Conhecimento e a Sabedoria

Conhecimento e a Sabedoria
fevereiro 21 20:42 2015

Conhecimento e Sabedoria. Um lindo tema! Nos mostra o quanto de distância existe entre esses dois estados. O Conhecimento é passivo. É como um objeto – é como um vaso vazio. A Sabedoria tem função. É o fruto da Ação. A Sabedoria é a utilização do livre arbítrio para transformar o conhecimento em atitude.

Estudo do dia 13/11/14 O Conhecimento e a Sabedoria.

No Evangelho. A Eficiência da Prece – Pedir e Receber

Estamos reunidos aguardando o comunicador do grupo de desencarnados que vai nos trazer os ensinamentos de hoje. Vamos elevar nossos sentimentos em Gratidão. Agradecer por mais esse encontro, por mais esta oportunidade de mais uma vez estarmos juntos, encarnados e desencarnados. Gratidão a esses irmãos de outras dimensões que enfrentando as dificuldades de comunicação estão sempre presentes. Gratidão a corrente do grupo Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, grupo esse, que faz essa corrente de sustentação energética para que possamos nos comunicar. São os Engenheiros de som.

Não tenho um tema hoje para ser abordado, vamos aguardar o comunicador do grupo dos desencarnados para ver qual o tema vai ser estudado hoje.

Comunicador – Boa noite a todos. Meu nome é Álvaro, eu já estive aqui com vocês.

– Vou me referir a esse comunicador com a vogal- A.

Eu – Boa noite Álvaro! Seja bem vindo! Obrigada pela sua presença.

A – Mais uma vez eu vou dizer a vocês que quem aqui se apresenta não tem nada de especial, só representa a ideia de um grupo – um grupo que também está em aprendizado, um grupo que também se reúne para estudar e aprender. Nós também temos em comum com vocês os mesmos orientadores. Por isso me apresento não como mestre, mas como porta voz.

Eu – Gratidão Álvaro! Estamos felizes com sua presença, e vamos ver o que vocês nos prepararam para hoje.

