Estudo 05/11/2014 – O orgulho, poder e querer

Estudo 05/11/2014 – O orgulho, poder e querer
novembro 05 15:54 2014

Estudo do dia 05/11/2014
Tema: O orgulho, o poder e o querer

Vamos dar inicio aos nossos estudos de hoje. Vamos elevando nossos sentimentos em Gratidão por mais esta oportunidade. E estamos com sentimentos fraternos aguardando a presença do comunicador do grupo espiritual que vai nos trazer o estudo de hoje.

– Sejam bem vindos ao terreiro desta fazenda espiritual. A pedido do meu amigo Benjamin eu me apresento de novo – sou Bem Vinda – para falar um pouco com vocês.

Vou me referir a nossa mentora de hoje com a inicial do seu nome – BV.

Eu – Seja bem vinda! Nossa gratidão por sua presença mais uma vez, sabemos da importância do seu trabalho nesta colônia que está numa fazenda espiritual – e suas informações sempre são muito enriquecedoras para nosso aprendizado. Eu abordei um assunto para o nosso estudo de hoje, não sei se vamos falar deste tema ou de algum tema que seja mais importante . Minha abordagem hoje é a diferença entre O Querer e o Poder.

BV – Eu vou começar falando com vocês – até pelo nosso trabalho aqui na colônia – explicando um pouquinho sobre alguns tipos de Orgulho – sentimento que a gente esquece, ou que a maioria das pessoas ainda não percebeu, e isso entra neste grande tema O Querer e o Poder. Mas talvez não seja diretamente explanado dessa forma que você está imaginando. Mas se houver duvidas fiquem a vontade. Mas eu quero falar um pouco do Orgulho. Do Orgulho que tem no sofrimento. As pessoas não percebem e se aquietam – se vitimizam. E o sofrimento talvez seja um dos maiores Orgulhos – uma das maiores manifestações desse sentimento que tanto mal faz a todos. E esse é um sentimento que afeta o próprio dono do sentimento. Ele se apieda tanto de si mesmo por orgulho. E a pergunta que sempre é feita por ele, é. E porque Eu? E quando eu pergunto – porque eu? Está embutido na pergunta o seguinte discurso: Porque eu que sou tão bom, que sigo tudo direito – que agrado a todos… Porque comigo? Isso é Orgulho. É um dos maiores orgulhos. E talvez a pergunta que deva ser feita é. O porquê não você? Olhando dessa forma talvez o orgulho se dilua um pouco. E é muito importante perceber o orgulho na causa do sofrimento. Falo isso porque a nossa colônia, ela esta recebendo principalmente escravos de um período muito negro, e aqui, eu faço uma brincadeira com a cor da pele da história deste País e da história do mundo. Escravidão não ocorreu só com os negros. Muitos foram escravos na Roma Antiga – na Grécia – e não eram só negros! Mas o que nós temos socorrido aqui, nessa colônia precisam entender que precisam transmutar e transcender esse orgulho do sofrimento. Eu não estou querendo dizer que a dor não exista. A dor existe! Mas continuar sofrendo por uma dor que já foi, e, que ocorreu no passado – é Orgulho – é afirmar que eu sou tão bom e que eu não merecia ter passado por aquilo. É achar que eu sou melhor que os outros. É continuar me vitimando. É continuar me perguntando – porque Eu? Porque afinal eu sou tão bom. E isso é Orgulho. E aqui nós levamos muitas vezes, muito tempo para fazer com que esses nossos irmãos desencarnados que vem para cá saiam desse tipo de orgulho que tanto os faz sofrer – mas que também faz sofrer todos que estão ao seu redor. E você me diz se há diferença entre o Querer e o Poder? Quanto do Querer também não é manifestação do Orgulho. As pessoas estão cada vez mais ligadas no Querer. E o que é pior – muitos dos que se dizem espiritualistas ainda estimulam pessoas a quererem cada vez mais. Como se o desejo fosse o único mote para energizar a humanidade.

Eu – Você diz desses treinamentos que existem para treinar a mente para conseguir ter as coisas materiais?

