitas vezes é teimoso. Talvez o mais importante seja que aprendamos a ser congruentes, ou seja, continuarmos a seguir nosso caminho percebendo as mudanças que necessitam ocorrer, e continuarmos caminhando, porque o coerente muitas vezes não se permite caminhar. Paralisa!

Eu – Porque muito do conhecimento que eu tenho hoje, daqui a algum tempo pode não servir mais para nada. Por isso não ser coerente?

A – Sim! Muitas vezes o coerente não percebe as mudanças que já ocorreram em seu entorno e continua declamando a mesma poesia. Falando da semente, e não percebe a arvore já frutificando.

Eu – Isso é rigidez. Não?

A – Sim! E ai você percebe quantos, e ai eu faço uma observação porque você talvez perceba mais ainda. Quantos já tem rigidez física.

Eu – É a somatização, não?

A – Sim! E a dor que deveria ser encarada como uma benção, porque afinal ela alerta a mudança. Se torna uma lastima! E mais um motivo para se apequenar, e para adquirir menos sabedoria e menos atitude.

Eu – O que você quer dizer é que quando o corpo já sente a dor, essa dor é a mensagem que o Alma está nos passando para avisar que a rigidez – vamos focar na rigidez – está causando mal, e que necessita de mudanças?

A – Exatamente! Se você coloca a mão sobre uma chapa quente, se você não tiver dor, você vai ter lesões graves. A dor é um alerta para você tirar a mão da chapa. E a dor é sempre assim. Mas nós não percebemos, e maldizemos a dor – quando deveríamos bendizê-la e abençoa-la! Porque ela aponta os momentos de mudanças no caminho que não conseguimos pelo Amor. Dói? Pare! Pense! Aja!
E vai deixar de ter dor. Agora, se dói e você só reclama! Você se apegou a dor.

Eu – No momento em que eu me apego à dor eu não percebo a necessidade da mudança que essa dor
veio sinalizar, e entro no papel da vitima?

A – Sim, e o papel da vitima, é um dos mais confortáveis que existe.

Eu – Porque ai não preciso mudar nada? Fico na minha zona de conforto.

A – Sim, e é esse que vai perder mais ainda. É desse que o Cristo falou. O que tem pouco – o pouco lhe será tirado.

Eu – Nossa! Como esse texto do evangelho traz uma mensagem tão profunda. Sempre tive dificuldades de entendimento desses textos. Mas esse é bem diferenciado, para meu entendimento está sendo ótimo.

A – E essa explicação, ela foi esquecida. Porque muitos queriam utilizar dessa energia, porque quanto você mais tem, e quando você mais busca, quando você mais age. Mais você recebe! Muitos dos Magos, mesmo os que vocês chamam de magos negros, e que vocês recebem muito na Apometria, conhecem um pouco desse principio, e entenderam um pouco. E ai cabe a cada um a responsabilidade do uso que faz desse principio. Muitos dos Magos negros usam as energias baseadas nesse principio.

Eu – Por favor, um exemplo.

A – Aquele que muito tem, receberá mais. E aquele que pouco tem esse pouco lhe será tirado. Esse principio quando bem entendido pode gerar abundância. Mas muitas vezes, quando não entendido, ou entendido parcialmente, ele vai gerar poder. Muitos dos Magos negros usaram isso de uma forma, com o livre arbítrio. É claro! Com a responsabilidade. Lembrando que responsabilidade não é culpa, e sim é a habilidade de reagir conforme a energia que você usou e criou.

Eu – Creio que a maioria interpreta esse texto do Evangelho dessa maneira.

A – Por isso suprimiram as explicações. E muitos entenderam. As gerações do poder quiseram manter essa informação sob segredo, e outros que entenderam um pouco mais, mas não chegaram a um entendimento completo, tiveram medo, e ai suprimiram as explicações que o Mestre deu.
Eu – Como tudo é usado em prol da manipulação, né? Vamos voltar na somatizção. Chegamos ao apego que gera a dor – eu valorizo a dor, que cria a vitima… É uma bola de neve. Né?

A – É uma bola de neve que vai gerar cada vez mais dor, e você vai perder cada vez mais o que você tem.

Eu – Vamos um pouquinho mais, um exemplo: eu tenho uma dor na mão onde eu tenho um ponto de acupuntura do coração naquele lugar, essa dor que eu somatizei aqui, e que eu me apeguei e valorizei, pode atacar também o órgão coração e assim vai se ampliando e levando ao outro órgão relacionado.

A – Sim. Você estudou Medicina Tradicional Chinesa que explica muito bem isso.

Eu – Mas as pessoas que leem a matéria não sabem disso. Por isso estou perguntando para que mais pessoas saibam como isso acontece.

A – Então vamos lá. É mais sério do que isso. Nós estamos usando um conhecimento, e aqui eu vou fazer uma brincadeira – bastante pontual. A dor do meu apego pode atingir áreas que eu não imagino.

Eu – Nós estávamos falando das Tireoides antes de começarmos os estudos. Pode pegar um sistema glandular?

A – Pode pegar sim um sistema glandular. Pode pegar um sistema familiar. A minha atitude perante a dor pode inclusive modificar todo sistema da família, pode afetar outros corpos. E com certeza afeta a toda humanidade encarnada e desencarnada. Porque somos todos um. Então é muito mais sério do que o ponto da mão afetando o coração.

Eu– É muito mais amplo né? Tudo está ligado.

A – Por outro lado não façamos a viagem contraria que muitas vezes se faz, e que são momentos de pouca compaixão quando diz para o outro: você está sofrendo porque você cria isso. Porque essa atitude é apontar o dedo e criar culpa. Quando nós todos temos que perceber que o que temos em comum com os outros é o desejo da felicidade. Ninguém foi buscar a infelicidade. O desejo é a felicidade, mas muitas vezes acaba indo pra onde existe a infelicidade. Por um descontrole! Por uma escolha! Mas mesmo assim, no fundo a motivação é a busca da felicidade. Mesmo quando eu me apego à dor, a motivação é a busca da felicidade. É que talvez o medo seja maior. Eu quero ser feliz, mas eu tenho tanto medo de mudar, que é melhor eu ficar sentindo essa dor. Porque o medo é muito grande. Mas perceba que a motivação por traz é sempre a busca da felicidade.

Eu – Qualquer ser humano está em busca de ser feliz, né?

A – O grande problema são as escolhas e como. Muita gente acha que para ser feliz precisa se auto flagelar. Por quê? Porque aprendeu assim! Porque permitiu que alguém o convencesse disso. Outros aceitaram a crença que para ser feliz é preciso explorar o próximo, outros aprenderam que é preciso lutar. É triste as pessoas quererem lutar. Como nos assusta vendo cada dia mais pessoas declarando que quer ser lutadores, não estou aqui falando de luta esportiva ou Oriental, estou falando de pessoas que em nome de um ideal. Massacra. Pessoas para quem os fins justificam os meios. Isso não é luta. Isso é egoísmo.

Eu – Isso não é uma busca pelo poder?

A – Sim! Mas lá atrás está a necessidade de ser feliz. Viver a crença de que eu só serei feliz se eu for poderoso.

Eu – Se eu for melhor! Se eu ganhar!

A – Se eu for o vitorioso… Se eu dominar. Ai poucos compartilha.

Eu – Então é uma perda de referencia?

A – De mudanças de paradigma. Porque os paradigmas têm que ser diferentes e que não se suporta mais que os fins justificam os meios.

Eu – Vivemos um momento em que as dores físicas, somatizadas, é claro, está em pessoas muito jovens. Pessoas jovens que sentam numa cadeira, quando vai levantar tem dor em tudo, sentam no chão não consegue levantar.

A – Isso que é visível é que seria a ponta do iceberg, as dores morais e as dores psíquicas são muito maiores, e muitas vezes sub valorizadas. E muitas vezes não são sequer reconhecidas. As físicas elas estão ai como a ponta do iceberg, porque elas vão determinar que muitas vezes entre outras, a dor moral e a dor psicológica possa aparecer, pode ser manifestada.

Eu – A dor física é o ponteiro indicando a dor emocional. Então o momento nos pede o desprendimento e a renovação.

A – Só uma observação que é importante, não é um momento impar! É um momento de um ciclo. E exatamente como o ciclo da terra em torno do Sol que tem o pico da iluminação, o calor do meio dia, e ao mesmo tempo, a escuridão da meia noite. São ciclos. Apenas isso. A historia não é linear. Cuidado com o conceito de que a evolução é linear. Nós estamos vivendo ciclos, é que nós encaramos os ciclos de maneiras diferente para achar que estamos vivendo um momento especial.

Eu – É que ninguém esta vivendo um ciclo assim por pura aventura, né? Está encarnado nesse momento porque tinha que estar. Tem a necessidade desse momento para se modificar.

A – Sim. É que muitos, assim como eu citei do movimento da terra ao redor do sol, muitos não perceberam que em alguns momentos com excesso de Sol é melhor se proteger para não se queimar. O Universo também. Nos momentos de falta de Luz e de calor é melhor se proteger. Muitos vão congelar no Inverno! E depois de passar pelo Inverno. Vem à primavera. O Verão – o Outono. E outro Inverno. E outra Primavera, outro Verão. E assim são os ciclos! O Planeta nos ensina. Mas parece que ainda nós não aprendemos.

Eu – O Planeta vive em ciclos, né?

A – Nós vivemos em ciclos. Nós vivemos um período de encarnação em que o corpo físico nos traz limites, mas também nos traz possibilidades. E depois um período no plano espiritual que não há mais o corpo físico. Os limites são outros e as possibilidades são outras, para depois voltarmos, e depois reciclamos. E alguns ainda creem que isso ainda sejam crime e castigo, que isso seja o resultado de um Deus adolescente, cheio de vontades e de desejos. Não é verdade! Nós não somos frutos de um Deus caprichoso, e sim somos fruto de uma sabedoria imensa, e de um grande Amor. Mas só aquele que têm olhos de ver que poderão perceber. Assim como na época em que Jesus estava encarnado Ele dizia essa frase. “ A aquele que ver, lhe será mostrado.´´

Eu – Alguém quer fazer perguntas? Ninguém se manifestou.

A – Isso não se refere ao material, mas também ao espiritual.

Eu – Éh, porque tudo tem que caminhar junto, não adianta caminhar só no espiritual.

A – Aquele que caminha só no espiritual é igual uma ave que só tem uma asa. Não voa. Nós temos é que aprender a integrar o material e o espiritual. Assim como já foi explicado sobre o ego, ele precisa ser fortalecido para ser transcendido. Não relegado. Ou o que é pior, combatido. E ai você vai encontrar pessoas encarnadas e desencarnadas extremamente cansadas, porque combatem, combatem… Que inutilidade!

EU – A gente vê no olhar das pessoas esse cansaço, chega ao ponto que não suporta mais. O movimento tempo está muito rápido, isso inclui mudanças metabólicas também. Tudo mudando! E continuamos resistindo, e não fazendo nada para mudar.

A – É por isso que cada vez mais nós vamos manifestar, quer seja no físico, quer seja no nosso senso moral, quer seja no psicológico. As dores. Porque elas continuam sendo a grande possibilidade de mudanças.

Eu – Ou então de parar! Porque tem dores que nos levam a ir para a cama, muitas vezes.

A – Existe um ditado que diz: Tem hora em que se você não parar, te param.

Eu – Quem do grupo ouviu isso ontem? (risos). Muitas vezes só assim se consegue suportar.

A – O que ainda não percebemos é que os ciclos nos mostram isso.

Eu – Sim. O Inverno é o recolhimento. A filosofia Oriental nos ensina assim.

A – Se recolhe e utiliza o que armazenou. A Primavera é o momento de florescimento em que eu devo aproveitar para a prosperidade, e ao mesmo tempo semear. O Verão é um momento de sumo prazer. O Outono nos avisa que é hora de começar a se recolher. No Inverno me recolho.
Eu – E muito de nós temos a necessidade de se recolher na Primavera mesmo, não? Quantos estão em seus ciclos mais difíceis na Primavera.

A – Como eu disse antes, utilizando a mesma metáfora, alguns deveria se recolher no Verão, para não se queimar.

Eu – Ai volta no que você já falou. O que precisamos é parar para entender nosso momento e voltar para o caminho do meio.

A – O equilíbrio! Entre o material e o espiritual. O equilíbrio entre o agir e o repousar. O equilíbrio entre o adquirir conhecimento e transforma-lo em ação e atitude, gerando sabedoria. É isso que nós temos que buscar. O equilíbrio, sempre! Toda vez que você for mais para um lado, o outro vai ficar faltando. E ai vem à dor. Só que percebam todos! Muito, muito antes da dor veio muito Amor. Porque a tentativa das leis naturais é nos conduzir pelo Amor, pelo prazer e pela alegria.

Eu – É bem como o ditado que diz que a sorte bate na sua porta varias vezes e você não percebe, só percebe a hora que chega o bendito do azar.

A – O pior é que muitas vezes o bater na porta da sorte te irrita, e você ainda xinga.
Eu – Mas a humanidade ela está preparada para um momento desses? Éh! Se encarnou nesse ciclo tem que estar preparado!

A – Éh! Você não vai gostar muito da resposta, mas Benjamin está rindo aqui e pede para eu te dizer que, cada caso é um caso. Que exatamente isso que é importante nesse momento. Nós percebemos que cada um está no nível de preocupação, no nível de aprendizado. E isso não significa ser melhor ou ser pior, só significa estar aflorando determinada característica nesse momento. Muitos nesse momento poderá ter aflorado a sua compaixão. Muitos terão aflorado a sua raiva. Muitos terá aflorado o Amor – outros o ódio.

Eu – E outros não afloram nada, né? Continuam como se nada estivesse acontecendo. Não percebem esse movimento.

A – Sim. A decisão é de cada um. E cada caso é um caso.

A – Filha, nós vamos encerrando. O grupo quis realmente que nós entendêssemos um pouco mais sobre isso. Porque é importante que adquiramos muito, para recebermos mais ainda. Você só vai conseguir, fazendo aqui uma metáfora. você só vai conseguir fazer a pós-graduação, se você fizer a graduação. Não adianta querer fazer a pós, não tendo ido à escola. Muitos se ressentem disso, gostariam de não precisar sentar nos bancos da escola. E já terem títulos. E não é possível. Então que nós percebamos, que quanto mais adquirirmos, mais vamos adquirir. Mas isso não é restrito apenas ao material, e que se agirmos com egoísmo e sem sabedoria, seremos vasos vazios.
Nosso grupo agradece a possibilidade que tivemos de estudar esse tema, que para nós foi muito importante também.Porque muitos de nos, e eu me incluo nisso, não tínhamos um entendimento tão completo quanto ao que atingimos após incluir esse tema nos nossos estudos. Agradecemos também a possibilidade de estarmos conversando com esse grupo encarnado. E mais uma vez agradecemos aos fiéis de Nossa Senhora do Rosário dos Negros, que são os nossos engenheiros de som, e que torna possível essa comunicação tão tranquila. Sem interferências. Agradecemos aos Mestres, e agradecemos a todos que estiveram presente. Em nome do gruo eu me despeço, e desejo a todos vocês uma noite muito agradável.

Eu – Gratidão a todos vocês. Gratidão a você. Sua clareza nas explicações é contagiante e nos faz interagir e entender muito bem tudo que você nos traz. Gratidão!
Benjamin pede um momento de silencio e de recolhimento, para que possamos entrar na energia de equilíbrio que paira no ambiente, resultado desse nosso encontro.

