Estudo 12/08/2013 – A Vingança

Estudo 12/08/2013 – A Vingança
fevereiro 08 15:36 2015

Aula do dia 12/08/2013.

A Vingança

Vamos aguardar comunicação do mentor da Fraternidade Cristais de Luz ou de algum mentor do grupo que nos auxilia com seus ensinamentos, em nossos encontros de aprendizado e de comunhão com nossos irmãos que vivem em outras dimensões.

Sensitivo – A vingança é um dos mais torpes sentimentos do ser humano. Ele fica na calada da noite maquinando como ele pode prejudicar o seu irmão. A pessoa que utiliza a vingança não tem nenhum sentimento cristão de caridade, fraternidade e amizade. Ela não ama o seu próximo e nem ama a si mesma, porque esse é um sentimento dos mais torpes que a pessoa pode ter.

Eu – Obrigada pela participação, quer deixar teu nome?

Roberto!

Eu – Gratidão pela tua presença, Roberto. Seja sempre bem vindo. É voce que vai nos trazer os ensinamentos hoje?

Roberto – Não, estou aqui para participar do encontro.

Sensitivo – Temos uma entidade feminina se apresentando. Seu nome é Lélia. Ela vai nos falar um pouco sobre a vingança e ela inicialmente nos fala que nós acabamos fazendo muitas vinganças disfarçadas. A vingança de alguém que levou a bofetada e que retribuiu é obvia e é mais simples de se entender. Mas existem as pequenas vinganças, muitas vezes incontroláveis, e às vezes inclusive, não geradas por uma bofetada, mas geradas pela nossa própria inveja, ressentimento ou magoa. A vingança é o contrario do perdão e a primeira coisa que se pode dizer é que quando nós estudamos o perdão, nós descobrimos que ele é um grande libertador. Ele nos liberta do fato e nos liberta do agente. E se a vingança é o contrario, ela nos liga cada vez mais, nos ata ao agente e ao fato. O vingativo continua vivenciando aquela situação que o magoou, eternamente, e continua ligado a aquele que nem sempre é o responsável, mas que ele acha que o magoou. Então a vingança é um liame que acorrenta as pessoas, não tem nada de libertação aí.

Eu – Seja bem vinda, Lélia! (abaixo identificada como L). Estamos vibrando em Amor para recebermos seus ensinamentos. Esse tema me chama a atenção justamente porque você menciona dois tipos de vingança e tem um tipo que não é tão claro. Você poderia dar um exemplo?

L – Uma fechada no trânsito, nada mais é do que uma vingança contra alguém que você acha que abusou, ou que não te respeitou. Você, que é uma pessoa tão importante!

Eu – E qual é a consequência de um ato desses?

L- Sempre há uma ligação. Sempre se liga a pessoa ao fato e mesmo a outra pessoa. Muitas vezes isso que parece tão simples e tão corriqueiro pode fazer ligações tão graves e que alguns chamariam até de criar Karma.

Eu – Seria criar uma ligação com aquela pessoa para a próxima encarnação?

L- Ou mesmo para essa. Seria criar uma ligação que vai continuar e que vai ter que ser purificada.

Eu – Pode ser reflexo de outra vida também?

L – Sim. As vinganças piores são as que são frutos da inveja. Eu quero me vingar de fulana porque ela é muito bonita. E isso é uma doença do espírito. Vocês encarnados chamariam isso de doença mental. Mas é uma doença muito mais do espírito, em que o agente a quem destina a vingança muitas vezes nem sabe que isso esta acontecendo e não tem responsabilidade nenhuma sobre o fato. A inveja nada mais é do que um tipo de vingança, gerando alguma atitude, mesmo que seja um “ar de desdém”ou uma atitude de boicote… Eu vou prejudicar beltrana porque ela é bonita demais, porque ela tem o que eu não tenho. Muitas vezes a vingança também se expressa em maledicência.”O fulano tem dinheiro demais, com certeza ele roubou, isso é fruto de roubo, como pode ter tanto dinheiro assim? Não pode ser…” Essa maledicência nada mais é que fruto da inveja, mas quando ela se torna uma atitude ela passa a ser uma vingança.

Eu – E se isso ficar só na mente, isto é, só no plano mental, é considerado uma vingança?

L – Já gera uma energia. O pensamento é uma energia. Eu posso criar formas pensamento e essas formas pensamento vão me envenenando. Achando que todos que tem sucesso são ladrões, são maus, elas podem continuar me envenenando tanto que posso chegar num momento em que elas não me permitem ter sucesso. Quer veneno maior que esse?

Eu – É um veneno que se reverte contra mim?