BV – Exatamente! Eu treino e fico no querer, querer, querer… E ai os espíritos (encarnados) se tornam sempre insatisfeitos. Porque ninguém aprende o principal – que é o receber. As pessoas continuam querendo, querendo, querendo… desesperadamente. E quando atingem uma meta – não recebem – não desfrutam. E é por isso, talvez, que você vê essa diferença entre o Querer e o Poder. Querer – é esse sentimento de insatisfação. E o Poder – é perceber que se é capaz. Eu não crio a insatisfação porque quando eu posso fazer alguma coisa (aqui não falamos do poder terreno do politico, do líder, mas do poder de ser capaz) e quando eu reconheço que eu posso que eu sou capaz – isso no mínimo vai gerar um sentimento de Gratidão. Enquanto quando eu quero, quero, quero – eu nunca sou grato – porque eu continuo querendo, e eu não me torno capaz de receber. Quantas são as pessoas incapazes de receber. E continuam querendo, querendo, querendo… Espíritos insatisfeitos! E esse querer vai gerar o que? Se o poder no sentido de Eu Posso gera Gratidão – o Querer gera Frustração. E quem é que tem a capacidade de lidar com a frustração? A maioria das pessoas não tem.

Eu – É muito difícil lidar com a frustração, né?

BV – E a mãe da Frustração é a Expectativa – e o Querer é uma grande expectativa.

Eu – E quando se faz esses treinamentos? Essa minha pergunta vem porque sei que tem treinamentos usando a premissa que usamos uma parte muito pequena da nossa mente e…

BV – Não parece estranho isso? Já ouvi isso também. E ai… Deus besta, né?

Eu – Eu fico me questionando, somos burros?

BV – Não o que é pior. Gente burra tem mesmo, viu filha! Não to falando de você. (risos) Mas… pensa comigo uma coisa. Deus cria tudo em volta perfeito, as arvores, os animais….tudo perfeito. Tudo em equilíbrio – bonitinho. Tem uns desequilíbrios de vez em quando pra bagunça o coreto, mas é importante bagunça. Mas você consegue ver na natureza alguma coisa de imperfeição?

Eu – Claro que não.

BV – Então porque que o homem tem que continuar sendo tão orgulhoso para continuar achando que é o único imperfeito. Isso também é Orgulho. Veja tem dois tipos de orgulho neste pensamento: Primeiro – Deus só errou comigo. Segundo – olha o meu cérebro como é bom, se eu só uso esses por cento, olha quanto tem ainda. Uau! Como eu sou bom!

Eu – É sempre achei isso muito complicado, e sou contra isso como terapia. Sempre achei uma viagem na maionese. Será que posso ter tudo que quero? E para que eu quero? Eu preciso?

BV – Veja. Vamos começar do principio. Você pode ter tudo que você quer? Pode! Mas o que não pode é querer tudo ao mesmo tempo.

Eu – Será que pode Bem Vinda?

BV – Pode. O grande problema é que você tem que querer bem querido. Tem que saber receber e assumir depois a consequência de receber.

Eu – Quando você fala em receber aqui você esta falando num BMW? Coisas materiais?

BV – Sim. Pensa comigo – você não pode ter um BMW?

Eu – Não posso. Não tenho grana para isso.

BV – Mas você pode ter, não pode?

Eu – Se acontecer! Eu posso. Claro!

BV – Então pode. Você pode tudo, mas Jesus disse uma coisa muito bonita. Você pode tudo. Mas nem tudo lhe convém – e as pessoas não entenderam isso. Se você for numa loja e comprar um carro e não tiver dinheiro para pagar ele – você até pode comprar, mas, vão tirar ele de você logo. Então você pode! Mas não te convém fazer uma besteira dessas. Então poder você pode tudo, só que você tem que entender o que te convém. Tem que assumir as consequências. Então é isso que se tem que entender. Você pode tudo.

Eu – Mas essa coisa de querer, querer. Não causa muita ansiedade e frustração?

VB – Claro! É muita frustração – mas você pode! E essa é a beleza de Deus. Inteligência. Muito superior a nossa que te permite tudo. Mas não se esqueça – se você plantou milho você vai colher milho.

Eu – É a causa e efeito? O que eu posso, e o resulta esse poder.

VB – Então é assim, quando eu descubro que eu posso e eu reconheço isso como eu disse – o que vai gerar é gratidão e eu consigo receber e desfrutar. Quando eu só fico no querer eu não consigo receber nada e vai gerar frustração.