14jun

Dia 30/01/14 – Estudo sobre o Ego.

DNo Evangelho, Instrução dos Espíritos – A Maneira de Orar.

Mais uma vez estamos reunidos para nossos estudos. Vamos aguardar a presença da Equipe Espiritual que nos assiste ancorando esses trabalhos, e do representante do grupo de desencarnados, que vai nos trazer o estudo sobre o assunto de hoje. Em silencio vamos elevar nossos sentimentos em Gratidão. Agradecer por mais esse dia, por mais esse momento. E por mais uma vez estarmos reunidos para um aprendizado.

Apresentação do representante do grupo – Boa noite! Meu nome é Adalberto. (Vou me referir a ele usando a vogal A)

Eu – Seja bem-vindo Adalberto. Estamos gratos pela sua presença! Preparei esse tema, por estar relendo o livro as Cartas de Cristo, e no capitulo oito, o Ego é bastante abordado, e achei que seria importante o estudo sobre esse tema estar indo para o blog. Peço que me permita uma frase do livro: “O Ego é a ferramenta da criatividade Divina para produzir a individualidade a partir da unidade do próprio ser´´. Achei essa explicação sobre o ego muito bonita, por isso resolvi trazer, para entendermos um pouco mais a função do Ego.

A – Vou dizer antes de tudo que estou aqui como um porta voz de um grupo que já discutiu sobre isso, e que também recebeu lições de Mestres que estão acima de nós, então eu me coloco só como porta voz. Não estou aqui como alguém que tem a última palavra, mas venho para sintetizar o que foi discutido nesse grupo junto com nossos mentores também.
A primeira coisa que cabe colocar, e que quando foi abordado o termo – Ego – mesmo nessa frase que você acabou de colocar, e que corrobora a ideia que eu quero expor, é que nós ainda continuamos tanto encarnados quanto desencarnados fazendo divisões. É como se você olhasse para o seu pé, e o seu pé não fosse o seu corpo. As divisões elas são importantes para fins didáticos, para que possamos tentar classificar coisas. Mas no espírito encarnado ou desencarnado não existem compartimentalizações. Cada ser, hora encarnado, hora desencarnado é um complexo que apresenta todas essas características que já foram analisadas. O termo analise significa recortar e ver por partes. Ninguém é uma parte! Se você tiver dor de cabeça, você não é uma cabeça que dói. Você é um ser completo que tem dor de cabeça. E muitas vezes as pessoas, encarnados e desencarnados se esquecem disso. O que é o Ego? Como bem disse a frase lida. O Ego é um instrumento de Deus para que a individualidade se manifeste. O pé é um instrumento de Deus para que seja possível a locomoção, mas o pé não o faz só. Existe toda uma complexidade que favorece a locomoção. Tente separar o pé do cérebro, e não anda mais. Então quem anda não é o pé, quem anda é um organismo completo. Tente pegar um organismo inanimado pela ausência de um Espírito que o anime e peça para que ele ande, ele tem todos os cordões nervosos, ele tem toda a capacidade bioquímica, mas não há o espírito a animar essa capacidade. Agora, um espírito que não esteja ligado a um corpo também não consegue viver, portanto a complexidade tem que ser respeitada. O ego não é algo que se destaque de alguém, é algo que faz parte de alguém. Já está mais do que na hora de nós evitarmos usar esse subsidio da análise e começar a perceber a grandiosidade e a complexidade de cada um, encarnado e desencarnado. É fútil querer que o ego seja esquecido. A quem inclusive, mais uma vez de uma forma fútil queira acusar o ego pelas mazelas da humanidade, porem um espírito encarnado ou desencarnado que não tenha fortalecido suficientemente o seu ego, que não tenha desenvolvido suficientemente a sua individualização, não é capaz de perceber sua ligação com outros espíritos. Portanto a história de que se deve abafar o ego, mais uma vez é criar sombras. E quantas pessoas não estão tentando abafar seu ego, algumas com falas suaves, parecem ser santinhas, se preocupa só com o outro… dizendo nas entrelinhas: veja que maravilha eu sou. Isso não é só uma versão do ego, isso é uma versão do egoísmo, o termo vem do ego, mas é si pautar apenas no seu querer. Portanto. Cuidado! O ego está aqui exatamente por ser um instrumento de Deus para a manifestação do indivíduo, não está aqui para ser suprimido. Quem é que se acha bom o suficiente para suprimir uma manifestação de Deus, isso é egoísmo. Os grandes iluminados vieram mostrar que é importante que se fortaleça o ego, mas que não se viva em função dele. Essa é a grande diferença. Um ego forte não tem problemas de autoestima, não tem essa de seguir o que as multidões clamam. Egos fortes no sentido de fortalecidos, e não de egoísmo exacerbado, são passiveis de perceberem quando as multidões inclusive estão erradas, de irem contra o que todos dizem. Quando são suficientemente fortalecidas para serem coerentes com o que pregam, e com o que acha correto.

Eu – Quer dizer que um ego equilibrado tem sua alternância, mas se mantém coerente.

A – Cuidado para não interpretar que alguém com o ego equilibrado é uma rocha que não muda de opinião, quando na realidade, só os que têm egos equilibrados, é que são capazes de mudarem a partir da percepção de que algo é melhor do que eles pensam. Um ego equilibrado é capaz de proferir a frase que mostra capacidade. Que é. Eu não sei. Porque alguém quando não sabe e se arvora em conhecedor, não tem o ego equilibrado, é sim alguém com uma baita baixa autoestima.

Eu – Então um ego equilibrado está ligado à humildade?

A – Extremamente ligado à humildade! E veja que interessante, o mesmo ego que permite a manifestação da humildade, se desequilibrado é o grande pai do ego- ismo.

Eu – São os opostos?

A – Talvez seja o extremo de uma mesma energia. Quando o ego está equilibrado a humildade se manifesta, porque um ego equilibrado sabe que faz parte de todo complexo do eco sistema, portanto um ego desequilibrado se acha. Como você disse outro dia? A última bolacha do pacote. Se acha superior. O ego equilibrado percebe-se, igual. Mais uma vez, lembra-se daquele conceito de pecado, que é não reconhecer a Centelha Divina de que se é portador, e não reconhecer a Centelha Divina do que o outro é portador. Um ego equilibrado reconhece a Centelha Divina. Se vê como portador da Centelha Divina, e reconhece essa Centelha no outro. Um ego desequilibrado não reconhece sua Centelha e se coloca superior ao outro, e aí é egoísmo.

Eu – E a doença, porque nesse capítulo do livro se fala muito da somatização no físico pelo desequilíbrio…

A – Uma coisa que é importante. Não se entra em desequilíbrio, se atrai o desequilíbrio, e se apega aos desequilíbrios. Isso é que causa doenças. E isso é egoísmo, não é um ego equilibrado. O ego equilibrado sabe que não precisa se manifestar através da doença. Sabe que não precisa atrair desgraças e misérias para ser visto. O ego desequilibrado prefere inclusive se submeter ao sofrimento para atrair atenção.

Eu – É. No texto que estou escrevendo fala isso, Jesus sendo pregado na cruz pede perdão para os algozes que o estava torturando.

A – Então perceba essa diferença, a importância que o ego tem. Só através do ego é que se manifesta a humildade, só através do ego é que inicialmente se separa o indivíduo do todo, para que separado, ele possa perceber, quanto ele é a parte do todo, apesar de parecer paradoxal, é o caminho que existe.

Eu – E no plano desencarnado também funcionamos assim, nós levamos o ego dessa maneira ao desencarnar?

A – Sim, do mesmo jeito. Só que ele não vem numa capsulazinha colocada no ombro esquerdo, ele faz parte do complexo que desencarna.

Eu – O ego não se estabelece a partir do momento da fecundação?

A – O ego já vem junto com o espírito que encarna com as experiências anteriores. E o que são as vidas paralelas que vocês estão acostumados a ver na apometria, as personalidades, as subpersonalidades. É manifestação do desequilíbrio do ego. Um ego tão comprometido que a manifestação maior desse egoísmo foi continuar vivendo o sofrimento.

Eu – Não aceitou a passagem? A mudança?

A – Exatamente! Porque não tinha um ego harmonioso. Como ousa Deus infringir no meu sofrimento, eu que sou tão… Isso é um desequilíbrio do ego! O ego em harmonia percebe que se algo aconteceu é porque tinha que acontecer. E o tempo verbal, aconteceu, está no passado. E eu posso deixar o passado no passado. Jesus diz no Evangelho: “ Que os mortos enterrem os seus mortos´´. Que o passado fique no passado. Que o futuro não seja preocupação para agora. Porque o agora é o único presente.

Eu – Graças a Deus não passei por isso, mas tem um caso na família que uma tia perdeu um filho. Ela levou uns dez anos para aceitar a morte desse filho. Ai a pergunta! Essa mãe está dentro desse ego que não aceita? Porque já nos foi dito que não damos ao outro nem o direito de morrer. Está ligado a um ego que determina como quer que seja, e se não for assim, eu não aceito e então entro em depressão profunda…?

A – É engraçado que você acabou de explicar o que é mais importante nessa história. A sociedade e as pessoas dizem que uma mãe tem que sofrer ao perder um filho. E a pessoa aceita isso como regra. Quem criou essa regra? É óbvio que uma mãe não vai estar feliz e alegre porque seu filho desencarnou. Mas porque alguém tem que continuar vestido de preto, guardando luto? Porque a sociedade também a olha como a pobre mãe que perdeu um filho. Ela deixou aí de ser uma mulher. Um espírito encarnado. Um indivíduo um ser da sociedade. E uma parte do Todo. Então veja, além da influência do ego, existe também a influência do outro. Quando essa pessoa passa a ser vista como uma pobre mãe que perdeu um filho…, que você entende? E você acabou de dizer que isso é normal…

Eu – Eu disse que aprendemos que o sofrimento faz parte da morte.

A – Exatamente! Para ela isso passa a ser um motivo de atenção, e uma forma de se comunicar com o mundo, porque o mundo a chama de, “a pobre mãe que perdeu o filho´´. E ela assume esse papel.

Eu – Nossa! É muito difícil lidar com isso sendo mãe e tendo esse acontecimento tão próximo. E ela dizia que não achava justo aquilo. Isso me vem muito hoje depois dos nossos estudos, porque vivenciei isso tudo muito próximo. Ela adoeceu.

A – Então! Ai a pessoa se martiriza, adoece, e se torna uma mártir. E aí o que é o mártir. Se martirizou! É um herói! E olha que maravilha ser um herói!

Eu – Mas e a dor?

A – A dor existe…

Eu – Mas o sofrimento é opcional. Já aprendemos isso aqui.

A – E você mesmo acabou de dizer que entende essa atitude dela, e ninguém vai pedir a ela que mude de atitude. Pelo contrário! Todo mundo alimenta essa atitude. É como se todos dissessem a ela. Que lindo! Ela é uma mãe que sofre pelo filho, ama muito seu filho. Você é uma mãe exemplo. Olhem como ela sofre por amor ao seu filho.

Eu – Então isso foi um treinamento que recebemos? E pensando bem a classificação do sofrimento em velórios é muito comum se medir pelo escândalo que a pessoa faz. Chorando, gritando… se a pessoa não chora, não sentiu.

A – As duas coisas. O ego, como Deus faz isso comigo, essa injustiça de me tirar um filho jovem. Como se o tempo tivesse importância, se morrer com oitenta anos, tudo bem? Mas com vinte!

Eu – Esse preconceito se tem mesmo, se for idoso, tudo bem… já estava na hora.

A – Exatamente! Isso é fruto do conceito que só essa vida existe. Porque quem diz isso só crê nessa vida. Acha que depois vais ficar tocando harpa esperando o juízo final. Então perceba o quanto de ego tem do ser que vivencia isso, e dos seres que estão em volta, que manifestam também essa manifestação egoística. “ Eu compreendo porque toda mãe tem que agir assim, isso é amor´´.

Eu – E se alguém desencarna numa família e alguém não chora… eu ouvi isso na morte do meu pai, não chorei, e fui cobrada que eu não estava sentindo a morte dele.

A – Porque você saiu do lugar comum. Um ego bem trabalhado, ele sabe que não precisa acompanhar os normais, ele não precisa crucificar Jesus. Só porque todos apoiaram, ele pode ir pelo caminho contrário. Agora! Quantos têm o ego bem trabalhado?

Eu – E, no caso do desencarne eu acho que é difícil uma pessoa sustentar a dor num ego em equilíbrio. Desconheço!

A – Uma pergunta que cabe aqui. Você conhece alguém que não vá desencarnar? Talvez você! Está convencida que não vai desencarnar?

Eu – Não. Deus me livre!

A – Pois é! Não é um contrassenso. O desencarne é a única certeza que temos quando encarnamos. Todos vão desencarnar! E o desencarne deveria causar essa comoção?

Eu – Então as pessoas não deveriam estar mais preparadas para à morte?

A – Sim! Mas a maioria das pessoas não quer ser trabalhadas para a morte. Porque quem não vive bem, não pode morrer bem. A maioria das pessoas não quer viver bem, e não vai se dar o direito de morrer bem.

Eu – Nos fale um pouquinho sobre esse desencarne com o ego nessa condição. Nos corpos esse ego ficaria registrado que partes nos corpos?

A – Mais uma vez ressaltar que essas divisões não existem. Elas estão ligadas a um todo, essas divisões são para fins didáticos. Os corpos não existem como divisões, eles estão ligados. Então, cuidado para não achar que eles têm um lugarzinho. Não existe um lugarzinho especial para o ego. As divisões são importantes para o estudo. Mas …

Eu – Mas nos estudos deixo muito claro que tudo está ligado, chackras, corpos, meridianos, físico…

A – Sim. Não há nada que esteja desconectado. Não é como um jogo de peças que eu vou tirando como se um fosse o ego, o outro…

Eu – Isso é o que fez a medicina, separou o ser em pedaços, que para fazer um checape se precisa consultar muitos médicos.

A – Na realidade para esse movimento da humanidade é importante que se tivesse a capacidade de análise. A partir de agora essa capacidade deve ser mais valorizada. A capacidade de síntese, que é juntar todos esses pedaços e olhar para o ser como um ser integral. Inclusive integrado a toda humanidade, ao planeta e ao universo. Integrado a energia.

Eu – Inclusive diz nesse livro que vai ter técnicas de leitura para detectar a doença antes de se instalar no físico, e que as doenças emocionais vão deixar de existir na humanidade. Sabemos que existe o espiritismo que trata essas doenças ainda no corpo astral. Existe a Radiestesia. Seria alguma coisa diferente dessas técnicas? Não sei se entendi direito. Não vai precisar mais das avaliações psicológicas. Isso estaria no ego bem trabalhado?

A – Sim. Existe uma coisa bastante gradativa, o que o livro coloca, é que você não vai ter mais tanta influência psicológica no físico porque esses corpos vão estar cada vez mais distanciados, apesar de fazer parte da mesma unidade. Assim, vai haver cada vez mais mecanismo de percepção de mudanças desses padrões. Porque o padrão atual é o padrão autodestrutivo, cada um se autodestrói, muitas vezes por se achar indestrutível.

Eu – E às vezes se destrói também por se achar muito construtivo.

