Estudo 21/11/2013 – O Perdão

Estudo 21/11/2013 – O Perdão
novembro 21 16:12 2014

Estudos do dia 21/11/2013
Tema O Perdão
Pagina do Evangelho: Francisco Xavier – Ofensas.

Vamos agora elevar nossos sentimentos em Gratidão. Gratidão por mais este momento, e por esta oportunidade deste encontro entre nós encarnados e alguns dos nossos companheiros de jornada, desencarnados. Vamos aguardar o companheiro que vai nos trazer hoje nosso aprendizado, o tema que foi preparado para esta aula, foi O Perdão.
Pai Benjamin se apresenta – Hoje vou falar para os dois grupos, o grupo de desencarnados que nos acompanham e que estudam os temas abordados para dar as aulas, sempre com minha orientação, e para vocês, encarnados, todos juntos. Pois esse tema é muito importante.

Eu – Seja bem vindo Pai Benjamin! É uma alegria recebe-lo. Gratidão.

B – A maioria das pessoas faz uma confusão mito grande em relação ao Perdão, eles acham que o Perdão é uma atitude superior, uma atitude orgulhosa, ok!
Tudo bem! Para algumas pessoas esse é o primeiro passo para entender melhor isso que é tão importante. Nos já falamos aqui que toda relação pode criar Inter-relações, e que muitas vezes essas Inter – relações quase que tomam vidas, elas não tem a capacidade de se tornarem seres totalmente independentes, porem elas acabam criando quase que vida própria, apesar de ainda serem alimentadas pelos dois seres que são responsáveis pela relação, e o Perdão é o grande desatador desse nó. Quando você tem uma relação saudável, mesmo que haja necessidade de discussões, mesmo que às vezes, haja divergências dos pontos de vista, você vai criar então essas formas pensamento que vão te ajudar muito, forma pensamento mais suaves, que vão novamente aparecer quando você precisar, na hora que você tem um problema, elas é que vem te dar intuição. Muita gente acha que toda intuição é o trabalho de um espírito, tem tanto trabalho nessa terra que não tem espírito suficiente para fazer isso, muitas das intuições que vocês recebem são dessas formas pensamento criadas nas relações saudáveis, criadas nas relações amorosas, elas te dão força na hora de resolver um problema, mas, nem toda relação é saudável, nem todo contato é gratificante, e as pessoas acabam criando também formas pensamento que contem energia que pode fazer também, que cada um individualmente, ou que ambos sucumbam, e que pode também influenciar no dia a dia, e esse nó, esse cordão que ata os dois seres, só consegue ser desfeito através do perdão. Quem perdoa, não faz um favor ao outro, quem perdoa não é superior ao outro, quem perdoa se vacina, quem exerce o perdão esta fazendo uma terapia preventiva de dores futuras, e se desligando, tanto do outro, quanto do fato. Aqui nos atendimentos Apométricos, quantas vezes vocês já viram personalidades, ou mesmo espíritos que estavam cristalizados, focalizados num fato, que já aconteceu há tanto tempo e que continua trazendo sofrimento. Que coisa mais estranha, parece que a pessoa gosta, porque já aconteceu no passado e ela continua sofrendo pela mesma coisa agora que não esta acontecendo, e que já aconteceu. Então o Perdão é esse desatador, e o grande beneficiado com o Perdão, é quem consegue perdoar de verdade O Perdão é uma atitude que desata, que desliga que permite seguir o caminho, que corta as amarras que nos ligam aos fatos que foram tristes, que foram difíceis, que foram dolorosos. Os fatos dolorosos são como pedras em nosso caminho, e nós precisamos saltar por essas pedras, imagine que coisa boba conseguir saltar por sobre uma pedra e ao invés de seguir o caminho, voltar por cima dela, parece lógico?

Eu – É claro que não, né!

PB – Pois é! E muita gente faz isso, é outro jogo, é outro dia, e continua vivendo o ontem o jogo passado, e ai o perdão desata, tira esse nó, permite seguir. O Perdão também, e uma forma de assumir uma responsabilidade, cuidado! As pessoas confundem responsabilidade com culpa, não é a mesma coisa. Culpa paralisa! Responsabilidade, é a habilidade de responder, então quando eu perdoo eu tenho a responsabilidade de responder, eu me responsabilizo pelo que aconteceu, não assumo culpas.

Eu – Quando você entra no perdão, você se responsabiliza, dentro de você acontece esse processo? Eu vejo o perdão como uma transformação no Chakra Cardíaco, seria isso?

PB – Não se esqueça nunca, lembra-se daquele dia em que nós falamos sobre os cinco elementos? Quando mexe no Cardíaco, vai mexer em tudo.