Eu – Mas para PODER você também tem que fazer algumas coisas e ter o discernimento dentro daquele poder, não?

BV – Então perceba. Você pode ter um carro, como você falou – um carro caríssimo! Talvez você desfrute dele por alguns dias e ai pode gerar uma gratidão, só que a frustração vai ser tão maior depois – que você vai se arrepender.

Eu – Não vou ter gratidão por uma coisa que não consigo assumir as consequências?

BV – Exatamente! Mas de qualquer jeito o poder te traz uma gratidão. Deveria trazer! Agora o maior problema é que as pessoas não sabem querer – porque são egoístas. E estou falando tanto do plano espiritual quanto do plano encarnado. E veja! Tem egoísmo que a gente não conhecia – o egoísmo do sofredor. Como é egoísta!

Eu – Isso está no vitima né? Eu me orgulho do meu sofrimento. É isso? Às vezes a gente liga para uma pessoa para saber se está bem, até ela terminar a lista do sofrimento já causou tédio.

VB – Esse é um dos maiores egoísmo que existe. E é isso que a gente vai ter que entender – todo egoísmo nos prende – todo egoísmo aumenta o sofrimento. E nós vamos ter que deixar de ser egoístas para sofrer menos. Veja o texto que você leu hoje! O egoísmo e o orgulho são os grandes pais do sofrimento.

Eu – Porque quem é bondoso, caridoso ou entende o movimento da vida faz espontaneamente, e usa as dificuldades para o aprendizado, e, não para o sofrimento. Não é?

BV – Sim. Não fica anunciando – fazendo publicidade. Veja seus políticos. Continuam iguaizinhos com os políticos da minha época, cacarejam e não fazem nada.

Eu – E faz tempo a sua época…. fui fazer o calculo da sua encarnação – foi antes de 1.700, né?

BV – Sim. A escravidão é muito antiga neste País e já era assim. Gente que fica cacarejando – gente que fica dizendo que o Sol nasceu porque eles fizeram alguma coisa. Prometem a felicidade. Os políticos – os religiosos. Continuam iguais, as atitudes são as mesmas – o palavreado talvez seja diferente. Ai tem aqueles religiosos e políticos que semeiam a guerra. O que eles ganham com isso? Fama. Têm aqueles outros que ficam fazendo o que a gente chamava isso de acenar com o chapéu do outro. Mentem! Isso é orgulho.

Eu – Você abordou no inicio o orgulho de ser um doente…

BV – Não só da doença, mas também do sofrimento.

Eu – Uma pessoa que está neste estado você pode fazer de tudo para modificar o padrão dela, mas ela não consegue entrar na vibração.

BV – Porque ela não quer. Porque ela é egoísta.

Eu – Então ela esta presa ao egoísmo? Ao seu próprio umbigo?

BV – Sim. Esse é o maior, é o nosso maior desafio aqui na colônia, quando nós recebemos pessoas que estavam em situações extremas de escravidão e de humilhação, e eles precisam ter consciência disso mas continuam vivendo a mesma situação – é egoísmo. É orgulho.

Eu – Eu estou com um caso aqui de uma pessoa que chegou no início do ano dizendo: esse ano eu quero melhorar. Você vai ter que fazer minha vida mudar. Essa pessoa esta jogando para mim, terapeuta, condições que são dela. Já está em terapia há três anos e nunca saiu do lugar. Não sou eu que vou fazer isso. As pessoas não entendem que somos só uma ponte para que ela atravesse para o outro lado do rio.

BV – Isso é comum! Joga para o terapeuta, joga para o padre, e ninguém vai terceirizar a reforma intima.

Eu – E se prende em dizer que é muuita dor, muuito sofrimento, muuuito…

BV – Orgulho! Olha como eu tenho orgulho disso, olha como eu sou especial. Isso o torna especial

Eu – E existem também nessa colônia as promessas que vão melhorar. Que vai mudar. E não faz nada.

BV – Nem todos conseguem ficar aqui, na colônia. Muitos não se adaptam. Vocês às vezes têm noções, por exemplo, do umbral! Lugar de sofrimento e que as pessoas que desencarnaram querem sair do umbral. Muitos não querem não! Muitos são socorridos – e alguns nem querem ser socorridos. Muitos são socorridos, trazidos para cá e querem voltar. E voltam!