A – A leitura do Evangelho já abre caminho para que possamos abordar o tema. Há dificuldades para entender algumas palavras. Não porque tenham sido ditas em parábolas, mas porque as explicações foram consumidas por aqueles que tinham medo de que elas chegassem ao vulgo, e se tornassem tão populares que diminuíssem o poderio. Por muito tempo a informação foi um meio de atingir o poder. Vocês sabem disso. Há um trecho no Evangelho em que Jesus disse: “ Porque aqueles que têm muito, receberão ainda mais, e aqueles que têm pouco muitas vezes esse pouco que possuem lhe será retirado´´ (Marcos, 4:24 e 25). E a maioria de nós quando lê esse texto, solto, descontextualizado – acha estranho que o mestre que pregou o Amor, e que sempre pregou a compaixão, a misericórdia, o respeito… É uma frase que parece tão inusitada! Primeiro nós ficamos recebendo informações de que é mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino do céu, e de repente alguém diz que quem tem muito, vai receber mais ainda, e aquele que tem pouco provavelmente vai perder o pouco que tem. Parece injusto! E nós então transportamos essa frase muito mais para o que nós vemos quando encarnados, na justiça social do que no seu aprofundamento teosófico. Jesus nos ensinava naquele momento como agirmos no nosso dia a dia. Mais uma vez nosso grupo percebeu a importância desse tema. Ele talvez seja a continuação do que foi ensinado no, vigiai. Mas ele precisa ser esmiuçado, principalmente pelo momento pelo qual a humanidade esta passando. Mais uma vez! Esse não é um momento especialíssimo. Todos os momentos foram, e são especialíssimos, porque a vida é um grande presente. Quer seja a vida encarnada, quer seja a vida desencarnada. Viver é um presente. Mas existem momentos em que é necessário que a confusão se faça, para que dessa confusão surjam modelos novos, paradigmas novos, para que alguns paradigmas sejam deixados. E para isso esse é um momento bastante especial. Quando o Mestre se refere a, aqueles que têm muito vão receber mais, ele está nos ensinando que quando nós nos sentirmos repletos, quando nós nos sentirmos inteiros. Quando nós nos sentirmos entusiasmados – palavra que tem origem no Grego, e que quer dizer “recheados de Deus, ou, A Centelha de Deus´´. Quando nós formos conscientes do quanto nós temos. Quando nós tivermos consciência de como nós temos a centelha do Pai que pulsa dentro de nós, ai sim nós estaremos preparados para receber mais ainda. Porque esse é o momento em que o filho, em que o espirito que busca, percebe o quanto ele já tem, e desenvolve a Gratidão, e passa a se tornar apto para receber mais ainda. É mais ou menos, fazendo uma metáfora, como aquele que passa por muitos anos estudando, e após a sua formatura passa a tornar-se apto para galgar novos rumos. E aquele que pouco tem ainda assim lhe será retirado. Por quê? Qual a justiça? A justiça daquele que pouco tem que Jesus se referiu, é aquele que buscou pouco, não é aquele que acumulou poucos bens. Não é aquele que foi incapaz de acumular bens, mas é aquele que foi incapaz de se preparar para galgar novos conhecimentos. É aquele que foi relapso. É aquele que não investiu. É aquele que não se esforçou. E esse se tem pouco, por não ter ido buscar, com certeza vai perder o pouco que lhe coube, porque esse pouco na maioria das vezes é o que nos é dado gratuitamente, e quando eu digo gratuitamente não quer dizer que não foi pago um preço, é que nos é dado só pelo fato de sermos portadores da Centelha de Deus. Isso deve pautar nosso comportamento, quer no período da encarnação, quer no período desencarnado – ou no plano espiritual. Que nós estejamos cada vez mais entusiasmados. Que nós estejamos cada vez mais nos preparando. Mas que nós também não nos percamos como buscadores que não agem, que não utilizam conhecimento, esses são como vasos que detém o liquido, e que depois que o liquido lhes é tirado, voltam a serem vasos vazios. Que nós não sejamos só vasos que recebem conhecimento, mas que não os utiliza. Que nós possamos receber, transformar, prosperar – e ai nos fazermos aptos para recebermos mais ainda. Qual é aquele que dando todas as chances aos seus subalternos premia o que não trabalhou? Haveria justiça? Haveria correção? Por outro lado, qual aquele pai que mesmo percebendo não haver o esforço que ele esperava do filho, não se compraz e não se sente feliz em poder fornecer aos seus filhos o melhor alimento, a melhor vestimenta, as melhores chances. Portanto é importante o equilíbrio entre essas duas energias que cuidam, a energia do pai e a energia do patrão. Deus não é nem um pai, nem um patrão nesse sentido. Mas é no equilíbrio dessa visão que nós vamos nos pautarmos, e cada vez mais nos prepararmos, e nos reconhecermos portadores de muitas graças, e elas se chamam Graças por serem gratuitas de muitas graças, de muitos benefícios da vida de Deus. E que nós a partir desse momento, que percebamos o quanto recebemos, e possamos então pleitear mais, mas cuidado! Muitos entendem que pleitear mais significa obter benefícios, benefícios materiais, ou benefícios com relação ao poder. Não! Pleitear mais é pleitear mais conhecimento. Pleitear mais chances de agir. E ai sim! A partir do momento em que nos mostramos capazes de agir, após recebermos ensinamentos – ai receberemos mais ensinamentos.

Eu – Eu vou colocar uma questão agora que eu gostaria que você falasse um pouco. É sobre a diferença do Conhecimento e da Sabedoria, porque baseado em tudo que foi dito até agora acho que esse é o tema de hoje.

A – O conhecimento pode ser tido como algo passivo, é um objeto. O conhecimento ele pode ser transmitido, sem duvida. A Sabedoria é a utilização do livre arbítrio, que já foi antes focado, para transformar esse conhecimento em atitude. O detentor de conhecimento, como eu já disse antes, não é aquele que tem muito. O que tem muito é aquele que demonstra atitudes. Não significa fazer provas como na época de escola. Significa incorporar o conhecimento. Principalmente das leis naturais – a Lei do Amor. E agir! Ai está à sabedoria. Muita gente confunde e acha que adquirir conhecimento, conhecimento, conhecimento.. A Sabedoria é que é mais importante, a Sabedoria é fruto da ação.

Eu – Então o conhecimento sem a ação se torna vazio?