Eu – Há sim! Mas quando se está numa situação de não Perdoar, se sente amargurado, não?

PB – Se fica amargurado no cardíaco, mas você perde o poder no Chakra Básico, você perde a energia no Chakra Sexual, você diminui a sua ligação com o Divino no seu Chakra Coronário, você perde a sua visão espiritual do Chacra Frontal, você tem problemas com a tua fala no Chackra Laríngeo, só para citar exemplos.

Eu – Mas só a falta de perdão causa isso, ou, também o apego ou qualquer tipo de sentimento arraigado causa esse desequilíbrio?

PB – Todos os sentimentos arraigados vai estar afetando o todo, agora o Perdão, ele tem o poder desatador de todos esses liames, e ele vai quase que limpar permitir o fluxo da energia nos Chackras, em que Chackras? Todos!

PB – E a grande confusão das pessoas é achar que quem perdoa está tendo uma atitude superior, e ai, não é perdão, é um exercício de orgulho. Olha como eu sou melhor que você, eu te perdoo, porque você é uma ameba. Esse exercício é de orgulho.

Eu – As pessoas tem vergonha de pedir perdão, né? Se sente diminuído.

PB – Você já escutou a expressão; “Eu vou me rebaixar´´, então esse é o grande problema de não entender a dinâmica desse exercício do perdão. Quando eu realizo o perdão verdadeiro, não esse que é só uma exposição de orgulho, quando eu realmente perdoo, quando eu me permito perceber, que se a pessoa fez algo, se aquele espirito fez algo que naquele momento me desagradou, ele estava fazendo a mesma coisa que eu, buscando a felicidade, talvez ele não tenha escolhido o caminho que eu mais aprovo só isso. Quer dizer, ele era um portador da centelha de Deus que como eu estava em busca da felicidade.

Eu – Se eu estou me sentindo rebaixada em pedir Perdão, eu estou no orgulho, esse perdão não vai funcionar?

PB – Claro que não, de jeito nenhum, ele passa a ser humilhação, e ai eu vou criar mais corrente que me atam ao fato, a pessoa, e ao espirito. Então isso é uma das maiores prisões que existe até hoje. Muitas vezes ainda existem perdões que precisam ser realizados na encarnação atual, mas que vem de encarnações passadas, não tenha duvidas disso. Existem seres que se aproxima de você que você não sabe nem porque, mas você tem uma sensação ruim…como que dizem na terra:“O Santo não bateu´´. Quando o santo não bateu provavelmente, existe uma energia ainda armazenada de ausência de perdão.

Eu – Nossa Benjamin!! Me preocupa, porque quando isso acontece eu evito a pessoa, nunca pensei em perdão, me afasto.

PB – Então o que você vai fazer agora quando você sentir que o tal do seu santo não bateu, é fazer uma oração, para esse ser, entregar nas mãos de Deus, e assumir a responsabilidade pelo que você sentiu, porque o que você sentiu é problema seu, e não dele, e a gente continua jogando nas costas do outro o que é de nossa responsabilidade. Se você sentiu que o santo não bate, o santo é seu, cuida dele.

Eu – É! E a gente ainda fala: Aquela pessoa não tem energia boa, não tem isso, não tem aquilo…

PB – O que é pior, ai se começa com um exercício os grandes religiosos fazem isso, o exercício típico, se é espirita, esta precisando de passe, esta precisando trabalhar a mediunidade, ai vai para a umbanda, está com um monte de encosto, ai vai para a igreja católica, precisa confessar seus pecados, ai vai para a evangélica, Deus esta atuando para castigar esse irmão. Isso é uma falta de consideração com a Essência Divina do outro.

Eu – Então mais uma vez, pare e avalie a sua parte no que sentiu não a do outro?

PB – O que sentiu, foi você que sentiu, ninguém é capaz de fazer sentir.

Eu – Ninguém é capaz mesmo de fazer o outro sentir alguma coisa?

PB – Não! A não ser que você permita, lembra-se de Jesus, quando na cruz, pediu perdão para os seus algozes, eles não conseguiram faze-lo sentir raiva.

Eu – Nossa! Isso é bem… você sendo crucificado e pedindo perdão para os seus algozes…isso é muito profundo, né Pai Benjamin?

PB – Tem uma história que esse moço que esta falando, (o captador) ele conta às vezes, que eu também gosto quando ele conta.

Eu – Que moço?