L – Todo veneno se reverte contra mim mesma. Toda vingança me ata e faz com que eu sofra. Se o perdão liberta, a vingança prende. Porque afinal, após o perdão eu me desligo e posso olhar para frente, posso criar gratidão e posso perceber o quanto eu recebo de bom. Enquanto eu me ocupo da vingança, eu fecho as portas para receber qualquer coisa boa. Eu impeço que isso chegue, porque eu quero continuar me alimentando daquela energia maligna. E como disse o Roberto, a fealdade disso é inimaginável.

Eu – Às vezes nós contactamos personalidades de 800 anos, que ainda estão tentando se vingar de uma situação daquela encarnação. Nós captamos agora, nesta encarnação, se a pessoa teve outras encarnações antes desta e também vibrou nessa vingança?

L – Provavelmente, mas essa vibração pode não ter tido efeitos muito diferentes em cada encarnação. A cada encarnação muitas das energias e muitos dos conhecimentos adquiridos são adormecidos para que outros sejam trabalhados. Se um espírito encarnante tivesse que trabalhar todas as frentes numa encarnação, esta seria pesada demais. Muitas das coisas são adormecidas, e provavelmente em encarnações sucessivas esse fato que gerou esse sentimento de vingança pode ter sido adormecido. Então não terá agido em todas as encarnações, mas pode ter influenciado varias delas.

Pergunta de um membro do grupo – Esses ódios de família e desavenças que a gente sabe que existem e acontecem sempre, provem de outras encarnações? A pessoa vem com o propósito de vingança?

L – É muito importante lembrar que muitas vezes vem com o propósito e não precisa ser exatamente aquele outro espírito que foi o agente do fato que gerou a vingança.

Eu – Mas pode se reportar a outro?

L – Pode. Muitas vezes a vingança é tão ADOECEDORA que é como vocês veem nos filmes de psicopatas. Muitas vezes quem gera o fato é uma mulher loira e assim, continua odiando mulheres loiras.

Eu – Qualquer loira vai ser foco de ataque.

L – Muitas vezes a pessoa no núcleo familiar que eu acabo odiando não é a pessoa que causou ou que criou aquele fato. Mas se aproxima muito e traz alguma característica que reflete aquilo, que me desperta aquilo. Então nem sempre ele é o agente. O processo não é tão simples como a gente pensa.

Eu – Então eu posso me tornar uma presa de uma vingança de um fato que não foi comigo?

L – Sim, é muito comum.

Eu – Isso vai me afetar como se eu fosse aquela pessoa?

L – Muitas vezes sim.

Eu – Mas eu preciso estar numa ressonância que atraia isso, não?

L – Claro!

Eu – Eu tenho que ser vingativa para estar nessa vibração?

L – Não necessariamente. Mas isso pode ser necessário para o seu aprendizado. Pode ser seu teste final. Pode ser que você tenha chegado num ponto tão evoluído da sua carreira que naquele momento você precise passar por esse teste. E quando alguém vem injustamente se vingando de algo que você nem fez, aí sim é sua grande prova, para não ser reativa.

Eu – Nossa! Isso é muito difícil!

L – Mas nunca existem vilões, nem vítimas.

Eu – Essa de que não existem vítimas nem vilões, não nos livra de nada.

L – Não! Mas não se esqueça: você tem que estar ressonando com aquilo Talvez ressone com o fato, ou talvez inclusive tendo uma ressonância que te liga ao fato. O que muita gente não percebe é que algumas dores se aproximam, não para que soframos, mas, porque o pai eterno nos viu capazes de sanar aquelas dores. E quando a dor se aproxima, muitas vezes, é porque Deus te confiou ou confiou tanto em você, que achou que você seria capaz. É como aquele professor que acha que você é tão capaz que ele te da a prova mais difícil. Você é tão bom, que ele quer…

Eu – Que você desenvolva mais ainda?

L – Exatamente!

Eu – Então nós precisamos sempre ficar atentos às reações que temos perante as situações que nos são apresentadas!

L – Exatamente essas situações mereceriam um agradecimento ao Pai. Ele nos viu como capazes e nós vamos então fazer o possível para mostrar a nossa capacidade.

Eu – É nessa hora que ajuda respirar fundo, né?

L – Respirar, orar e VER a situação. Não ficar olhando para um ponto fixo.

Eu – Ajuda-me a entender. Seria assim: você recebe um ataque e não se prende ao ataque e sim, abre a sua mente para entender o processo como um todo, sem focar o ataque que você esta recebendo?

L – Não só isso. Muitas vezes o ataque é um pedido de socorro. Muitas vezes quando você é atacado, você pode resolver o problema daquele animal ou pelo menos diminuir a sua dor, mas você não percebe. Deus esta te dando a oportunidade de reduzir a dor de um animal ou de ressarcir alguma coisa, ou mesmo para te mostrar que você é capaz e mostrar que existe outra atitude. O importante é a tua atitude, não a do outro. A atitude do outro não deve ser o guia para tuas atitudes.

Eu – Nesse caso a pessoa impulsiva tem que tomar mais cuidados, porque ela vai ter uma reação instantânea.

