Estudo 08/04/2013 – A magoa

Estudo 08/04/2013 – A magoa
fevereiro 08 20:49 2015

Grupo de estudos do dia 08/04/013

O assunto abordado por uma pessoa que passou por atendimento na quinta-feira, dia 04, foi a MAGOA. Passamos o tema para os mentores que acompanham os atendimentos da Fraternidade Cristais de Luz e, então tivemos esta aula maravilhosa.

Nesta aula vou usar as respostas com a letra A, de Asthar.

O capitulo do evangelho foi o de número 15 – A Riqueza e a Miséria – Provas da Riqueza e da Miséria. Pg.191

Informação do sensitivo – Comunicou que os fiéis da Nossa Senhora dos Negros estão presentes, que eles vão participar desse momento de aprendizado e também fazem um contraponto energético para o nosso plano material. Explicam que a função deles no nosso trabalho é para que a sintonia energética do trabalho aconteça da forma mais tranquila e eficiente possível. Eles vão permanecer calados, mas fazendo esse contraponto energético. Quem se apresenta é uma energia masculina que vai dar o nome de Asthar para brincar com a gente, por causa do comando Estelar, prefere ser chamado assim. Ele diz que realmente aconteceu assim; enquanto a gente ia fazendo a prece, eu (sensitivo) fui bombardeado por muitas imagens. E eram imagens de adultos protegendo crianças, de homens sendo violento com mulheres, de mulheres sendo violentas, de alguém fugindo… É importante ver que nada que nos acontece é por acaso, e quando nós estamos prontos para perceber isso, a MAGOA passa a ser desnecessária, e passa a ser muito mais um mimo do que qualquer outra coisa. É quando nós percebemos que não existem mais vitimas nem vilões, quando em cada uma destas histórias que foram mostradas, estavam envolvidos os mesmos espíritos em tempos diferentes. E cada um de nós traz em si muitas dessas histórias, e que num momento se desempenha um papel, e noutro momento ou numa vida seguinte ou não necessariamente encadeadas uma depois da outra, mas influenciando a que se desempenhou o papel contrário. E o que nós precisamos é que não mais os antigos escravos queiram ser senhores, e não mais os antigos senhores precisem se punir sendo escravos, mas que ambos passem a caminhar juntos, e a magoa é uma das coisas que mais impedem essa caminhada, porque a magoa isola e separa.

Eu – Então é uma continuidade da aula anterior, porque nós encerramos a aula neste ponto, a agressividade dos homens contra as mulheres, e as mulheres vítimas, homens vilões… E que isso não existe?

A – E vice- versa. Na verdade o que foi mostrado aqui através dessas imagens é dos mesmos espíritos, em tempos diferentes. Então só para mostrar que a magoa é absolutamente irreal, se hoje eu me vejo como vitima talvez eu precise abandonar esse papel porque com certeza eu já fui um vilão, o contrário, o contra ponto disso, e mesmo nesta encarnação ninguém é linear, para alguns, para uns eu vou ser herói, para outros eu vou ser vilão. Então isso é muito importante, que nós percebamos que cada um de nós traz em si ser tudo isso que já desempenhamos em vidas passadas, e mesmo neste papel muitos antagônicos. Então quem teria o direito de se magoar se já magoou muito?

Eu – Então quer dizer que enquanto não terminarem esses sentimentos de magoa, de vítima, tudo isso que o ser humano é muito suscetível, não termina a lei de causa e efeito? E as encarnações, elas vão sempre trazendo essa contra partida para você ir se desfazendo disso?

A – Mais do que esses sentimentos, existem também os sentimentos no polo contrário, que são os sentimentos de culpa, de necessidade de castigo, isso também não ajuda em nada, e só se separam o culpado, isola o magoado e se isola. Por isso a importância de que essas coisas não sejam mais tão cultuadas pela sociedade, porque a sociedade também vem cultuando principalmente o magoado. Muitas pessoas começaram a se magoar só para serem consideradas normais, sem necessidade nenhuma.

Eu – Como? Ela se coloca no papel de magoada só para ser percebida, ter atenções?

A – Numa linguagem bem coloquial dos seus jovens encarnados, para muitos grupos ser magoados é Fashion. A mágoa é um drama de controle, e nós temos vários dramas de controle. Quando eu uso um drama de controle, o que eu estou tentando fazer é roubar energia do outro, eu estou tentando sugar o outro.

Eu – Então é o vampirismo?

A – Exatamente. Várias são as formas do drama de controle. Podem usar o drama de controle do agressivo, do autoritário, posso usar o drama de controle do indiferente, que muita gente acha superior, mas que não tem nada de superior. Só é um drama de controle, o drama de controle do magoado, do vitima, do pobrezinho, drama de controle do coitadinho que nem se magoa, é o bonzinho com todo mundo. Todos esses estão querendo controlar os outros.