PB – Esse que fala por mim aqui, ele conta de um monge que ficou sendo torturado por dezoito anos, dos anos da terra, e ai ele foi salvo, foi torturado pelos chineses e ai ele foi lá para o Tibet, e perguntaram para o líder do Tibet pacifista se ele podia recebê-lo e ele o recebeu, e então ele chegou para esse monge e perguntou, você foi torturado por dezoito anos? Ele responde: Sim! E qual o maior medo que você sentiu? E ele respondeu: O maior medo que eu senti foi de perder o Amor e a Ternura pelas pessoas que me torturavam. Então, quem sente é você, o outro não é capaz de fazer você sentir, mesmo que ele tente qualquer coisa. Agora, quando você esta aberto o outro faz cada coisa em você, mas ai é você que esta fazendo, a responsabilidade é sua.

Eu – Você que esta permitindo, né?

PB – Não, você é que esta fazendo, porque mesmo que alguém torture seu corpo físico, teu espirito esta liberto e você não precisa entrar na tortura.

Eu – Nossa! Se por exemplo eu em uma encarnação há mil anos, odiei uma pessoa, não a perdoei por um fato, – um motivo banal – precisa esta pessoa estar encarnada neste momento para eu entrar em sintonia com isso, ou eu posso usar isso numa outra pessoa, ou outra situação?

PB – O que interessa é a situação, não a pessoa, como eu disse no começo, vocês dois criaram quase um ser, e esse ser vai se manifestar inclusive em terceiros, essa situação se repete.

EU – Pode se manifestar numa pessoa da família?

PB – Pode, ai um monte de gente lê romance, e fica achando que tem problema de encarnação passada, monte de gente nem se conheceu no passado, nem se encontrou.

Eu – Quer dizer então que esse meu ato lá atrás pode influenciar uma pessoa da minha família, por exemplo, essa pessoa pode sentir isso?

PB – Pode claro, pode ser que essa energia seja forte que esse ser que vocês criaram, vai influenciar outra pessoa sim, é só ela dar abertura.

Eu – Por isso Benjamin, é que estudei isso na Apometria, muitas vezes tem um alcoólatra, e o vício não é dele, e sim de outro da família? Pode ser isso?

PB – Os Índios que são muito sábios criaram um nome para isso, que é Macu, dai vem aquele livro Macunaíma, Macu significa contrario, Macunaíma era o herói ao contrario. Se Macu é o contrario, o que é um Macu, é um Eu ao contrario, você sempre age de determinada forma, de repente um dia você tem uma explosão que não é sua, não parece você, é o contrario do que você sempre pensou, aquilo te fere, mas você põe aquilo para fora, isso é um Macu pessoal. Mas existe também o Macu grupal. Um grupo dissonante sempre produz um Macu no grupo, e esse alguém sempre vai ficar mais dissonante para poder exorcizar essa energia, então aquele que às vezes fere, ou que às vezes te contraria, aquela pessoa no grupo que é agressiva, ou que fala palavras que ferem, ela é uma ajuda que você não pode imaginar.

Eu – É uma ajuda Pai Benjamin?

PB – Porque é o único jeito de exorcizar essa energia naquele momento.

Eu – Ele esta manifestando uma energia que esta em alguém do grupo, seria isso?

PB – Isso! Porque outro jeito de exorcizar essa energia, é a terapia do perdão, é o Amor, e como o Amor e o perdão ainda não são realidades no dia a dia em todas as situações, alguns desses nossos irmãos encarnados e desencarnados manifestam toda a energia de um grupo para que ela possa ser então eliminada.

Eu – Então quer dizer que quando eu tenho uma pessoa que não esta em ressonância com aquele objetivo que ali esta acontecendo, está contrariado, outro pode expressar isso?

Eu – Isso! E ele pode se expressar de um jeito muito ao contrario do que ele pensa, não é o que ele pensa, mas ele é o macu do grupo. É o eu contrario.

Eu – Então ai Benjamim me faz voltar atrás e pensar que pode até ter pessoas que saíram do grupo, num momento que estava ajudando o grupo.

PB – Sempre! Não pode ter, foi!

Eu – Ai meu Deus! Nossa! Isso é muito sério, né?

BB- Sabe o que os Índios fazem, quando eles percebem um Macu, eles se reúnem todos em volta, se abraçam e agradecem, e contam para a pessoa tudo o que ela tem de bom, para trazer ela de novo para a energia. Alguém faz isso num mundo civilizado?

Eu – Ai Benjamin! Então eu tenho umas arestas que preciso rever. Isso é muito profundo.

PB – Todos tem! Quando você tem bastantes arestas, você lapida mais os outros, mas sente mais dor.

Eu- Pensando assim, se acontece essa situação de você acolher essa pessoa, parece que essa magoa, ou esse fato a ser perdoado ele fica dissolvido nesse momento, né. Se a pessoa vai embora e fica aquela marca, aquilo fica ressonando, né?