L – É. Esses impulsos nunca são benéficos.

Membro do grupo – Nós devemos andar desarmados, mas normalmente andamos com pedras nas mãos. Sempre partimos para o ataque.

L – E o pior é que às vezes uma dessas pedras é um diamante muito bonito. Mas mesmo um diamante muito bonito atirado na cabeça de alguém pode fazer um ferimento muito grave. Mesmo que essa pedra seja só para humilhar o meu irmão. É como se eu atirasse um diamante muito bonito e o ferisse com ele. Uma pedra que deveria enfeitar torna-se uma arma. Então é muito importante que a atitude de cada um seja livre das reações dos outros. Que cada um possa agir por si mesmo, não interessa o que o outro diz. Ah, eu só vou ser bom se eu receber gratidão por isso. Isso não é bondade. Eu só vou sorrir para quem sorrir para mim. Isso não é sorriso, isso é falsidade. Agora se eu decidir sorrir, que eu sorria mesmo que as pessoas me olhem feio. Se eu decidir ser feliz, que eu seja feliz mesmo que as pessoas tentem me boicotar. Se eu decidir ser honesto, que eu seja honesto sempre, mesmo que algumas pessoas às vezes me ridicularizem. Mas eu faço o que eu decidir, e aí a ação do outro não precisa mais nortear as minhas atitudes.

Eu – Para se adotar atitudes assim, em primeiro lugar você tem que ter uma autoestima muito bem trabalhada e autoconfiança também, né?

L – Por isso a primeira coisa é o desenvolvimento do ego. Mas o desenvolvimento do ego saudável. Essa história de que eu tenho que matar o meu ego é uma besteira muito grande. Eu preciso sim desenvolver o meu ego de uma forma saudável, sabendo que eu sou capaz, que eu sou merecedor, que eu sou portador de uma centelha de Deus e sou filho Dele. A partir daí, sim eu consigo superar e transcender o ego. E transcender não significa matar. Transcender significa incorporar e ir além. Então eu preciso fortalecer o ego primeiro, para assim, transcende-lo. E é isso que muitas pessoas não entendem e alguns fragilizam o ego. Confundem humildade com humilhação. E aí começam as pequenas vinganças, as pequenas crueldades que são muito piores que as grandes crueldades. Porque eu acabo nem percebendo que elas são vinganças e eu acabo sendo muuuuiiiito pouco crítico em relação as minhas atitudes. Eu começo a achar que porque alguém me fere eu posso ferir. Eu começo a achar que eu devo então começar a fazer artimanhas. Vocês chamam às vezes de puxar o tapete. Eu começo a achar que eu posso usar difamação, calunia, que “como é que alguém ousa?”. Olha o que esta acontecendo com os políticos de vocês…ok! Alguns têm atitudes bastante deploráveis, mas que energia eles recebem?

Eu – Só paulada, né?

L – Que energia? São todos chamados de tudo que se possa imaginar.

Eu – Mas eles não teriam que ter uma reação, ter uma atitude positiva também? A questão dos políticos me pega porque não se vê um político fazendo benefícios, a não ser que ele tenha um ganho por traz desse benefício. E isso gera muita raiva, muita decepção.

L – E aí isso que você acabou de falar parece que me permite usar o “olho por olho, dente por dente”.

Eu – É. Mais ainda, somos uma maioria nessa época do olho por olho, dente por dente.

L – Por isso que é preciso transcender isso.

Eu – Você acha que a atitude da maioria dos humanos ainda é igual à dessa Era Ariana onde a Lei do olho por olho, dente por dente é que comandava?

L – Mas ela precisa ser modificada. Porque olho por olho, dente por dente só faz banguelas, cegos. Então é importante que nós comecemos a não ser tão reativos. É importante que nós comecemos a criar nossa própria ética e viver segundo ela. E não me interessa o que o outro faça. Se eu decidir que vou amar a todos, eu vou amar todos.

Eu – Mas não existe também nessas pessoas que se fazem de muito boazinhas, muito nhã, nhã, nhã, uma hipocrisia com uma vingança camuflada?

L – Você percebeu? Você as chamou de hipócritas. Então, as que são hipócritas, são hipócritas, né? Mas existem algumas pessoas que tem bondade genuína e que não são os bonzinhos. Porque os bonzinhos geralmente querem aparentar ser bonzinhos e são controladores. As pessoas realmente bondosas, com bondade genuína, pouco aparecem, porque não interessa para elas aparecerem. Elas não saem por aí dizendo: olha, eu sou bondoso. Elas simplesmente são bondosas e não querem aparecer. Por isso elas são tão pouco visíveis, pois não dão ibope, mas elas são muitas, e cada vez esta aumentando mais. Esses são os verdadeiros bondosos. Os que você chamou de bonzinhos são os pseudobondosos, mas existem muitas pessoas que são bondosas e que vivem dentro de uma ética. Esses não são controladores, não são hipócritas.