Eu – Então quer dizer que quando eu sou agressivo com o outro eu estou no comando de controle porque eu quero que o outro se prenda em mim na magoa, para que eu possa ter essa energia me alimentando?

A – É uma das formas, porque se ela não der certo, eu mudo o meu drama de controle.

Eu – Ai eu vou para o papel da aceitação, você é isso, você é aquilo…

A – Sim! Ou da indiferença.

A – Porque se eu tento ser agressivo com você e isso não te controla, talvez você vá para a indiferença ou para o magoado. Ou seja, o drama de controle que eu uso vai depender da sua resposta, então a sua responsabilidade também é grande nisso porque você me ajudou a escolher o drama de controle.

Eu – Então eu necessito disso, para me deixar ser conduzido?

A – Exatamente!!

Eu – Então estamos na lei da atração? O outro vai atacar dentro da condição que você necessita para estar nessa troca vampiresca?

A – Sim, tentativa e erro, ou chave e fechadura, eu vou tentar achar varias chaves que se encaixam na sua fechadura, até que eu ache o seu drama de controle.

Eu – Nossa! Mas isso é muito sério?

A – Mas é muito fácil de ver, pense nas pessoas que você conhece, encarnados ou desencarnados.

Eu – Sim! E na gente mesmo, né?

A – É…, espelho também funciona.

Eu – É…, faço sempre uma avaliação dentro da minha conduta, e o que vejo é que estamos sempre dentro desse jogo.

A – O drama de controle só significa que eu me tornei incapaz de fornecer amor, porque quando eu forneço amor, eu recebo amor. E eu não preciso controlar nada, eu liberto. Agora quando eu uso um drama de controle, eu estou incapacitado de gerar amor. E ai, eu tenho que roubar energia do outro. E nós podemos todos, encarnados e desencarnados, nos negarmos a participar dos dramas de controle, e começarmos a perceber, analisando em que momento eu estou tentando usar um desses dramas, e abandoná-los, parar.

Eu – Hoje a própria medicina comprova que a magoa causa câncer, e nós que trabalhamos diretamente com as pessoas, vivenciamos o quanto as pessoas se sentem magoadas. São magoas que se tornam muito difíceis de serem trabalhadas num processo terapêutico, porque elas não aceitam entender, gostam de permanecer no coitado (a). Como acionar dentro dessa pessoa um ponto onde ela possa ver o provedor disso e acordar?

A – Muitas vezes ela vai ver através de um câncer.

Eu – Que resposta! …esse câncer vai ser o detonador desse acorda para a vida?

A – Exatamente, ou talvez até uma morte! E o que é uma morte frente a eternidade?

Eu – Essa pessoa após desencarne vai para essa consciência?

A – Nem sempre. O desencarne não é mágico, o desencarne é só como trocar de roupa, e nem sempre quando você troca de roupa você tem uma visão perfeita. Se você tirar os seus óculos ou essa sua roupa agora e colocar um vestido vermelho, você vai enxergar melhor, porque vestiu um vestido vermelho?

Eu – Não, é claro que não!

A – O desencarne é a mesma coisa, não me traz uma nova consciência, só faz com que eu me vista diferente.

Eu – Então a solução é uma nova encarnação…

A – Não só uma nova encarnação, o fato é que muita gente acha que só por ter desencarnado todo conhecimento já vem e isso não é verdade. Durante o período entre uma vida encarnada e outra vida encarnada, ninguém fica só brincando, ou só descansando. Existem muitos trabalhos a serem realizados, existem muitos aprendizados, e inclusive a possibilidade de revisão de muitas coisas que acontecem, e de reconhecimento, porque só reconhece quem já conhece. Então muitas vezes é necessário reconhecimento de uma coisa que a gente já viveu. E nesse período isso pode ser feito, sim.

Eu – Então no período entre vidas, nós podemos usar esse conhecimento, esse aprendizado para liberar esse estado que nós levamos quando desencarnamos?

A – Sim, inclusive para planejar uma nova encarnação, se ela for necessária, nesse ou em outro plano.

Eu – Mas essa próxima encarnação vai ter a nuance dessa magoa, mesmo que a pessoa tenha tido essa consciência, ela vem com essa ressonância na encarnação seguinte?

A – Depende do grau que ela teve de consciência! Uma coisa é eu saber, pense em você! Tem muita coisa que você já sabe.

Eu – É! E eu fico ai né! Patinando.

A – Exatamente! Pense em alguém que fuma, você pensa que alguém que fuma tem dúvidas que o cigarro faz mal, tem todo conhecimento, mas fuma.

Eu – Sim, é verdade.

A – Só o fato de ter conhecimento não adianta nada. É preciso de ações onde eu possa modificar, é algo muito maior que conhecimento.

