Os chakras

Os chakras
fevereiro 09 20:45 2015

Em cada ser humano existe uma rede de nervos e órgãos sensoriais que interpretam o mundo físico exterior. Ao mesmo tempo, em nós, reside um sistema sutil de canais (nadis) e centros de energia (chakras) que cuidam do nosso ser físico, intelectual, emocional e espiritual.
A palavra chakra (chacra) é sânscrito e significa roda. Os chakras, ou centros de força, são pontos de conexão ou enlace, pelos quais flui a energia de um a outro veículo ou corpo do homem da superfície, quando este se encontra sob a lei do karma e sob a lei do livre arbítrio. Os clarividentes podem vê-los facilmente no duplo etérico, em cuja superfície aparecem sob forma de depressões semelhantes a pratinhos ou vórtices. Desse modo cada chakra assemelha-se a uma flor cujas pétalas estão em movimento constante e harmônico. Quando já totalmente desenvolvidos, assemelham-se a círculos de uns cinco centímetros de diâmetro, que brilham mortiçamente no homem comum, mas que, ao se excitarem vividamente, aumentam de tamanho e são vistos como refulgentes e coruscantes torvelinhos à maneira de diminutos sóis. Todas essas rodas giram incessantemente e pela boca aberta de cada uma delas flui continuamente a energia do mundo superior, a manifestação da corrente vital diamante do Segundo Aspecto do Logos Solar, a que chamamos energia primária, de natureza sétupla, cujas modalidades in totum agem sobre cada chakra, ainda que com particular predomínio de uma delas segundo o chakra. Sem esse influxo de energia, não existiria o corpo físico.
São ao mesmo tempo transmissores e transformadores de energia de corpo para o corpo, uma vez que seu mecanismo sincroniza as energias emocionais, mentais e etéricas. Eles aumentam ou reduzem a energia, ou moderam ou aceleram sua atividade, de um corpo para outro, de modo que a energia mais rápida do corpo emocional possa afetar a energia mais lenta do etérico, e vice-versa.
As cores, que variam de chakra para chakra, também reluzem de um modo que contribui para sua aparência de flor. Numa pessoa saudável, as formas dos chakras se encontram num belo equilíbrio simétrico e orgânico, em que todas as partes fluem em uníssono, num padrão rítmico. Seu movimento tem na verdade um caráter harmônico e musical, com ritmos que variam de acordo com as diferenças individuais de constituição e temperamento.
Portanto, os chakras atuam em todos os seres humanos. Nas pessoas pouco evoluídas seu movimento é lento, o estritamente necessário para formar o vórtice adequado ao influxo de energia. No homem bastante evoluído, refulgem e palpitam com vívida luz, de maneira que por eles passa uma quantidade muitíssimo maior de energia, e o indivíduo obtém como resultado o acréscimo de suas potências e faculdades.
Os principais chakras do corpo etérico estão alinhados ao longo de um eixo vertical, com os cinco chakras inferiores paralelos à medula espinhal, estendendo-se da base da coluna vertebral ao crânio, e os outros dois, um situado entre as sobrancelhas e o outro no alto da cabeça. Este último, o Chakra Coronário, é em geral maior do que os outros, sendo a sede dominante da consciência.
Os chakras variam de tamanho e brilho, que indicam talentos e habilidades especiais. O centro laríngeo e frontal de um cantor talentoso, por exemplo, é bem maior do que o normal, além de mais brilhante e mais luminoso, girando ainda com maior rapidez.
Cada um dos centros possui ligações especiais com determinados órgãos do corpo, bem como com certos estados de consciência.
As glândulas endócrinas – projeções físicas de cada um dos sete chakras – são sustentadas pelos padrões de energia oriundos de cada um deles a que estão relacionadas.
Os chakras também revelam a ênfase fundamental do indivíduo – o foco do “Eu”. Se uma pessoa se identifica basicamente com os sentimentos, os centros do coração e o do plexo solar serão mais ativos e proeminentes do que os outros. Um frontal muito brilhante indica um grau de integração pessoal; um coronário luminoso indica o desenvolvimento da consciência espiritual.
O fio da consciência que desperta está ligado ao núcleo do Chakra Coronário. Durante o sono esse fluxo de energia diminui, sendo reativado no momento do despertar. O fio da vida (Cordão de Sutratma) contudo, liga o Chakra Cardíaco ao coração físico, e essa ligação não se rompe durante a vida. Na ocasião da morte, o fio da consciência se retira do Chakra Coronário e o fio da vida se desliga do coração, sinalizando a desintegração de todos os outros chakras.