A – Ou por se achar indigno não merecedor. Que é um desrespeito e uma afronta a Centelha de Deus que existe em você.

Eu – E essa mudança da estrutura do ego está relacionada à evolução humana, ou planetária? Seria a mudança da humanidade?

A – Mais uma vez isso é uma simplificação. Todas as coisas que estão ocorrendo, estão ocorrendo ao mesmo tempo por influencias de vários fatores. Então cuidado! Porque alguns acabam se convencendo de que a terra passa agora por uma transformação em que todos se transformarão em anjinhos, que terão a espada de Miguel cortando todas as coisas ruins.

Eu – Recebi um convite para um evento onde vai ser apresentado como os seres Índigos estão se tornando Cristais, e essa será a nova humanidade.

A – Mais uma vez o ego! Olha! Eu sou Índigo. Agora vou ser Cristal. Daqui a pouco, Anjo… sou melhor que os outros.

Eu – Mas essa coisa dos Índigos – Cristais. Isso tem a ver com a humanidade?
A humanidade é Índigo e está se tornando Cristal?

A – A humanidade continua sendo humanidade, a mania de classificações é mais uma análise.

Eu – Nossa! Fala-se isso em nome de seres muito evoluídos.

A – Você nunca ouviu falar que se mata em nome de Deus? Se até isso se fala, imagina o resto.

Eu – Mas eu acho que a humanidade já está num momento de não mais se complicar com isso. Então o ego não mudou nada.
Pessoa do grupo – Mas e as crianças Índigos, não existem?

A – Se você quiser transforma-los em Coral! Cada um vê o que quer. Isso que é importante. Que se perceba, que cada um, encarnado ou desencarnado tem uma visão restrita da realidade. E essa visão restrita tem que ser percebida como uma visão restrita, e não como uma verdade absoluta.

Eu – Então eu pergunto o porquê esses seres que estão chegando, essas crianças são tão mais rápidas, tanto para nos trazer, como para aprender, entender… isso não tem a ver com seres mais especiais? Cristais, Índigos.

A – Quando você resolveu trocar de carro, você escolheu o modelo?

Eu – Sim!

A – E aí você só via esse melo na rua. Então o que acontece é que cada um só vê o que quer ver.

Eu – Mas as crianças de antigamente eram muito burrinhas?

A – Baseado em que?

Eu – Baseado em que eu tinha uma dificuldade maior que as de agora.

A – Então você está se baseando que as crianças de antigamente eram muito burrinhas, pelas suas experiências.

Eu – Não acho não, só pela minha experiência. Acho que todas essas gerações anteriores a minha, e muitas posteriores sempre foram mais passivas.

A – Essas gerações fizeram grandes movimentos históricos. Grandes movimentos!
E não tinha computador. E qual a diferença? Sem computador astrônomos Gregos e Egípcios calcularam a distância da Terra ao Sol. Sem computador! Calculavam a ocorrência de fenômenos Astrológicos e Astronômicos. Então eles eram burrinhos?Uhau! Mais uma vez o ego. Ah! Estamos vivendo um momento em que as crianças e pessoas são muito espertas. E os anteriores, não eram?

Eu – Éh! Pensando bem acho que não fazíamos porque não nos era permitido. A educação era muito rígida, a criança nem se expressava. Não? Será isso?

A – E aí depois esses adultos que foram crianças que não se expressavam mudaram o mundo. Ah! O mundo está mudando agora! E que aconteceu no passado.
E os grandes filósofos. Até hoje se discute Platão, Sócrates de 2.500 anos atrás. Para vocês que gostam de medir o tempo. Toda faculdade de Filosofia atual discute Platão e Sócrates.

Eu – É mesmo, né!

A – Os livros do antigo Testamento, ainda estão aí vivos. Os Vedas. As pessoas são mais espertas agora?

Eu – Mesmo os estudos da Psicologia, Freud, Jung, Nietzsche. É verdade mesmo. São os conceitos e as influencias que nos conduz, e não paramos para avaliar.

Pessoa do grupo – Só que hoje tem mais facilidade. Né?

A – Será?

Eu – E o Google contribui muito na nossa vida hoje.

Participante do grupo – Acho que o que nos tempos antigos levávamos tempo para aprender, hoje se liga uma máquina e a informação já está pronta, e você sabe na hora o que está acontecendo no mundo.

A – Aí está a grande diferença – o que é aprender – e o que é ser informado. Com a grande dificuldade no passado as pessoas ouviam e expressavam seus sentimentos, e agora as pessoas não falam mais dos seus sentimentos. Então perceba! O que você vê como facilidade, pode ser que seja um processo de dificuldade.

Eu – E. Você se relaciona com uma máquina, e tudo está ali pronto. Não precisa ler, pesquisar. Não se vai trocar. Quando a gente lê as bibliografias de Freud, Nietzsche. Eles se reuniam durante noites para discutir um assunto. Mesmo Kardec.

A – Então cuidado com o conceito de que agora tudo é mais fácil. Talvez não seja. E talvez todo esse excesso de informação, inclusive, dificulta a formação do verdadeiro aprendizado, porque você tem tantas informações atualmente, que talvez o que seja realmente importante lhe passe despercebido.

Eu – Eu não sei, mas acho que isso dificulta um pouco a formação do caráter. Você concorda?

A – Mais uma vez é a história de ficar sempre fazendo classificações. A humanidade continua sendo a humanidade. E veja, você fala pela experiência que você está vivendo agora. Ok, na sua realidade. O computador, como você disse ocupa uma boa parte da sua vida. Vá para outros lugares, para outros seres encarnados nesse momento, que nunca se quer viram um computador, e que não vão ver. Tudo isso acontece ao mesmo tempo neste orbe Terrestre.

Eu – Para mim é uma grande mudança, porque eu conheci luz elétrica na adolescência, e hoje com 65 anos eu fazer uma grande parte das minhas coisas num computador… é fantástico! Mas não reclamo do que vivi naquela época.

A – Veja! Todas as vivencias elas são importantes. Naquela época você teve uma aceleração em determinado processo. Mas todos os processos continuam terminados. Kardec escreveu sobre a necessidade da celebração material, para que depois houvesse o aprendizado moral. E isso é claro! Só que já houveram acelerações previas inclusive neste orbe Terrestre por seres que já vieram, já foram, e já estão esquecidos. Civilizações já tiveram auge. Já foram muito mais evoluídas tecnologicamente do que você vê hoje. Alguns dos que viveram neste planeta num passado distante considerariam a necessidade de maquininhas para a comunicação uma aberração, uma falta de tecnologia.

Eu – Inclusive a construção das pirâmides no Egito e muito mais coisas ainda existentes. A inda é um mistério para o entendimento atual da tecnologia.

A – Exatamente! Você vê aí que tudo são ciclos. O problema é que numa encarnação é impossível acompanhar o ciclo completo. Um ciclo muitas vezes dura milhares de anos. Então vocês agora estão vivendo um ciclo… as histórias como vocês conhecem teve início a muito pouco tempo, já houveram outras civilizações antes de que essa história oficial se iniciasse. Então cuidado com essa ideia da facilidade, ou da superinteligência das crianças inteligentes. As crianças continuam sendo crianças, e continuam sendo espíritos que já tiveram vivencias. E em cada lugar vai encarnar espíritos adequados para aquele momento e para aquele espaço físico. A mesma coisa que em determinados lugares encarnam espíritos com desenvolvimento tecnológico enorme. No mesmo planeta você vê espíritos extremamente envolvidos, ainda tendo que sobreviver com dificuldade, usando de violência. Usando mais de um instinto do seu sustento.

Eu – E ele é filho de Deus também. Né?

A – Exatamente! E portador de uma Centelha Divina, e não é um ser menor. Por isso a teoria da evolução muitas vezes precisa ser requisitada, porque alguns se consideram o suprassumo da evolução, e vê no outro o ser pouco evoluído, quando na realidade todos são portadores da mesma Centelha Divina. E aqui para que possamos entender o ego, como eu disse, é necessário perceber que o ego faz parte de todo um conjunto, e que é a manifestação do espirito encarnado, mas que ele continua ligado ao espirito mesmo no período entre encarnações. O ego é fundamental para a individuação. E a individuação é fundamental para a percepção da dissolução num todo.
Eu – Então quer dizer que eu desencarno, meu ego fica ligado ao espirito, e esse ego é o mesmo de outras encarnações? É o mesmo sempre?

A – O que você chama de ego sim. Claro que ele vai ter características diferentes a cada encarnação, porque vai ter que se adaptar cada vez a corpos físicos diferentes, a situações sociais.

Eu – Então em cada encarnação você não desenvolve um ego. Desenvolve-se uma nova condição para o ego. É isso? Você traz nele as condições antigas e mais as adaptações aqui?

A – Até que você atinja um momento em que o ego se torna desnecessário. Mas você não vai ter que matar o ego como ensina algumas filosofias, você vai ter equilibrado esse ego e permitido que ele se manifestasse de uma forma mais harmônica.

Eu – Então é por isso que essas personalidades que ficaram no passado, ela tem uma força muito grande na personalidade encarnada. É porque ela conhece esse ego?

A – Exatamente! Ela já moldou esse ego aquelas condições, e esse ego tem dificuldades de se desligar de algumas condições. Algumas condições, não só de sofrimento, mas a algumas condições de poder que é muito mais sedutor que o sofrimento. Situações de prazer…

Eu – E também de benefícios. Né? Que vai ajudar.

A – Exatamente! É mais ou menos como se você tivesse uma daquelas bonequinhas que tem muitas roupas, você está trocando as roupas da bonequinha.

Eu – Aquela roupa existiu e a energia vai ficar presente ali.

A – E ela vai ser usada se você ficar pegando essa roupa. No momento você só tem a fotografia da roupa.

Eu – Porque ela faz parte da sua história. Jogar fora nós não podemos?

A – Podemos! Você pode inclusive jogar fora uma encarnação.

Eu – Acredito. E isso se faz muito. Né? Se passa pela vida e não vive.

A – Se perde a oportunidade de vivenciar o presente.

Eu – Isso seria uma indiferença ligado ao ego?

A – Seria o não reconhecimento do presente que recebeu. Eu sou tão egoísta. Um ego tão desequilibrado, que eu sou mais importante que todo o restante.

Eu – Então seria, eu não vivencio as situações, não me envolvo…

A – Eu me acho acima do bem e do mal, só interessa o meu prazer e o meu benefício. A minha prosperidade. Você conhece alguém assim?

Eu – Sim. Conheço!

Pessoa do grupo – Então o ego está ligado diretamente à evolução do espirito? Ele acompanha o espirito, e é afetado pelas formas de pensar e pelas atitudes e formas de agir?

A – Na realidade o ego possibilita a manifestação do Espirito. O Espirito é o portador da Centelha de Deus que vai se manifestar através do ego O ego não necessariamente acompanha, ele é uma forma de se manifestar.

Eu – Quando a pessoa está ligada somente ao seu próprio umbigo, a pessoa só está manifestando o ego e não as necessidades do espirito? É isso?

A – Você conhece pessoas que a roupa é mais importante do que o corpo? Isso é o que acontece quando o ego é mais importante que o espirito. E o ego como uma ferramenta deve ser visto como algo a ser utilizado. Ele não é o agente – ele é uma ferramenta, como disse a frase do livro que você leu no início. E ferramentas precisam de uma inteligência que a movimente. É como se você pedisse que o seu liquidificador fosse o coordenador das atividades do seu lar.

Eu – O ego seria o mediador entre o espirito e o corpo?

A – Não. Esse é o períspirito. O ego é a forma pelo qual o espirito vai estar se manifestando, mesmo que não seja no corpo físico. Ele permite a individuação daquele espirito. O espirito sai do todo. Se individua. Quer seja encarnado ou desencarnado, para que ele aprenda olhando o seu isolamento, e para que ele perceba a importância de retornar ao todo.

Eu – Vamos falar de quando se faz uma meditação, sem criar imagens para não entrar nas ilusões, foco na minha Centelha Divina. Nesse momento o ego está presente. Ele faz o elo nesse contato?

A – Você está numa posição especifica quando medita do corpo físico?

Eu – Não. Uma posição confortável.

A – Seu pé está presente?

Eu – Sim! Claro!

A – Você conseguiria tirar o seu pé?

Eu – Claro que não! Eu só quero entender qual o papel do ego nesse momento.

A – O papel que você der para ele. Você pode permitir que ele seja o líder. Os indianos têm uma metáfora muito bonita do ego, que é um Deus chamado Hanuman. O Deus macaco tinha a capacidade de realizar muitas proezas, mas ele não tinha a capacidade de dar as ordens para que as proezas fossem realizadas, e quando o governador Krishina permitiu que Hanuman fosse o governador por algum, tempo a bagunça foi enorme. E é isso que muitas vezes acontece. Nós permitimos que o ego se torne o poder. E o ego foi instaurado como um instrumento. Portanto! Para ser liderado.

Eu – Muito bom! Temos que comandar nosso ego.

A – Como disse Vitor Hugo: Pelo menos uma vez por ano, pegue o seu dinheiro, coloque na mesa e diga quem manda em quem, o dinheiro em você. Ou você no dinheiro. Porque muita gente se perde. Desfrutar do material não tem nenhum problema. Ser desfrutado pelo material, esse é o impedimento para se chegar ao reino dos céus.

Eu – E aí é onde fica o ego, no dinheiro ou em você. Certo?

A – Então, como muitos dizem matar o ego é um absurdo. É como se estivéssemos propondo matar o pé direito. Um absurdo! É importante que tenhamos o ego como uma ferramenta, e que saibamos equilibrar essa ferramenta.

Eu – Eu gostaria que você falasse um pouco do ego e a Alma.

A – O problema é o que vocês chamam de Alma. É uma confusão enorme. Alguns colocam a Alma como um espirito. E muitos, os mais sábios colocam a Alma como a Essência Divina, ou o seu Eu Superior. São iguais! São palavras vindas de idiomas diferentes que são necessárias para a comunicação, mas que não expressam toda a essência. Vamos ver. Se a Alma é a essência. O Espirito é a manifestação dessa essência, que vai então criar um ego. Individuar-se, para se apresentar em diversos contextos. Ou seja. Na encarnação, no período desencarnado, para manifestar suas ideias e suas energias.

Eu – Então a Alma é coletiva?

A – A Alma se liga ao coletivo, dela começa a partir a individuação. É complexo! Mas isso são divisões criadas. Nada disso existe.

Eu – Nada disso é isolado. Né? Acho que se confunde muito sobre isso.

A – Os idiomas é que permitem isso. Dificilmente nós vamos conseguir exprimir essa ideia de uma forma completa. O idioma é uma limitação, qualquer que seja ele.

Eu – Então a Alma está no Todo. No coletivo. Aí desenvolvo o Espirito. Daí crio o Ego e individualizo. E ele que é a manifestação desse Espirito nos diversos contextos, tanto encarnado como desencarnado. Sempre foi confuso entender essas partes do Ego, Espirito e Alma.

A – Então o importante é que se equilibre o Ego. Que se perceba que a Alma não foi feita para sofrer. A dor existe, mas o sofrimento não é necessário. O sofrimento não engrandece. Deus não está nem um pouco preocupado com o seu sofrimento. Ele está preocupado com as atitudes que você toma mediante o que lhe foi proposto. Quer seja o sofrimento, quer seja o prazer, quer seja a prosperidade quer seja a alegria. Qual a sua decisão frente a suas propostas. Algumas mães que perderam seus filhos criaram instituições que ajudam milhares de crianças. É uma escolha! Participante do grupo – O ego não é a manifestação da vontade?