Eu – Então quer dizer que quando nós estamos naquele sentimento de magoa, que a gente se sente o pior dos piores, se achado desvalorizado porque a magoa leva a essa desvalorização, nós estamos num sentimento totalmente vampiresco.

A – Vampiresco em vários pontos de vista , porque você pode estar se deixando ser vampirizado pelo outro. Você não está sendo só o vampiro, mas você esta numa energia vampiresca. É como se eu fosse um morcego e desse o meu braço para o outro beber o meu sangue. Tem gente que se sente bem em fazer isso.

Eu – Se você estiver lidando com uma situação com amor, não vai entrar num estado desse, é obvio.

A – Nunca! Porque o AMOR liberta, o AMOR alimenta. “Amor” – cuidado com as varias conotações que são dadas para essa palavra na língua de vocês.

Eu – A partir do momento em que eu passo por uma agressão, por exemplo, se a pessoa é agressiva comigo, falando alto, grosseiramente, eu posso, no ato, neutralizar esse sentimento e o outro deixar de ter esse poder sobre mim?

A- Sim, Você só não pode querer modificar o outro.

Eu – Então nem toda a agressividade que nós recebemos tem a ver conosco. Pode vir agressividade que não tem a ver conosco, e mesmo assim podemos neutralizá-la?

A-E mesmo se tiver a ver com você, você só pode neutralizar o que você recebe. Você não pode neutralizar o que é do outro, porque muita gente quer ser mágico, quando o outro começa a gritar quer olhar, fazer uma oração, e fazer o outro se tornar uma tartaruguinha, isso não é verdade. O que eu posso é ver o que eu aceito do outro, o que aquilo me faz sofrer ou não. Eu escolho sofrer ou não. Mas nós teimamos em modificar o outro, eu quero explicar para o outro, não quero admitir o que ele está dizendo, eu quero que ele entenda, eu quero que ele se modifique, eu quero que ele aja de uma forma, ou de outra forma, porque eu acho certo. A única coisa que eu posso fazer é neutralizar o que eu recebo, não o que ele (ou ela) dá.

Eu – Sim, como já comentamos na aula passada muitas vezes as mulheres conseguem ser muito mais agressivas que os homens.

A – Com outras armas!

Eu – Sim, com outras armas.

A – Mesmo a magoa, se eu me magoo pelo que alguém me fez, ou pelo que alguns me disseram, é porque isso ressoa em mim, e eu preciso olhar para mim, e, não para o outro. A maioria das pessoas quer mudar o outro. Se o outro não me trata bem, acho que eu preciso mudá-lo. Não, o que eu preciso é mudar o que eu sinto. Isso não significa também que por isso, porque o amor neutraliza isso, é preciso eu estar o tempo todo com esse outro, se ele continua agressivo, não sou eu que preciso, ele vai ter que se enquadrar, e muitas vezes o AMOR significa se afastar.

Eu- Então muitas vezes a solução é usar essa “amorosidade” para o afastamento?

A – Porque o AMOR liberta, o AMOR nunca prende. POBRE DAQUELE QUE ACHAR QUE VAI MODIFICAR O OUTRO.

Eu – Você diz: – O amor liberta!

A – Sempre!

Eu – Vamos falar sobre um casal numa condição dessas, um deixa o outro e entra no sofrimento, ela não está no Amor?

A – Não.

Eu – Se você AMA você não sofre, nem por ter deixado?

A – Não!

Eu- Caramba!! Mas e a falta que o outro vai fazer?

A – Isso é apego, não é AMOR. Amar é querer que o outro esteja feliz. Só!!

Eu – E quando você está completo você não tem apego e não vai sofrer? Isso é bem complicado.

A – Muitas vezes eu preciso deixar ir.

Eu – Muitas vezes eu preciso deixar ir.

A – Deixar ir é Amor, muitos dos iluminados que vocês consideram aqui, só o foram porque teve outros que o deixaram ir. Se Jesus tivesse tido uma mãe apegada, que o colocasse por debaixo da sua saia o tempo todo, ele provavelmente iria ser um menino mimado, e não um mestre. Se Buda tivesse uma esposa apegada, que não o estimulasse a sair, porque seus pais o mimavam, ele seria só mais um reizinho. Sua esposa o colocou pra fora, sua esposa o ajudou a fugir para conhecer o mundo, e ela sabia que ele não iria com ela, ou que ela não iria com ele, que ele iria só, e ele permitiu tudo por AMOR. Maria estimulou Jesus a ir, com AMOR, respeitou suas escolhas, por AMOR. Maomé, o mercador, tinha uma esposa chamada Radisha que era mais velha, tinha uma filha chamada Fátima. E essa esposa muitas vezes o deixou ir, muitas vezes o estimulou a ir buscar os seus sonhos que ele dizia ser com o Arcanjo Gabriel. E ela só ficava em preces, pedindo para que ele estivesse bem e não para que ele voltasse para ela, mas que ele encontrasse o seu destino. Isso é AMOR! Quantos outros, por falta desse contato acabaram se perdendo e poderiam se iluminar? Por terem encontrado seres apegados no seu caminho, e se entregarem ao apego… E quantos de nós, ainda por apego, não impedimos que seres com todo potencial de serem iluminados sigam seu caminho?.