A – Usei inclusive a metáfora do vaso, que por algum tempo detém algum liquido, mas quando esse líquido lhe é tirado – ele volta a ser vaso vazio. O que tem sabedoria tem atitude – ele não é mais um vaso. Ele não é mais objeto. Ele já é agente, ele tem função – ele tem ação. Por isso muitos se perdem na busca por confundirem o Conhecimento com a Sabedoria. A busca do conhecimento é muito mais simples. Pouco trabalhosa. E o conhecimento alimenta o ego doentio, não o ego equilibrado que já focamos antes. Perceba quantos proclamam frases para mostrar seu conhecimento.

Eu – Inclusive está cheinho de gente em palcos falando, falando… Mas que pouco agem em suas próprias vidas.

A – Marionetes! É claro que nós, nem nós desencarnados, nem os encarnados, vamos sair julgando a todos. Porque ninguém é capaz de ser coerente. E ser coerente talvez seja muito perigoso. Porque o coerente muitas vezes é teimoso. Talvez o mais importante seja que aprendamos a ser congruentes, ou seja, continuarmos a seguir nosso caminho percebendo as mudanças que necessitam ocorrer, e continuarmos caminhando, porque o coerente muitas vezes não se permite caminhar. Paralisa!

Eu – Porque muito do conhecimento que eu tenho hoje, daqui a algum tempo pode não servir mais para nada. Por isso não ser coerente?

A – Sim! Muitas vezes o coerente não percebe as mudanças que já ocorreram em seu entorno e continua declamando a mesma poesia. Falando da semente, e não percebe a arvore já frutificando.

Eu – Isso é rigidez. Não?

A – Sim! E ai você percebe quantos, e ai eu faço uma observação porque você talvez perceba mais ainda. Quantos já tem rigidez física.

Eu – É a somatização, não?

A – Sim! E a dor que deveria ser encarada como uma benção, porque afinal ela alerta a mudança. Se torna uma lastima! E mais um motivo para se apequenar, e para adquirir menos sabedoria e menos atitude.

Eu – O que você quer dizer é que quando o corpo já sente a dor, essa dor é a mensagem que o Alma está nos passando para avisar que a rigidez – vamos focar na rigidez – está causando mal, e que necessita de mudanças?

A – Exatamente! Se você coloca a mão sobre uma chapa quente, se você não tiver dor, você vai ter lesões graves. A dor é um alerta para você tirar a mão da chapa. E a dor é sempre assim. Mas nós não percebemos, e maldizemos a dor – quando deveríamos bendizê-la e abençoa-la! Porque ela aponta os momentos de mudanças no caminho que não conseguimos pelo Amor. Dói? Pare! Pense! Aja!
E vai deixar de ter dor. Agora, se dói e você só reclama! Você se apegou a dor.

Eu – No momento em que eu me apego à dor eu não percebo a necessidade da mudança que essa dor
veio sinalizar, e entro no papel da vitima?

A – Sim, e o papel da vitima, é um dos mais confortáveis que existe.

Eu – Porque ai não preciso mudar nada? Fico na minha zona de conforto.

A – Sim, e é esse que vai perder mais ainda. É desse que o Cristo falou. O que tem pouco – o pouco lhe será tirado.

Eu – Nossa! Como esse texto do evangelho traz uma mensagem tão profunda. Sempre tive dificuldades de entendimento desses textos. Mas esse é bem diferenciado, para meu entendimento está sendo ótimo.

A – E essa explicação, ela foi esquecida. Porque muitos queriam utilizar dessa energia, porque quanto você mais tem, e quando você mais busca, quando você mais age. Mais você recebe! Muitos dos Magos, mesmo os que vocês chamam de magos negros, e que vocês recebem muito na Apometria, conhecem um pouco desse principio, e entenderam um pouco. E ai cabe a cada um a responsabilidade do uso que faz desse principio. Muitos dos Magos negros usam as energias baseadas nesse principio.

Eu – Por favor, um exemplo.

A – Aquele que muito tem, receberá mais. E aquele que pouco tem esse pouco lhe será tirado. Esse principio quando bem entendido pode gerar abundância. Mas muitas vezes, quando não entendido, ou entendido parcialmente, ele vai gerar poder. Muitos dos Magos negros usaram isso de uma forma, com o livre arbítrio. É claro! Com a responsabilidade. Lembrando que responsabilidade não é culpa, e sim é a habilidade de reagir conforme a energia que você usou e criou.