Eu – Tem alguns que se fazem de bons para prender as pessoas do seu lado, para usar essas pessoas.

L – Mas é fácil de perceber, porque aquele que se faz de bonzinho e é hipócrita faz alarde. É só observar esse bonzinho, que voce verá que ele lembra muito uma galinha que quando bota o ovo sai por aí cacarejando. Agora o bondoso de verdade nunca cacareja, nunca faz qualquer publicidade disso. Esses são os grandes problemas que vocês veem nos políticos. Eles são bonzinhos e não são bondosos. Mas nem por isso eles merecem o nosso ódio, ou a nossa pior energia, porque senão eles nunca vão mudar também. E nós só vamos tirar pessoas, mas deixando esse lugar sempre aberto para o mesmo tipo de gente. Este mesmo tipo de gente vai ser atraído. Nós vamos continuar trazendo sempre líderes bonzinhos, hipócritas, galinhas cacarejantes.

Pergunta de um membro do grupo – Você está falando de bonzinhos. Hoje estávamos falando sobre isso. Tem muita gente que fala assim: eu sou muito boa, mas se pisar no meu calo… Então não é boa coisa nenhuma, então ninguém é bondoso, só é um pseudo.

L – Então essa que você citou é uma galinha cacarejando que provavelmente esta choca, né? E vai te bicar.

Eu – E se pisar no pé… A pessoa é bondosa enquanto não pisarem no seu pé… O pisar no pé é uma contrariedade qualquer, ou sei lá…

L – A pessoa bondosa diria: por favor, da licença, você esta pisando no meu pé. E tiraria o pé. Uma pessoa hipócrita faria o maior escândalo, e diria: eu sou tão bom e você pisa no meu pé. Olha você esta me machucando, olha o que você fez. Essa é a diferença. O alarde, a necessidade de plateia.

Eu – Por todos os estudos que tivemos, chega-se à conclusão de que cada vez mais temos que estar no nosso eixo. Se estamos em equilíbrio, conseguimos sacar e reagir de uma maneira ponderada, ou nem reagir.

L – Ou você vai reagir segundo o que você acha certo. Como disse Jesus: Amai ao próximo como a ti mesmo. Se eu amo a mim, que mal vou fazer ao próximo? Então eu preciso estar bem, centrada, cônscia com as minhas limitações, porque todos nos as temos, encarnados e desencarnados.

Eu – Eu estava lendo um trecho do livro “As cartas de Cristo”. Na sexta carta, Ele diz que o que nos movimenta é o que atraímos e o que repelimos. Eu quero isso pra mim, eu não quero isso para mim. Atraímos e repelimos, realmente vivemos nesse balanço, não?

L – E quem é vingativa esta dizendo: eu quero para mim isso, ou seja, eu quero para mim, conflito, dor, injustiça.

Eu – Sim, Ele fala que a partir do momento que nós lutamos pela matéria, para acumular matéria ou amizades não acrescentamos nada. Estamos acumulando situações de atração. Nós queremos e quando não da certo, repulsamos, é isso?

L – Muitas vezes nós repelimos coisas que também seriam boas para nós.

Eu – É isso que ele quer dizer: que acabamos jogando aquilo que nos leva a aprender. Que quando Ele descobriu isso, deu-se uma grande parte na sua evolução. Foi quando Ele percebeu que o movimento humano é assim.

L – Buda, 5000 anos antes já tinha dito sobre os três grandes venenos que são o apego, o ódio e a indiferença. Esses são os grandes venenos. Se eu me apegar demais, vou fazer mal a mim e as pessoas. Se eu odiar demais ou se eu tiver o que você chamou de repulsa, também. Então o que eu preciso fazer é aceitar. Aceitar não no sentido de eu colocar embaixo do meu braço e sair por aí com isso. Mas é saber o que acontece. Não preciso ter ódio e ao mesmo tempo, não posso ser indiferente. Então eu preciso estar num estado de aceitação, mas uma aceitação ativa, em que eu sei que aquilo é o melhor que pode ocorrer naquele momento. Mas que eu também quero mudar, que se eu não gostei, eu quero mudar. Mas eu aceito aquilo naquele momento. Eu não preciso me apegar. Nem ao sofrimento. Porque é tão triste. As pessoas estão acostumadas a pensar em apego a coisas materiais, mas a maioria das pessoas está apegada ao sofrimento, a vitimização. Olha como eu gosto de sofrer, porque assim eu chamo a atenção de todo mundo. O importante é estar presente no momento, estar presente no aqui e agora. Aqui é o agora. Esse é o único momento real, a única coisa que existe. Não interessa o que passou, não interessa o que vai vir. Mas neste momento é preciso ver o que é preciso aprender, como é preciso agir. E aí eu não preciso ter apego, não preciso ter aversão e não preciso ter indiferença, porque eu estou presente, sentindo tudo. Mas eu não preciso me envolver, não preciso reagir ao que o outro faz.