Eu – Sim, fazendo essa avaliação! Existem situações de apegos muito severas.

A – Sim, o apego gera magoa, o apego é a mãe da magoa.

Eu – Realmente! Se o outro se liberta sozinho vou-me sentir magoado.

A – E muitas vezes eu uso a magoa para controlar o outro, por apego.

Eu – Inclusive, além de segurar o outro, ainda gera a culpa, não?

A – Exatamente! Gerar culpa no outro para que ele fique paralisado, e não siga o seu caminho, principalmente quando eu percebo que o caminho do outro não me inclui.

Eu – Isso acontece em todos os tipos de relação?

A – Até com seu cachorrinho, com o passarinho.

Pergunta de um integrante do grupo – Quando uma pessoa magoa o outro, é proposital, ocorre espontâneo, ou um descuido?

A – Ninguém magoa ninguém, eu me magoo com o que o outro fez. Quem controla sou eu, sempre, ninguém é capaz de magoar ninguém.

Eu – Você se deixa magoar? Seria isso?

A – Sim! Sim.

Eu – O outro pode ate não ter a intenção? Você se deixa magoar.

Pergunta de outra integrante do grupo – Eu queria saber as diferenças entre, magoa, rancor e ressentimento?

A – Elas são muito parecidas, a magoa é um pouco mais mimada, a magoa é um pouco mais romântica. Se faz o papel da vítima, o rancor tem ódio envolvido, o rancor é o vingativo, e o ressentimento é o olhar para o passado o tempo todo, então o ressentimento é a ausência do perdão. Não sei se ficou claro.

Eu – Sim, porque se você está ressentido foi algo que fizeram? Pois ressentir é sentir de novo.

A – Se você já sentiu uma vez, você quer sentir de novo, gostou?

Eu – E então não perdoou?

A – Exato. E gostou disso, é confortável! Sentir não é suficiente, você quer ressentir!! E quando eu ressinto, eu fico no passado, e ai inclusive, eu me impeço de viver plenamente o presente.

Outra questão de um membro do grupo – O que eu entendi também, é que quando a pessoa magoa o outro, e se o magoado decidir sentir assim: isso não tem importância na minha vida, eu não sou isso, ele automaticamente neutraliza essa energia, seria isto?

A – Não necessariamente tão simples, eu não posso usar só uma palavrinha, eu preciso realmente sair dessa energia, é um pouco mais complexo, do que só usar uma frase, mas eu é que escolho ficar magoado, ou não. Existem histórias muito drásticas de pessoas que foram torturadas, inclusive fizeram a passagem de forma violenta e que não se magoaram com isso. Mais uma vez vamos citar Jesus. Se Ele tivesse ficado magoado pelo que lhe fizeram na cruz, que seria dele hoje? E ele foi morto, torturado. Alguém acha que ele se magoou com isso?

Eu – Você disse “uma simples frase não resolve”, então seria sentir isso, é preciso que esteja não na sua mente, mas no seu cardíaco, no seu SENTIR?

A – Exatamente como o fumante, quando ele sentir que aquilo lhe faz mal, ele para, enquanto ele só sabe, ele continua fumando.

Eu – Quando, por exemplo, ele fica com um problema pulmonar?

A – Não exatamente, esse é o problema, não significa sentir, isso significa sofrer as consequências, que é muito diferente, mas quando ele sentir que aquilo não lhe faz bem, mesmo que ele não tenha nem um problema, ele vai parar, mas enquanto ele só souber, não vai adiantar nada.

Eu – Por isso que o AMOR supera tudo isso, porque ele é um sentimento, se não sentir, não adianta nada, você não vai treinar AMAR.

A – Existe muita gente, tanto encarnada quanto desencarnada, que consegue dizer que ama, mas que não consegue AMAR de verdade, isso é muito comum.

Eu – Isso a gente vê no dia a dia, de monte. Eu amo, eu amo, mas amar que é bom… Então continua aquela mesma realidade: é no agir e no sentir que estão as verdades. Falar e pensar, não adianta?

A – Você já matou a sua fome com algum cardápio? Quando você está com fome não adianta ler o cardápio. É interessante que você tenha comida.

Mas eu quero insistir, que se percebam os dramas de controle, só usa o drama de controle quem precisa roubar energia do outro, e muitas vezes esses dramas são difíceis de perceber. Não existem vitimas e vilões, mas existem pessoas agressivas e pessoas que querem ser agredidas. Isso só para dar um exemplo. Os dramas de controle sempre são um encontro de uma chave com uma fechadura perfeita, e é importante que isso se modifique, é importante que cada um de nós perceba como gerar sua própria energia sem precisar controlar os outros. E ai vocês não terão mais necessidade do controle, do autoritarismo, da violência, da corrupção, do roubo.