Eu – Creio que a maioria interpreta esse texto do Evangelho dessa maneira.

A – Por isso suprimiram as explicações. E muitos entenderam. As gerações do poder quiseram manter essa informação sob segredo, e outros que entenderam um pouco mais, mas não chegaram a um entendimento completo, tiveram medo, e ai suprimiram as explicações que o Mestre deu.
Eu – Como tudo é usado em prol da manipulação, né? Vamos voltar na somatizção. Chegamos ao apego que gera a dor – eu valorizo a dor, que cria a vitima… É uma bola de neve. Né?

A – É uma bola de neve que vai gerar cada vez mais dor, e você vai perder cada vez mais o que você tem.

Eu – Vamos um pouquinho mais, um exemplo: eu tenho uma dor na mão onde eu tenho um ponto de acupuntura do coração naquele lugar, essa dor que eu somatizei aqui, e que eu me apeguei e valorizei, pode atacar também o órgão coração e assim vai se ampliando e levando ao outro órgão relacionado.

A – Sim. Você estudou Medicina Tradicional Chinesa que explica muito bem isso.

Eu – Mas as pessoas que leem a matéria não sabem disso. Por isso estou perguntando para que mais pessoas saibam como isso acontece.

A – Então vamos lá. É mais sério do que isso. Nós estamos usando um conhecimento, e aqui eu vou fazer uma brincadeira – bastante pontual. A dor do meu apego pode atingir áreas que eu não imagino.

Eu – Nós estávamos falando das Tireoides antes de começarmos os estudos. Pode pegar um sistema glandular?

A – Pode pegar sim um sistema glandular. Pode pegar um sistema familiar. A minha atitude perante a dor pode inclusive modificar todo sistema da família, pode afetar outros corpos. E com certeza afeta a toda humanidade encarnada e desencarnada. Porque somos todos um. Então é muito mais sério do que o ponto da mão afetando o coração.

Eu– É muito mais amplo né? Tudo está ligado.

A – Por outro lado não façamos a viagem contraria que muitas vezes se faz, e que são momentos de pouca compaixão quando diz para o outro: você está sofrendo porque você cria isso. Porque essa atitude é apontar o dedo e criar culpa. Quando nós todos temos que perceber que o que temos em comum com os outros é o desejo da felicidade. Ninguém foi buscar a infelicidade. O desejo é a felicidade, mas muitas vezes acaba indo pra onde existe a infelicidade. Por um descontrole! Por uma escolha! Mas mesmo assim, no fundo a motivação é a busca da felicidade. Mesmo quando eu me apego à dor, a motivação é a busca da felicidade. É que talvez o medo seja maior. Eu quero ser feliz, mas eu tenho tanto medo de mudar, que é melhor eu ficar sentindo essa dor. Porque o medo é muito grande. Mas perceba que a motivação por traz é sempre a busca da felicidade.

Eu – Qualquer ser humano está em busca de ser feliz, né?

A – O grande problema são as escolhas e como. Muita gente acha que para ser feliz precisa se auto flagelar. Por quê? Porque aprendeu assim! Porque permitiu que alguém o convencesse disso. Outros aceitaram a crença que para ser feliz é preciso explorar o próximo, outros aprenderam que é preciso lutar. É triste as pessoas quererem lutar. Como nos assusta vendo cada dia mais pessoas declarando que quer ser lutadores, não estou aqui falando de luta esportiva ou Oriental, estou falando de pessoas que em nome de um ideal. Massacra. Pessoas para quem os fins justificam os meios. Isso não é luta. Isso é egoísmo.

Eu – Isso não é uma busca pelo poder?

A – Sim! Mas lá atrás está a necessidade de ser feliz. Viver a crença de que eu só serei feliz se eu for poderoso.

Eu – Se eu for melhor! Se eu ganhar!

A – Se eu for o vitorioso… Se eu dominar. Ai poucos compartilha.

Eu – Então é uma perda de referencia?

A – De mudanças de paradigma. Porque os paradigmas têm que ser diferentes e que não se suporta mais que os fins justificam os meios.