PB – Totalmente, então o não fazer, é perder uma chance de como você disse dissolver o fato e a magoa, dissolver energia dissonante.

Eu – E o Perdão, desde as coisas mais insignificantes, que na maioria das vezes o são, até as atitudes mais graves, se tornam um monstro para as encarnações, né? E as vezes até para uma boa parte da existência, lá na frente, não?

PB – Sem duvidadas! Eu já falei uma vez para vocês, as pequenas coisas é que vai leva-los para o inferno, (risos). Isso é uma forma de dizer, não estou dizendo que existe inferno.

Eu – Mas a nossa vida é feita de pequenas coisas, né? Ficamos esperando os grandes acontecimentos achando que eles são importantes, mas creio que o dia a dia é que faz o resultado…

PB – Então o Perdão é o filho do Amor, e tudo que envolve Amor, envolve equilíbrio, leva a tranquilidade, a Paz. Muitas doenças do corpo físico são faltas de perdão, quando você está remoendo alguma coisa, você esta moendo seus corpos, o físico, o etéreo, e até outros corpos.

Eu – Eu imagino! Alguém quer fazer uma pergunta? Temos uma pessoa nova na sala hoje. Seja bem vinda! Estou fraca em perguntas hoje, né Benjamin?

PB – Não precisa ficar preocupada com as perguntas, o mais importante, é perceber as sensações, quando você atinge a Graça, e aqui eu vou chamar de a Graça Divina de perdoar – você se liberta, você se sente bem, seu corpo físico se satisfaz, você se tranquiliza, você evolui. Agora não perdoar, é quase como tentar fazer um carro andar preso a correntes.

Uma integrante do grupo: Qual é melhor, a gente pedir perdão, ou perdoar? Como se consegue diferenciar o que vai ser importante para a gente?

PB – É só você lembrar, primeiro, que se você se magoa quem se magoou foi você, então muitas vezes, uma pessoa que nos faz algo que nos magoa, quase que merece que nós peçamos perdão, porque, eu não precisava me magoar com o que você fez comigo, se eu fiz é porque eu quis, agora se eu atinjo o ponto de perdoar, e perdoar significa não mais me conectar com aquele fato, eu me beneficio. Agora não se esqueça, os grandes mestres nunca perdoaram, sabe por quê? Porque eles nunca se magoaram, porque eles entendiam que se outro fez algo que parecia prejudicial, é porque ele ainda não tinha aprendido a fazer algo melhor, você se magoaria se um bebe colocasse o pé no seu pé? É exatamente assim que os mestres agem. Jesus nunca perdoou! Porque nunca se magoou. Obvio que este estagio é um estagio bem avançado. Nós, encarnados e desencarnados ainda precisamos exercitar o perdão, porque ainda temos esse orgulho da magoa. Mas precisamos também começar a exercitar, o não se magoar, a perceber que aquilo que o outro me traz provavelmente é uma de suas dificuldades, e que eu não preciso dela.

Eu – E quando eu magoo Benjamin, como fica? Porque eu estou sempre atento a ser magoado, e quando, eu magoo?

PB – A maioria das pessoas que esta magoando não percebe que esta magoando, mas quando percebe o fato se torna um peso, e esse é um dos maiores pesos que existe, e a maior dificuldade que as pessoas têm são de não vivenciarem a culpa nesse momento, e culpa não ajuda ninguém, ficar batendo no peito e ficar: ó eu sou culpado, ó eu feri você… vai ajudar? Se eu colocar uma faca em você e ficar repetindo: ó pobre de mim eu feri você, coitada da Vilma… Vai ajudar? Não! É melhor não colocar a faca, ou se já colocou a faca, vá chamar socorro, só ficar falando… não vai adiantar nada. Então é isso que a gente tem que perceber, numa hora em que eu percebo que eu estou magoando, e não se esqueça, magoar é muito diferente de não satisfazer expectativa do outro. Porque muita gente se magoa porque as suas expectativas não foram satisfeitas, isso é a criança mimada batendo os pezinhos, agora, quando eu estou fazendo algo prejudicial, e eu percebo isso, não adianta ficar culpado, tem que ser responsável, ou seja, ter a habilidade de responder a isso. A partir do momento em que eu tenho consciência de que eu estou fazendo o mal, eu preciso parar de fazer, e reverter isso.

Eu – Quando estavam crucificando Jesus, aquelas pessoas, elas chegaram a essa consciência de que estavam fazendo mal?

PB – A maioria não! Nós ficamos sempre preocupados com a crucificação de Cristo, isso é porque ela está nos filmes, na religião, e nós ficamos empaticamente ligados a essa figura, mas, só naquele dia foram três crucificações, só naquele lugar, em outros montes, foram outras crucificações, e no dia seguinte, talvez mais dez, no seguintes outras dez, e mais, e mais…

Eu – Então não foi só Jesus que morreu na cruz?