E u – Então quer dizer, por exemplo: numa família, se eu me sinto magoada com uma atitude de um filho, se eu chegar nesse filho e expuser a causa da magoa, isso então não vai adiantar de nada?

A – Não é bem assim, você faça a sua parte, isso não quer dizer que isso não vai adiantar de nada, só quer dizer que você faz a sua parte e o outro vai ter que fazer a dele. Não tente modificar o outro. Você vai expor como você se sentiu, assim ou assado, sem esperar, isto é, exigir, como o outro vai encarar isso…

Eu – Mas ele também vai expor como ele se sente com isso.

A – Que bom se ele se expuser, na maioria das vezes, isso não acontece.

Eu – Por exemplo, se o outro me devolve mostrando o ponto onde eu magoei, na certa vai mexer de novo com esses sentimentos. É a hora de avaliar isso?

A – É hora de abandonar o drama de controle, de eu parar de ser um coitadinho que sofre com aquele ser violento, e simplesmente desistir disso. Por que eu continuo atrás daquele ser violento?

Uma vez um sábio contou a história de uma menina que ficava o dia todo atrás dos meninos de uma comunidade. E eles batiam nela, e ela vinha e reclamava. No outro dia, ela novamente ia atrás dos meninos e apanhava de novo. E ela vinha e reclamava novamente. E ai o sábio tinha dado dois alertas nos meninos. Quando um deles falou: ela não larga do nosso pé, ela nos incomoda. E o sábio pediu que a menina parasse. Foi o único jeito de ela parar de apanhar. Pense em quantas vezes nós vamos atrás do que nos faz sofrer?

Eu – Isso tem a ver com a valorização do sofrimento, que nós humanos cultivamos, o sofrimento auto-imposto, ou tem a ver com essa alma que precisa aprender a se desprender disso?

A – As duas coisas, tanto o cultivo social, pois sua mãe te dá mais atenção quando você está doente, no dia a dia ela não tem muito tempo de ficar dando atenção, mas quando você esta doente ela se sente culpada, e ai o pobrezinho tem atenção. Então sempre que eu estiver sofrendo, eu tenho atenção e isso continua na vida adulta. Eu me faço de vítima e tenho atenção, delícia. E o que vem desse passado, o que vem de toda uma era de culto a dor, de culto ao sofrimento? Isso ainda é muito cultuado, as pessoas sempre se preocupam mais com a crucificação de Jesus do que com o que ele falou. E ele só foi mais um crucificado naquele dia. No dia seguinte poderia ter sido cinco, e no dia seguinte mais alguns… E o que ele falou é que era importante… Mas as pessoas só se lembram da cruz.

Eu – É.., realmente valoriza-se muito a crucificação de Jesus cristo, principalmente nesse final de era na qual se deveria ir para uma nova concepção.

A – E o pior é que as pessoas ainda acham que ele fez isso para salva-las.

Eu – Sim, a gente já nasce com culpa, vendo aquela imagem, aquela coroa e ele todo ensanguentado. Já nascemos com a culpa de que esse sofrimento foi para nos salvar. Isso é horrível!

A – Sim por sua culpa, porque você pecou. Na realidade, a crucificação foi uma forma de mostrar que nem aquilo era importante, que não precisava se magoar. E não ser visto como uma forma de redimir a humanidade. Foi uma forma de ele mostrar para a humanidade, o caminho, o caminho do não sofrimento. Quando eu decido não sofrer, eu não sofro.

Eu – Foi tudo entendido errado, usado erradamente, para crucificar a humanidade, não?

A – Sim, e para valorizar o sofrimento.

Pergunta de um dos integrantes do grupo; No ensino da Hipinologia, quando a pessoa magoada sofre muito, nós o hipnotizamos, e então falamos quando ele está em Alfa, que aquelas ameaças a partir de agora não tem nenhuma importância, não o afeta, não tem nenhum valor, que agora ele ficará forte, seguro, convicto, que isso não tem mais importância, nem mais um efeito sobre ele. A partir daí, a maioria das vezes, a pessoa deixa de se ofender com essas ameaças de ser magoado. O que ocorre em termos de emoção, você pode nos responder?

A – Na maioria das vezes a Hipnose pode auxiliar, mas a pessoa é quem decide. Se ela quiser, ela vai se magoar quinze minutos depois, porque a hipnose não tem o poder de modificá-la, de modificar os seus sentimentos. A Hipnose pode mostrar uma luz, ela aceita ou não, porque ninguém tem o poder sobre o outro. E isso é uma ferramenta para ser utilizada que muitas vezes vai funcionar como doses muito pequenas.