Eu – Vivemos um momento em que as dores físicas, somatizadas, é claro, está em pessoas muito jovens. Pessoas jovens que sentam numa cadeira, quando vai levantar tem dor em tudo, sentam no chão não consegue levantar.

A – Isso que é visível é que seria a ponta do iceberg, as dores morais e as dores psíquicas são muito maiores, e muitas vezes sub valorizadas. E muitas vezes não são sequer reconhecidas. As físicas elas estão ai como a ponta do iceberg, porque elas vão determinar que muitas vezes entre outras, a dor moral e a dor psicológica possa aparecer, pode ser manifestada.

Eu – A dor física é o ponteiro indicando a dor emocional. Então o momento nos pede o desprendimento e a renovação.

A – Só uma observação que é importante, não é um momento impar! É um momento de um ciclo. E exatamente como o ciclo da terra em torno do Sol que tem o pico da iluminação, o calor do meio dia, e ao mesmo tempo, a escuridão da meia noite. São ciclos. Apenas isso. A historia não é linear. Cuidado com o conceito de que a evolução é linear. Nós estamos vivendo ciclos, é que nós encaramos os ciclos de maneiras diferente para achar que estamos vivendo um momento especial.

Eu – É que ninguém esta vivendo um ciclo assim por pura aventura, né? Está encarnado nesse momento porque tinha que estar. Tem a necessidade desse momento para se modificar.

A – Sim. É que muitos, assim como eu citei do movimento da terra ao redor do sol, muitos não perceberam que em alguns momentos com excesso de Sol é melhor se proteger para não se queimar. O Universo também. Nos momentos de falta de Luz e de calor é melhor se proteger. Muitos vão congelar no Inverno! E depois de passar pelo Inverno. Vem à primavera. O Verão – o Outono. E outro Inverno. E outra Primavera, outro Verão. E assim são os ciclos! O Planeta nos ensina. Mas parece que ainda nós não aprendemos.

Eu – O Planeta vive em ciclos, né?

A – Nós vivemos em ciclos. Nós vivemos um período de encarnação em que o corpo físico nos traz limites, mas também nos traz possibilidades. E depois um período no plano espiritual que não há mais o corpo físico. Os limites são outros e as possibilidades são outras, para depois voltarmos, e depois reciclamos. E alguns ainda creem que isso ainda sejam crime e castigo, que isso seja o resultado de um Deus adolescente, cheio de vontades e de desejos. Não é verdade! Nós não somos frutos de um Deus caprichoso, e sim somos fruto de uma sabedoria imensa, e de um grande Amor. Mas só aquele que têm olhos de ver que poderão perceber. Assim como na época em que Jesus estava encarnado Ele dizia essa frase. “ A aquele que ver, lhe será mostrado.´´

Eu – Alguém quer fazer perguntas? Ninguém se manifestou.

A – Isso não se refere ao material, mas também ao espiritual.

Eu – Éh, porque tudo tem que caminhar junto, não adianta caminhar só no espiritual.

A – Aquele que caminha só no espiritual é igual uma ave que só tem uma asa. Não voa. Nós temos é que aprender a integrar o material e o espiritual. Assim como já foi explicado sobre o ego, ele precisa ser fortalecido para ser transcendido. Não relegado. Ou o que é pior, combatido. E ai você vai encontrar pessoas encarnadas e desencarnadas extremamente cansadas, porque combatem, combatem… Que inutilidade!

EU – A gente vê no olhar das pessoas esse cansaço, chega ao ponto que não suporta mais. O movimento tempo está muito rápido, isso inclui mudanças metabólicas também. Tudo mudando! E continuamos resistindo, e não fazendo nada para mudar.

A – É por isso que cada vez mais nós vamos manifestar, quer seja no físico, quer seja no nosso senso moral, quer seja no psicológico. As dores. Porque elas continuam sendo a grande possibilidade de mudanças.

Eu – Ou então de parar! Porque tem dores que nos levam a ir para a cama, muitas vezes.

A – Existe um ditado que diz: Tem hora em que se você não parar, te param.

Eu – Quem do grupo ouviu isso ontem? (risos). Muitas vezes só assim se consegue suportar.