A – De certa forma a vontade é a manifestação do ego. Porque o ego é quem me individua. Que me coloca como individuo, e a partir do momento em que eu sou um indivíduo é que eu passo a ter vontade. E aí eu vou manifestar a vontade através do ego. Não é a vontade que manifesta o ego. Mas é o ego que manifesta à vontade.

Eu – É confuso esse entendimento. Mas agora ficou muito claro. Tirou dúvidas.

A – Porque nós precisamos usar de palavras e de analises, e quando nós percebemos que a análise é só uma forma de tentar compreender o todo, mas que o importante é olhar a totalidade.

A – Eu vou aproveitar desse momento para agradecer essa oportunidade de estar com vocês, e agradecer a todo grupo ao qual eu pertenço. A todo grupo que permitiu que neste momento eu fosse o porta voz, e que manifestasse o resultado dos estudos do grupo. Pedir desculpas a vocês e ao grupo por em alguns momentos não ter sido capaz de manifestar todas as opiniões que aqui foram colocadas. As vezes não ter sido capaz de manifestar dentro da limitação do idioma as ideias complexas aqui expostas. Mas acima de tudo agradecer a oportunidade, agradecer a todos os espíritos envolvidos na possibilidade dessa manifestação. Quer sejam os espíritos encarnados quer sejam os desencarnados. E agradecer ao pai pelo Amor que tem se manifestado em todo tempo. Muito obrigado!

Eu – Nossa Gratidão! Que nossas Centelhas Divinas possam trocar, e estarem unidas sempre.

Eu pergunto ao Pai Benjamin, mentor da Fraternidade – Porque se fala em idiomas? Falam-se outras linguagens no plano Espiritual?

Benjamin – Em muitos lugares no plano espiritual a linguagem é muito mais direta, não precisamos usar muita ação de palavras, as ideias são expostas de outra forma. O entendimento é direto. Quantas vezes você não teve uma ideia e ao expô-la, ela foi totalmente deturpada. Essa é uma limitação do idioma. Então nunca esqueçam que vocês encarnados e mesmo a maioria dos desencarnados tem a limitação do idioma para que aprendam a lidar com essa limitação. Para que aprendam a ter um jogo de cintura, percebendo a entonação, o uso das palavras, mas também o uso do que vocês vão chamar de não verbal.

Eu – Então isso não é o entendimento do outro? É a maneira que você se expressou?

Benjamin – Exatamente!

Eu – É a linguagem que você usou que não conseguiu abranger o todo da ideia?
Benjamin – Sim porque a ideia vem de uma essência, mas a necessidade de manifesta-la num idioma a limita.

Eu – Quando se fosse expressa através da linguagem da mente, teria sido entendida numa amplitude maior?

B – Amplitude maior e com uma velocidade muito maior. Mas, mais uma vez como disse Adalberto, isso não quer dizer maior ou menor evolução. Isso só quer dizer já ter obtido alguns instrumentos. E quanto mais instrumentos se têm, maior é a humildade. Maior é o respeito para com o outro. Porque você já sabe que ninguém é maior do que ninguém.
Silencio no grupo… Benjamin – Dizer isso é fácil – difícil é viver isso. Muitos de nós, e eu falo por mim e por Bem-Vinda, tivemos que viver a experiência da escravidão para entendermos um pouco mais sobre humildade. E mais uma vez é importante salientar que isso não foi castigo, não! Que muitas das coisas que vocês ainda veem como castigo, e que muitos espíritos desencarnados veem como castigo. Só são oportunidades. Basta trocar a palavra.

Eu – E. Aos pouquinhos nós estamos aprendendo.

Benjamin – Mas o mais importante é viver cada momento, e tomar cuidado com esses conceitos que a sociedade vai colocar – Ser mãe é sofrer… A perda de um filho é algo insuportável… São conceitos da humanidade. Então cuidado com esses conceitos que parecem leis Divinas, ou leis naturais, e não são. Que são apenas fatores que nos limitam. Cuidado com essas crenças que limitam. Ampliem sempre. Percebam que cada um tem uma fração de visão de realidade, e não a realidade do todo.

Eu – Mas, a humanidade, a sociedade as religiões. Elas sempre vão criando condições assim, não? Como esse caso que eu comentei dos índigos, Cristais… isso vira uma regra no meio esotérico. Então é uma regra imposta? Você aceitasse quiser.

Benjamin – Limitante! Bastante limitante. Porque se você se achar um cristal, você é egoísta. Então é melhor não ser Cristal. Se você não é Cristal, você não é especial. Então o importante é o que você é.

Eu – É realmente são valores limitantes mesmos. Benjamin – Muito! Então cuidado com isso.

Eu – E cada vez mais se torna necessário o nosso sentir. Só assim conseguimos avaliar essas crenças limitadoras. Né? O que é real e o que é manipulação
Benjamin – Sem dúvida! E quando você perceber que você só vê parte da realidade, fica mais fácil, e acaba impedindo qualquer julgamento do outro. Porque você assim também só vê parte da realidade do outro. Porque se o que você vê de você já é parte da realidade, imagina o que você vê do outro então. Portanto julgar é impossível.
Quero agradecer. Deixar um boa noite a todos. E vou pedir mais uma vez que vocês permaneçam por um minuto em silencio imaginando uma agua limpa e pura passando pelos seus corpos físicos, e energéticos. A água vai energizando cada um desses corpos, permitindo que eles se manifestem com mais realidade. Boa noite!

14jun

27/05/2013

Tema abordado: A Intuição
Texto do Evangelho: Um Espírito amigo – A Paciência
O mentor se apresenta como Eustáquio.

Eu- Seja bem vindo, Eustáquio. Temos muita alegria em recebê-lo.

Sensitivo – Ele vai ter o auxílio de uma co-responsável chamada Virna.

Eu – Bem vinda, Virna. Estamos de corações abertos para receber seus ensinamentos de hoje.

Eustáquio – É importante que todos saibam que a intuição já nasce junto com o corpo físico, pois a intuição vem dos corpos superiores mais ligados ao espírito. Então ela vem de antes do corpo físico. O grande problema é que a educação a qual as crianças são expostas vai fazendo com que elas deixem de ter contato com alguns dos planos e com algumas das informações que vem desse plano. Seria muito recomendável que as crianças fossem respeitadas, que elas não recebessem broncas quando contam das suas intuições, que pelo contrário, as crianças fossem estimuladas e orientadas. O que acontece é que muitas crianças acabam ou tendo medo, porque quando manifestam algum conhecimento da intuição são refreadas pelos pais, ou achando-se inadequadas quando se entregam demais a intuição. Todos vocês encarnados e nós desencarnados temos acesso a muitas informações que vem de muitas das nossas personalidades que vocês estão tratando na Apometria. Mas vem também do que se poderia chamar da grande biblioteca, que é uma biblioteca energética, na qual qualquer um pode ter acesso a ela. O problema é que a maioria acaba esquecendo o caminho, que é tão fácil…….

Eu – Então a intuição já faz parte do ser humano?

Eustáquio – Sim!

Eu – Existe uma pessoa com mais intuição e outra com menos intuição ou é o desenvolvimento dela que nos da esse parâmetro?

Eustáquio – É que vocês gostam de comparar e muitas vezes, erroneamente, acabam chamando de sexto sentido. Os sentidos físicos dependem dos nervos do corpo, enquanto a intuição não depende dos nervos físicos. Ela vai depender dos liames de ligação com os corpos menos materializados, então ela também depende de canais, mas não desses canais nervosos do corpo físico. Assim, ela não é um sexto sentido, porque ela não depende dessa transmissão do impulso nervoso, mas ela depende também da ligação desse corpo que ocupa o físico com seus próprios corpos superiores. E também com o que muitos, principalmente os indígenas chamam de Grande Mistério, que nada mais é do que o conhecimento acumulado por todos, e que de forma paulatina, de forma lenta vai sendo liberado para o acesso. Confunde-se muito a intuição com premunição, que é uma capacidade que alguns têm, poucos para dizer a verdade, e que não é necessariamente intuitiva. Ela pode acontecer, mas na maioria das vezes ela não é tão importante quanto se acha. É que na maioria das vezes a pessoa vive a angustia de não saber exatamente o que vem no seu futuro. Todos os grandes sábios já disseram isso, Jesus já disse, Buda já disse: pense que o futuro a Deus pertence e vivam o presente, mas as pessoas continuam buscando a premonição. O conhecimento do futuro não ajuda ninguém, muito poucas vezes vai ajudar. A intuição é muito mais importante no auxilio das decisões, não como premonição, não como pre-cognição, ou seja, conhecer antes que aconteça, porque é impossível conhecer antes que aconteça, se o que acontece depende de decisões, e essas decisões são livres. A colheita é obrigatória, mas a decisão é livre. É que muitos vivem o drama do “e se”, e se eu tivesse feito dessa forma, mas não fez. Ninguém nunca vai saber. A intuição sim, não como premonição, mas como um conhecimento além dos cinco sentidos, e além do conhecimento adquirido nessa encarnação, precisa ser entendida, compreendida e usada.

Eu – Então a intuição pelo que eu estou entendendo depende de se estar presente no seu agora?

Eustáquio – Sempre!

Eu – Se eu estou ligada no passado ou me preocupando com o futuro, estou ausente da minha intuição?

Eustáquio – Sim. É quase como se você quisesse atender aqui ao telefone (telefone fixo) da sua casa em que você mora, lá longe. O telefone está no seu nome, mas você não pode atendê-lo aqui. Então é quase a mesma coisa. Se eu não estou presente para receber estas ligações, como eu posso saber se elas ocorrerão?

Eu – Então para que a intuição possa fluir, devemos tratar nossos apegos ao passado e a ansiedade pelo futuro? Precisamos treinar estar no Agora. A meditação é uma grande ferramenta para isso, não?

Eustáquio – Sem dúvida! Aí sai todo mundo dizendo que teve um insight na meditação. Não é um insight! Foi a condição de se conectar com algo que muitas vezes você já conhecia, só que não é desta vida.

Eu – A intuição está ligada do Chakra cardíaco no Búdico, ou vai além disso?

Eustáquio – O conhecimento que você já tem está no Búdico, mas a intuição como um todo, vai bastante além, porque ela incorpora também a possibilidade de acessar conhecimentos que não são seus, que não fazem parte do seu corpo, mas que são da humanidade, ou dessa espiritualidade.

Eu – Entramos então no Akáshico?

Eustáquio – Não chame mais de corpo, mas sim de uma atmosfera. É como se fosse uma grande energia que permite que você consiga acessar, mas são tão poucos os que têm se detido em alcançá-la. A maioria acaba não tendo tempo nem vontade, porque se contenta com pouco.

Eu – Como fazer uma avaliação, pois sentimos muitas coisas, mas ficamos no “será que é real, é uma intuição ou é da minha cabeça”? Como intuir e ter certeza que intuiu?

Eustáquio – Isso requer treino. Principalmente requer que quando você tenha o que vocês chamam de insight ou intuição, você pare, medite, coloque-se presente e teste a hipótese. Porque vocês precisam aprender a diferenciar o que é intuição do que é tentativa de espíritos que vos cercam e tentam influenciar vossa vida. Isso é sempre muito fácil de perceber quando você medita, quando você testa essa hipótese. Essa hipótese sai do seu coração, do seu conhecimento. Ela é congruente com seu conhecimento, é intuição. Quando a hipótese é muito esdrúxula, quando ela vai muito contra toda sua forma de agir, de pensar, ela é provavelmente uma interferência. O grande problema é que muitas das interferências são muito prazerosas. As intuições não precisam ser necessariamente prazerosas. Na intuição você sente que sabe, você não precisa ser convencido disso. Na interferência não. Além de ser prazerosa, você precisa ser convencido, você acaba, uáu… ficando muito feliz por causa daquilo. Isso geralmente são interferências.

Eu – As interferências ocorrem mais na manifestação da condição do outro ou não? Porque intuição se deve usar para si mesmo.

Eustáquio – Sim.

Eu – Porque muitas vezes temos essa coisa de dizer: ah, eu intui que determinada pessoa, determinada situação não é relativo a você. Pode ser falso ou pode ter verdade nisso também?

Eustáquio – Pode ter verdade. Algumas vezes tem verdade. Mas é preciso ver se isso não é só uma tentativa de interferência de mudança, afetando a sua decisão para algo que não é do teu verdadeiro Eu.

Eu – Até para satisfazer sua vontade, né? Porque às vezes você quer que seja daquela maneira.

Eustáquio– Sua vontade e seu ego. Aí você se torna uma presa muito fácil, porque bate o seu desejo com essa interferência.

Eu – E é comum essas interferências acontecerem? As pessoas serem usadas e sem saber manifestarem o que não é dela?

Eustáquio – A cada pessoa, se você contar essas 24hrs. que vocês contam o dia, provavelmente, de 5 a 10 interferências ao dia.

Eu – É muito, não?

Eustáquio – Não! Foi pior.

Eu – Você dizendo que foi pior, eu pergunto: o ser humano hoje tem uma facilidade maior de ser intuitiva?

Eustáquio – Sim. Por um lado sim. No que tange as interferências, sem dúvida existe uma energia muito grande que tem purificado e diminuído um pouco essa capacidade de interferência de um no outro, por outo lado, não, porque a educação que é recebida no mundo encarnado é uma educação basicamente materialista, e isso acaba afastando demais da intuição.

Eu – Como o materialismo atrapalha a intuição? Não são coisas totalmente opostas?

Eustáquio – Sim se você tem uma educação materialista como é que você pode assumir que você pode ter intuições?

Eu – A intuição, em alguns momentos da sua vida não se torna mais forte do que o desejo do ego?

Eustáquio – Se você treinar para chegar nesse ponto, sim. A maioria das pessoas só tem desejos. A maioria dos espíritos atualmente encarnados se assemelha a criancinha birrenta batendo os pezinhos. E a criancinha birrenta batendo os pezinhos não vai permitir que a intuição flua. Ela só quer saber de satisfazer os seus desejos. Isso não é uma crítica!

Eu – Falando assim você quer dizer que a intuição pode ser contrária ao desejo que você tem no momento?

Eustáquio – É! Porque a intuição vai mostrar o que você precisa, não o que você quer.

Eu – E nem sempre nosso ego aceita o que é preciso, queremos o que achamos que é bom, né?

Eustáquio – Exato (pausa).

Eu – Uma criança está sempre intuitiva por natureza, ou muito tem a ver com fantasia?

Eustáquio – A criança está na intuição e na fantasia. E a maioria dos adultos acaba bloqueando a intuição e a fantasia na criança.

Eu – Dizendo que é bobagem, que é invenção…

Eustáquio – Exatamente. E quantos sofrem por isso, quantas crianças estão tomando medicamentos, fazendo terapias estranhas? Muito mais para satisfazer o desejo dos pais para que não tenham essa manifestação que os assusta, mais do que tudo.

Eu – Vai contra as regras e normas dentro dos padrões que os pais estão enquadrados. Eu acho que a autoestima e a segurança ajudam muito na intuição, sim?