PB – Naquele dia, naquele lugar, eram três.

Eu – Voltando a pergunta anterior, como eu sinto que estou magoando o outro se o outro só se magoa se aceitar a ofensa, então minha ofensa pode se tornar um ato totalmente banal? Eu estou enviando uma ofensa, mas o outro não se abre para recebê-la e isso então fica neutro, ou…

PB – Nada nunca fica neutro.

Eu – Então eu recebo de volta?

PB – Sim, porque eu estou criando aquela energia que o outro não se liga aquela energia, então ele está livre, mas eu! Se eu estou jogando uma corrente pesada no outro e ele se desvia, eu continuo ligada com a corrente.

Eu – Vamos voltar à crucificação como exemplo: quer dizer que aquelas pessoas, por Jesus não ter se aberto para aquela energia, não se sentiu magoado, ofendido, aquela energia, ela retornou para aqueles que o praticaram aquele ato?

PB – Sim! Muitos levaram varias encarnação para se livrarem do ato que praticaram.

Eu – Se Jesus tivesse recebido isso como uma ofensa, a carga dos que praticaram o ato seria menor? Jesus ficaria com uma parte e os praticantes outra?

PB – Não! Não funciona assim. O fato de Jesus não ter recebido isso como ofensa, diminui inclusive o peso sobre eles, mas imagine, eram três ali sendo crucificados, os outros dois não tinham conhecimento, eles odiaram aqueles homens, não tenha dúvidas, nos outros montes os outros dez ou doze crucificados naquele dia, criou um ódio muito forte. Qual que é o grande problema? Esses que desencarnaram dessa forma violenta também permaneceram acorrentados juntos com os seus algozes, porque não existem vitimas e vilões, com Jesus foi muito diferente, ele não precisou dessas correntes com ele.

Pergunta de uma integrante do grupo – Os desencarnados também tem esse problema com o Perdão?

PB – Muito mais que os encarnados, e o que é pior, você está encarnada, se você não perdoar hoje, você vai ter dor de estômago amanhã, não vai? E vai ter uma hora que a dor de estômago te incomoda tanto, tanto, que você vai ter que fazer alguma coisa. A maioria não perdoa, só trata a dor de estômago, mas continua com dificuldade de seguir a sua vida. Ao desencarnar ele pode se cristalizar nessa situação, não ter contato com mais ninguém e só continuar vivendo aquela sina, ou aquele fato.

Eu – Ele, desencarnado vai ter menos oportunidade de perdoar porque não vai ter a dor de estômago para sinalizar a magoa?

PB – Sim, ele tem menos oportunidade, e ele não vai ter alguém para falar com ele, vocês tem família, amigos… E ele talvez se isole tanto que nem isso ocorra, ele não se abre para os espíritos superiores, então, para os desencarnados a ausência de perdão é muito mais grave e pode levar a fatos e a dores muito mais atrozes, isso é que inclusive direciona o espírito para um determinado campo vibracional. O que é o Umbral que tantos leem nos livros? É um campo vibratório de uma vibração, que aqui vocês iam chamar de uma vibração muito baixa, mas que atraem exatamente muitas pessoas que não perdoam, os espíritos desencarnados que não perdoaram, ou que vivem na vitimização, e ai eles vão estar sintonizados com o umbral, e ai eles vão mais uma vez expressar seu sofrimento. E ai ainda tem gente que diz que se não perdoa Deus castiga. Deus castiga! Que falta de responsabilidade. Ele escolheu! Deus é tão generoso que permite que ele vá para onde ele escolheu.

Eu – Benjamin, você disse que os desecarnados não chegam num espírito para pedir ajuda, ou conversar, como você disse ao mencionar família, é porque eles não querem, ou porque não é possível?

PB – Porque eles não permitem, muitas vezes de forma inconsciente, porque a vibração está tão cristalizada, tão materializada, que ele não consegue nem enxergar o espírito superior, ele não consegue nem sentir aquela presença.

Eu –Podemos entrar no perdão mesmo mentalmente, né? A pessoa que pedimos perdão não precisa estar presente, não? Se você elevar seus pensamentos com sentimentos verdadeiros, se consegue?

PB – Com certeza, porque você vai estar na realidade fazendo o que? Cortando as suas correntes, a suas ligações com aquelas correntes.

Eu – Benjamin, uma vez eu discordei de um palestrante que se dizia estar canalizando Saint Germain, porque ele mencionava que se uma pessoa tiver uma desavença com a outra, não adianta um perdoar, se a outra não perdoar, adiante eu vou responder tanto quanto a outra pessoa pelo fato. É real isso?