As principais funções dos chacras etéricos são:
1- absorver e distribuir o prana ou energia vital ao corpo etérico e, através deste, ao corpo físico;
2- manter as ligações dinâmicas com os chakras correspondentes nos corpos emocional e mental.
O físico é afetado não apenas pela velocidade do fluxo da energia etérica, mas também pelo grau de harmonia no seu ritmo, e qualquer obstrução que possa deformar os padrões normais de energia resultam na perda de vitalidade e em doença. O processo da doença é bastante visível nos chakras, uma vez que não apenas rompe seu movimento harmônico como também altera a textura dos seus componentes.
>CHAKRAS E BIJA-MANTRAS*
NONO CHAKRA
É o assento de nossa alma e se comunica através de imagens, arquétipos, padrões, números, símbolos, formas geométricas, sentimentos e realidades universais. Contém todos os símbolos, padrões e arquétipos pertinentes a cada pessoa em particular, e cada símbolo atua como um cromossomo. Contém a capacidade yang de imprimir e desenhar o corpo físico, e de moldar uma vida que satisfaça as necessidades da alma e a capacidade yin de canalizar energia da Fonte divina para criar e transformar a alma. A partir desse chakra podemos obter o conhecimento da alma, os propósitos e as tarefas da vida, os pontos de destino, as relações importantes. É o reduto da energia criativa. Este chakra ajuda a selecionar o espermatozoide e o óvulo apropriado para a encarnação e supervisiona as funções de programação física e emocional. Contém os genes de nossa alma, os programas que registram a escolha que fizemos antes de encarnar, no tocante ao nosso corpo físico e à nossa estrutura emocional e mental. A energia que este chakra emana é radioativa e suas cores são o dourado e o infravermelho.
OITAVO CHAKRA
Localiza-se a 4 centímetros acima da cabeça e sua cor é o prateado ou o ultravioleta. É um chakra de base feminina, está associado a imagens como a lua, as estrelas, a noite universal, os planetas, as várias dimensões e o tempo. Você poderá senti-lo mantendo a palma da mão esquerda sobre o Chakra Coronário. Este chakra é o portal para penetrarmos em outras dimensões de espaço/tempo. Ao acessá-lo tem-se a sensação de se estar no espaço, e pode-se visualizar imagens cósmicas, estelares e planetárias ou também viajar no tempo, para o passado e o futuro. Contém nossos registros akáshicos, é o nosso escriba pessoal, desse modo é um chakra rico em informações sobre o nosso karma, mantém os registros dos problemas que viemos enfrentar na vida presente e os ensinamentos que precisamos adquirir para nossa evolução espiritual. Acessar esse chakra pode trazer-nos informações valiosas acerca das decisões da alma antes de reencarnar e do modo como o karma poderá ser alterado, do modo como poderemos alterar aquelas decisões. Este chakra afeta nosso sentido de equilíbrio, o tempo e a planificação. Está enraizado nas emoções e nas experiências físicas que ocorreram no passado.
Cada um dos sete chakras principais tem diversas qualidades espirituais. Estas qualidades estão intactas em nós e embora elas nem sempre possam estar manifestadas, elas nunca podem ser destruídas. Quando o kundalini é desperto, estas qualidades começam a se manifestar espontaneamente e se expressam durante nossa vida. Assim, através de meditações regulares, nós nos tornamos automaticamente muito dinâmicos, criativos, confidentes e ao mesmo tempo muito humildes, amorosos e cheios de compaixão. É um processo que começa a se desenvolver por si mesmo quando o kundalini se eleva e começa a nutrir nossos chakras.
SÉTIMO CHAKRA – CORONÁRIO (do sânscrito: “Sahashara”: “O lótus da mil pétalas”)
Localização: topo da cabeça
Correlação física: ligado à glândula pineal (epífise). É o chakra mais importante, pois é o responsável pela irrigação energética do cérebro. Bem desenvolvido, facilita a lembrança e a conscientização das projeções da consciência. É muito importante na telepatia e na mediunidade. É o chakra por onde penetra a energia cósmica.
Cor: branco fosforescente, violeta ou dourado
Pedra: Quartzo Branco
Bija-mantra: “Brahmarandra” ou o “OM”
O chacra coronário tem 972 pétalas (raios), sendo 960 na parte periférica e mais 12 raios em seu núcleo central (960 + 12 = 972). Por motivos esotéricos, os iogues arredondaram logo para 1000 pétalas.