Eu – Você se sente frustrada por isso?

BV – Nem um pouco! Não…. Cada um tem seu momento. Porque se eu me frustrasse você sabe o que seria isso? Uma manifestação do meu orgulho.

Eu – A toda poderosa?

BV – Exato. Eu não tenho poder nenhum. Eu estou a serviço. Aqui eu sou uma serviçal. Não tenho orgulho nenhum.

Eu – Como eu no papel de terapeuta, cumpro com a minha função, aponto os caminhos, não estou aqui para determinar qual deles seguir – resolver o problema do outro.

BV – Se o outro conseguir ativar o seu orgulho de te desafiar – me concerte. E você entrar nisso, vou te dizer. Você dançou!

Eu – E dança mesmo, eu sei. Não entro nessa não.

BV – É porque essa é uma tentativa de estimular o orgulho. E quantos não caem nisso!

Eu – E quantos não vendem esse milagre também. Vemos pessoas vendendo milagres a todo o momento.

BV – O tempo todo. E aqui a gente lida com todo tipo de gente que passou por esse momento da escravidão. Muitos com uma sabedoria que você nem imagina. Veja meu amigo Benjamin ( mentor da Fraternidade). Outros se mantém um pouco mais quietos. São muitos, e, eu vou te dizer filha a maioria quer arregaçar as mangas e trabalhar. Quer trabalhar agora não por orgulho, mas pela sensação de que pode fazer alguma coisa. A maioria vem para cá e quer trabalhar. E alguns como já falei vem para cá e não se adaptam. Preferem voltar para onde todos gemem e rangem os dentes. Porque só se sente bem gemendo e rangendo os dentes.

Eu – Então ai também está o Querer e o Poder, né? Se a pessoa quer ela pode.

BV – Sim. Pode. Mas ela vai colher os frutos disso. Se ela quiser melhorar, ela pode melhorar a qualquer momento, e ela vai colher os frutos disso – e ele vai pagar o preço por isso. Não existe crime e castigo. Só existe a colheita – e você colhe o que você planta.

Eu – É porque o Querer e o Poder estão em todas as situações e dimensões né?

BV – Pense, eu posso querer melhorar – eu posso me esforçar para isso, e isso é bastante positivo. Agora eu posso querer ficar batendo o pezinho no chão. Isso só vai causar expectativa e frustração.

Eu – É a birra. Mas ele pode né? É um direito que ele tem.

VB – Sim. Deus deu esse direito para todos nós. Deus é muito mais inteligente. Inteligência suprema. É sábio! E a gente vai fazer – só que depois a gente não assume. Filha qual foi o pecado original de Adão e Eva?

Eu – Comer a maçã?

VB – Não! Se Deus fez a maçã foi para ser comida. Qual foi o grande pecado?

Eu – O prazer.

BV – Não. O prazer também foi criado por Deus. Porque que ele foi castigado depois? Adão decidiu comer a maçã – Adão decidiu sentir o prazer por isso, e, quando Deus perguntou: Adão você comeu a maçã? O que ele respondeu? Não senhor! Não fui eu.

Eu – A negação? O não sustentar?

BV – Exatamente! Ele praticou e não assumiu. Plantou e não quis receber a colheita. Então o pecado de Adão não foi comer a maçã, porque ele decidiu e fez o que decidiu – mas ele não teve capacidade de assumir. Esse é o PECADO ORIGINAL – plantar e não querer colher o que plantou.

Eu – Ah então o pecado original tem a ver com a reação de Adão? Então está na lei da ação e reação?

BV – Sim ele negou a colheita. E ainda por cima o que é muito feio, a culpa é da cobra. A culpa é da mulher – a culpa é…

Eu – Mas a humanidade vive isso ainda, né?

BV – É por isso que ainda existe o que a igreja chamou de pecado – porque esse é o pecado. O pecado não é o fazer. O pecado é não assumir o que fez.

Eu – Então tá tudo errado mesmo.

BV – Está escrito. A historia é essa e as pessoas confundem.

Eu – E a historia da relação sexual?

BV – Não tem nada a ver.

Eu – Fantástico! É a lei de causa e efeito?

BV – Plantou – colheu!

Eu – Plantou pepino – colho pepino!