Membro do grupo: Temporário?

A – Muitas vezes nem temporário, se for um depósito de lixo. Muitas vezes é tirar um pequeno saquinho de lixo, agora em alguns casos sim, mas a pessoa pode decidir. É que muitas vezes você está frente a uma pessoa que não vê nenhuma luz, porque quando ela vê uma luz, ela se apega a isso. Você pode fornecer a luz, mas o que ela faz com a luz, é ela quem decide.

Eu – Então isso nos mostra que técnica nenhuma vai funcionar. Se a pessoa não se permitir ninguém consegue mexer?

A – -Não, com certeza.

Eu – E o que faz com que ela se permita, muitas vezes é o desespero?

A – E se for o desespero, ela vai voltar daqui a pouco.

E U – Então vai funcionar temporariamente, e volta ao estado anterior novamente.

Membro do grupo – Então o ideal é que a pessoa entenda, e ela mesma decida superar, é isso?

A – Você não vai conseguir fazer com que ela entenda, através de informações. Informações só sustentam a mente, e a Mente mente.

Eu – A Mente! mente?

A – Se ela não sentir aquilo como sua verdade, ela vai aceitar por alguns minutos, e depois ela volta. Se for só mental, claro que tudo é muito complexo, nós temos que entender a complexidade. Então mais uma vez é importante que nós percebamos o que nós estamos fazendo no dia a dia, se é para controlar alguém ou não. Porque muitas vezes, inclusive o seu sofrimento também é para controlar alguém, então parabéns! Aproveite porque você focou a causa. Se assim for, é claro, porque nem todo sofrimento também é causado pela própria pessoa, que isso fique muito claro. Mas se você está sofrendo para controlar alguém, você é o responsável por isso.

Eu – Você acaba de dizer que nem todo sofrimento é causado pela própria pessoa, esse sofrimento, pode ser causado se nós formos responsáveis pelos nossos atos, por aquilo que nós atraímos. Esse sofrimento pode vir como? Se não for por nós mesmos?

A – Muitas vezes você só está no meio de uma turbulência, você não pode imaginar que todas as pessoas que estavam no avião que caiu estivessem envolvidas com aquela queda. Muitas vezes foi só um acaso, de verdade!

Eu – Mas é justo aquela pessoa estar lá por acaso?

A – Sim, no aprendizado. A gente sempre acha que as coisas são castigo, e elas nem sempre são castigo, e sim oportunidades.

Eu – E essa oportunidade é que essa pessoa que estava naquele avião, sem estar dentro daquela proposta, tem alguma coisa neste aprendizado para usar no passado dela?

A – Sempre!

Eu – Mesmo que não fosse para ela ir através daquele acidente?

A – Mesmo que não fosse para ela ir através daquele acidente.

Eu – Então existe isso? Tem pessoas que estão num acidente, vamos supor, e que não tinham de estar ali? Estavam ali por um acaso mesmo?

A – Sim, por livre arbítrio!

Eu – Que livre arbítrio! O acaso não existe, e ela não sabia!

A – Não existe acaso neste sentido, mas o livre arbítrio e as suas decisões esbarram em outros fatos, em outras linhas de complexidades.

Eu – Exemplo: Eu estou num aeroporto, eu embarco num voo, eu não tenho a ver com aquele voo, com aquele avião que vai espatifar lá na frente. Eu tive algo que me induziu a sair desse voo e, eu fui por teimosia?

A – Às vezes sim! E ai você tem a oportunidade de aprender. Porque se não fosse assim, tudo já estaria escrito, e ai era só acessar esse livro e você já saberia tudo que aconteceria com você. Você que trabalha com a astrologia sabe o quanto existe de escrito, mas também o quanto existe de livre arbítrio. E ai o livre arbítrio sempre vai poder ocasionar fenômenos aleatórios, que não são por acaso no sentido de meras coincidências, mas sempre são oportunidades.

Eu – Isso está confuso para mim, da para dar um exemplo?

A – Da sim. Você tem um voo que vai cair (já que você falou sobre isso). E eu resolvi que eu quero ir justo naquele voo. Várias coisas me induzem a não ir, mas eu continuo teimando. Nada daquilo estava preparado para mim especificamente, mas me foi permitido, porque eu insisti. Foi-me permitido porque é uma oportunidade de aprendizagem. Então, não é o acaso, é uma oportunidade.

Outra integrante do grupo – Então isso quer dizer que eu estou assumindo um risco, porque poderia acontecer alguma coisa com o avião?

A – Sim. Você sempre vai ter que assumir riscos na sua vida, quer encarnado, quer não,

Integrante do grupo – Por mais que tudo tivesse me mostrando para não pegar aquele voo?