Eu – Principalmente porque uma coisa que é muito importante agora na sua vida, daqui a 5, 10 anos não vai ser mais. Então temos que viver no momento aquela situação, seria isso? Não se apegar a ela achando que vai fazer parte da vida toda. Isso se reporta a relacionamento também?

L – Sim. Não significa que nós vamos ficar o tempo todo trocando de parceiros. Isso significa que o tempo todo nós estamos evoluindo e nos modificando. Que como parceiros, nós também precisamos ver quais são as modificações do outro. E se nós queremos continuar essa relação, nós precisamos nos adaptar e mostrar para o parceiro essas nossas adaptações. Agora, nós não controlamos o outro, só controlamos o que nós próprios fazemos. Então nós podemos nos adaptar ao outro e continuar e se isso for satisfatório, ok.

Eu – Mas e se o outro não se adapta a nada da sua mudança?

L – Você pode aceitar ou não.

Eu – Aí vai contra aquilo tudo que a nossa cultura e religião enfiaram em nossas cabeças. Refiro-me a “Até que a morte os separe”. Ninguém entende que a morte muitas vezes é dos momentos, dos ciclos, não a morte das pessoas.

L – Sim. A morte do relacionamento. Mas é importante lembrar que não se pode ser fútil. Ah, você engordou meio quilo, acabou nosso relacionamento. Isso é futilidade. Óh, você era um sucesso na novela da Globo e agora você esta na Record, acabou nosso relacionamento. Existem também muitas futilidades. Um relacionamento deve ser mais profundo. Eu devo me permitir ter um relacionamento. O problema é que muitas vezes os caminhos que são seguidos pelas duas pessoas acabam se tornando distantes um do outro. E esses caminhos tão distantes acabam afastando as pessoas também. Porque relacionamento é um construir diário. É preciso ver para onde o outro esta indo e ver se eu quero ir para lá também. Não adianta um querer pegar a Raposo Tavares para a direita e o outro para a esquerda. Os dois não vão chegar ao mesmo lugar, um vai para São Paulo e o outro vai para Sorocaba.

Eu – O que une essas duas pessoas quando chega a um ponto desses é simplesmente o apego.

L – Muitas vezes apego, muitas vezes convivência social. E aí eu te pergunto: é lícito, é ético conviver com alguém por essas causas? Se você ler o Livro dos Espíritos ou o Evangelho Segundo o Espiritismo, verá que há mais de 160 anos já falavam sobre o fim do relacionamento. No período em que isso era crime, Maomé deu a opção do divórcio.

Eu – Nossa! Então isso é antigo!

L – Muito antigo. Jesus falou isso muito claramente. A samaritana que Ele encontrou no poço, que Lhe serviu agua, claramente no Evangelho se diz que ela estava no quinto relacionamento e ela se achava impura por causa disso. Ele tomou a agua de suas mãos, se sentiu honrado e disse vai em paz.

Eu – O pior é que se separa de uma pessoa, mas não se separa definitivamente, só se distancia. E ficam ali brigas, ofensas.

L- -E aí vêm vingança. Porque o outro não satisfez as minhas expectativas ele passa a ser mau. Isso não é verdade, simplesmente o outro não satisfez as minhas expectativas.

Eu – Esqueço-me de que o outro não é a minha expectativa, né? E existem muitas vinganças em fim de relacionamentos.

L – Exatamente! E tenho que assumir isso. E quando o relacionamento se baseia na vingança? Ah, eu não me separo deste desgraçado porque eu quero fazer da vida dele um inferno! Isso é uma relação saudável? Então é importante que nós olhemos no nosso dia a dia as nossas pequenas vinganças. Muitas vezes ela vem na forma de uma crítica, outras vezes em forma de humilhação. O importante é que nós avaliemos se nós estamos agindo conforme a ética na qual nós acreditamos. Porque se eu acreditar numa ética, eu devo agir conforme esta ética. E se eu não ajo de acordo, não adianta. Se eu for um grande pregador, falar sobre Amor e quando eu sair com meu carro, eu sair fechando todo mundo, o que estou fazendo?

Eu- É. Porque tem muitas pessoas que agem com ética criada por elas mesmas.

L – Você pode até viver por sua ética, mas toda ação tem uma reação. Se a sua ética não for baseada nas leis naturais, e as leis naturais são óbvias: são a lei do Amor, da Caridade, claramente terá reações. As suas ações no futuro vão te causar problemas, porque não adianta você plantar coco e querer colher laranja.

Eu – Alguém quer fazer alguma pergunta?

Pergunta de um membro do grupo: A vingança bloqueia a evolução do ser e agrava o equilíbrio do mesmo?