Corresponde ao Sol Central Espiritual. É regido por Urano antes da primeira Iniciação e após a
terceira. Entra em atividade após a 3ª Iniciação, e é o órgão para a distribuição do primeiro aspecto (energia monádica e do aspecto vontade da divindade). Está vinculado à personalidade através do ANTAKARANA e alcança sua plena atividade após a destruição do Corpo Causal, na 4ª Iniciação. É o órgão de síntese, porque após a 3ª Iniciação e antes da destruição do corpo causal reúne em si os três aspectos da vida manifestada.
É o centro de Shambala no corpo físico e o agente do Pai, ou primeiro aspecto divino. Registra o propósito, corresponde ao “fogo elétrico”do Sistema Solar e é de qualidade dinâmica.
A glândula pineal é a sua exteriorização física. Está ativa durante a infância, até que a vontade esteja suficientemente desenvolvida, para atar o homem à vida física. Nas última etapas da vida humana entra de novo em atividade como agente para cumprir na terra a energia volitiva do ser humano. Este centro está relacionado com o Chakra Básico (Muladhara). A interação entre ambos produz a manifestação da vontade ou propósito divino. Quando as forças do Centro Coronário e do básico se combinam, produzem a mais alta manifestação do “fogo elétrico”individual, que quando se expressa plenamente é denominado fogo kundalini.
Está relacionado com o PRIMEIRO RAIO.
SEXTO CHAKRA – FRONTAL (do sânscrito: “Ajnã”: “Centro de comando”. Também chamado Agnya)
Localização: fronte
Correlação física: ligado à glândula hipófise (pituitária).
É o responsável pela irrigação energética dos olhos. Bem desenvolvido, facilita a clarividência e a intuição. Por vezes, a sua atividade cria uma palpitação na testa ou sensação de calor (parece um coração batendo na testa).
Cor: branco-anil fosforescente, amarelo ou esverdeado
Pedra: Ametista ou Sodalita
Bija-mantra: “OM”
Corresponde ao Sol físico e é a expressão da personalidade integrada e atuante. É regido por Mercúrio antes da primeira iniciação e após a terceira. Adquire plena atividade quando se recebe a 3ª Iniciação. É o órgão de distribuição da energia do 3º aspecto, a Inteligência Ativa.
Está relacionado com a personalidade mediante o ‘cordão criador” e, portanto, está intimamente relacionado com o Centro Laríngeo (centro da atividade criadora)
O estabelecimento de uma interação ativa entre o Centro Ajna e o laríngeo produz uma vida criativa e uma manifesta expressão da vida divina por parte do inciado. Quando as forças do Centro Ajna e do laríngeo se combinam, produzem a mais alta manifestação do “fogo por fricção”.
Este centro relaciona a tríade espiritual com a personalidade. Este centro registra ou enfoca a intenção de criar. Não é um órgão de criação, como o Centro Laríngeo, porém contém a ideia que jaz por trás da criatividade ativa, o conseguinte ato de criação que oportunamente produz a forma ideal para a ideia  Expressa as duas formas mais elevadas da imaginação e do desejo, sendo estes, dois fatores dinâmicos que estão contidos em todo ato criativo.
Este centro fusiona, expressa. É o centro que simboliza a natureza dual da manifestação nos três mundos. Fusiona as energias criativas da garganta e as energias sublimadas do desejo ou verdadeiro amor do coração.
É também o órgão do idealismo e está relacionado com o SEXTO RAIO.
A pituitária constitui a sua exteriorização física densa. Os dois lóbulos dessa glândula correspondem às duas pétalas do Centro Ajna.
QUINTO CHAKRA – LARÍNGEO (do sânscrito: “Vishudda”: “O purificador”)
Localização: garganta
Correlação física: ligado à glândula tireóide e paratireóide. É o responsável pela irrigação da boca, garganta e órgãos respiratórios. Bem desenvolvido, facilita a psicofonia e a clariaudiência. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais, para que elas não cheguem até os chakras da cabeça.
Cor: azul celeste, lilás, branco-prateado ou rosa
Pedra: Lápis – Lazuli
Bija-mantra: “HAM”
Localiza-se na parte posterior da nuca, estendendo-se para cima até a medula oblongada, envolvendo a glândula carótida e desce até os omoplatas. É um centro extremamente poderoso e um dos mais desenvolvidos no homem. Na atual raça, ária, está despertando rapidamente.