Eustáquio – Todos os extremos atrapalham. Se você chama de autoestima e segurança, um equilíbrio, ótimo. A falta da autoestima vai fazer com que a pessoa não se sinta nem capaz ou merecedora de receber qualquer informação. Mas o excesso de autoestima também pode impelir ao excesso de ego. Aí também eu não admito que ninguém possa ter, ou que a intuição flua.

Eu – Você mencionou premonição e outras práticas divinatórias, então tudo isso que se vai atrás para saber o futuro, não tem função?

Eustáquio – Muitas vezes tem. Só que não é a função que elas acham que tem. Muitas vezes a função é de CRIAR um caminho para que ela siga. E não sei se isso é o melhor.

Eu – Então isso pode tirá-la do seu caminho?

Eustáquio – Pode! Pode sim. Porque ela não está seguindo a sua intuição.

Eu – Mesmo as cartas de tarô?

Eustáquio – Sim!

Eu – Você pode induzir a retirada de uma carta que você queira?

Eustáquio – Não que você vai forçar a carta a sair. Mas a hora que a carta sai você decide que aquela carta signifique aquilo que você quer que signifique.

Eu – Mesmo que outra pessoa esteja fazendo isso?

Eustáquio – Mesmo que seja outra pessoa.

Eu – Influencia na mente da pessoa?

Eustáquio – Se for outra pessoa você vai ter duas influencias. A sua e a da outra. Isso não significa que nada disso tenha energia, ou que tenha verdade. Isso só significa que nós precisamos aprender a usar a nossa intuição. A intuição é um conhecimento que já vem, é o uso do conhecimento que já está disponível para toda a humanidade energeticamente, para interpretar melhor. Mas a maioria de nós não usa a intuição, usa o desejo.

Eu – O que você esta dizendo seria assim: a resposta que você necessita esta dentro de você. Não precisa ir a igreja, ao pastor, ao terapeuta buscar… Você pode tirar de dentro de você o que necessita?

Eustáquio – É que às vezes não se esta apta para algumas situações. Nenhum problema de você ir buscar ajuda, desde que você não queira que essa ajuda carregue nos ombros as coisas que você precisa carregar, desde que você não queira transferir seu fardo. Muitas vezes até precisa que um terapeuta, um líder religioso, um sábio te oriente. Um verdadeiro sábio não orienta ninguém. Ele simplesmente te mostra outros caminhos para que você escolha. Então isso pode ser muito necessário, porque a capacidade cerebral do corpo encarnado inclusive impede que você consiga ver todos os caminhos, todas as alternativas. Muitas vezes você sofre porque só vê uma alternativa. Então um grande sábio, um bom terapeuta, ou um bom sacerdote pode te auxiliar a ver alternativas para que você escolha. Agora, um sacerdote egocêntrico ou um terapeuta autoritário pode na realidade, tentar interferir na sua vida. E aí, ele esta assumindo a responsabilidade por isso.

Eu – É jogar a sua opinião, a sua verdade.

Eustáquio – E assumindo mais a do outro. Cada vez que você joga, o seu fardo aumenta. E isso não significa que você esta jogando em cima do outro o seu peso e que esse peso diminua para você. Talvez aumente no ombro do outro, mas vai aumentar no seu também. É uma coisa que fisicamente parece impossível, mas que energeticamente é bastante possível.

Eu- Existem maneiras diferentes de intuir?

Eustáquio – Com certeza! Cada um pode desenvolver um determinado tipo de maneira de intuir. Alguns precisam da meditação, outros precisam de mantras, outros precisam de orações, outros precisam de menos luz, de determinado som. Nenhum deles é importante, nenhum destes detalhes é importante, mas funciona quase como uma chave para auxiliar como processo.

Eu – Eu quando estou envolvida por alguma coisa que não seja preocupação (pintar, escrever, andar na natureza) vem sempre alguma coisa que sinto que é importante para mim, seria isso? Esvaziar a mente, se desligar. Esse é o processo?

Eustáquio – O mais importante é você se soltar, desligar. É você de alguma forma acessar isso. Para algumas pessoas é importante se soltar, se desligar sim, mas o estar presente para acessar. E quando acessar manter um bom tempo para acessar até condições que não são produzidas por seus próprios corpos espirituais, mas estão disponíveis. É quase como o que vocês veem hoje na internet. Muitas das informações estão disponíveis, você só precisa ter a possibilidade de acessa-las. Ou seja, você precisa ter o desejo de acessa-las, precisa estar presente e precisa saber a metodologia. Exatamente como na internet. Se você não tiver um computador, não tiver acesso à rede, não colocar na pesquisa do Google, você não vai encontrar. Ninguém vai bater na sua porta te dizer: olha moça tem algo aqui muito interessante para você. Tem que partir de você!

Eu – Com a intuição, você pode acessar um conhecimento e começar a desenvolver, a produzir esse conhecimento?

Eustáquio – Sim. Você já tem muito conhecimento, muito mais do que aqueles que você adquiriu só nesta vida. Você só precisa reativar tudo isso e acessar. Algumas dessas bibliotecas estão lacradas. Aí você não vai acessar e esse lacre é feito com muito amor, porque algumas destas informações poderiam por em risco o seu processo de encarnação. Então alguns lacres são importantíssimos e eles vão continuar, mas as informações aos poucos vão sendo desnudadas. Porém, você precisa estar disposto e estar se conectando, exatamente como na internet, para ter essas informações.

Eu – Por exemplo; quando nós estamos na Apometria, vamos dizer que 80% fazemos através da intuição, o que facilita isso?

Eustáquio – A presença, a concentração. Se uma pessoa está na Apometria, captando, dirigindo, ou apenas atuando como contra ponto energético e se ela estiver preocupada com a lista de compras, nada vai fluir para ela.

Eu – Então é o estar presente?

Eustáquio – Sim! Quando você faz toda a abertura e faz as preces, você está facilitando a presença. A presença permite que a intuição que não é das suas personalidades, mas que vem dos guardiões, dos mentores e dos mestres, possa atuar. Você precisa se disponibilizar. É como se você pegasse o seu computador desligado e quisesse que ele te disponibilizasse informações. Você precisa liga-lo, conecta-lo primeiro e aí, sim, acessar informações.

Eu – O pai Beijamim já comentou mesmo sobre essa interferência na intuição. Você tem mais alguma coisa para acrescentar?

Eustáquio – A Virna vai falar mais uma vez que é muito importante aquilo do orai e vigiai, do estar presente. É preciso tomar cuidado com seus pensamentos. Ás vezes você vai ouvir que os seus pensamentos cria realidade e isso é verdade.

Eu – O pensamento cria realidade?

Eustáquio – Sim. Isso é verdade. Porque vai criar a sua visão da realidade, mas ele não vai criar bens materiais, por exemplo. Ele vai te dar meios de atingir bens materiais, mas você vai ter que trabalhar um pouco. Aí então, cuidado também, porque tem muita gente que acaba ficando muito tempo só pensando, pensando, desejando, desejando e isso é perda de tempo. Você vai ter que fazer alguma coisa porque no nível material, você precisa de trabalho material. Esqueça, você não vai conseguir bens materiais com trabalho espiritual. Também é muito importante que nós possamos disciplinar, por quê? Porque existem muitas influencias. Da mesma forma que você tem espíritos encarnados que te influenciam. No dia em que alguém que é importante para você te tira do sério e briga, provavelmente o seu dia todo vai ser conturbado. Por mais que as outras pessoas estejam muito felizes com você e venha carinhosamente, você dificilmente vai receber esse carinho, você vai estar abalado. Então é a mesma coisa no plano espiritual e cada um dos encarnados tem uma rede de espíritos os acompanhando. Alguns já são conhecidos de outras encarnações, mas esses são a minoria. Não se iludam, a maioria desses espíritos que os acompanham o fazem por sintonia, porque as energias que você emana lhes são afins. Ok que existem os espíritos guardiões, que existem os espíritos familiares, os seus amigos de vidas passadas e seus inimigos de vidas passadas. Porém muito mais do que esses que são poucos e que estão interessados em interagir, estarão interagindo com você os espíritos afins, que estão sendo atraídos pelas suas atitudes. Muito mais do que pelas suas palavras e as atitudes, incluem aí os pensamentos. Não pelo que você diz, mas pelo que você faz, inclusive na ação de pensar, que não deixa de ser uma ação.

Eu – Na aula passada de Apometria, uma senhora questionou o fato de que quando se pede para um santo no desespero, a coisa acontece. Ela disse que nós não podemos achar que só nossa mente realiza, a fé faz acontecer. Como é isso?

Eustáquio – Primeiro! O que acontece quando você esta num momento de desespero? Você tem que estar aqui, presente no desespero. Você esta vivendo uma coisa agora. Se for alguma coisa que você esta pensando para o futuro, você não esta em desespero, você esta em ansiedade. Mas se você esta em desespero, você tem uma capacidade muito grande de estar aqui, e então fica muito mais fácil absorver, se conectar com a intuição.

Eu – E aí você acessa uma solução.

Eustáquio – Você pode acessar uma solução ou não. Você pode ser influenciado também. Você pode ser influenciado negativamente ou positivamente, depende do seu mérito e da sua sintonia.

Eu – Então existem esses espíritos companheiros, anjos de guarda, como se acredita, que num momento desses agem através da força que a gente desenvolve?

Eustáquio – Ou podem te atrapalhar também, depende. Existem também espíritos que querem botar a perder e que num momento de desespero vão te dar as ideias mais malucas. Por que você acha que as pessoas cometem suicídio?

Eu – É influencia de negativismo?

Eustáquio – Não é só influencia. Porque essa influencia só se da se você se sintonizou com ela.

Eu – Se você esta vibrando no mesmo sentimento daquele espirito?

Eustáquio – Exatamente!

Participante do grupo – Tem uma tendência também, não é isso? A pessoa tem tendência e o espírito da um soprinho.

Eustáquio – Na maioria das vezes o outro faz muito pouco, você é que decide.

Eu – Mas isso é uma tendência ou um estado?

Eustáquio – É muito mais um estado. Quando você fala tendência, você corre o risco de passar que isso está na genética, no corpo e isso não existe. O que acontece muitas vezes, e muitas pessoas colocam como: oh… tem famílias com tendências suicidas, mas é que os afins se atraem sempre.

Eu – Se essa pessoa mudar seu estado vibratório e seu padrão de comportamento, ela sai disso?

Eustáquio – Sim. Ao mesmo tempo em que essa energia atrai, ela acaba atraindo muito dos espíritos caridosos que vão tentar auxiliar. Mas é preciso que se abra a porta para eles, porque eles não arrombam portas.

Eu – Acontece de esses espíritos, esses seres estarem vendo esses acontecimentos e não poderem fazer nada?

Eustáquio – Muitas vezes! Todos os acontecimentos que parecem sofríveis, cheios de sofrimento para vocês são acompanhados. Mas todos eles têm algum porque e todos eles têm alternativas, mas nós precisamos aprender a nos abrir para vermos as alternativas. Porque geralmente só nos lembramos das alternativas depois que a coisa aconteceu.

Eu – Há pouco tempo nos nossos estudos usamos um exemplo: você vai embarcar num avião que cai. Uma determinada pessoa que também ia embarcar no voo, por algum motivo, não embarcou. Aí ficou a questão: existe coincidência ou esses espíritos podem agir numa situação dessas, impedindo que essa pessoa embarcasse no voo?

Eustáquio – Na realidade o tempo todo eles estão fazendo isso e muitas vezes você da ouvidos. Você está conectado o suficiente para perceber isso. O grande problema é não estar presente. Então se você perguntar: existem coincidências, como consciência não, existem possibilidades? Existem! Dentro do livre arbítrio, existe a possibilidade. Mas não é consciência. Talvez não estivesse no planejamento encantatório, mas a partir do momento que você decidiu, isso entra para o seu planejamento, porque o planejamento não é fixo também. No próprio livro dos espíritos, você vai ler que se você seguisse o seu planejamento da encarnação, provavelmente você teria dez vezes mais sofrimento do que você tem nessa vida.

Eu – E o que modifica isso, nossas atitudes?

Eustáquio – Não só as atitudes, também o aprendizado, mas inclusive a suavização desses espíritos superiores que em nome de Deus facilita um pouco.

Eu – E isso acontece por merecimento da pessoa? Por isso eles podem amenizar isso?

Eustáquio – Não só por merecimento, mas por falha no julgamento. Na maioria das vezes um espírito tem a possibilidade de fazer seu planejamento encantatório. Ele acaba tendo ainda culpas desnecessárias e acaba se sentindo responsável por coisas das quais ele não é. Ainda por causa da educação recebida nas muitas encarnações nesse planeta, ele acha que expiação é igual a castigo. Ele acaba pedindo castigo, porque só sendo castigado ele vai poder evoluir. E na realidade o que esses espíritos fazem não é facilitar. Eles fazem é uma dosagem do que tem aí de excesso de culpa, de ausência de auto perdão, de excesso de cobrança, de auto-punição.

Eu – Ah! Então eles liberam aquilo que foi adquirido pela crença da pessoa?

Eustáquio – Pela crença, pelo crime castigo.

Eu – Mas a pessoa desencarna com essa intenção, que se for punida é que vai melhorar?

Eustáquio – Não precisa ser no desencarne, porque quem esta no plano espiritual é o mesmo que esta no plano encarnado. São as mesmas pessoas, só que tirando sua roupa de encarnado.

Eu – Então ela leva toda a bagagem?

Eustáquio – Sim! Pensa quantas vezes ela escutou que Deus castiga, que Deus é cruel, que a justiça Divina é a justiça da espada. E ai pede punições de que não precisa.

Eu – E esses espíritos ajudam aliviando esse excesso?

Eustáquio – Eles não estão ajudando, eles estão aparando essas arestas.

Pergunta de um dos participantes.

P – As pessoas uma em relação a outa se sente que aquela pessoa, ou outra a incomoda ou a desvia do progresso, isso é um resgate ou apenas uma falta de tomar decisão?

Eustáquio – Nem uma coisa nem outra. Porque ninguém nunca te desvia do teu resgate, ninguém nunca te desvia do teu caminho. Só tu te desvias. Todos os que adentram no seu convívio são seus mestres. Você decide. Então é impossível que outra pessoa influencie. Você é que decide.

Pergunta de outa participante

P – Tem outra pergunta quanto à carta de tarô. Sempre tem acertos: vou trabalhar não sei aonde, vou me relacionar não sei com quem e sempre falam que acerta o futuro. É real ou uma ilusão?

Eustáquio – N realidade não é que acertou o seu futuro. Muitas das vezes falou o que você queria ouvir. Você seguiu aquele caminho porque você aproveitou, ou seja – o sensitivo te deu um mapa e você resolveu segui-lo – cabe a você segui-lo ou não.

Eu – Então quer dizer que a pessoa entrou na vibração do que a cartomante falou?

Eustáquio – Na maioria das vezes sim. Não que não existam as profecias, elas existem. Os profetas são muito raros, mas eles estão aí. Mas eles não estão à disposição para falar sobre futilidades do futuro. Se assim fosse, esse dom não seria dado para alguém.

Eu – O que você tem mais para acrescentar sobre o nosso tema?