PB – Veja! Talvez ele tenha exagerado na forma de se expressar, como eu já falei, se você tiver que satisfazer as expectativas de todos os seres que te cercam você não ia evoluir nunca. Você ia perder tanto tempo tentando fazer tudo o que querem – então não – não é porque você contrariou alguém… agora se você não perdoar, se você continuar ligada a aquela situação, sim! Isso passa a ser verdadeiro. Mas existe a terapia do perdão e do Amor. A grande terapia para me desligar de um desafeto, é ama-lo. Por isso Jesus colocou, Amai vossos inimigos. Se fosse assim imagine a cruz que Cristo estaria carregando hoje, quantos o odeiam porque colocam na sua figura coisas que foram realizadas nos séculos passado, violências que foram realizadas em nome de Cristo. Isso é uma decisão de quem fez.

Eu – Exemplo, se uma pessoa tem um atrito, vamos falar de casal, se separam, ai se conhece uma outra pessoa, e ama essa pessoa, esse amor anula aquela culpa e magoa anterior? Com o novo amor.

PB – O que é uma besteira tentar anular alguma coisa com outro relacionamento, né! Você tem que anular em você.

Eu – Mas amar alguém, é já ter se desapegado do outro, enquanto não se perdoa o outro se esta presa nele.

PB – Sim, então é importante perceber que uma coisa é uma coisa a outra é outra coisa, você juntou duas coisas que não existem juntas, veja você disse amar outra pessoa, e amar outra pessoa não significa me desligar da primeira, você vai se desligar da primeira e resolver esse problema com a terapia do perdão e com amor, entre você e ele, entre você e essa segunda pessoa, havendo uma terceira pessoa, não tem problema.

Eu – Eu pensei que o fato de se apaixonar, entrar em contato com o amor já curava a magoa da outra.

PB – Ai você já está jogando a responsabilidade para o outro que esta chegando, que não lhe cabe, além da responsabilidade, é a sua expectativa.

Eu – Eu pensei pelo sentimento, não pela pessoa.

PB – E se você nunca mais amar? O que você esta pondo é a substituição.

Eu – Não! Eu só quero saber se um novo amor limpa as magoas de outro relacionamento.

PB – Não, é como eu disse cada coisa é separada, uma coisa é você amar alguém, outra coisa é você desfazer uma relação com o outro no perdão.

Eu – O que a gente vê é pessoas que estão com outra e ainda está preso lá atrás, na relação que se desfez, naquela magoa.

PB – E o mais engraçado ainda se você olhar, muitas pessoas estão vivendo com a mesma pessoa só que com outro nome, mantém um padrão de relacionamento, muda os atores, mas a novela é a mesma.

Pessoa do grupo – Você acaba buscando uma pessoa igual a que você estava, é isso?

PB – Muitas vezes, você substitui.

Eu – A substituição é para não precisar se desligar?

PB – Exatamente! Relacionamento precisa de muito perdão, muito perdão, inclusive para o desenlace, os términos. Agora não se esqueça, se alguém se magoou com as ofensas do outro, quem se magoou foi você.

Eu – O outro manda, você recebe se quiser, é isso? Mas o perdão Benjamin, ele não é um sentimento, ele é um estado?

PB – O sentimento que envolve o perdão é o Amor, quando eu percebo que eu posso amar a todos, mais uma vez insistindo naquela frase: reconhecer no outro uma centelha de Deus, o perdão se torna uma consequência disso, como é que eu não vou perdoar uma centelha de Deus, como é que eu vou me magoar com uma centelha de Deus. Você já algum dia tomou choque na eletricidade? E você odeia eletricidade porque um dia você levou choque? Você já queimou a sua mão na agua quente? Odeia a agua? Então é isso que as pessoas não percebem, encarnados e desencarnados, não é porque eu levei um choque na eletricidade, a eletricidade não presta, ou queimei a mão na agua quente que a agua não presta, é porque naquela situação eu não deveria colocar a minha mão na agua tomado mais cuidado para a agua não me queimar, então a culpa não é da agua. Não é a eletricidade que não presta, se eu continuar levando choque ou se queimando, esta na hora de tentar perceber o que esta acontecendo, estudar um pouco mais sobre isso, tem algum problema ai, e, é com você, mas a culpa nunca é da eletricidade.

Eu – A mesma coisa é quando você repete os padrões de relacionamento, você esta trazendo para você, repetindo o padrão para aprender?

PB – Sim, por isso temos que assumir responsabilidades, ter responsabilidade é ter a habilidade de responder, e se esta repetindo demais, isso está te mostrando um padrão, e como a menina já disse todo padrão está ai para nos ensinar.