É regido por Saturno antes da primeira iniciação e após a terceira. É o centro através do qual a Tríade espiritual, a personalidade e a Alma atuam. É o órgão para a distribuição da energia criativa, a energia do Terceiro Aspecto, empregada pelos aspirantes de discípulos probacionistas. No homem comum, o centro é o Sacro. Nos discípulos e iniciados é o Ajna.
Relaciona-se com a personalidade através do “cordão criador”, com a alma através do “cordão da consciência”e com a mônada através do Sutratma ou “fio da vida”.
É o órgão da palavra criadora. Registra o propósito ou intenção criativa da alma, transmitido pela fluência da energia desde o Centro Ajna. A fusão das duas energias ( matéria e espírito) conduz a algum tipo de atividade criadora. É a analogia superior do Centro Sacro (neste centro se encerram as energias criadoras positiva e negativa, personificadas independentemente no homem e na mulher, as quais se põem em relação através de um ato criador, ainda que sem um propósito definido).
A tireóide é a personificação física densa desta glândula, de importância capital para o bem-estar do ser humano comum. Seu propósito é resguardar a saúde, balancear o equilíbrio corporal e simboliza o Terceiro Aspecto da inteligência impregnada pela mente. Tem vinculação com o Espírito Santo, influindo sobre a Mãe, a Virgem Maria. As paratireóides simbolizam Maria e José e sua relação com o Espírito Santo.
Este loto está invertido nas primeiras etapas da evolução e incluem os pulmões ou parte deles. Durante a evolução, gira lentamente para cima e suas pétalas se estendem até as orelhas, incluindo a medula oblongada e a carótida.
QUARTO CHAKRA – CARDÍACO (do sânscrito: “Anahata”: “Invicto”, “Inviolado”)
Localização: coração
Correlação física: ligado à glândula timo. É o chakra responsável pela irrigação do coração. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. É o chakra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual.Quando existe um bloqueio nesse chakra, a pessoa sente depressão, angústia, irritação ou pontadas no peito.
Cor: amarelo-ouro
Pedras: Quartzos Verde e o Rosa
Bija-mantra: “YAM”
(“Como o homem pensa em seu coração, assim ele é”)
Localiza-se entre as omoplatas e registra a energia do amor. Nos seres mais evoluídos, se transforma em agente de amor espiritual (Budi).
Corresponde ao “coração do Sol”, e portanto é a fonte espiritual de Luz e Amor.
Corresponde ao “fogo solar” dentro do sistema solar, e é de qualidade magnética e atividade radiativa. É o órgão da energia que produz a inclusividade.
Funciona ativamente após a 2ª Iniciação, a qual marca a consumação do propósito pelo qual a natureza emocional (com sua destacada qualidade do desejo) é colocada sob o controle da alma e o desejo do eu inferior foi transmutado em amor. A capacidade de pensar com o coração é o resultado do processo de transmutação do desejo em amor, durante a tarefa de elevar as energias do plexo solar até o coração. Pensar com o coração também indica que o aspecto superior do Centro Cardíaco alcançou um ponto de real atividade. A reflexão como resultado do correto sentimento substitui a sensibilidade pessoal.
Sua exteriorização física densa é a glândula timo.
É o órgão de fusão. À medida que o Centro Cardíaco entra em atividade, o aspirante é atraído lentamente para uma relação mais estreita com a sua alma.
Pode-se dizer que simbolicamente “o coração do homem está atrelado ao plexo solar”, ou, em outras palavras, o “amor ao desejo”. Nas primeiras etapas de evolução, suas pétalas voltam-se para baixo, até o plexo solar. Na medida que o homem evolui o loto do plexo (também voltado para baixo) também gira para cima, isso porque as energias “aprisionadas”nas regiões inferiores agora sofrem um processo de transmutação, procurando evadir-se da “prisão”, como resposta à atração espiritual.
TERCEIRO CHAKRA – UMBILICAL (do sânscrito: “Manipura”: “Cidade das jóias”. Também chamado Nabhi)
Localização: plexo solar. Cerca de dois centímetros acima do umbigo
Correlação física: ligado ao pâncreas. É o responsável pela irrigação do sistema digestivo.Quando está bloqueado, causa enjôo, medo ou irritação.Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais.
Cor: verde-forte
Pedra: Topázio Citrino
Bija-mantra: “RAM”
Localizado abaixo das omoplatas, é um chakra extremamente ativo. Obteve um elevado grau de desenvolvimento na raça atlante. Este centro está peculiarmente relacionado aos centros Cardíaco e Ajna.