Eustáquio – O mais importante são as técnicas. Lembrar que cada vez que vem um pensamento que não é seu, e isso é fácil de perceber, um pensamento que não tem correlação com o momento e com a forma de pensar, você vai ter que sempre coloca-lo frente a um julgo. Primeiro, você vai ter que testar essa hipótese para ver se ela é coerente com você e se ela é congruente com o caminho evolutivo. Muito mais congruente com o caminho evolutivo do que congruente com o seu querer. Para saber separar o que é intuição e o que é influencia. Esse é o principal ponto. O que é influencia na realidade, é como você perceber o que o outro esta dizendo, é como se você julgasse como se fosse um amigo encarnado te dizendo alguma coisa, será que ele só esta sendo conivente! Será que ele só esta sendo adulador, isso é o mais difícil. Nesse mundo que vocês vivem de ego, isso é o mais difícil.

Eu – E essa maneira de se dizer: sentiu é o real, não fique questionando será que é certo, será que é errado, não se deve analisar a intuição.

Eustáquio – Vai muito do que você sentiu também, porque quando você intui é algo que te deixa bem. Mesmo que seja algo difícil de levar, isso faz sentido para você. É você que escolhe!

Eu – Acho que a intuição é aquilo que vem e nos traz aquela sensação de que é o certo, é o bom para você, nos traz tranquilidade, será isso?

Eustáquio – É! É isso. Só sei que eu sei. Isso faz sentido para você lá dentro do seu coração. Quando vem uma informação, você olha e, tem algo aí, isso não é intuição. E você vai ver se é uma tentativa de influencia. E quando isso acontecer, qual o grande jeito de separar o joio do trigo? A PRECE. Pare, faça uma prece, peça luz, use as técnicas apométricas.

Eu – Uma personalidade perdida tem uma força maior de influencia do que um obsessor?

Eustáquio – Ela não tem maior força obsessiva. Ela esta mais ligada a você, porque ela é você. Mas o que é preciso colocar é que muitas das personalidades, você falou personalidade perdida, muitas das personalidades não vão aparecer nesta encarnação. Em cada encarnação você vai trabalhar algumas dessas personalidades perdidas, como se fossem pedacinhos seus que agora não podem se manifestar. Elas ainda vão ficar guardadas, a maioria delas inerte, até que elas possam se manifestar.

Eu – E quanto a estas que se manifestam agora, eu também posso ter a capacidade de discernir se é influencia ou se é real meu?

Eustáquio – Sim, faça preces. Sinta a energia, esteja presente para receber a intuição. Quando eu falo em testar a hipótese, não significa questionar a intuição nesse sentido de óh, será tal. Mas é testar mesmo: isso é bom para mim, é bom para todos, isso bate com as atitudes que eu gostaria que estivesse comigo, isso bate com as regras do Amor Universal? Isso não significa também que eu tenha que ser bonzinho com todo mundo e agradar a todos. Isso significa que dentro das minhas escolhas, eu vou ter que aprender a ferir algumas pessoas também, porque eu vou ferir expectativas, mas não vou ferir o Amor Universal, porque o Amor, muitas vezes nega, muitas vezes refreia o Amor. Muitas vezes repreende, porque senão não é Amor.

Eu – Um resultado sempre tem que ser bom para mim e para além de mim também?

Eustáquio – E quem sabe o que é bom e o que é ruim? Você vai ter que testar, porque você só vai saber o que é bom ou o que é certo depois que errar muito. E você tem que testar e saber que você é um ser humano que vai testar e vai colher todos os resultados, colher todos os erros e os acertos. Aprender com os resultados não significa sofrer com os resultados, mas aprender com eles. E agradece-los, agradecer todos os mestres que vão te ensinar pelo Amor ou pela dor.

Eu – Então estamos com 52 minutos de gravação desses ensinamentos. Nós vamos agradecendo e eu pergunto se todos dos grupos que participam estão aqui?

Eustáquio – Sim, os grupos continuam em reunião. Temos tido o auxilio também do pai Beijamim que é um líder incrível e vocês aproveitem a presença dele. Temos sempre a presença dos devotos da Nossa Senhora dos Negros, que nos auxiliam nessa interface entre o plano material e o plano espiritual, cuja presença muito silenciosa permite que essas energias fluam muito mais fácilmente. Nós agradecemos também porque nós continuamos aqui, não só em prece, mas também em estudo e dedicação. E agora nós nos retiramos e o pai Beijamin que nos ajuda bastante, pediu que vocês permaneçam um pouco em silencio, em prece, para que ele possa também auxilia-los mais um pouco.

Eu – Nossa Gratidão mais uma vez a todos que estiveram aqui hoje.

Pai Beijamin, mentor da nossa casa e do grupo “Fraternidade Cristais de Luz´´ –

Estão encarnados nesse período os espíritos que precisam disso. Mas que nós agora passamos por um período de ciclos muito rápido e que nós vamos ter que aprender a conviver com isso.

Eu – Esses ciclos são de situações ou de vida. De situações, temos algo a fazer que começa e termina muito rápido (uma situação), ou ciclo de vida. O tempo nosso de vida na terra esta maior em anos e menor em energia?

Pai Beijamin – Não em energia. É que o que vocês medem de anos, para começar, não são mais anos.

Eu – Quer dizer que se eu viver 100 anos, não posso contar 100, são 80 anos?

Pai Beijamin – Menos!

Eu – É porque o dia deixou de ter 24 hs, para ter 16, seria isso?

Pai Beijamin – Menos. Dois terços. Alguém que tem 90 anos, na verdade tem 60.

Eu – Nossa! E isso esta relacionado ao movimento do planeta?

Pai Beijamin – Também, ao movimento do planeta e ao movimento no planeta.

Eu – E assim dá tempo da gente cumprir com nossas buscas, necessidades da própria encarnação?

Pai Beijamin – O tempo é tão relativo, uma encarnação é um segundo.

Eu – Isso prejudica nosso metabolismo, provocando adoecimento?

Pai Beijamin – Para quem quiser, sim! A mesma energia que causa doenças causa cura. Basta escolher o lado que você quer.

Eu – E por que você nos pediu para que ficássemos um pouco em silencio? Algum tratamento energético?

Pai Beijamin – Na realidade, pai Beijamin esta preparando todo este ambiente. Você já percebeu a mudança e nós estamos vindo lá de fora, digamos assim, e ele precisa cada vez mais equilibrar as nossas energias com o ambiente.

14jun
Estudos do dia 23/04/2013
Tema O Critica
Nosso tema de hoje é A Crítica, Este tema nos foi sugerido por um dos nossos atendidos.Trechos do Evangelho: Fora da Caridade não há salvação. O que é preciso para ser Salvo e Parábola do bom samaritano.Temos se apresentando hoje um casal representante do grupo que nos assiste. Ela se chama Anita e ele Álvaro (abaixo é mencionado A).Sejam bem vindos!! É com muita gratidão que os recebemos neste dia.

A – A crítica é uma incapacidade de olhar para si mesmo, porque se nós olhássemos para dentro e se nós nos fixássemos nas nossas experiências, nas nossas histórias, mesmo que fossem somente as relativas a esta vida encarnada, nós saberíamos que temos pouco direito de apontar para o outro de forma crítica. E isso é bastante importante, principalmente para quem esta numa posição subalterna. É como se a partir do momento em que você adquire um conhecimento ou adquire uma posição, você com certeza também adquirisse uma responsabilidade sobre aquilo. E uma das coisas inerentes dessa responsabilidade é saber que os que estão numa procissão subalterna, ou os que ainda são mais jovens, ainda não passaram pelas experiências que você esta passando agora, seja porque sejam mais jovens, ou porque trilharam outros caminhos e só agora trilham os caminhos que você já conhece. Se estão reconhecendo um caminho que você já conhecia também é muito importante que você perceba que você já trilhou aquele caminho. É importante também que se lembre das agruras pelas quais você passou e permita que alguém que agora trilha o caminho, tenha o direito de ter dúvidas, tenha atitudes que talvez sejam incoerentes, ou tenha também atitudes diferentes das suas. Porque na maioria das vezes o que nós criticamos é o que para nós é diferente. E o diferente nem sempre é errado, só é diferente.

Eu – Sim, porque na maioria das vezes, a crítica independe do outro ser subalterno ou ter menor conhecimento. Acho que mais criticamos pelas diferenças mesmo.

A – Geralmente pelas diferenças, porque quando você tem o real conhecimento de alguma coisa você nunca critica. Você sabe os caminhos que você teve que trilhar para chegar até ali. Quem critica é quem na realidade se incomodou. Ficou incomodado por algo do outro que é diferente do que ele professa, ou do que ele faz. Mas que encontra na sua profundidade, no seu âmago, alguma ressonância, desta vida ou de uma vida passada. Quem critica geralmente quer tirar o foco da atenção de si mesmo, e não é a atenção alheia, é a sua própria atenção.

Eu – Quer dizer que quando eu critico alguém por não gostar da maneira que ele se comporta, ou não gostar da maneira que ele é, eu estou tentando esconder de mim mesmo, essa condição minha que eu não aceito?

A – Sim, sim, porque aquilo te incomodou.

Eu – Mas nós nos incomodamos com a atitude do outro e com a maneira dele ser, por termos essa ressonância dentro de nós, ou pode ser por uma não empatia energética?

A – Mas a não empatia energética é o resultado dessa ressonância. Se aquilo te incomoda tanto, a ponto de você ter que entrar numa crítica, é sinal que aquilo ressoa em você, não em você desse momento, mas numa personalidade tua de vida passada, que tenha passado por algo muito parecido com aquilo. É muito diferente de você fazer crítica a atitudes. Fazer críticas a atitudes é um reconhecimento de coisas que fazem bem ou fazem mal. Quando você estiver, por exemplo, dizendo: fumar faz mal para a saúde, você esta fazendo uma crítica a atitude. Agora, se você estiver dizendo: fulano fuma, eu tenho que boicotar fulano, alguma coisa está errada. Provavelmente existe uma ressonância que te incomodou. Se você critica uma atitude que é de um conhecimento geral, ok. Agora se você critica a pessoa, mexeu com alguma coisa que tem ressonância na sua profundidade.

Eu – Por exemplo, eu acho uma pessoa muito invasiva, atrevida.

A – Se você acha uma pessoa específica atrevida, ela mexeu em alguma coisa tua. Em algum momento talvez você tenha tido um comportamento semelhante. Se você não gosta do atrevimento, porque acha isso uma invasão, tranquilo. Agora, se é de uma pessoa específica, provavelmente ela pegou num ponto que tem ressonância mesmo.

Eu – Então eu não gostar da atitude é uma coisa e eu não gostar disso numa pessoa, é outra coisa?

A – Exatamente! Quando uma pessoa te incomoda pela atitude é porque ela esta acionando algo dentro de você. É óbvio que quando as atitudes são reprováveis, você não vai elogiar alguém, porque se alcoolizou, porque usa drogas ou porque tem comportamento violento. Mas é a atitude, não é a pessoa. Quando você se incomoda com a pessoa, ela encontrou ressonância em você. Então olhe para dentro, não para fora. Quando isso acontecer, veja em você em que ponto isso pega, e aí sim, olhe para aquilo e transmute, modifique.

Eu – Quanto a não empatia energética, existem pessoas que não é uma coisa nelas que nos incomoda. É ela, é a maneira dela agir, falar, chegar, sair. Isso também tem a ver com uma ressonância?

A – Lembre-se do texto que foi lido no evangelho, quem é o teu próximo? Então, o que interessa e o texto deixa isto claro, é a sua atitude.

Eu – Mas nós temos o direito de não permitir que essa pessoa conviva com a gente.

A – Sim! Amar o próximo, não significa mimar o próximo. É importante que se separe isso muito bem. Você não vai sair pela rua pegando todos os ladrões e levando-os para sua casa. Você inclusive vai se afastar deles porque eles significam risco para sua integridade física. Mas isso não significa que você não os ame. Isso não significa que, se em algum momento, alguém que tenha um passado que você reprova, esteja caindo numa ribanceira e precise do seu auxilio, você não vai lhe dar a mão.

Eu – Você acha! Eu estou com uma situação assim, agora me pegou. Uma pessoa que me incomodou muito na família, saiu, agora vive ligando e eu estou me negando atender, é ruim isso?

A – Não necessariamente. Depende, se for só para te incomodar, é melhor não ser incomodado.

Eu – Eu não acredito no caráter.

A – Caráter é algo extremamente mutável, todo mundo pode mudar, todo mundo tem o potencial para se tornar melhor.

Eu – Você acha que um caráter muda?

A – Sim, sempre, porque inclusive se você não mudar, a vida vai mudar.

Eu – E se for um jogo, manipulação, como sempre fez?

A- Por isso não abrir toda a asa, defesas.

Eu – Então, quer dizer que sempre devemos dar as mãos a quem caiu, mesmo que essa tenha….

A – Se ela precisar da mão, com cuidado. Isso não significa que você vai sair por aí estendendo suas mãos para todos. E nem para quem já te feriu. Isso só significa que se essa pessoa que é um espírito com potencial de evolução, com melhoria de caráter, precisar de mais, você pode auxiliar. Se essa pessoa mostrar essa modificação, você pode permitir que ela se aproxime, ou não.

Eu – Nós podemos criar uma resistência, pelo fato da gente não gostar e impedir que possamos enxergar que aquela pessoa teve uma mudança no caráter dela?

A – Isso é muito comum. Aí você está na crítica, aí é seu julgamento. Se até Deus permite que todos continuem, por que você não vai crer que alguém possa modificar-se?

Eu – Então isso vai me pegar mais que os outros ensinamentos, porque estou resistente em estender as mãos a essa pessoa.

A – Mas cuidado! Isso não significa que você vai abrir todas as defesas e receber qualquer um no centro da sua casa, ou do seu coração. Mantenha sempre as defesas, mas também não impeça que essa pessoa demonstre modificações.

Eu – O tema Crítica mexe muito comigo, porque eu sou considerada uma pessoa crítica na família. As filhas e mesmo no nosso grupo me acham crítica e eu resolvi trabalhar esse lado meu. E é muito difícil.

A – Sim, mas a coisa mais importante a ser feita é olhar para dentro de voce e ver onde está aquele ponto que te fez gerar uma crítica. Onde é que aquilo te pega, o que é preciso trabalhar em você e aí trabalhando isso em você, você vai auxiliar o outro. Porque na maioria das vezes, quando o outro não vê alguma coisa e você tenta mostrar, ele só se magoa.

Eu – Então é desistir de tentar mostrar?

A – Na maioria das vezes tentarmos mostrar não adianta nada.

Eu – É já foi dito isso aqui.

A – Porque é o seu ponto de vista, e ele precisa às vezes ter o ponto de vista dele.

Eu – Porque eu acho que a maior luta do ser humano é essa, a de se relacionar, família, casal, amigos, grupos. É sempre um tentar trazer o outro para um entendimento pessoal.

A – É. Só que para isso você tem que lembrar que esse entendimento que para você é o correto é só parte da realidade. E que muitas vezes o outro precisa trilhar um caminho diferente do que você acha, para chegar num ponto diferente.

Eu – Mesmo que esse comportamento esteja prejudicando a família toda?

A – Sim, mesmo que esse comportamento esteja prejudicando a família toda. O que você pode fazer é afastar a família toda de alguém que a esteja prejudicando, mas não adianta tentar fazer essa pessoa ver. Se essa pessoa esta tendo aquele comportamento, aquilo expressa o seu ponto de vista, e não adianta você impor o seu ponto de vista em cima do dele, ou dela.