BV – E agradeça o pepino. (Risos) É porque as pessoas deturpam essa história. Isso é muito forte na cultura dos encarnados e as pessoas ficam cultuando isso. Achando que o pecado é o sexo, achando que o pecado é a desobediência. Não. O pecado é não assumir o que fez.

Eu – E a cobra, coitada! Até hoje sofre as consequências. Como a religião manipulou a humanidade. Talvez exista alguma religião que ensine diferente, não?

BV – Tem sim. Claro! Porque eu não tenho tanta sabedoria assim e eu aprendi com outros. Mas o pecado é não colher o que plantou.

Eu – Que também não é um pecado, né?

BV – É claro que não. É uma maneira de expressão porque acreditam nisso. Mas se eu acredito no pecado então não reconheço o Divino que tem em mim, porque o Divino sai das leis Divinas – e a lei Divina é Plantou Colheu.

Eu- É o que as religiões vão incutindo o tempo todo joga para Deus, para o Santo que eles resolvem seus problemas e não ensinam a responsabilidade. É uma maneira de nos tornar dependente, né

BV – Por isso é que tem tanto santo no purgatório – ou no umbral como vocês preferem chamar.

Eu – Eles não conseguem responder a tantas solicitações? Mas também eles criaram expectativas.

BV – Ou não. Às vezes nem criaram. Coitados. Tem uns que só se perderam nisso tudo.

Eu – É! Tantas cobranças que tem de fiéis? Gente que horror.

BV – Ainda bem que Jesus é forte o suficiente para tirar dos ombros as coisas que tentaram jogar para ele. Porque em nome dele já fizeram tantas coisas.

Eu – Em nome de Jesus já se matou, se escravizou…

BV – Então a gente vai ter que entender os tipos de orgulho, a gente vai ter que entender tipos de egoísmo, e ai vai aprender a usar melhor o Querer e o Poder. Você pode tudo – mas nem tudo ti convém. Você por exemplo: se quiser matar alguém você pode. Vai ser bom para você? Pois é! Mas você sabe que pode.

Eu – É verdade pensando assim… a gente pode tudo mesmo.

BV – Por exemplo: você gostaria de ser uma daquelas meninas que ficam pulando lá nas olímpiadas? Você até podia – mas não pode mais agora. Quando você tinha cinco anos você tinha potencial para isso – você podia. Só que você não fez naquele momento, e é isso que a gente tem que aprender – podemos tudo – mas temos que fazer escolhas. Eu posso querer tudo, posso fazer tudo. Mas tenho que escolher e nas minhas escolhas tem limitas. E se eu não tivesse limite não tinha vida.

Eu – É isso que é ruim nesses treinamentos da nova Era que dizem que temos que romper os nossos limites. Causa frustrações porque temos limites. Não adianta!

BV – Se você não impuser limites não há condições de vida na terra. E você como espirito é ilimitado. Você tem um potencial ilimitado. Mas se você não fizer escolhas… sabe o que você vai fazer? Ficar parado no mesmo lugar – não vai usar nada do seu potencial. Vai ficar só no eu quero, quero… batendo o pezinho.

Eu – Eu vejo todos os ciclos com necessidade de limites. Uma criança tem que ter limites – um adolescente necessita de limites, com 60 anos temos limites.

BV – Quando você nasce você tem um limite de tempo aqui na terra. Então estar na terra – estar encarnado – já é aprender a lidar com limites para depois transcender isso. Porque você pode tudo. Mas você vai aprendendo o que te convém. A maioria das pessoas acha que não podem ser feliz. O que as religiões te dizem? Que é bom ser triste.

Eu – Mas também para serem felizes às vezes as pessoas precisam de coisas muito mirabolantes.

BV – Por isso é que não conseguem ser felizes e criam tantas expectativas, esse só vai aprender com a frustração. Esses que você citou são as pessoas que querem muito e colocam a felicidade nesse querer. E a felicidade filha, ela está dentro de cada um.

Eu – É acho que isso é muito pessoal mesmo, da Alma.

BV – E quanto mais você querer mais longe vai estar da felicidade. É importante saber que você pode qualquer coisa. Mas que você tem limites! Limites do tempo – da idade – do corpo… Teoricamente quando você era um espermatozoide, um óvulo, você tinha potencial de ser pai de alguém, não tinha? A partir do momento em que o óvulo e o espermatozoide se tornaram um corpo feminino você perdeu essa capacidade. Mas você tinha! O que a gente não percebe são esses limites. E tem gente que quer continuar com esse potencial o tempo todo. Isso não dá. Porque a gente precisa aprender.