L- – Nada consegue bloquear a evolução. A vingança simplesmente cria mais correntes que prendem esse indivíduo, mas mesmo que prenda, a evolução continua. Porque se houve essa prisão é porque ela foi importante. Nenhuma folha cai de uma árvore sem que isso seja importante nos planos do pai. É importante que a gente se lembre disso.

Eu – Na vingança, o indivíduo continuará preso de certa forma a aquele que foi vingado?

L – Sempre, sempre!

Eu – A evolução dessa pessoa em outras áreas continua? Só fica presa nessa situação?

L – Sempre vai haver evolução. É que a evolução é milimétrica. Ela não é quilométrica. Uma pessoa dificilmente se ilumina em dois segundos. Eu consigo evoluir num ponto, noutro. A vingança pode bloquear um ponto, outro, mas não vai bloquear a evolução do indivíduo como um todo.

Eu – Mas, e aquele sentimento dentro da pessoa? pois quando a gente pensa numa vingança é muito forte.

L – Muitas vezes não! Por isso que eu quis salientar que existem muitas pequenas vinganças. Coisas ridículas, infantis às vezes e que não deixam de ser vingança.

Eu – É. Não é como a de um psicopata que ela é ferrada, né? Mas eu acho que a gente tem que tomar cuidado com essas pequenas vinganças, porque as grandes vinganças são bem perceptíveis, bem visíveis.

L – Sim, faz parte do vigiai que Cristo dizia, então ore mais e vigie mais.

Eu – Quando estamos num ato grande de vingança, nos até sentimos mal, mas quando é uma pequena vingança, passa.

L – E aproveitando essa de citar orai e vigiai, esclareço que a maioria das pessoas acha que Cristo dizia vigiai o outro. Entendem que eu tenho que vigiar para o outro não me fazer mal. Vigiar porque os espíritos me querem obsidiar. Vigiar porque os seres humanos são ruins e vão me fazer mal. Não, este entendimento é um grande engano. Eu devo orar e vigiar as minhas atitudes, minhas reações, minha forma de interpretar a ética. Devo sempre vigiar o que eu faço, pois o que o outro faz é problema dele. O importante é que as pequenas vinganças e as pequenas atitudes também sejam modificadas. Muitas vezes eu acho que sou totalmente bonzinho, ético, mas eu me torno um terrível motorista, passo trote, falo mal das pessoas que eu não conheço…

Eu – Quando eu tento modificar uma pessoa, estou na vingança?

L – Nem sempre. Se você vê que alguém vai cair no precipício e você tenta alertar, modificar a situação, você não esta na vingança.

Eu – A vingança esta presente sempre que eu revido uma situação com a mesma vibração?

L – Sim. E é bom lembrar que quando, por exemplo, eu leio a Vingança e o Duelo no Evangelho Segundo o Espiritismo, fica muito claro que o duelo é algo óbvio, um duelo de espadas, de armas, mas quantos pequenos duelos nós temos no dia a dia? Quando eu leio sobre a vingança, fica muito óbvia uma grande vingança de alguém que feriu minha honra, que matou alguém, etc. Mas e as pequenas vinganças?

Eu – Há pouco tempo tivemos um fato muito doloroso que movimentou o mundo inteiro. O incêndio na boate em que morreram muitos jovens. Hoje os pais e os familiares dessas pessoas e inclusive temos visto isso na maioria dos casos de violência, morte, as famílias pedirem justiça. Dentro dessa justiça que essas famílias procuram tem a vingança?

L – Se você estudar o código de justiça dos homens, mesmo nos países mais desenvolvidos, ele só se baseia em vingança.

Eu – Então isso é um ato vingativo. Eu quero que os donos da boate morram na prisão.

L – Sim, isso é vingança.

Eu – Não é justiça? A justiça cabe ao Pai fazer?

L – Sim. Sem dúvida isso é pura vingança. As prisões são um meio de vingança. Alguém que sai da prisão sai melhor?

Eu – Não. Isso é inclusive um questionamento.

L – Qual foi a vantagem então? As prisões são um meio de vingança social. Uma sociedade que é baseada na vingança, vai sempre criar bandidos. Na realidade a pessoa que comete crimes deveria ter condições propicias de se aproximar dos conceitos de Amor, Caridade e Justiça Divina.

Eu – O pior assassino tem condições de despertar a amorosidade e a fraternidade?

L – Minha cara, se eu não acreditar nisso eu passo a acreditar no inferno.

Eu – Fiz essa pergunta porque vivenciei isso quando trabalhei no presidio. Isso foi muito rico para mim. Deu para ter a certeza de que todos têm a centelha do Amor dentro de si.