Eu – O que existe muito no ser humano é que quando existem diferenças entre as pessoas e se tem uma atitude de se afastar, o outro se diz mudar, mas isso acontece por um tempo. Voltam a viver juntos, funciona alguns meses e logo volta a ser como antes. Ninguém muda ninguém, já se esclareceu muito bem isso aqui. Então a solução é se afastar.

A – Em alguns momentos se afastar, em outros, aceitar, em alguns outros momentos, acolher, mas saber a diferença do que fazer em cada momento é muito importante. Algumas vezes você vai ter que afastar, algumas vezes, aceitar, e algumas outras, acolher, por mais que você não goste.

Eu – Então muitos relacionamentos se desfazem por falta de humildade. Será que pode se chamar isso de humildade?

A – Como eu disse, alguns de vocês, vão ter que afastar, outros suportar. Em alguns relacionamentos sim, você vai acolher muitas coisas, mas é preciso não ser leniente e aceitar tudo, porque aí começa a ficar tudo complicado.

Eu – Aí fica uma relação de co-dependencia.

A – Às vezes eu descubro que o único afeto que eu quero é o que me machuca.

Eu – Então eu estar vendo a situação, eu estar consciente dessa situação, não quer dizer que eu esteja sendo crítica.

A – O problema é que você tem que entender que estar vendo uma situação é o seu ponto de vista, não significa que isso é a realidade.

Eu – Mas eu tenho o direito de qurer isso para mim ou não?

A – Você tem direito de expressar o seu ponto de vista, mas nunca de impor, porque o seu ponto de vista é a vista de um ponto só. E existem vários pontos, vários lados, várias possibilidades e nós precisamos admitir várias possibilidades.

Eu – Nós sempre ouvimos falar que o relacionamento é o ponto que mais evolui espiritualmente, por ser muito difícil duas ou mais pessoas conviverem juntas sendo tão diferentes. Como fica quando deixamos um relacionamento no meio do caminho, por exemplo, por intolerância? Nós deixamos algo interminável, vamos assim dizer?

A – Quantos relacionamentos você deixou por intolerância? Porque não só você, mas também muita gente acha que só há um relacionamento quando eu me caso com alguém. Quantos outros relacionamentos não houve nesse tempo todo? Você acha que todas as pessoas encarnadas que você conheceu nestes anos que você passou na terra tinham que estar grudados em você até agora? Alguns relacionamentos vão se afastar mesmo e não interessam os laços, porque alguns laços são só terrenos, são dentro das leis dos homens, alguns contratos são só terrenos. Muitas vezes você tem um sócio e termina esse relacionamento com o sócio. O mais importante é como você termina. Se o seu sócio e você conseguem terminar esse relacionamento de forma apaziguada, desejando que o melhor aconteça, ótimo. O problema é que a maioria das pessoas não termina o relacionamento de forma apaziguada e se tornam inimigas. E toda magoa, todo ódio e todo rancor geram ligação. Assim, você finge que termina uma relação, mas continua o tempo todo remoendo aquele relacionamento.

Eu – O relacionamento que termina negativo se torna mais forte do que quando estava no positivo?

A – Não existe positivo nem negativo. O que existe é a sua forma de lidar com isso. Se você se magoa, se você se irrita, se você continua o tempo todo trazendo aquela situação, ela continua viva. Porque é uma besteira, pois na realidade a situação já aconteceu e já poderia ter sido encerrada. Mas você continua dando vida, como você pode ver isso nas personalidades que são atendidas na apometria, ou em qualquer livro ou romance espírita. Você vai ver que muitos espíritos estão cristalizados numa situação que aconteceu há muuuiiiito tempo, e aí continuam 100, 200, 300, 1000 anos vivenciando aquilo de novo, sofrendo tudo sempre. O mais importante é esquecer, entender o que tem que ser entendido, mas não trazer o sofrimento do passado para o presente.

Eu – Aí estão envolvidas várias outras atitudes como a do perdão?

A – Perdão, desapego, amor ao próximo.

Eu – Nessa situação a indiferença é negativa, porque se você termina uma relação e se torna indiferente, você está isenta de qualquer sentimento.

A – Essa indiferença é uma forma de machucar o outro, de se sentir superior, na maioria das vezes. Ou quando é uma indiferença por falta de sentimento, muitas vezes é uma desumanidade, uma incapacidade de ter sentimentos pelo outro. O que eu preciso é transformar o que for sentimento negativo em positivo, agora a indiferença é muito ruim.

Eu- Então a crítica vai muito além daquele momento de raiva em que ficamos “você é isso, você é aquilo”?

Eu – Isso geralmente não é crítica. Isso é tentativa de ferir e é pior, porque aí há raiva, vingança, exteriorização da mágoa. E aí acontece o “você é isso, você é aquilo“, enquanto deveria ser dito: eu sinto assim, eu entendi assim, eu agi assim, eu reagi assim.

Anita – A gente precisa entender que a crítica geralmente é um roubo da energia do outro. Quando eu faço uma crítica ao outro, eu tento roubar energia dele. Eu quero colocá-lo na posição que eu quero que ele fique e eu não o respeito como ser humano. É que nós precisamos começar a treinar o amor incondicional. Só que amor incondicional não é sair por aí falando de forma angelical e sair abraçando todo mundo. Amor incondicional é entender que mesmo as pessoas das quais eu sinto que devo me afastar, merecem as minhas orações, o meu perdão. Porque senão eu não me desligo delas. Assim, eu continuo tendo essas pessoas nas minhas orações porque eu preciso reconhecer que embora esse relacionamento tenha terminado, essas pessoas foram meus mestres, e é muito bom ter gratidão aos mestres. Vocês não oferecem placas aos professores numa formatura? Deveriam dar placas também para esses relacionamentos, que muitas vezes foram difíceis, mas que foram seus grandes mestres. Se eles não tivessem passado pela sua vida, provavelmente você continuaria num marasmo incrível. Por isso, todos os relacionamentos são importantes, porque aqui, quando vocês se encontram encarnados, vocês não têm como não se relacionarem com alguém. E não estou falando só de relacionamento afetivo ou mesmo sexual, mas sim relacionamento do dia a dia. Você é incapaz de gerar tudo que você necessita, ou tudo que você pensa que necessita para sua sobrevivência. Se vocês forem perceber, vocês não precisam de energia elétrica, de geladeira, de televisão, de fogão para sobreviver, mas poucas são as pessoas que estão dispostas a cozinharem com lenha, sem panela, ficar sem tv, ficar no escuro, sem ventilador. Então você acaba tendo uma relação de interdependência e isso acaba sendo saudável. Você precisa do outro, você precisa do técnico da televisão, do vendedor, enfim, você precisa de varias pessoas. E aí você vai aprendendo com esses relacionamentos, porque no plano desencarnado muitas vezes o espírito fica cristalizado. Ele não precisa de alimento, não precisa de aquecimento, assim ele pode ficar cristalizado às vezes, por séculos. A encarnação é um grande estímulo e movimento sempre. Não que não exista movimento no plano desencarnado, mas é que neste plano pode haver um período totalmente estático.

Eu – Existem críticas no plano dos desencarnados? Esses estados existem entre vocês? Já nos informaram que a mágoa existe.

Anita – Sim, claro! O que são os desencarnados, senão os que estavam encarnados há pouco ou muito tempo e que trouxeram todas essas condições? Então existe crítica, inveja, ciúme, existe de tudo. É que no plano desencarnado o que acontece é que os grupamentos são mais homogêneos. Aqui quando vocês estão encarnados vocês acabam conhecendo todo tipo de pessoa, todo estágio evolutivo. No plano desencarnado, as colônias acabam se formando e a afinidade acaba reunindo mais seres afinizados, por isso a diferença.

Eu – No plano desencarnado trabalham com reunião de afins?

Anita – Exatamente.

Eu – Qual a diferença entre a crítica e a intolerância?

Anita – A crítica é quando eu reconheço no outro algo que eu não gosto e eu tento dizer isto para ele. Ou eu tento mostrar um caminho que eu acho correto, que nem sempre é o correto, mas eu acho que no meu ponto de vista é o melhor. Então eu me coloco numa posição superior a do outro e vou dizer para ele o que é importante para ele. Olhe que interessante, como as pessoas fazem, né? Eu sei o que é melhor para o outro.

Eu – Isso acontece muito com pessoas mais maduras que acham que tem muito para ensinar para os jovens.

Anita – É. Você usou o termo maduro, mas às vezes são pessoas que viveram mais tempo na terra e isso não significa que sejam mais maduras.

Eu – Sim, tem mais experiência, vamos dizer.

Anita – Não, não tem. Na realidade não olharam para as experiências. As pessoas que são mais maduras, que já olharam para suas experiências e que tem experiência, já não ensinam muito. E elas ficam muito mais tranquilas e muito mais receptivas. Elas aprenderam que o mais importante é o abraço e não a lição. As pessoas que continuam dando lições, explicações, dando as soluções para o outro, mesmo que ele tenha visto o problema, não vivenciaram o aprendizado. Em compensação, você perguntou a diferença disso com a intolerância. Na crítica, eu quero mostrar para o outro o caminho que ele deve seguir. Na intolerância, eu quero o outro destruído ou longe de mim. Na critica, eu quero adaptar o outro ao que eu quero dele, porém, próximo de mim. Na intolerância, eu quero distancia, ou eu quero destruir o outro.

Eu – Isso também seria devido a atração de algo desta pessoa que me incomoda?

Anita – Sim, algo nela ressoa em mim.

Eu – Por isso eu a quero distante?

Anita – Por isso que existem os preconceitos de raça, cor, opção sexual, idade, gênero. Por que vai me incomodar alguém ter decidido expressar sua sexualidade de uma forma diferente, desde que não fira a si próprio e não fira a ninguém, incomoda por quê?

Eu – É o que se diz de quem é muito machista, que sempre tem dentro de si esse lado escondido e a vontade de expressar isso.

Anita – Então, o que me incomoda o outro expressar sua espiritualidade de outra forma? Por que talvez eu não tenha certeza da minha espiritualidade e eu tenho medo que ela seja derrubada, então eu preciso derrubar a dos outros antes.

Eu – Então todos esses efeitos estão na autodefesa?

Anita – Nem sempre na autodefesa. Na maioria das vezes, é um autolouvor. Eu preciso mostrar para as pessoas que eu sou melhor que elas, a minha religião é a melhor, a minha cor da pele é a melhor, a minha opção sexual é a melhor, eu sei mais, sou o melhor. E aí então eu posso criticar todo mundo, né? Eu me vejo numa posição melhor.

Eu – Se o outro nos critica, vamos inverter a situação. Do crítico vamos passar a ser criticados. A crítica desperta uma irritabilidade imensa.

Anita – Se provocou irritabilidade, você se colocou no modo de defesa, pegou algum ponto. Ao invés de se irritar, você deveria pegar esse ponto e ver o que precisa ser trabalhado.

Eu – Mas a partir do momento que eu não reajo ao outro e aceito isso, eu não estou permitindo que o outro esteja sempre me criticando?

Anita- Será! Por quê? Na maioria das vezes, quando eu retruco é que a crítica fica mais voraz. Porque o crítico precisa da sua ressonância também. Se ele critica e você se incomoda com isso, ele vai continuar te criticando. Agora se você tentar ficar indiferente sem ser, isso também fortalece, porque a indiferença também é uma forma de estímulo a crítica. O importante é que eu olhe para a crítica, veja onde ela me pegou e eu tente me modificar. Na realidade quando isso acontece, o ideal seria agradecer, porque essa pessoa, talvez de forma inconsciente, te mostrou algo que ainda dói . É como um dentista, quando mexe no seu dente. Você ainda sente uma dorzinha, que bom que ele diagnosticou antes que se torne uma carie muito grande. Pode até incomodar um pouco, mas é melhor que mexa. Isso também não significa que você deve aceitar todas as críticas ou começar a ceder às críticas dos outros. Oh, você diz que eu sou crítico e eu não vou abrir mais a boca. Oh, você diz que eu sou gordo… o que é preciso é ver onde a crítica te incomodou e se você precisa mudar alguma coisa, se você quer naquele momento trabalhar aquilo.

Eu – Também temos o direito de continuar sendo daquela maneira e tudo bem?

Anita – Sim, só que toda vez que usa um DIREITO, você cria para você uma RESPONSABILIDADE. Ok, recebi uma crítica, doeu em mim, acho que tenho que mudar alguma coisa, mas não quero mudar. Tenho que assumir a responsabilidade por isso.

Eu – As consequências que aquilo vai trazer para mim, porque a reação vai ser minha.

Anita – Não põe o dedo na tomada e eu decidi por o dedo na tomada. Tenho que receber o choque e não vou poder dizer que foi a pessoa que disse para eu por o dedo na tomada e é culpada pelo meu choque. Então toda decisão gera uma responsabilidade.

Eu – Seja ela certa, boa…

Anita – Não existe decisão boa ou decisão ruim. Só existe decisão que te leva para um determinado caminho. E o caminho pode auxiliar na sua evolução ou pode bloquear a sua evolução, mas é um caminho. E se a sua evolução for bloqueada, por quanto tempo ela vai ser bloqueada? Se eu dividir qualquer número pelo infinito vai dar zero. Está com pressa por quê?

Eu – Ir com muita calma para um Ariano é difícil. Pensar que em uma encarnação dar tantas ratas….. já estou ansiosa. Sempre ouvi que temos que aproveitar o tempo para evoluir, que o tempo é precioso……..

Anita – Claro, a vida é preciosa. Agora ser precioso não significa que qualquer errinho possa fazer com que você tenha perdido a encarnação.

Eu – Sim, seria muito injusto.

Anita – E a evolução nunca se da em saltos, você não vai virar anjinho numa encarnação.

Eu – É. Seria muito fácil né? Mas ser anjos nessas nossas encarnações, difícil!

Anita – Provavelmente você seria depenado.

Eu – A crítica é adquirida ou você já vem com ela?

Anita – Não necessariamente. Você se acostuma a ser crítica, porque você sempre, sempre não, desculpe o erro, mas é porque você se vê acima dos outros. Só critica quem acha que sabe a solução e uma crítica que vem com a solução, que seja razoável, até pode ser importante. É o que se chama crítica construtiva. Mas criticar por criticar, sem uma sugestão ou o que é pior, com sugestões com um ponto de vista só, sem acolher o que o outro quer, ou precisa, isso é só imposição, autoritarismo.

Eu – Mesmo quando você veja que a pessoa esta numa condição que vai ter uma consequência que vai se machucar, que vai ser difícil?

Anita – Você pode expor isso, mas a decisão quem vai tomar é ela. E aí é importante o modo como expor, porque os fins não justificam os meios. Mesmo que o fim seja de proteção, o meio que você utiliza é mais importante. Você pode auxiliar, orientar, mas você nunca pode impor. Deus não impõe. Deus que é todo poderoso onisciente, nunca impõe nada. Ele te acolhe de uma forma paternal ou até maternal. Se Deus acolhe, se Deus tem a capacidade de permitir que seus filhos trilhem caminhos para ensinamento, por que você não pode permitir o que seus irmãos lhe passam? Lógico que você não deve permitir sem dar nenhuma sugestão se uma pessoa claramente vá fazer algo que para você está errado e vá fazer mal. Você não vai apoiar pessoas que cometeram crimes ou que estão usurpando algo, mas ela vai continuar tendo o direito de escolher. E se você se desesperar por isso, você vai gerar mais um sofrimento para si mesmo.

Eu- É. Porque as consequências disso é sofrimento, né?