Eu – Você abordou o Orgulho, o orgulho faz parte desse discernimento do Querer e o Poder?

BV – Totalmente. A pessoa que não age com Orgulho quer muito pouco, porque percebe que precisa de muito pouco. O orgulho é que faz precisar de um carrão. O orgulho é que faz precisar de uma roupa de marca. O orgulho é que faz precisar… precisar.. precisar. E quando você para você vê que não precisa de nada disso. Não que se você pode não possa desfrutar disso – porque ai você vai estar em outro orgulho.

Eu – Se você pode você tem!

BV – Sim porque tem gente que sai por ai dizendo que não precisa de nada disso desprezando porque tem. É outro tipo de orgulho.

Eu – As pessoa que tem essas condições – que já vem com condições agem e lidam com isso com naturalidade.

BV – Ai está desfrutando e não agindo com orgulho. E ai está as grandes confusões porque tem pessoas que acham que se alguém tem condições de ter as coisas é orgulhoso. Não. Orgulhoso é quem não tem e não aceita sua condição e muitas vezes é muito orgulhoso. O invejoso é muito orgulhoso, ele sempre quer destruir o outro – ele quer aquilo que o outro tem. Porque ele se acha bom demais – alias! Ele se acha melhor que o outro. Então não é o ter que faz o orgulho – posso ter muito – posso ter pouco e posso não ser orgulhoso – tanto numa situação quanto na outra. Então o orgulho tem uma relação intima com o querer e o poder, porque quando eu decido o que eu quero usando o orgulho eu não recebo isso – não consigo desfrutar e diminuo muito o meu poder. Quanto menos eu querer mais eu vou poder.

Eu – Você vê como é forte isso e como está em tudo o querer e o poder – vai desde se lidar com a riqueza financeira, a politica… Até o querer e poder no vitimismo e sofrimento. Pega as extremidades.

BV – Sim. Porque quem classifica como rico e pobre, são vocês. Para a gente aqui olhamos como iguais.

Eu – Mas e as diferenças entre o ter e o não ter. Não vamos levar para o espiritual. Mas veja aqui o ser humano encarnado, aquele que não tem não condições – não tem uma casa, não dorme numa boa cama, não pode se alimentar bem…

BV – Veja! Tudo está ligado às coisas ao qual os encarnados dão importância.

Eu – Mas aqui Bem Vinda faz diferença.

BV – Faz a diferença porque são as prioridades que se decidiu colocar como importantes.

Eu – Voce está querendo dizer como valores?

BV – Quem é que disse que o ouro vale tanto? Onde está escrito isso? Deus escreveu isso? Alguém decidiu que o ouro é brilhante colocou um preço e… Pra que você precisa de ouro? Há mas eu faço joia de ouro… Tá mas quem disse que o preço é aquele.

Eu – Todo isso foi criado?

BV – Exato! Por isso que eu estou dizendo, esses valores são valores artificiais que se convencionou usar. Você disse o carro bonito – o carro bonito é sinal de status porque se convencionou.

Eu – Mas só pode ter quem tem grana!

BV – O que é a grana? Porque que o jornal você joga no lixo e o dinheiro você joga na carteira – se os dois são papel? São valores artificiais.

Eu – Então tudo é artificial?

BV – Vocês vivem cheios de coisas artificiais no mundo encarnado. E nós aqui no mundo desencarnado, já nesse plano, muitas vezes temos que trabalhar com isso.

Eu – Agora me diz uma coisa, porque tem essa diferença social e financeira entre as pessoas?

BV – Cada um esta passando por um momento diferente.

Eu – Isso está dentro de uma proposta encarnatória então?

BV – De aprendizado! Porque se não houvesse diferenças nenhuma sabe o que iriam aprender? Nada! Se todos fossem iguais.

Eu – É isso já foi abordado. As diferenças é que traz o aprendizado.

BV – Esse planeta não foi feito para igualdade – foi criado justamente para que a desigualdade gerasse o aprendizado, e não gerasse a inveja ou as guerras.