A – Mas nem tudo vai te mostrar, porque senão eu diria novamente que tudo estaria escrito, e nem tudo esta escrito. Existem tantas variáveis que nem tudo esta escrito, porque senão nós estaríamos aqui só representando um papel. E isso que está acontecendo aqui seria só uma novela, e cada um de nós seria meros atores, encarnados e desencarnados. E não é assim. Eu posso escolher, sempre, isto é, sempre eu posso escolher.

Eu – Como eu poderia, por exemplo, não estar aqui hoje. Isso pode estar ou não no meu caminho?

A – Agora veja, você poderia escolher estar agora no polo norte, mas se você não tivesse um casaco você iria morrer de frio. É isso que a gente precisa aprender, a lidar com tudo isso. Inclusive com essas coisas que parecem acasos, mas que são oportunidades, porque tudo é muito complexo. E complexo não significa complicado, complexo só significa que eu tenho muitas variáveis envolvidas.

Eu – Então eu não posso dizer que tudo o que eu passo na minha vida encarnada é uma missão?

A – Não, alias muita gente tem perdido muito tempo com essa história de missão.

Eu – Mas isso também vem através da religião, o bendito karma, aceito isso porque é o meu karma.

A – Quando eu aceito que karma deve ser substituído por lei da ação e reação, ai eu tenho que ter ação.

Eu – Um casal cujo marido é alcoólatra, se vê muito isso. A mulher passa uma vida inteira ali sofrendo as consequências daquela situação. Interna o marido, ele sai, volta…

A – Você já começou dizendo um casal Num casal não tem um marido alcoólatra, tem duas pessoas que estão envolvidas naquele alcoolismo, um deles manifesta.

Eu – Eu só queria confirmar.

A – E o que fez essa pessoa ficar tanto tempo aguentando esse alcoólatra?

Eu – A necessidade do alcoolismo.

A – Não necessariamente do alcoolismo, pode ser do comportamento.

Eu – O papel da vitima é um deles.

A – Sim, é tão bom ser vítima.

Eu – A coitada que suporta tudo.

A – Sim, da heroína, olha como sou herói! O herói é sempre uma criança, o herói ainda não cresceu. É isso que a gente precisa aprender.

Eu – Enquanto temos a necessidade de sermos heróis, estamos na infância.

A – Sim, porque o herói não tem medos, o herói se atira de cima do precipício e sabe que não vai morrer. O herói nunca morre, mas o adulto sabe que se atirar do precipício vai morrer e vai ter que assumir as CONSEQUENCIAS. É quando nós saímos dessa história do herói, em que muitos desses casais em que uma das pessoas tem um problema, ou manifesta esse problema do casal, o outro se sente um herói porque suporta aquele ser.

Eu – O que nós estudamos na apometria diz que pode, por exemplo, o alcoolismo de uma pessoa da família se manifestar em uma outra pessoa dessa família, isso é real?

A – Não só o alcoolismo, a gente precisa entender isso. Os nossos índios já sabiam muito disso, e, eles diziam que muitas vezes uma pessoa manifesta o problema de uma tribo toda. Que o resto fica muito satisfeito de que essa pessoa se encarregue dos problemas. E quando isso acontece, ou essa pessoa vai sofrer ou vai fazer os outros sofrerem. E a gente precisa aprender isso: quando um se manifesta, todo o sistema no qual ele está inserido atrai essa energia, e ele muitas vezes por AMOR, manifesta isso para que o outro não precise manifestar. Por um AMOR que ele nem sabe que existe.

Eu – Quer dizer que ele entra num processo de sofrimento, de dor por amor ao outro?

A – Sim, mas um amor que ele não consegue perceber, que ele não consegue raciocinar.

Eu – E é justo isso?

A – Sempre há justiça, porque muitas vezes ele também, graças a isso se autoafirma, então não há injustiça nenhuma. Porque está havendo uma troca. Cuidado com a sua visão de justiça, e com sua visão de um ponto de vista. A maioria dos sofredores está muito feliz em sofrer, e não adianta tentar mudar isso, porque se você tentar mudar, ele vai voltar a sofrer. Como aquela menina que voltava a incomodar os meninos até apanhar, para poder vir chorando para dizer que tinha apanhado.

Eu – O sofrimento fazia bem para ela?

A – Sim, era o que a tornava diferente, e ela recebia atenção graças a isso. Quantas vezes você fez isso?

Eu – Não mostra minhas sombras!

A – Vamos ser genéricos! Quantas vezes cada um de nós encarnados ou desencarnados, fizemos isso? Com os desencarnados isso também acontece. Quantos desencarnados não se colocam como vítimas de outros desencarnados, e fazem maldades em nome dessa vitimização?

Eu – Então levamos essas merrecas para outras dimensões?

A – Sim, até entender.

Eu – Eu vou voltar num assunto no qual eu investi uma expectativa grande. Até que fomos atender o primeiro caso e nos foi dado a informação que não é possível fazer isso. Atender um espírito ainda na gestação. A pessoa dizia no curso de Apometria que eu fiz, que podemos libertar o espírito antes do nascimento, de muitas coisas do seu passado.