Anita – Sim e cada um vai ter que assumir a responsabilidade. É que a gente às vezes perde a noção disso, porque essa responsabilidade muitas vezes não é cobrada imediatamente. Mas a vida sempre vai cobrar, de uma forma ou de outra. E muitas vezes você não vê essa cobrança, da responsabilidade, mas você gostaria de uma vingança maior e a vida não é reativa. A vida não esta para castigar ninguém, Deus não castiga ninguém.

Pergunta de um dos participantes do grupo

Eu entendo a crítica como agressividade. Alguns dizem: crítica construtiva. Só que no meu modo de entender, quando se quer ajudar o outro construir, então sim, desenvolve uma orientação sem a crítica. Aquele que diz que vai fazer uma crítica construtiva agride e silenciosamente ele é censurado ou mal visto por aquele que recebeu a crítica. É isto mesmo?

Anita – De certa forma o que você disse está correto. Como já falei, a crítica geralmente é quando eu tento impor para o outro alguma coisa que eu acho correto. Às vezes isso pode até ter um efeito benéfico, quando eu explico, quando eu tenho um pouco mais de compaixão. Mas aí o que você chamou de orientação, pode ser visto pelo outro como crítica. A crítica não precisa ser sempre negativa. Quando ela é colocada como orientação ou quando eu planejo para que a pessoa veja por si, não preciso impor o meu ponto de vista. Porque a crítica é geralmente a imposição de um ponto de vista. O Álvaro diz que nós perdemos muitas oportunidades de elogiar. Ele diz também que nós deveríamos usar a terapia do elogio, mostrando para o outro o que ele tem de bom, e também achar no outro o que ele tem em comum conosco, o que nós comungamos e não o que é diferente.

Eu – Você acha que isso de encontrar os pontos positivos em comum para que os incomuns não necessitem ser criticados ajuda numa relação, tanto mãe/pai/filho/marido/mulher?

A – O que você enfoca, é onde você coloca sua energia.

Eu – Existe a possibilidade de você focar a energia no positivo, e o outro lado que não satisfaz no outro ser modificado só pelo foco positivo?

A – Sim, por dois motivos: primeiro, porque você vai reforçar algumas coisas que você gosta e segundo, porque talvez você vá se esforçar para ver mais coisas que você gosta. Isso age nos dois lados.

Eu – Um lado que não seja agradável para a pessoa pode se tornar sem importância, é isso?

A – Exatamente! Não tem mais força. Eu deixo de ver o que me desagrada no outro. O que mais me agrada é enfatisado e ele vai ficar cada vez mais agradável.

Eu – Você acha que uma mãe agindo assim com um filho que tem um determinado vício, por exemplo, que ela vai fortalecendo o positivo desse filho e assim, ao ter reforçado o positivo, ele pode vir a abandonar esse vício.

A – Não pense no saci Pererê agora, você resistiu? Ou pensou no saci e veio a imagem até com o cachimbinho? Se eu passar o dia inteiro dizendo, não pense no seu vício! Olha esse vício! Olha como isso faz mal para você e para mim! Eu faço tudo por você e você não sai desse vício! No que você vai pensar? No saci Pererê. Assim, estou reforçando.

Participante do grupo – Então para que tenha um resultado bem positivo, seria elogiar as partes positivas e as virtudes e orientar depois. Aí não entraria a crítica e sim a correção na forma de orientação, seria isso?

A – Se o elogio for bem feito, não é preciso nem de orientação depois. A vibração que você põe no positivo vai enfraquecer o negativo, pois você tira o foco. Tudo que você põe foco fortalece.

Eu – É que nós valorizamos muito o lado negativo, né? Quando alguém está no negativo ficamos valorizando o momento.

A – È muito mais fácil dizer para o outro o que eu não gosto do que o que eu gosto. E se eu ficar falando o que eu não gosto, apesar de colocar um não na frente, ele vai sempre lembrar daquilo. Mais uma vez, não pense no saci Pererê. Use a terapia do elogio, use o lado positivo, mesmo com as pessoas que te feriram no passado. Muitas vezes elas esperam que você mais uma vez faça uma crítica negativa. E se voce fizer agora um elogio positivo dizendo: olha você tem isso de positivo, essa qualidade, voce não reforça o negativo e sim o positivo. Nunca diga: por que você não faz isso ao invés daquilo? Senão você vai voltar para o saci Pererê.

Eu – E se você tem uma situação dessas com alguém que já desencarnou?

A – Mesma coisa! Qual a diferença?

Eu – Não precisa nem marcar encontro na esquina, né?

A – Bem mais fácil, porque o contínuo espaço tempo esta muito diferente. Agora a pessoa desencarna e você fica às vezes, ou fazendo a impressão de que ela virou um anjinho ou chingando a infeliz porque ela desencarnou e te traiu. Que raiva que eu tenho de você ter desencarnado. Ou você finge que nada aconteceu, porque também não elogia. E pra desencarnar, nessas vibrações são menos sutis, elas são sentidas de forma mais intensa, muito mais intensa.

Eu – Eu posso fazer isso mentalmente para uma pessoa que está distante, encarnada?

A – Pode. E mais importante do que ela sentir, é você modificar o que você acha dela. Aí ela vai sentir. Por que vocês acham que é tão difícil os políticos serem honestos? Porque todo mundo espera que eles sejam canalhas.

Eu – É. Valoriza-se muito isso tudo, né?

A – Só se fala da desonestidade, portanto o foco só está ali e o que você vai ver?

Eu = Desonestidade e se pensar bem, a mídia é uma mantedora da desgraça.

A – Mas cada um escolhe, você pode ver uma orquestra sinfônica ou assistir um balé.

Eu – Mas eu digo em nível de País, a mídia destrói o País com essa importância.

A – Sim, muitas pessoas acabam mandando muita energia que eles acabam vampirizados. E aí, quando aqui, numa seção de apometria, vocês viram alguns seres que tratavam os humanos como se fossem suas vaquinhas, vocês ficaram escandalizados, olha isso.

Eu – Eles permitiram, pediram isso, né?

A – Sim, e de vez em quando, são ordenhados.

Eu – Agindo dessa maneira seria dar força e se entregar nas mãos desses famosos magos negros?

A – Os nomes não são importantes, mas são as pessoas que vão roubar energias, da mesma forma que o fazendeiro rouba energia das vacas.

Eu – Às vezes não é um, é uma legião de espíritos esperando essa situação para poder se alimentar.

A – E os espíritos tanto encarnados como desencarnados se entregam com uma facilidade às vezes assustadora.

Eu – Vivenciando a situação como a gente vivencia, sente as vibrações e as pessoas 90% esta no negativo, não tem como negar isso.

A – Porque isso alimenta muito, de várias formas e essas pessoas são usadas, como as vacas são usadas para produzir leite.

Eu – Sim, mas aí é que eu quero chegar. É difícil a gente se manter no positivo, com essa vibração tão forte. Muitas vezes, sem nem perceber você está entrando nisso.

A – Sim! Sim. Por isso você esta num mudo de provas e expiações, para provar que apesar disso, você pode se manter numa vibração melhor. E prova e expiações não significa um mundo ruim. Quando você faz uma prova, você é convidado a mostrar que você já é capaz. Quando você tem a oportunidade de espiar, você reconheceu que fez algo que não foi bom e pode corrigir. E então isso significa que você tem o direito de mostrar que é capaz.

Eu – É. Eu não vejo como castigo. Eu vejo como dificuldade de viver nessa energia onde a gente valoriza a matéria. E não cair nessas tentações é muito difícil, então é uma expiação que óh.

A – Às vezes uma prova!

Eu – Mas é uma prova. Não deixa de ser. Quando a gente vai passar, não sei, mas é uma prova constante.

A – E vai se repetindo até que se consiga superar.

Eu – Falando assim, me cansa, me sinto cansada, e vai e vai.

A – Esse cansaço devia ser agradecido também. O dia que você cansa você diz: não vou mais fazer isso. Aí é hora de transcender, mas se você cansar e ficar: humm.

Eu – Esse fim de semana eu me isolei. Não foi fácil, me senti lutando com um dragão.

A – Só que é importante ver que o dragão esta no espelho. Você é que escolhe como interpretar. Agora é muito importante que você vigie seus pensamentos, porque aquilo que você colocar foco, fica mais forte. E o que você quer mais forte na sua vida? Porque as pessoas que só reclamam só tem problemas? Você acha que elas procuram os problemas?

Eu- Sim, lógico. Elas estão no problema.

A – Muitas vezes elas até querem sair do problema. Mas elas só pensam naquilo e só vão ter foco e dar força ao problema. Agora é muita falta de compaixão quando a pessoa que esta com algum problema achar que a culpa é dela. Ela pode assumir a responsabilidade por tudo que aconteça com ela, mas não existe culpa. Cuidado.

Eu – Responsabilidade é bem diferente, né?

A – Então a pessoa que reclama não esta querendo mais problemas. Ela atrai, mas não necessariamente quer. Uma pessoa que bebe e dirige não quer sofrer um acidente, mas ela acaba atraindo isso para ela. Ela não saiu de casa para sofrer um acidente.

Eu – Mas ela está na irresponsabilidade.

A – Exatamente, ela vai ter que responder pelos seus atos e assumir todas as responsabilidades por isso. Mas cuidado com a crítica ao achar que ela é culpada. É daí que vem a crítica e não existe culpa. Os pacientes com AIDS que você conheceu saíram de casa para pegar AIDS?

Eu – Não, mas a irresponsabilidade…

A – Então arcaram com as consequências, mas não tem culpa. E aí às vezes a falta de compaixão coloca essa crítica: Bem feito! Teve o que mereceu. Isso é muita falta de compaixão.

Eu – E a compaixão tem que existir em todas as situações?

A – Todas! Inclusive a compaixão para quem te fere. Isso não significa que você vai aplaudir o fato de alguém estar te ferindo. Mas precisa manter a compaixão. A frieza do outro não pode te tornar frio. A violência do outro não pode te tornar violento. A tristeza do outro não pode te tornar triste, senão você estará espelhando e sendo o que você não gosta. A escolha é sua.

Eu – Eu posso ter compaixão sem vibrar na energia dessa pessoa? A compaixão é diferente do dó? Quando eu tenho dó eu entro na energia e permito ser vampirizada por ela ou vampirizo?

A – Na maioria das vezes, mais vampiriza. Quem tem dó se sente superior a essa pessoa. A compaixão não, eu não preciso sofrer a tua dor, mas eu sei que tua dor dói. E no que for possível, eu vou diminui-la. No que for possível para mim, não sair resolvendo o problema de todos. Só devo ir a um sacrifício se for benéfico para muita gente. Agora sair se sacrificando pela dor do outro a toa pode ser uma forma de suicídio. Quero deixar a mensagem de que o Amor é o mais importante, sempre! Faça para o outro o que você gostaria que fizessem por você. Veja no outro as suas qualidades, da forma em que você gosta que vejam as suas e aí fica tudo mais simples. Reconheça no outro um pouco de você, estimule no outro as coisas boas, e aí tudo fica mais simples, com AMOR. O mal não existe, o mal é só a ausência do conhecimento do bem, chega de dar tanta força para isso.

Nós nos despedimos. O grupo continua unido e estudando. Às vezes, ficamos um pouco tímidos também, com dificuldade de expressão e muitas vezes a linguagem se torna uma barreira. É importante que isso seja lembrado: às vezes, expressar um pensamento, uma energia no linguajar que seja entendido não é tão simples. A linguagem muitas vezes é uma barreira, mas nós continuamos aqui tentando aperfeiçoar essa forma de comunicação com a certeza de que vocês também o estão fazendo.

A – Vamos nos despedindo. Alguns do grupo optaram por ficar mais tempo juntos de vocês. Aproveitem. Já conheceram o pai Beijamim e vão conhecer outros, aproveitem! Vão fazer um trabalho de mudanças das energias e acompanha-los nos trabalhos.

Eu-Gratidão a todos, para os que ficam, e para os que vão para mais distante.

14jun

Gravação:- 01/02/2015
Compaixão

Caros associados e visitantes do website do Fraternidade Cristais de Luz e do Espaço Hematita Terapias. Estaremos a partir deste post liberando uma nova área de acesso para áudios e vídeos. É com muito carinho que público esse primeiro áudio. O assunto tratado neste primeiro vídeo iremos tratar do tema “A Compaixão”. Esse áudio mostra como acontecem nossos encontros de estudos com nossos companheiros de outras dimensões. Temos nesse áudio uma representante do grupo que nos auxilia nesses ensinamentos se denominando Arlete – esses encontros é um presente que recebemos uma vez na semana – e é aberto para quem quiser participar. O telefone para marcar presença é 11 9 94259700. Tente ouvir – tire suas dúvidas da diferença do que é sentir, pena, dó, manipulação e compaixão.

14jun

Gravação:- 44/04/2014
Título:- A compaixão, Capitulo I

Caros associados e visitantes do website da  Fraternidade Cristais de Luz  e do  Espaço Hematita Terapias, aqui está mais um áudio bastante esclarecedor sobre estados contrários as Leis naturais. É com muito carinho que público esse primeiro áudio nestes blogs. O assunto é especial  – A Compaixão. Esse áudio mostra como acontecem nossos encontros  de estudos com nossos companheiros de outras dimensões.  Temos nesse áudio uma representante do grupo de desencarnados que nos auxilia nesses ensinamentos. Seu nome é Arlete. Esses encontros é um presente que recebemos uma vez na semana – e é aberto para quem quiser participar. O telefone para marcar presença é 11 994259700. Tente ouvir! E tire suas dúvidas sobre a diferença que existe do sentir, pena, dó, manipulação,e a Compaixão.Para ouvir este conteúdo bastará clicar em play no link superior ou no botão existente neste post.

14jun

Gravação`:- 04/12/2014
Título:- Depoimento de um Mago [Negro]

Caros associados e visitantes do website da  Fraternidade Cristais de Luz  e do  Espaço Hematita Terapias, aqui está mais um áudio bastante esclarecedor sobre estados contrários as Leis naturais. É com muito carinho que público esse áudio neste blog. O assunto é especial – O Depoimento de um Mago (Negro) – Esse áudio mostra como acontecem nossos encontros  de estudos com nossos companheiros de outras dimensões.Temos nesse áudio um depoimento de um desencarnado, que quando encarnado cumpriu sempre as leis sociais e religiosas, e se perdeu no campo do poder e da manipulação. O termo Mago Negro não tem a ver com julgamento, nem conceito do mal e do bem, apenas com o entendimento da lei de Causa e Efeito. Esses encontros é um presente que recebemos uma vez na semana – e é aberto para quem quiser participar.O telefone para marcar presença é 11 9 94259700. Ouça, tire suas dúvidas.Questione! Use meu e-mail. Para ouvir este conteúdo bastará clicar em play no link superior ou no botão existente neste post.

14jun

Um áudio onde temos a oportunidade de ouvir e aprender um pouco mais sobre conceitos, e pré – conceitos.  Interessante a abordagem sobre os conceitos criados através dos  títulos que a humanidade vem usando e que de repente nos distancia  da igualdade que somos diante do Pai.  Este estudo nos foi passado por uma representante do grupo de desencarnados que nos auxilia na Fraternidade Cristais de Luz , e que se apresentou como Eulália.
14jun

Mais um áudio com  um grande conteúdo de aprendizado, “O que é evolução´´.