Eu – Identificar esse padrão Benjamin, sei que não existe técnica, mas como fazer para identificar quando estamos nesse padrão?

PB – Agora vou fazer você rir, cada caso é um caso, mas o principal, e sair da posição de vitima e assumir a responsabilidade, ou seja, ter a habilidade para responder, e olhar para tudo sem se colocar como vitima, eu sou vitima do calor, eu sou vitima do mau olhado, sou vitima da sociedade, eu sou vitima das palavras, sou vitima dos políticos, da policia, dos bandidos. Ninguém é vitima. O mais importante para quebrar esses padrões é assumir a responsabilidade. Na maioria das vezes quando os meus relacionamentos não dão certo é porque eu estou jogando algo para o outro, ou o outro esta jogando algo em mim.

Eu – Colocando expectativa no outro?

PB – Exatamente.

Pessoa do grupo – E quando isso é em relação a filho?

PB – Quem são seus filhos? Importante lembrar que filho, companheiro, pai irmãos. Quem são eles? Quando eu coloca-los como filhos, eu vou me sentir culpado pelo que acontece com eles, ao invés de ser responsáveis, eu os coloco numa posição diferente. A partir do momento que eu os assuma como espíritos encarnados portadores de uma Centelha de Deus, eles não são mais meus filhos, são meus iguais.

Eu – Quando eu cumpro a necessidade, um jogo de um filho, eu estou na culpa?

PB – Sim, não é a responsabilidade. Porque a habilidade de responder às vezes exige um não.

Eu – Quantas vezes né Benjamin!

PB – Só que cuidado, porque muitas vezes a minha vontade de dizer não de uma maneira mais eloquente ainda é a ausência do perdão de situações passadas, muitas vezes não com esse ser encarnado, mas com outros.

Eu – E esse ser encarnado pode usar disso para fazer uma manipulação, ou um jogo?

PB – Ou eu posso estar manipulando. Quem nunca manipulou que atire a primeira pedra. Então o mais importante é tirar todos esses conceitos errôneos sobre o perdão, o perdão não é se rebaixar, tão pouco, é se colocar numa situação superior, isso é orgulho. Perdão é cortar os liames que nos atam a fatos e a espíritos, o perdão é liberdade. A maior liberdade que existe é perdoar todos, e se auto perdoar, porque muitas vezes eu mantenho padrões, e o moço perguntou como quebrar padrões – muitas vezes me auto perdoando, porque muitos dos padrões são auto suplícios, porque eu me sinto não merecedor, cuidado!

Eu – Por exemplo, tem uma pessoa magoada comigo, um dia pego o telefone e ligo para essa pessoa, simplesmente, oi, tudo bem e tal, e essa pessoa recebe isso de uma maneira indiferente. Como fica essa situação?

PB – Pense num copo de veneno, se essa pessoa beber o veneno você não precisa beber.

Eu – Há! Então é importante eu cumprir a minha parte, eu tomar uma atitude.

PB – Imagine quantos seres encarnados atualmente, e desencarnados estão magoados com Jesus Cristo.

Eu – É problema de cada um, Jesus fez a parte dele?

PB – Exatamente, você acha que ele precisa desse peso?

Eu – Então quer dizer que no momento que eu tomei essa atitude com o coração, eu estou me libertando daquilo?

PB – Exatamente, e ai você se torna um espírito livre, e ai, se prepara, você vai incomodar muita gente, e ai quando você se torna um espírito livre e incomoda, você precisa estar muito fortalecida para não cair nessas vibrações mais grosseiras.

Eu – Porque a sua liberdade vai incomodar as pessoas ainda presas aos padrões.

PB – Porque você acha que Jesus foi crucificado, foi por exercitar essa liberdade.

Eu – E quando chegamos nesse ponto temos que estar bem preparados para sustentar a situação porque pode ter consequências sérias e se levar uma lambada, assim como foi para Jesus?

PB – Você acha isso uma lambada, para ele pode ter sido tranquilo.

Eu – Ai entra a importância que se da para o acontecimento, seria isso? Um ato de agressão pode não significar grande agressão para mim.

PB – Se você achar que é uma grande agressão, e se colocar na posição de vitima, ficar contando isso para todo mundo, talvez você passe os próximos anos vivendo essa agressão e não perceba quantas coisas boas aconteceram ao seu redor, e ai isso é prisão. E quantos estão presos agora, quantos…

Eu – Acho que são muitos né Pai Benjamin? As pessoas se magoam com tão pouco, né?

PB – Isso é por causa do orgulho, o efeito do orgulho.