O plexo solar é um reflexo do “coração do Sol”, assim como o é também o Centro Cardíaco. Constitui o fator central da vida da humanidade comum e do discípulo probacionista. Nesse ponto a mente começa definidamente a funcionar, ainda que tenuemente. É o ponto de saída do corpo astral para o mundo externo e o instrumento através do qual flui a energia emocional. É o órgão do desejo, que deve ser controlado e transmutado em amor/aspiração.
Este centro integra a energia do Segundo Aspecto da divindade.
O plexo solar só entrou em funcionamento durante a época atlante. É o centro distribuidor de todas as energias que se encontram sob o diafragma. É o centro mais separatista dos centros (excessão para o Ajna, para quem segue o caminho da “esquerda”), porque se encontra no ponto médio, entre o Centro Laríngeo e o Centro Cardíaco – acima do diafragma – e os centros Sacro e Básico, abaixo do diafragma.
É o centro do veículo etérico e através dele flui a “brilhante luz gerada na Atlântida” e se faz contato com a luz astral, portanto é o centro onde trabalha a maioria dos médiuns e atuam os clarividentes.
A exteriorização física deste centro é o pâncreas, com uma exteriorização secundária no estômago e no fígado. É um órgão de síntese e recolhe em si mesmo todas as energias inferiores durante certa etapa do desenvolvimento superior do ser humano. Suas pétalas se estendem até o Centro Cardíaco, significando com isso que a energia emocional (ambição e desejo) se esforçam para alcançar o caminho superior.
SEGUNDO CHAKRA – SACRO (do sânscrito: “Swadhistana”: “Morada do Prazer”)
Localização: baixo ventre (pela sua própria localização no corpo, esse chakra seria melhor denominado como “gênito-urinário”).
Correlação física: ligado às gônadas (homem: testículos; mulher: ovários). É o responsável pela irrigação dos órgãos sexuais; é também responsável pela vitalização do feto em formação, função essa que divide com o chakra básico. Aliás, a ligação desse dois chakras é estreita demais. Isso se deve ao fato de que parte da energia kundalini é veiculada do básico para dentro do chakra sacro. É por esse fator que alguns tibetanos consideram esses dois chakras como um único centro.
Cor: laranja, roxo ou vermelho (dependendo das circunstâncias).
Pedra: calcita
Bija-mantra: “VAM”
Localiza-se na parte inferior da zona lombar e é muito poderoso, pois controla a vida sexual, e deve continuar assim até que dois terços da humanidade receba a iniciação, porque os processos procriadores devem continuar e estar ativos a fim de proporcionarem corpos para as almas que vão encarnar.
Este centro corresponde ao Sol físico e suas energias devem ser elevadas ao Centro Laríngeo. Este centro foi levado à plena atividade na época lemuriana. Registra a energia do Terceiro aspecto da divindade. Sua energia é a do Espírito Santo.
A exteriorização física deste centro está nas gônadas, os órgãos físicos da procriação.
Este centro está estreitamente relacionado com a matéria e existe uma afluência de energia entre os três pontos existentes na parte inferior do corpo humano, ou seja: o baço, órgão do prana ou da vitalidade física que provém do Sol; o Centro Sacro, agente que predispõe à procriação física e o centro na base da coluna vertebral que nutre o princípio doador da vida, a vontade de viver em todas as partes da estrutura humana.
Estes três criam um grande triângulo de forças relacionado com a matéria, a substância, a construção de formas, a criação, a vitalidade e a persistência da forma. Este triângulo é um reflexo de outro superior, composto por:
• Centro laríngeo, que corresponde ao Centro Sacro.
• Corpo pituitário, que corresponde ao Centro Esplênico (baço).
• A glândula pineal, que corresponde ao Centro Básico.
PRIMEIRO CHAKRA – BÁSICO (do sânscrito: “Muladhara”: “Base e fundamento”; “Suporte”)
Localização: base da coluna
Correlação física: ligado às glândulas supra-renais. É o responsável pela absorção da kundalini (energia telúrica) e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação do sangue.