A – O que ainda não percebemos é que os ciclos nos mostram isso.

Eu – Sim. O Inverno é o recolhimento. A filosofia Oriental nos ensina assim.

A – Se recolhe e utiliza o que armazenou. A Primavera é o momento de florescimento em que eu devo aproveitar para a prosperidade, e ao mesmo tempo semear. O Verão é um momento de sumo prazer. O Outono nos avisa que é hora de começar a se recolher. No Inverno me recolho.
Eu – E muito de nós temos a necessidade de se recolher na Primavera mesmo, não? Quantos estão em seus ciclos mais difíceis na Primavera.

A – Como eu disse antes, utilizando a mesma metáfora, alguns deveria se recolher no Verão, para não se queimar.

Eu – Ai volta no que você já falou. O que precisamos é parar para entender nosso momento e voltar para o caminho do meio.

A – O equilíbrio! Entre o material e o espiritual. O equilíbrio entre o agir e o repousar. O equilíbrio entre o adquirir conhecimento e transforma-lo em ação e atitude, gerando sabedoria. É isso que nós temos que buscar. O equilíbrio, sempre! Toda vez que você for mais para um lado, o outro vai ficar faltando. E ai vem à dor. Só que percebam todos! Muito, muito antes da dor veio muito Amor. Porque a tentativa das leis naturais é nos conduzir pelo Amor, pelo prazer e pela alegria.

Eu – É bem como o ditado que diz que a sorte bate na sua porta varias vezes e você não percebe, só percebe a hora que chega o bendito do azar.

A – O pior é que muitas vezes o bater na porta da sorte te irrita, e você ainda xinga.
Eu – Mas a humanidade ela está preparada para um momento desses? Éh! Se encarnou nesse ciclo tem que estar preparado!

A – Éh! Você não vai gostar muito da resposta, mas Benjamin está rindo aqui e pede para eu te dizer que, cada caso é um caso. Que exatamente isso que é importante nesse momento. Nós percebemos que cada um está no nível de preocupação, no nível de aprendizado. E isso não significa ser melhor ou ser pior, só significa estar aflorando determinada característica nesse momento. Muitos nesse momento poderá ter aflorado a sua compaixão. Muitos terão aflorado a sua raiva. Muitos terá aflorado o Amor – outros o ódio.

Eu – E outros não afloram nada, né? Continuam como se nada estivesse acontecendo. Não percebem esse movimento.

A – Sim. A decisão é de cada um. E cada caso é um caso.

A – Filha, nós vamos encerrando. O grupo quis realmente que nós entendêssemos um pouco mais sobre isso. Porque é importante que adquiramos muito, para recebermos mais ainda. Você só vai conseguir, fazendo aqui uma metáfora. você só vai conseguir fazer a pós-graduação, se você fizer a graduação. Não adianta querer fazer a pós, não tendo ido à escola. Muitos se ressentem disso, gostariam de não precisar sentar nos bancos da escola. E já terem títulos. E não é possível. Então que nós percebamos, que quanto mais adquirirmos, mais vamos adquirir. Mas isso não é restrito apenas ao material, e que se agirmos com egoísmo e sem sabedoria, seremos vasos vazios.
Nosso grupo agradece a possibilidade que tivemos de estudar esse tema, que para nós foi muito importante também.Porque muitos de nos, e eu me incluo nisso, não tínhamos um entendimento tão completo quanto ao que atingimos após incluir esse tema nos nossos estudos. Agradecemos também a possibilidade de estarmos conversando com esse grupo encarnado. E mais uma vez agradecemos aos fiéis de Nossa Senhora do Rosário dos Negros, que são os nossos engenheiros de som, e que torna possível essa comunicação tão tranquila. Sem interferências. Agradecemos aos Mestres, e agradecemos a todos que estiveram presente. Em nome do gruo eu me despeço, e desejo a todos vocês uma noite muito agradável.

Eu – Gratidão a todos vocês. Gratidão a você. Sua clareza nas explicações é contagiante e nos faz interagir e entender muito bem tudo que você nos traz. Gratidão!
Benjamin pede um momento de silencio e de recolhimento, para que possamos entrar na energia de equilíbrio que paira no ambiente, resultado desse nosso encontro.

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Vilma Aparecida Mascagni
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