L – É. Todos tem a centelha de Deus. Muitas vezes ela só precisa ser exteriorizada. Então todos têm chances. Não existe um ser humano que seja totalmente ruim. Mesmo nestes momentos que muito se fala de uma limpeza planetária, isso não quer dizer que os ruins vão ser condenados ao fogo eterno. Isso quer dizer que algumas energias que vibram no planeta vão ser modificadas. E isso vai atrair pessoas da mesma sintonia, mesmos padrões vibratórios. Só isso. Não é castigo. Nós estamos muito acostumados a pensar em castigo e a maioria dos castigos é vingança. É só lembrar que nós devemos cada vez mais nos aproximar das leis naturais, da lei do Amor Universal, da lei da Caridade e da lei da Centelha Divina presente em todos os seres encarnados e nos seres desencarnados.

Eu- Deixa-me completar: quando eu não revido a um ato contrario a mim, que me ofenda, estou na aceitação ou estou na indiferença, sem que isso tenha sido elaborado internamente, devo aceitar?

L – Nem preciso aceitar. Eu simplesmente posso não aceitar aquilo como uma ofensa. Lembra-se da historia que você leu sobre os presentes? Pois é. É só não aceitar aquele presente. Por que alguém grita comigo? Porque quer me humilhar. Se eu não me deixo humilhar, qual é o problema! Se eu não saio do sério, que é o objetivo de quem grita comigo, qual o problema? É a manutenção do que eu acho importante, é o equilíbrio da minha energia. Não me interessa o desequilíbrio do outro, interessa o meu equilíbrio Se eu estiver bem equilibrado, por que o outro vai me desequilibrar? É só perceber que a vida continua e o que ele pode fazer? Tirar a vida do meu corpo físico? Ok, a vida continua.

Eu – Nossa, chegar a esse ponto?

L – Sim, Jesus chegou. E muitos outros já chegaram a esse ponto.

Eu – Será que a humanidade chega nisso nesta era?

L – Será que a humanidade precisa chegar nisso como um todo nesta era?

Eu – Sei lá. A ponto de aceitar que o outro te tire a vida…

L – E a vida continua.

Eu – Sei lá, se a gente entende essas coisas. Será que entende mesmo?

L – Já existem muitos que entendem isso. Faz parte de um caminho. Isso também não diminui ninguém. Só faz desses espíritos, espíritos pertencentes à humanidade. Então é importante lembrar no dia a dia que não existe mais tempo para pessoas morninhas. Decida e seja quente, ou seja frio de uma vez. Mas não ha mais lugar para os morninhos. E é importante que cada um viva pelo que acha certo. Porque já que a gente vai colher frutos, que sejam frutos que eu plantei e que não sejam parasitas que cresceram porque eu fui pouco ligado ao meu trabalho, pouco cuidadoso.

Eu – Então nós vamos encerrar o nosso encontro, gratidão profunda.

L – Nosso grupo também se despede, mais uma vez agradecendo a oportunidade de estarmos aqui. Isso é muito importante para o nosso aprendizado aqui no plano desencarnado também. Mais importante do que vocês possam imaginar, porque esse nosso contato cada vez mais abre a possibilidade de nós estarmos vibrando em uníssono, possibilitando que nós estejamos atuando junto aos encarnados e vice versa, recebendo e doando um pouco de energia. Isso para nós é bastante importante.

Eu – Para nós aqui também é muito importante, pode ter certeza. O Roberto faz parte desse grupo?

L – Sim, somos vários, cada um especializado em alguma coisa. Cada um com mais experiência em uma determinada área. Por isso nós estamos sempre em aprendizado.

Eu – Você sabe que eu me assustei no domingo, quando me lembrei que não tínhamos dado o tema para os estudos de hoje. Foi quando mentalmente fiz contato com vocês passando o tema Vingança. Que bom isso, né? Que benção poder se comunicar assim, fico muito feliz e agradecida. Se vocês se sentem felizes com nossas comunicações, imagine eu. Quero deixar aqui, que não só eu, mas todo nosso grupo sente muita gratidão por esses momentos. Gratidão a todos e até a próxima.

Pai Benjamin esta acrescentando uma frase- Que a vingança é tão pesada que prende o pé de quem faz, a pessoa fica presa no acontecimento e haja vontade de sofrer! Mas tem gente que gosta.

Eu – É! Uma grande parte da humanidade é alimentada pelo sofrimento. Eu acho que é um combustível. Se esta a todo o momento buscando situações mais difíceis para viver, sempre querendo mais e mais, nunca esta feliz com o que tem e nada satisfaz, isso é gostar de sofrer, não é?!

Pai Benjamin – É. Isso fornece muito alimento para seres que vocês nem imaginam que estão se aproveitando disso.

Eu – São seres que estão ligados à posse e apegos?

Pai Benjamin – Está ligado a muitas coisas, como violência, vingança, posse. Tudo isso.