Cor: vermelhão
Pedra: granada
Bija-mantra:
Este centro localiza-se na base da coluna vertebral e sustém os demais centros. Na época atual encontra-se passivo, pois só entra em atividade por um ato de vontade dirigida e controlada pelo iniciado. Responde ao aspecto VONTADE. Da mesma forma que o princípio vida está situado no coração, também a vontade de ser está situada na base da coluna abaixo do osso sacro. Seu principal aspecto é a inocência. Inocência é a qualidade pela qual nós experimentamos alegria pura, infantil, sem as limitações do preconceito ou condicionamentos. A inocência nos dá dignidade, equilíbrio e um enorme senso de direção e propósito na vida. É apenas simplicidade, pureza e alegria.
Neste centro se unem espírito e matéria, e a vida se relaciona com a forma. É o centro onde a “serpente de Deus”experimenta duas transformações:
• A serpente da matéria permanece enrolada sobre si mesma.
• Tal serpente é transformada na “serpente da sabedoria”.
• A serpente da sabedoria é transladada e se converte no “dragão de luz vivente”.
Estas três etapas estão nutridas pela vida e pela energia que flui e desce através de toda a coluna vertebral, por intermédio da analogia etérica do cordão vertical.
*Bija-mantra (do sânscrito): “Núcleo vibratório de um mantra”; “Mantra-semente”; “Senha vibratória para evocação de uma determinada freqüência espiritual”.
Kundalini (do sânscrito: “Enroscada”; “Fogo Serpentino”) é a energia que entra no campo energético por intermédio do chakra básico. É também chamada genericamente aqui no Ocidente de energia telúrica (energia da terra) ou geoenergia. Contudo, essa definição ocidental é muito pobre. Os orientais, notadamente os hindus, tibetanos e chineses antigos (taoístas), aprofundaram-se bastante no estudo dessa energia. Ela também é chamada pelos iogues de “Shakti” (do sânscrito): a força divina aninhada na base da coluna (chakra básico). O despertar da kundalini é um processo puramente espiritual e energético em essência. Envolve a ativação dos chakras, principalmente do chakra cardíaco, que equilibra e distribui corretamente o fluxo ascendente da shakti ao longo dos nádis.
OBS. a palavra INICIAÇÃO aqui se refere às Iniciações relacionadas à Grande Fraternidade Branca Universal.
Todos os centros (Lótus) estão desde o início invertidos, com as pétalas para baixo, em direção à base da coluna vertebral. Durante o processo de evolução, todos gradualmente abrem suas pétalas e giram lentamente para cima, “para a cúspide do cetro”. A única exceção é o LOTUS do Centro Coronário, que durante a liberação mantém a posição invertida, com o talo do loto (em realidade o antakarana ascendendo ao “sétimo céu”, vinculando o iniciado com o primeiro e principal centro planetário, Shambala.
A exceção está no CENTRO AJNA. Este centro tem somente duas pétalas, não é um verdadeiro loto no mesmo sentido dos demais centros. Suas pétalas estão compostas de 96 pétalas menores ( 48+ 48) ou unidades de força, mas estes não assumem a forma da flor de lotus, como os demais centros. Se abrem como AS ASAS DE UM AVIÃO, à direita e esquerda da cabeça, simbolizando as sendas da direita e da esquerda, os caminhos da matéria e do espírito. Constituem os braços da cruz onde o homem está crucificado, duas correntes de energia ou luz, cruzadas obliquamente através da corrente da vida que desce da mônada até a base da coluna vertebral, passando através da cabeça.
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Há muito mais chakras do que os sete principais. Há chakras secundários nas palmas das mãos, plantas dos pés, pulmões, fígado, estômago, orelhas, mandíbulas, ombros, joelhos, entre as escápulas (omoplatas) e espalhados por todo corpo. E, em escala menor, pode-se dizer que para cada poro do corpo há um pequeno chakra em correlação direta no campo vibratório correspondente.
“OS CHAKRAS – os centros magnéticos vitais do ser humano” – C. W. Leadbeater “La Curación Esoterica” – Alice Bailey
http://www.ippb.org.br/texto093.htm
http://www.antares.com.br/~sbr/chacras-2.htm
http://www.sahajayoga.org/ChakrasAndSubtleBody
http://www.tnet.com.au/~light/
http://www.ippb.org.br/texto185.htm
http://www.mairipora.com.br/rose/cristais.htm
http://www.floweroflife.de
http://www.lightpaths.com/gallery/chakras.html
http://www.yoga-vidya.de/Kundalini/kundalini.html
<p style=”text-align: justify;”>Obs. Todas as figuras utilizadas nesta página estão contidas nos sites das referências.
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Sobre o Autor do Artigo

Vilma Aparecida Mascagni
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