A – Primeira coisa, quem precisa de aplauso parece não muito sábio. Segunda coisa, que justiça haveria de um encarnante que ainda não está plenamente encarnado poder resolver seus problemas nesse estado que se assemelha muito ao estado de coma?

Eu – O estado do bebê no útero?

A – Sim. Se você é responsável por tudo o que você decide, e num momento em que você está em coma, alguém decide por você, há justiça? Se você não está em pleno gozo de suas faculdades intelectuais, aqui não mentais, mas intelectuais… O espírito que encarna teve que se moldar a um corpo ainda em preparação. Outra pessoa resolver por ele, isso não é muito parecido com o que se critica nos evangélicos? Ou daquelas pessoas que a partir de um despacho, resolve a vida de alguém? Seria a mesma coisa!

Eu- Inclusive iríamos mexer em coisas escolhidas pelo próprio espírito para…

A – Então quem é o todo poderoso que se sente no direito de fazer uma coisa dessa e desrespeitar o livre arbítrio? Isso é um desrespeito ao livre arbítrio. Porque eu vou pegar a pessoa inclusive quando ela não tem o livre árbitro. Isso talvez seja uma das maiores violências que se possa fazer. Quando esse espírito está no seu maior momento de vulnerabilidade, eu brinco de Deus. Você conhece alguém que brinca de Deus? Aqui deste lado às vezes tem!

Eu – Aqui o que mais nós temos é quem brinca de Deus, resolvem tudo, curam tudo, preveem tudo… É na TV, nos livros, nos atendimentos…

A – E se você olhar para quem brinca de Deus geralmente tem uma segunda intenção. E o pior, é que tem gente ainda comprando pão de açúcar.

Eu – Tem muita gente vendendo e comprando pão de açúcar entre encarnados.

Eu – Parece que estamos cansados. Se tiver algo importante ainda a dizer, para encerrarmos.

A – Mais uma vez quero insistir nos dramas de controle, aprendam. O que eu estou usando com a outra pessoa é AMOR, ou é uma tentativa de controle? Eu estou permitindo que o outro voe, ou eu estou cortando as suas asas? Eu estou prendendo a perna com uma corrente ou estou estimulando que evolua? Prestem atenção nos dramas de controle e os abandone urgente.

Eu – É foi uma abordagem muito profunda, e eu tenho certeza que nos traz grandes reflexões, porque estamos sempre nisso, e passa despercebido.

Nós agradecemos muito por esse contato, por todas as informações. A todo grupo presente, e a toda mobilização que fazem para que esse encontro aconteça.

A – O grupo agradece, nós também muitas vezes temos dúvidas. Momentos em que não temos uma opinião única, e aprendemos que é importante não termos uma opinião única, porque isso permite que nos aprofundemos. Que um ensine o outro, um tem pontos de vista diferentes, porque o mesmo fato tem muitos pontos de vista. É importante que se aceite a opinião divergente, porque as pessoas não precisam pensar igual, não precisam se vestir igual.

Eu – Você quer dizer que existem vários pontos de vista sobre a mesma realidade, mas a realidade é aquela. Como a de trabalhar com o bebê ainda no ventre, podem ter vários pontos de vista, mas uma só verdade.

A – Mas se eu ferir uma lei básica do amor, ai não há ponto de vista que pode se manter.

Eu – O que você quer dizer com isso?

A – Se essa pessoa feriu o livre arbítrio de alguém, se ela feriu uma lei básica que é o respeito por alguém, o respeito ao outro.

Eu – Mas conseguiria, se consegue numa captação apométrica mexer com essas leis? Informaram-nos que os corpos estão blindados.

A – Com certeza! Mas tem tanto espírito brincando por ai, e tem gente que precisa se divertir.

Eu – E com coisas muito sérias né!

A – Talvez precisem estudar a parte que Kardec escreveu muito bem, mas que precisa ser mais aprofundada, que é das obsessões. Vocês estão muito acostumados a estudar as obsessões que Kardec chamou de obsessões simples, onde tem espíritos que não gostam de mim e que vão puxar o meu tapete. Mas existe outra forma, e existe a forma da fascinação. A fascinação é quando eu perco o meu senso critico, porque vários me adulam, sejam encarnados ou desencarnados. E eu me sinto tão bom que eu estou acima do livre arbítrio. Aliás, eu sou melhor que Deus. Como eu sou melhor que Deus, eu posso fazer qualquer coisa.

Eu – Ok, Gratidão, e até a próxima.

A – Agradecemos também.

  Categories:
Ler Mais Artigos

Sobre o Autor do Artigo

Vilma Aparecida Mascagni
Vilma Aparecida Mascagni

Ler Mais Artigos