Eu- -Pai Benjamim, deixa eu te perguntar uma coisa: não me inteirei desse assunto, mas esta sendo a notícia do momento. O garoto que acabou com a família e que se suicidou. Isso a gente pode ligar a que? Esse garoto é um psicopata?

Pai Benjamin – Cada historia é uma história e muito cuidado com a história que a mídia de vocês coloca. Porque existe muito blá, blá, blá que não é verdadeiro. Existem ai muitas coisas que ainda vão ser desvendadas.

Eu- E às vezes nem são desvendadas, né?

Pai Benjamin – Às vezes não são porque nem precisam ser. Porque os envolvidos são os que precisam saber o que esta acontecendo. Agora o importante, aproveitando isso que você falou, é a ligação que a gente acaba tendo com algumas notícias. Como a mídia acaba nos fazendo vibrar junto com essas coisas! Como nós acabamos vibrando e baixando nossa qualidade de vibração por causa disso!

Eu – A gente acaba se acorrentando nisso, né?

Pai Benjamin – Exatamente. Enquanto isso, as notícias boas são muito pouco veiculadas. Isso nos prende cada vez mais e isso mostra que esses seres que eu citei antes controlam muito mais do que vocês pensam.

Eu – Esse garoto pode estar dominado por um ser?

Pai Benjamin – Pode até ser um ser, por que não? Você acha que não tem Dragões encarnados?

Eu – Tem, né?

Pai Benjamin – Muitos!

Eu – Para essa família passar por isso… Voltamos na lei de Ação e Reação? Essa família tem alguma coisa a ver com essa entidade?

Pai Benjamin – Cuidado com o julgamento. Porque nem sempre tem alguma coisa a ver. Podem estar passando por essa provação para mostrar que podem se livrar disso. Então cuidado, porque muitas vezes a gente acaba fazendo como se estivemos assistindo a pequenas novelas.

Eu – Também pode ser um alerta na humanidade, na sociedade.

Pai Benjamin – Existem muitos espíritos encarnadas agora, que no período entre vidas quando fizeram o seu contrato encarnatório, se propuseram a passar por coisas que parecessem horríveis pra fazer com que a humanidade evolua como um todo.

Eu – Como você falou daqueles Dentistas que foram queimados, né?

Pai Benjamin – Sim. Então cuidado com o julgamento e principalmente, não se ligue a esses fatos, não vibre com eles.

Eu – E também não procurar entender, você não acha?

Pai Benjamin – Sim, porque o entendimento só vai ser importante para eles. Porque todos nós, encarnados e desencarnados já passamos por muita coisa… A gente julga algumas coisas. Engraçado, né? Eu fui para a guerra, lembra que eu contei a minha história? Eu matei na guerra, sabia?

Eu – Eu sei, você falou, danadinho você.

Pai Benjamin – E nem parecia que era. Porque tudo era dentro da lei. A lei me obrigava a matar. Veja voce como é relativo. Aí você diz que esse garoto, eu não sei se ele matou mesmo… Você diz que algumas pessoas foram mortas. Quantas foram mortas por mim na guerra?

Eu – Quantas são mortas até hoje, dentro da lei, né?

Pai Benjamin – Exatamente, também lá atrás eram pessoas. Essas dessa família eram mais pessoas que os que estavam na guerra? Ou o que é pior! Quando os que cometeram crime são mortos na cadeira elétrica, a gente aplaude. Eles são menos pessoas que os outros? A morte desses nós aplaudimos! Então nós estamos como os Romanos aplaudindo o circo, só porque os cristãos eram comidos. E eles achavam que os cristãos eram perigosos. Nós achamos que os bandidos são perigosos e nós também queremos que eles sejam mortos. Existe alguma diferença? Pois é! Então é importante que nós tentemos o tempo todo elevar o nosso padrão vibratório. Buscar a oração e vigiar a nossa atitude, não o outro. Nós estamos sempre na defensiva, defendendo-nos do outro e como disse o Roberto, estamos nos defendendo com pedras nas mãos. Isso é ataque.

Eu – Isso não é uma defesa. É um ataque, né?

Pai Benjamin – Então nós precisamos aprender a vigiar as nossas atitudes.

Eu – Porque o ataque vai gerar outro ataque.

Pai Benjamin – Sim. E um monte de cego banguelo!

Eu – Pai Benjamin, mais uma vez nosso estudo foi fundo e me deixou angustiada.

Pai Benjamin – Que bom! Eu quero mais uma vez fazer uma limpeza. Fiquem bem tranquilos em oração e vamos fazer uma limpeza com agua, que é uma limpeza de sentimentos e sensações de emoções. Agora, não adianta eu limpar e você fazer chamada das mesmas coisas de novo.

Eu – Deus nos livre. Eu não vou e todos nós vamos fechando as portas.

Permanecemos em silencio alguns minutos e toda a ansiedade gerada pelo assunto abordado se foi.

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Vilma Aparecida Mascagni
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