Eu – Então o que se fala por ai que vamos ser todos iguais é tudo blá, blá, blá…

BV – Sim. Não foi feito para ser igual. Já foi igual alguma vez? Inclusive que cada um tem o seu livre arbítrio. Esse é o grande presente de Deus – por isso não somos todos iguais. Quando Jesus dizia somos todos irmãos – somos todos iguais ele queria dizer que todos nós ganhamos do pai o livre arbítrio, e cada um vai decidir fazer o que quiser. Isso vai fazer com que cada um tenha a colheita diferente.

Eu – Porque o livre arbítrio está ligado na ação e reação, né?

BV – Exatamente. Então não da para ter igualdade. Imagine todos tomando a mesma decisão – todos indo só para a esquerda. Ninguém aprenderia nada. Esse é um planeta de aprendizagem. Parem de falar que é um mundo de sofrimento. Quando os espíritos disseram para Kardec que esse era um planeta de provas e expiações, ele quis dizer que era um mundo que eu aprendo – faço as provas para passar de ano. E que eu consigo também me livrar das minhas imperfeições. Não quer dizer de sofrimento. Isso é um entendimento tão tacanho. É um mundo de aprendizagem.

Eu – E se tachou o planeta de sofrimento mesmo, principalmente nessa Era Pisciana.

BV – Provas e expiações não tem nada a ver com sofrimento. Tem a ver com à possibilidade de mostrar que eu já aprendi,e, com a possibilidade de me livrar de lixos que eu trago comigo. E isso não é sofrimento. Isso é aprendizado. Mais uma vez o orgulho do homem preferiu colocar a palavra sofrimento. Temos que encarar e aceitar como aprendizado os processos da vida e da morte.

Eu – É como na aula anterior… Não aceitamos nada que vá contra nosso querer – tentamos controlar tudo

BV – É! E eu queria deixar aqui neste estudo um pouquinho desses orgulhos diferentes que não estamos acostumados a perceber. Mas que cada um reflita. E quando você publicar esse texto que quem ler também reflita e se pergunte. Onde eu tenho agido com orgulho? (Reflitam sobre si – porque é outro orgulho refletir e achar que o que está no texto vale para o outro). Como posso modificar isso? Qual o próximo passo? E é fácil! É só perceber onde eu sofro. Onde eu sofro com certeza tem algum orgulho ou fruto do orgulho atuando.

Então voltando aqui para nosso terreiro, nós temos aqui um grupo de desencarnados que chegaram para os estudos, e estão aqui também, e para a gente aqui é engraçado porque eles são diferentinho dos que estão aqui na colônia, são meio bagunceiro até – mas eles tão felizes. E eu falo isso de brincadeira. Porque somos todos iguais. Nós vamos nos despedindo e agradecendo pela oportunidade.

Eu – Tem uma pessoa que quer fazer uma pergunta. Pode ser?

Pessoa do grupo – Você disse que o invejoso se acha melhor que o outro que é o que é invejado. Eu sempre achei que a inveja fosse complexo de inferioridade. Não seria isso também?

BV – A inveja é uma sensação de não capacidade de chegar aonde o outro chegou. Eu quero destruir o outro – ou quero pegar para mim o que é dele. Então, isso não é uma superioridade de forma alguma. E se achar melhor que o outro na vida do outro – ai já começa a ser complexo de esquizofrenia.

Eu – Como é? Não entendi.

BV – Se achar melhor que o outro. Poder ser o outro. Eu sou melhor do que ele para viver a vida dele. Sem dúvida tem muito de inferioridade – de autoestima deturpada. Mas continua sendo orgulho.

Então agora vamos nos despedindo. Agradecendo aos irmãos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos que favorecem o nosso meio de comunicação. Benjamin está presente, mas diz que hoje ele não vai falar. Está alegre como sempre e também trabalhando com a agua – o elemento que ele mais aprendeu a lidar. Vamos lembrar também que os ciclos também são importantes, mas que a maioria deles é só convenções. Que a gente pense nisso… Boa noite a todos.

Eu- Nossa Gratidão Bem Vinda! Espero que você retorne outras vezes. Gratidão também para todos esses companheiros que tornam possível esse nosso encontro. Beijos Benjamin! Que a Luz Divina esteja em nossos corações.

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Sobre o Autor do Artigo

Vilma Aparecida Mascagni

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