Eu – Às vezes acontece da gente se sentir infeliz com situações que parecem grandes problemas, e, de repente deparamos com um caso de uma pessoa com um problema muito maior, uma doença por exemplo, e ai a gente se sente pequena perante aquela situação, e muitas vezes até culpada por ter se sentido infeliz com tão pouco, comparando com o outro.

PB – Se você se sentir pequena e ficar para o resto do mundo dizendo – eu me sinto culpada. Oh! Eu sou pequena, sou ingrata, me sinto culpada… Agora se você se conscientizar que aquilo que te incomodou, te fez infeliz, era sem importância, que existem coisas muito mais importantes, que você pode ir para sua casa e ao invés de deixar uma energia deletéria te magoar, você pode sorrir para tudo aquilo e se divertir muito, ai você evolui, e ai você vai ver que a situação que te incomodou não causa culpa nenhuma, você é que viu aquela situação que te chateou daquela forma. E é isso que a gente precisa aprender, ver de outra forma, deixar ir. Se hoje é 21 de Novembro, quase vinte horas, o que aconteceu hoje, pode me trazer aprendizado, mas não precisa continuar as vinte três horas sendo o que eu vivo, porque assim eu não vou viver outra coisa que acontece nas vinte e três horas. E quanta gente consegue isso? A maioria vive do passado, ou, no anseio do futuro, então o importante é viver o presente, o nome já diz é um presente O grupo também que aqui se apresenta fez algumas perguntas, principalmente voltada à sintonia, e o que ficou claro é que quando eu perdoo, eu mudo a minha sintonia, e eu posso atrair outras coisas. Eles perguntaram muito sobre as doenças que se apresentam ainda no espírito, somos acostumados a pensar nas doenças que se apresentam no corpo físico, mas o períspirito doente, adoecido ainda se manifesta com essas alterações no plano espiritual, e o grande jeito de clarear essas manifestações, de eliminar essas doenças, é através do perdão, não é indiferença, a indiferença é outro veneno, mas o perdão, e a renesignificassão. Então é importante vocês verem que a hora que alguém desencarna, não cria asinhas e vai tocar harpa nas nuvens, porque ainda traz todas as emoções que vivenciou, e, vai, ter, que, lidar, com essas emoções, no plano desencarnado. Porque senão as suas sintonias vão ser com essas emoções.

Eu – O espírito tem oportunidade de trabalhar isso nesse período entre vidas e voltar a encarnar sem essa bagagem?

PB – Tem! Claro! E na encarnação a sua prova, e aqui não é prova no sentido de castigo, na sua prova vai se repetir alguns fatos, e vai ter que agir diferente. Porque uma coisa é você sair dizendo, eu perdoei, outra coisa é você perdoar de verdade.

Eu – Por isso que eu penso que o perdão é um estado, não só um ato.

PB – É um exercício de Amor. Sempre!

Pessoa do grupo – Tem muita gente que fala que perdoar tem que vim de dentro, do coração.

PB – Sim, porque o que vem da boca para fora, só te liga mais ainda no peso das suas correntes. Então o importante é que os encarnados e os desencarnados percebam que tudo gira em torno do Amor. Do Amor a si mesmo, e do Amor ao próximo.

Eu – E o grupo de estudos dai também deve ficar feliz com esses esclarecimentos, né? Eles dizem que como nós os encarnados eles buscam esses conhecimentos.

PB – Sim, são estudantes também, estão aprendendo. Muitos inclusive estão modificando essas energias que você citou antes, passaram por períodos difíceis, não é porque eles estão nesse grupo de estudos, não é porque eu estou aqui falando dessa forma, que eu não fiquei sintonizado com planos muito dolorosos em vários períodos da minha existência. Agora, a sintonia é uma escolha.

Eu – Ok, Benjamin.

PB – Eu gostaria que agora vocês fizessem um minuto de silencio, se imaginando um céu azul, num dia muito tranquilo, o azul do meio da tarde, não olhando para o sol, mas sim para o céu azul, e perceba esse azul envolvendo todo seu corpo físico e se expandindo e lavando sua aura, um azul anil bonito, suave, e que esse azul que é pacifico possa penetrar em cada uma das suas células físicas, e também no seu corpo etéreo, períspirito. E que cada um se responsabilize pelas formas pensamentos que criou, e saibam quais deve alimentar, e quais devem diminuir, ou se desapegar. Eu quero agradecer esses irmãos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que facilitam e ancoram a comunicação do plano espiritual para o plano encarnado, e vice versa.

Eu – Gratidão Pai Benjamin. Nossa gratidão a esses irmãos da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos que tem participado sempre desses nossos aprendizados, ancorando essa comunicação. Gratidão a todo grupo que esteve presente. Que Deus nos abençoe.

 

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Vilma Aparecida Mascagni

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